{"id":8087,"date":"2025-06-13T06:13:19","date_gmt":"2025-06-13T05:13:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8087"},"modified":"2025-06-13T06:13:20","modified_gmt":"2025-06-13T05:13:20","slug":"webb-fotografa-um-exoplaneta-gelado-numa-orbita-estranha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/06\/13\/webb-fotografa-um-exoplaneta-gelado-numa-orbita-estranha\/","title":{"rendered":"Webb fotografa um exoplaneta gelado numa \u00f3rbita estranha"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/k92JO1QQ_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"675\" height=\"675\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/k92JO1QQ_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8088\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/k92JO1QQ_o.jpg 675w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/k92JO1QQ_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/k92JO1QQ_o-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem do exoplaneta 14 Herculis c foi obtida pelo instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. O s\u00edmbolo de uma estrela marca a localiza\u00e7\u00e3o da estrela hospedeira 14 Herculis, cuja luz foi bloqueada por um coron\u00f3grafo no NIRCam (aqui representado por um c\u00edrculo escuro delineado a branco).\nCr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, STScI, W. Balmer (Universidade Johns Hopkins), D. Bardalez Gagliuffi (Amherst College)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Um sistema planet\u00e1rio descrito pelos cientistas como anormal, ca\u00f3tico e estranho tornou-se mais n\u00edtido com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. Utilizando o instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb, os investigadores conseguiram obter imagens de um dos dois planetas conhecidos que orbitam a estrela 14 Herculis, situada a 60 anos-luz da Terra, na nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>O exoplaneta, 14 Herculis c, \u00e9 um dos mais frios fotografados at\u00e9 \u00e0 data. Embora j\u00e1 tenham sido descobertos cerca de 6000 exoplanetas, apenas um pequeno n\u00famero deles foi fotografado diretamente, sendo a maioria deles muito quentes (centenas ou mesmo milhares de graus Celsius). Os novos dados sugerem que 14 Herculis c, com aproximadamente 7 vezes a massa de J\u00fapiter, tem uma temperatura de -3\u00ba C.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados da equipa foram submetidos \u00e0 revista The Astrophysical Journal Letters e apresentados numa confer\u00eancia de imprensa na passada ter\u00e7a-feira, durante a 246.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana, que decorreu em Anchorage, Alasca.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quanto mais frio \u00e9 um exoplaneta, mais dif\u00edcil \u00e9 fotograf\u00e1-lo, por isso este \u00e9 um regime de estudo totalmente novo que o Webb desbloqueou com a sua sensibilidade extrema no infravermelho&#8221;, disse William Balmer, coautor do novo artigo cient\u00edfico e estudante na Universidade Johns Hopkins. &#8220;Podemos agora aumentar o cat\u00e1logo n\u00e3o s\u00f3 de exoplanetas jovens e quentes j\u00e1 fotografados, mas tamb\u00e9m de exoplanetas mais antigos que s\u00e3o muito mais frios do que t\u00ednhamos visto diretamente antes do Webb&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A imagem de 14 Herculis c, pelo Webb, tamb\u00e9m fornece informa\u00e7\u00f5es sobre um sistema planet\u00e1rio diferente da maioria dos outros estudados em pormenor com o Webb e outros observat\u00f3rios terrestres e espaciais. A estrela central, 14 Herculis, \u00e9 quase como o Sol &#8211; \u00e9 semelhante em idade e temperatura, mas um pouco menos massiva e mais fria.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sistema, existem dois planetas &#8211; 14 Herculis b est\u00e1 mais perto da estrela e est\u00e1 coberto pela m\u00e1scara coronogr\u00e1fica na imagem do Webb. Estes planetas n\u00e3o orbitam a estrela hospedeira no mesmo plano, como o nosso sistema solar. Ao inv\u00e9s, cruzam-se como um &#8216;X&#8217;, com a estrela no centro. Ou seja, os planos orbitais dos dois planetas est\u00e3o inclinados um em rela\u00e7\u00e3o ao outro num \u00e2ngulo de cerca de 40 graus. Os planetas puxam um pelo outro enquanto orbitam a estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez que se obt\u00e9m uma imagem de um exoplaneta num sistema t\u00e3o desalinhado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas est\u00e3o a trabalhar em v\u00e1rias teorias para explicar como \u00e9 que os planetas deste sistema ficaram t\u00e3o desalinhados. Um dos conceitos dominantes \u00e9 que os planetas se dispersaram depois de um terceiro planeta ter sido violentamente ejetado do sistema no in\u00edcio da sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A evolu\u00e7\u00e3o inicial do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar foi dominada pelo movimento e atra\u00e7\u00e3o dos nossos gigantes gasosos&#8221;, acrescentou Balmer. &#8220;Eles atiraram asteroides e reorganizaram outros