{"id":8033,"date":"2025-05-23T06:21:26","date_gmt":"2025-05-23T05:21:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8033"},"modified":"2025-05-23T06:21:46","modified_gmt":"2025-05-23T05:21:46","slug":"justa-cosmica-astronomos-observam-um-par-de-galaxias-em-interacao-no-espaco-profundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/05\/23\/justa-cosmica-astronomos-observam-um-par-de-galaxias-em-interacao-no-espaco-profundo\/","title":{"rendered":"&#8220;Justa c\u00f3smica&#8221;: astr\u00f3nomos observam um par de gal\u00e1xias em intera\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o profundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2509a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"657\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sNOQxfbY_o-1024x657.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8034\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sNOQxfbY_o-1024x657.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sNOQxfbY_o-300x192.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sNOQxfbY_o-768x493.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sNOQxfbY_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem, obtida com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), mostra o conte\u00fado de g\u00e1s molecular de duas gal\u00e1xias envolvidas numa colis\u00e3o c\u00f3smica. A gal\u00e1xia da direita alberga um quasar \u2014 um buraco negro supermassivo que est\u00e1 a acumular material retirado da sua vizinhan\u00e7a e a lan\u00e7ar radia\u00e7\u00e3o intensa diretamente para a outra gal\u00e1xia.\nOs astr\u00f3nomos utilizaram o instrumento X-shooter montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO para detetar a luz do quasar \u00e0 medida que esta passa atrav\u00e9s de um halo invis\u00edvel de g\u00e1s que rodeia a gal\u00e1xia da esquerda e puderam observar os danos a que esta radia\u00e7\u00e3o d\u00e1 origem nesta gal\u00e1xia, perturbando as suas nuvens de g\u00e1s e dificultando a sua capacidade em formar novas estrelas.\nCr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/S. Balashev e P. Noterdaeme et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos testemunharam pela primeira vez uma violenta intera\u00e7\u00e3o c\u00f3smica onde uma gal\u00e1xia trespassa outra com radia\u00e7\u00e3o intensa. Os resultados, publicados na revista Nature, mostram que esta radia\u00e7\u00e3o diminui a capacidade da gal\u00e1xia &#8220;afetada&#8221; em formar novas estrelas. O novo estudo combinou observa\u00e7\u00f5es do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e revelou com detalhe esta intera\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram observadas duas gal\u00e1xias em intera\u00e7\u00e3o violenta nas profundezas do Universo distante. Repetidamente, estas gal\u00e1xias aproximam-se uma da outra com velocidades da ordem dos 500 km\/s em rotas de colis\u00e3o, apenas para se tocarem levemente e recuarem novamente, preparando-se para outra ronda do mesmo fen\u00f3meno, um pouco como faziam os cavaleiros numa justa medieval. &#8220;\u00c9 por isso que chamamos a este sistema a &#8216;justa c\u00f3smica'&#8221;, diz o col\u00edder do estudo Pasquier Noterdaeme, investigador do Instituto de Astrof\u00edsica de Paris, em Fran\u00e7a, e do Laborat\u00f3rio Franco-Chileno de Astronomia, no Chile. Ao contr\u00e1rio dos cavaleiros medievais, estes cavaleiros gal\u00e1cticos s\u00e3o muito pouco galantes e um deles possui inclusivamente uma vantagem injusta: faz uso de um quasar para &#8220;trespassar&#8221; o seu advers\u00e1rio com uma &#8220;lan\u00e7a&#8221; de radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os quasares s\u00e3o n\u00facleos brilhantes de algumas gal\u00e1xias distantes, alimentados por buracos negros supermassivos, que libertam enormes quantidades de radia\u00e7\u00e3o. Tanto os quasares como as fus\u00f5es entre gal\u00e1xias eram mais comuns no Universo primordial, aparecendo com mais frequ\u00eancia nos primeiros milhares de milh\u00f5es de anos do Universo. Assim, para os estudar, os astr\u00f3nomos t\u00eam de observar o passado distante, usando para isso telesc\u00f3pios muito potentes. A luz desta &#8220;justa c\u00f3smica&#8221; demorou mais de 11 mil milh\u00f5es de anos a chegar at\u00e9 n\u00f3s, pelo que a observamos quando o Universo tinha apenas 18% da sua idade atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a ver, pela primeira vez, o efeito direto da radia\u00e7\u00e3o de um