{"id":8078,"date":"2025-06-10T06:18:56","date_gmt":"2025-06-10T05:18:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8078"},"modified":"2025-06-10T06:18:57","modified_gmt":"2025-06-10T05:18:57","slug":"ideia-louca-sobre-os-efeitos-de-arrefecimento-da-neblina-de-plutao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/06\/10\/ideia-louca-sobre-os-efeitos-de-arrefecimento-da-neblina-de-plutao\/","title":{"rendered":"&#8220;Ideia louca&#8221; sobre os efeitos de arrefecimento da neblina de Plut\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA19948.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"438\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/T6s3zXPC_o-1024x438.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8079\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/T6s3zXPC_o-1024x438.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/T6s3zXPC_o-300x128.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/T6s3zXPC_o-768x328.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/T6s3zXPC_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A sonda New Horizons da NASA captou esta imagem da superf\u00edcie de Plut\u00e3o envolta numa neblina atmosf\u00e9rica.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/SwRI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras observa\u00e7\u00f5es de Plut\u00e3o, pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST) da NASA, revelam fen\u00f3menos dram\u00e1ticos na sua superf\u00edcie, como ciclos sazonais de redistribui\u00e7\u00e3o de gelo vol\u00e1til pela sua superf\u00edcie e material a ser puxado da sua pr\u00f3pria atmosfera para o sat\u00e9lite principal, Caronte &#8211; uma misteriosa intera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o acontece em mais nenhum lugar do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas condi\u00e7\u00f5es ex\u00f3ticas est\u00e3o descritas em pormenor numa s\u00e9rie de estudos publicados esta primavera por uma equipa internacional de investigadores. Mas embora a imagem de mol\u00e9culas da atmosfera de um globo, \u00e0 deriva pelo espa\u00e7o e a fixarem-se nos polos norte e sul do seu companheiro celeste, pare\u00e7a estranha, um investigador da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz, que faz parte da equipa, est\u00e1 a sorrir.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo cient\u00edfico mais recente, publicado dia 2 de junho na revista Nature Astronomy, confirma as hip\u00f3teses feitas pela primeira vez por Xi Zhang acerca da atmosfera de Plut\u00e3o, com base no &#8220;flyby&#8221; hist\u00f3rico da nave espacial New Horizons da NASA em 2015, que deu aos investigadores o olhar mais pr\u00f3ximo at\u00e9 \u00e0 data do curioso objeto no limite do Sistema Solar. Menos de uma d\u00e9cada antes, Plut\u00e3o tinha sido relegado de planeta principal para &#8220;planeta an\u00e3o&#8221; devido a v\u00e1rios crit\u00e9rios c\u00f3smicos que este n\u00e3o satisfazia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Uma ideia louca&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia das observa\u00e7\u00f5es de Plut\u00e3o pela New Horizons, Zhang publicou em 2017 um artigo cient\u00edfico que levantava a hip\u00f3tese de a atmosfera de Plut\u00e3o ser dominada por part\u00edculas de neblina, o que a tornaria completamente diferente das outras atmosferas do Sistema Solar. Zhang, professor de ci\u00eancias da Terra e planet\u00e1rias, postulou que estas part\u00edculas de neblina aquecem e arrefecem, controlando todo o equil\u00edbrio energ\u00e9tico na atmosfera de Plut\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Era uma ideia louca&#8221;, disse Zhang, acrescentando que muitos dos seus colegas na altura se mostraram c\u00e9ticos. Mas ele e os seus coautores tamb\u00e9m fizeram uma previs\u00e3o clara no seu artigo cient\u00edfico de 2017: se a neblina est\u00e1 a arrefecer Plut\u00e3o, deve estar a emitir forte radia\u00e7\u00e3o no infravermelho m\u00e9dio, e isso deve ser observ\u00e1vel assim que um telesc\u00f3pio grande e poderoso o suficiente estiver dispon\u00edvel para os astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse momento chegou no dia de Natal de 2021, quando a NASA lan\u00e7ou o JWST para o espa\u00e7o, permitindo observa\u00e7\u00f5es que ultrapassariam em muito as efetuadas pelos seus antecessores terrestres ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. Zhang disse que o atual estudo do JWST foi motivado pela sua hip\u00f3tese de 2017. &#8220;Fic\u00e1mos muito orgulhosos, porque confirmou a nossa previs\u00e3o&#8221;, disse. &#8220;Na ci\u00eancia planet\u00e1ria, n\u00e3o \u00e9 comum ter uma hip\u00f3tese confirmada t\u00e3o rapidamente, em apenas alguns anos. Por isso, sentimo-nos muito sortudos e muito entusiasmados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es nubladas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A passagem por Plut\u00e3o, em 2015, revelou um mundo com paisagens surpreendentes, marcadas por uma topografia complexa &#8211; bacias, montanhas e vales &#8211; atividade geol\u00f3gica em curso, como glaciares de azoto (N\u2082) e metano (CH\u2084), e uma atmosfera quimicamente rica contendo compostos vol\u00e1teis como N\u2082, CH\u2084 e mon\u00f3xido de carbono. A atmosfera nublada de Plut\u00e3o formou-se a partir da fotoqu\u00edmica acoplada do metano e do azoto, semelhante \u00e0 neblina em torno da lua de Saturno, Tit\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, Caronte mostrou n\u00e3o ter uma atmosfera e ter uma superf\u00edcie mais uniforme dominada por \u00e1gua gelada misturada com compostos \u00e0 base de amon\u00edaco. Pensa-se que as suas regi\u00f5es polares, mais escuras e avermelhadas, resultam da captura e transforma\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de mol\u00e9culas de CH\u2084 que escapam da atmosfera de Plut\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As recentes observa\u00e7\u00f5es do Webb fornecem um novo olhar sobre este sistema distante. Como relatado na s\u00e9rie de artigos cient\u00edficos publicados esta primavera, pela primeira vez, o instrumento MIRI do telesc\u00f3pio permitiu medi\u00e7\u00f5es separadas da emiss\u00e3o t\u00e9rmica no infravermelho m\u00e9dio de Plut\u00e3o e Caronte sob a forma de curvas de luz a 18, 21 e 25 \u00b5m.