{"id":8024,"date":"2025-05-23T06:14:17","date_gmt":"2025-05-23T05:14:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8024"},"modified":"2025-05-23T06:14:36","modified_gmt":"2025-05-23T05:14:36","slug":"jupiter-tinha-anteriormente-o-dobro-do-seu-tamanho-atual-e-um-campo-magnetico-muito-mais-forte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/05\/23\/jupiter-tinha-anteriormente-o-dobro-do-seu-tamanho-atual-e-um-campo-magnetico-muito-mais-forte\/","title":{"rendered":"J\u00fapiter tinha anteriormente o dobro do seu tamanho atual e um campo magn\u00e9tico muito mais forte"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA22946.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"518\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/QwN7mADD_o-1024x518.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8025\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/QwN7mADD_o-1024x518.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/QwN7mADD_o-300x152.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/QwN7mADD_o-768x389.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/QwN7mADD_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Composi\u00e7\u00e3o de J\u00fapiter, fruto de tr\u00eas exposi\u00e7\u00f5es obtidas dia 12 de fevereiro de 2019 pela sonda Juno. \u00c9 vis\u00edvel, \u00e0 direita, a Grande Mancha Vermelha.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/SwRI\/MSSS, Kevin M. Gill<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compreender a evolu\u00e7\u00e3o inicial de J\u00fapiter ajuda a iluminar a hist\u00f3ria mais abrangente de como o nosso Sistema Solar desenvolveu a sua estrutura distinta. A gravidade de J\u00fapiter, frequentemente designada como o &#8220;arquiteto&#8221; do nosso Sistema Solar, desempenhou um papel fundamental na defini\u00e7\u00e3o das trajet\u00f3rias orbitais dos outros planetas e ao esculpir o disco de g\u00e1s e poeira a partir do qual se formaram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num novo estudo publicado na revista Nature Astronomy, Konstantin Batygin, professor de ci\u00eancias planet\u00e1rias no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia; e Fred C. Adams, professor de f\u00edsica e astronomia na Universidade de Michigan; fornecem uma vis\u00e3o detalhada do estado primordial de J\u00fapiter. Os seus c\u00e1lculos revelam que cerca de 3,8 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o dos primeiros s\u00f3lidos do Sistema Solar &#8211; um momento chave em que o disco de material \u00e0 volta do Sol, conhecido como nebulosa protoplanet\u00e1ria, se estava a dissipar &#8211; J\u00fapiter era significativamente maior e tinha um campo magn\u00e9tico ainda mais poderoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso objetivo final \u00e9 compreender de onde viemos, e a determina\u00e7\u00e3o das fases iniciais da forma\u00e7\u00e3o dos planetas \u00e9 essencial para resolver o quebra-cabe\u00e7as&#8221;, diz Batygin. &#8220;Isto aproxima-nos da compreens\u00e3o de como se formou n\u00e3o s\u00f3 J\u00fapiter, mas todo o Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Batygin e Adams abordaram esta quest\u00e3o estudando as pequenas luas de J\u00fapiter, Amalteia e Tebe, que orbitam ainda mais perto de J\u00fapiter do que Io, a mais pequena e mais pr\u00f3xima das quatro grandes luas galileanas do planeta. Dado que Amalteia e Tebe t\u00eam \u00f3rbitas ligeiramente inclinadas, Batygin e Adams analisaram estas pequenas discrep\u00e2ncias orbitais para calcular o tamanho original de J\u00fapiter: aproximadamente o dobro do seu raio atual, com um volume previsto equivalente a mais de 2000 Terras. Os investigadores tamb\u00e9m determinaram que o campo magn\u00e9tico de J\u00fapiter nessa altura era cerca de 50 vezes mais forte do que \u00e9 atualmente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/de\/c0\/U82YNlNv_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/de\/c0\/U82YNlNv_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma ilustra\u00e7\u00e3o de J\u00fapiter com linhas de campo magn\u00e9tico a sair dos seus polos.<br>Cr\u00e9dito: K. Batygin<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adams sublinha a marca not\u00e1vel que o passado deixou no atual Sistema Solar: &#8220;\u00c9 espantoso que, mesmo ap\u00f3s 4,5 mil milh\u00f5es de anos, subsistam pistas suficientes para nos permitir reconstruir o estado f\u00edsico de J\u00fapiter no in\u00edcio da sua exist\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante notar que estas informa\u00e7\u00f5es foram obtidas atrav\u00e9s de restri\u00e7\u00f5es independentes que contornam as incertezas tradicionais dos modelos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria &#8211; que muitas vezes se baseiam em suposi\u00e7\u00f5es sobre a opacidade do g\u00e1s, a taxa de acre\u00e7\u00e3o ou a massa do n\u00facleo de elementos pesados. Em vez disso, a equipa concentrou-se na din\u00e2mica orbital das luas de J\u00fapiter e na conserva\u00e7\u00e3o do momento angular do planeta &#8211; grandezas que s\u00e3o diretamente mensur\u00e1veis. A sua an\u00e1lise estabelece um retrato claro de J\u00fapiter no momento em que a nebulosa solar circundante se evaporou, um ponto de transi\u00e7\u00e3o crucial quando os materiais de constru\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o de planetas desapareceram e a arquitetura primordial do Sistema Solar ficou estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados acrescentam pormenores cruciais \u00e0s teorias existentes sobre a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, que sugerem que J\u00fapiter e outros planetas gigantes \u00e0 volta de outras estrelas se formaram atrav\u00e9s da acre\u00e7\u00e3o do n\u00facleo, um processo pelo qual um n\u00facleo rochoso e gelado acumula rapidamente g\u00e1s. Estes modelos fundamentais foram desenvolvidos ao longo de d\u00e9cadas por muitos investigadores. Este novo estudo baseia-se nessa funda\u00e7\u00e3o ao fornecer medi\u00e7\u00f5es mais exatas do tamanho de J\u00fapiter, da sua rota\u00e7\u00e3o e das condi\u00e7\u00f5es magn\u00e9ticas numa altura inicial e crucial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Batygin salienta que, embora os primeiros momentos de J\u00fapiter permane\u00e7am obscurecidos pela incerteza, a investiga\u00e7\u00e3o atual clarifica significativamente a nossa imagem das fases cr\u00edticas de desenvolvimento do planeta. &#8220;O que estabelecemos aqui \u00e9 um ponto de refer\u00eancia valioso&#8221;, diz ele. &#8220;Um ponto a partir do qual podemos reconstruir com mais confian\u00e7a a evolu\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/jupiter-was-formerly-twice-its-current-size-and-had-a-much-stronger-magnetic-field\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02512-y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2505.12652\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00fapiter:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/jupiter\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/jupiter.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compreender a evolu\u00e7\u00e3o inicial de J\u00fapiter ajuda a iluminar a hist\u00f3ria mais abrangente de como o nosso Sistema Solar desenvolveu a sua estrutura distinta. A gravidade de J\u00fapiter, frequentemente designada como o &#8220;arquiteto&#8221; do nosso Sistema Solar, desempenhou um papel fundamental na defini\u00e7\u00e3o das trajet\u00f3rias orbitais dos outros planetas e ao esculpir o disco de g\u00e1s e poeira a partir do qual se formaram.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8025,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[197,413],"class_list":["post-8024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-jupiter","tag-sistema-solar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8024"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8024\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8027,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8024\/revisions\/8027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}