quasar na estrutura interna do g\u00e1s de uma gal\u00e1xia que, de outro modo, seria completamente normal&#8221;, explica o col\u00edder do estudo, Sergei Balashev, investigador do Instituto Ioffe em S\u00e3o Petersburgo, R\u00fassia. As novas observa\u00e7\u00f5es indicam que a radia\u00e7\u00e3o libertada pelo quasar perturba as nuvens de g\u00e1s e poeira da gal\u00e1xia normal, deixando-lhe intactas apenas as regi\u00f5es mais pequenas e mais densas. Estas regi\u00f5es s\u00e3o provavelmente demasiado pequenas para conseguirem formar estrelas, o que faz com que esta gal\u00e1xia conte com menos maternidades estelares ap\u00f3s sofrer esta transforma\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, o que diminui a sua capacidade em formar novas estrelas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2509b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/fa\/83\/y0nTJMgB_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem art\u00edstica mostra uma &#8220;justa c\u00f3smica&#8221; &#8211; uma fus\u00e3o gal\u00e1ctica em que a gal\u00e1xia da direita alberga um quasar no seu n\u00facleo. Este quasar \u00e9 alimentado por um buraco negro supermassivo que engole a mat\u00e9ria que o rodeia e emite um poderoso cone de radia\u00e7\u00e3o que perfura a outra gal\u00e1xia como se de uma lan\u00e7a se tratasse.<br>Ao interagir com a gal\u00e1xia da esquerda, esta radia\u00e7\u00e3o perturba as nuvens de g\u00e1s e poeira no seu interior, deixando intactas apenas as regi\u00f5es mais pequenas e densas, as quais s\u00e3o provavelmente incapazes de formar estrelas ap\u00f3s este processo.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1, no entanto, mais transforma\u00e7\u00f5es importantes criadas por esta intera\u00e7\u00e3o. &#8220;Pensamos que estas fus\u00f5es trazem enormes quantidades de g\u00e1s aos buracos negros supermassivos que se encontram nos centros das gal\u00e1xias&#8221;, explica Balashev. Assim, novas reservas de combust\u00edvel s\u00e3o colocadas ao alcance do buraco negro que alimenta o quasar e, por isso, \u00e0 medida que o buraco negro se alimenta, o quasar pode continuar o seu &#8220;ataque&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo foi levado a cabo com o aux\u00edlio do ALMA e do instrumento X-shooter montado no VLT do ESO, ambos situados no deserto chileno do Atacama. A alta resolu\u00e7\u00e3o do ALMA ajudou os astr\u00f3nomos a distinguir claramente as duas gal\u00e1xias em fus\u00e3o, que est\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximas que pareciam ser um \u00fanico objeto em observa\u00e7\u00f5es anteriores. Com o X-shooter, os investigadores analisaram a luz do quasar a atravessar a gal\u00e1xia normal, o que lhes permitiu estudar como \u00e9 que esta gal\u00e1xia se transforma devido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o emitida pelo quasar da sua companheira ativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es com telesc\u00f3pios maiores e mais potentes poder\u00e3o revelar mais sobre colis\u00f5es como esta. Como diz Noterdaeme, um telesc\u00f3pio como o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO &#8220;permitir-nos-\u00e1 certamente aprofundar o estudo deste e doutros sistemas, para melhor compreender a evolu\u00e7\u00e3o dos quasares e o seu efeito nas suas gal\u00e1xias hospedeiras e nas gal\u00e1xias pr\u00f3ximas delas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Astronomers observe pair of galaxies in deep-space battle | ESO News\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KTvIPFaj-Sk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2509\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/astronomers-observe-pair-of-galaxies-in-deep-space-battle\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-08966-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2505.15766\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias em intera\u00e7\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interacting_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quasar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quasar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/x-shooter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X-shooter (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos testemunharam pela primeira vez uma violenta intera\u00e7\u00e3o c\u00f3smica onde uma gal\u00e1xia trespassa outra com radia\u00e7\u00e3o intensa. 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