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, em maio de 2023, o instrumento captou um espetro de alta qualidade no infravermelho m\u00e9dio (4,9-27 \u03bcm) de Plut\u00e3o e da sua atmosfera. Esta gama espetral, anteriormente inexplorada devido \u00e0 sensibilidade insuficiente dos instrumentos anteriores, revelou uma riqueza qu\u00edmica inesperada que levou a uma melhor compreens\u00e3o dos processos atmosf\u00e9ricos e da origem dos gelos de Plut\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pistas c\u00f3smicas escondidas na neblina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As curvas de luz do JWST tamb\u00e9m revelaram varia\u00e7\u00f5es na radia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica da superf\u00edcie de Plut\u00e3o e de Caronte durante as suas rota\u00e7\u00f5es. Ao comparar estes dados com modelos t\u00e9rmicos, os investigadores foram capazes de colocar fortes restri\u00e7\u00f5es na in\u00e9rcia t\u00e9rmica, emissividade e temperatura de diferentes regi\u00f5es de Plut\u00e3o e de Caronte. S\u00e3o estas propriedades que determinam a distribui\u00e7\u00e3o global de gelo em Plut\u00e3o e o \u00eaxodo de mol\u00e9culas atmosf\u00e9ricas para Caronte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos dados do JWST tamb\u00e9m confirmaram uma segunda previs\u00e3o, feita pelo antigo aluno de doutoramento de Zhang, Linfeng Wan, outro coautor do artigo da Nature Astronomy. As novas observa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em boa concord\u00e2ncia com a previs\u00e3o central do seu estudo de 2023 sobre a amplitude da curva de luz rotacional de Caronte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Plut\u00e3o situa-se num ponto realmente \u00fanico no que diz respeito ao comportamento das atmosferas planet\u00e1rias. Por isso, d\u00e1-nos a oportunidade de expandir a nossa compreens\u00e3o de como a neblina se comporta em ambientes extremos&#8221;, explicou Zhang. &#8220;E n\u00e3o se trata apenas de Plut\u00e3o &#8211; sabemos que a lua de Neptuno, Trit\u00e3o, e a lua de Saturno, Tit\u00e3, tamb\u00e9m t\u00eam atmosferas semelhantes de azoto e de hidrocarbonetos, cheias de part\u00edculas de neblina. Por isso, tamb\u00e9m temos de repensar o seu papel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>E, acrescentou Zhang, h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o ainda mais profunda. &#8220;Antes do oxig\u00e9nio se acumular na atmosfera da Terra, h\u00e1 cerca de 2,4 mil milh\u00f5es de anos, j\u00e1 existia vida. Mas nessa altura, a atmosfera da Terra era totalmente diferente &#8211; sem oxig\u00e9nio, principalmente azoto, e com muita qu\u00edmica de hidrocarbonetos&#8221;, disse. &#8220;Por isso, ao estudar a neblina e a qu\u00edmica de Plut\u00e3o, podemos obter novos conhecimentos sobre as condi\u00e7\u00f5es que tornaram a Terra habit\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o artigo da Nature Astronomy, Zhang e o seu antigo aluno de doutoramento Linfeng Wan contribu\u00edram com modelos te\u00f3ricos para interpretar os dados do JWST, calculando os espetros t\u00e9rmicos e reavaliando as taxas de arrefecimento da atmosfera de Plut\u00e3o. A equipa por detr\u00e1s da s\u00e9rie de artigos cient\u00edficos foi liderada por investigadores do LESIA (Laboratory of Space Studies and Instrumentation in Astrophysics), no Observat\u00f3rio de Paris, e da Universidade de Reims Champagne-Ardenne.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2025\/06\/pluto-cooling-haze\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02573-z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nature24465\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico de Zhang et al., 2017 (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ace9d5\/meta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico de Wan et al., 2023 (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Plut\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/dwarf-planets\/pluto\/facts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pluto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caronte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/moons\/pluto-moons\/charon\/in-depth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Charon_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/new-horizons\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras observa\u00e7\u00f5es de Plut\u00e3o, pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST) da NASA, revelam fen\u00f3menos dram\u00e1ticos na sua superf\u00edcie, como ciclos sazonais de redistribui\u00e7\u00e3o de gelo vol\u00e1til pela sua superf\u00edcie e material a ser puxado da sua pr\u00f3pria atmosfera para o sat\u00e9lite principal, Caronte &#8211; 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