planetas. Aqui, estamos a ver as consequ\u00eancias da cena de um crime planet\u00e1rio mais violento. Isto relembra-nos que algo semelhante poderia ter acontecido ao nosso pr\u00f3prio Sistema Solar e que os desfechos de pequenos planetas como a Terra s\u00e3o frequentemente ditados por for\u00e7as muito maiores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Compreendendo as caracter\u00edsticas do planeta com o Webb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os novos dados do Webb est\u00e3o a dar aos investigadores mais informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 sobre a temperatura de 14 Herculis c, mas tamb\u00e9m sobre outros pormenores da \u00f3rbita e da atmosfera do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas indicam que o planeta orbita a cerca de 2,2 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da estrela hospedeira numa \u00f3rbita altamente el\u00edptica, ou em forma de bola de futebol americano, mais pr\u00f3xima do que as estimativas anteriores. Isto \u00e9 cerca de 15 vezes mais longe do Sol do que a Terra. Em m\u00e9dia, isto colocaria 14 Herculis c entre Saturno e \u00darano no nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>O brilho do planeta a 4,4 micr\u00f3metros, medido com o coron\u00f3grafo do Webb, combinado com a massa conhecida do planeta e a idade do sistema, sugere a exist\u00eancia de din\u00e2micas atmosf\u00e9ricas complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se um planeta com uma certa massa se formou h\u00e1 4 mil milh\u00f5es de anos e depois arrefeceu ao longo do tempo por n\u00e3o ter uma fonte de energia que o mantivesse quente, podemos prever qu\u00e3o quente dever\u00e1 estar hoje&#8221;, disse Daniella C. Bardalez Gagliuffi do Amherst College, coautora do artigo cient\u00edfico com Balmer. &#8220;Informa\u00e7\u00e3o adicional, como a perce\u00e7\u00e3o do brilho em imagens diretas, apoiaria, em teoria, esta estimativa da temperatura do planeta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o que os investigadores esperam nem sempre se reflete nos resultados. No caso de 14 Herculis c, o brilho neste comprimento de onda \u00e9 mais fraco do que o esperado para um objeto com esta massa e idade. No entanto, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o consegue explicar esta discrep\u00e2ncia. \u00c9 a chamada qu\u00edmica de desequil\u00edbrio do carbono, algo frequentemente observado em an\u00e3s castanhas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este exoplaneta \u00e9 t\u00e3o frio que as melhores compara\u00e7\u00f5es que temos e que est\u00e3o bem estudadas s\u00e3o as an\u00e3s castanhas mais frias&#8221;, explicou Bardalez Gagliuffi. &#8220;Nesses objetos, como no exoplaneta 14 Herculis c, vemos di\u00f3xido de carbono e mon\u00f3xido de carbono a temperaturas onde dever\u00edamos ver metano. Este facto \u00e9 explicado pela agita\u00e7\u00e3o da atmosfera. As mol\u00e9culas produzidas a temperaturas mais quentes na atmosfera inferior s\u00e3o rapidamente trazidas para a fria atmosfera superior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores esperam que a imagem Webb de 14 Herculis c seja apenas o in\u00edcio de uma nova fase na investiga\u00e7\u00e3o deste estranho sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o pequeno ponto de luz obtido pelo Webb contenha uma grande quantidade de informa\u00e7\u00e3o, futuros estudos espetrosc\u00f3picos de 14 Herculis poder\u00e3o melhor restringir as propriedades atmosf\u00e9ricas deste interessante planeta e ajudar os investigadores a compreender a din\u00e2mica e as vias de forma\u00e7\u00e3o do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/webb\/frigid-exoplanet-in-strange-orbit-imaged-by-nasas-webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>14 Herculis c:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/hd-145675-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/14%20Herculis%20c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/14_her_c--309\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/14_Herculis_c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um sistema planet\u00e1rio descrito pelos cientistas como anormal, ca\u00f3tico e estranho tornou-se mais n\u00edtido com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. Utilizando o instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb, os investigadores conseguiram obter imagens de um dos dois planetas conhecidos que orbitam a estrela 14 Herculis, situada a 60 anos-luz da Terra, na nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8088,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[1920,147,387],"class_list":["post-8087","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-14-herculis-c","tag-exoplaneta","tag-jwst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8087"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8087\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8089,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8087\/revisions\/8089"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}