{"id":8021,"date":"2025-05-20T06:21:07","date_gmt":"2025-05-20T05:21:07","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8021"},"modified":"2025-05-20T06:21:08","modified_gmt":"2025-05-20T05:21:08","slug":"primeiras-auroras-observadas-a-partir-da-superficie-de-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/05\/20\/primeiras-auroras-observadas-a-partir-da-superficie-de-marte\/","title":{"rendered":"Primeiras auroras observadas a partir da superf\u00edcie de Marte"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/dynamicimage\/assets\/science\/psd\/solar-system\/mars\/images\/auroraimage_knutsen_v1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"369\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ryugPDgu_o-1024x369.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8022\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ryugPDgu_o-1024x369.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ryugPDgu_o-300x108.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ryugPDgu_o-768x277.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ryugPDgu_o.jpg 1191w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A primeira imagem, no vis\u00edvel, de auroras verdes em Marte (\u00e0 esquerda), obtida pelo instrumento Mastcam-Z no rover Perseverance da NASA. \u00c0 direita, uma imagem comparativa do c\u00e9u noturno de Marte sem aurora, mas com a lua marciana Deimos. O c\u00e9u noturno marciano, iluminado sobretudo pela maior e mais pr\u00f3xima lua de Marte, Fobos (fora da imagem), tem um tom castanho-avermelhado devido \u00e0 poeira na atmosfera, pelo que, quando se adiciona a luz verde da aurora, o c\u00e9u adquire um tom verde-amarelado, como se v\u00ea na imagem da esquerda.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/ASU\/MSSS\/SSI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 15 de mar\u00e7o de 2024, perto do pico do atual ciclo solar, o Sol produziu uma erup\u00e7\u00e3o e uma eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (EMC), uma explos\u00e3o massiva de g\u00e1s e energia magn\u00e9tica que transporta consigo grandes quantidades de part\u00edculas energ\u00e9ticas solares. Esta atividade solar deu origem a auroras espantosas em todo o Sistema Solar, incluindo em Marte, onde o rover Perseverance da NASA fez hist\u00f3ria ao detet\u00e1-las pela primeira vez a partir da superf\u00edcie de outro planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta empolgante abre novas possibilidades para a investiga\u00e7\u00e3o das auroras e confirma que estas poder\u00e3o ser vis\u00edveis pelos futuros astronautas na superf\u00edcie de Marte&#8221;, afirmou Elise Knutsen, investigadora p\u00f3s-doutorada na Universidade de Oslo, na Noruega, e principal autora de um artigo cient\u00edfico publicado na revista Science Advances, onde relatou esta dete\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Escolhendo a aurora certa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Terra, as auroras formam-se quando as part\u00edculas solares interagem com o campo magn\u00e9tico global, canalizando-as para os polos onde colidem com os gases atmosf\u00e9ricos e emitem luz. A cor mais comum, verde, \u00e9 causada por \u00e1tomos de oxig\u00e9nio excitados que emitem luz com um comprimento de onda de 557,7 nan\u00f3metros. Durante anos, os cientistas teorizaram que as auroras verdes tamb\u00e9m poderiam existir em Marte, mas sugeriram que seriam muito mais fracas e dif\u00edceis de captar do que as auroras verdes que vemos na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido ao facto de o Planeta Vermelho n\u00e3o ter um campo magn\u00e9tico global, Marte tem tipos diferentes de auroras das que temos na Terra. Uma delas s\u00e3o as auroras de part\u00edculas energ\u00e9ticas solares (PES), que a miss\u00e3o MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN) da NASA descobriu em 2014. Estas ocorrem quando part\u00edculas superenerg\u00e9ticas do Sol atingem a atmosfera marciana, provocando uma rea\u00e7\u00e3o que faz com que a atmosfera brilhe em todo o c\u00e9u noturno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a MAVEN tenha observado auroras PES no ultravioleta a partir de \u00f3rbita, este fen\u00f3meno nunca tinha sido observado no vis\u00edvel a partir do solo. Uma vez que as PES ocorrem tipicamente durante as tempestades solares, que aumentam durante o m\u00e1ximo solar, Knutsen e a sua equipa decidiram captar imagens e espetros vis\u00edveis das auroras PES a partir da superf\u00edcie de Marte, no pico do atual ciclo da nossa estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coordenando o momento perfeito para uma fotografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recorrendo a modelos, Knutsen e a sua equipa determinaram o \u00e2ngulo ideal para que o espetr\u00f3metro SuperCam e a c\u00e2mara Mastcam-Z do rover Perseverance pudessem observar com sucesso a aurora PES no vis\u00edvel. Com esta estrat\u00e9gia de observa\u00e7\u00e3o implementada, tudo se resumiu ao momento e \u00e0 compreens\u00e3o das EMCs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O truque era escolher uma boa EMC, uma que acelerasse e injetasse muitas part\u00edculas carregadas na atmosfera de Marte&#8221;, disse Knutsen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi a\u00ed que entraram as equipas M2M (Moon to Mars) do Gabinete de An\u00e1lise do Clima Espacial da NASA e CCMC (Community Coordinated Modeling Center), ambas localizadas no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. A equipa M2M fornece an\u00e1lises em tempo real das erup\u00e7\u00f5es solares ao CCMC para iniciar simula\u00e7\u00f5es de EMCs e determinar se estas podem ter impacto nas miss\u00f5es atuais da NASA. Quando as simula\u00e7\u00f5es sugerem potenciais impactos, a equipa envia um alerta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, a f\u00edsica espacial Christina Lee recebeu um alerta do gabinete M2M sobre a EMC de 15 de mar\u00e7o de 2024. Lee, membro da equipa da miss\u00e3o MAVEN que trabalha com dados do clima espacial, determinou que havia uma tempestade solar not\u00e1vel a dirigir-se para o Planeta Vermelho, que poderia chegar dentro de alguns dias. Emitiu imediatamente uma notifica\u00e7\u00e3o de alerta para as miss\u00f5es marcianas atualmente em funcionamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto permite \u00e0s equipas cient\u00edficas do Perseverance e da MAVEN antecipar os impactos das EMCs interplanet\u00e1rias e das PES associadas&#8221;, disse Lee.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando vimos a for\u00e7a desta&#8221;, disse Knutsen, &#8220;estim\u00e1mos que poderia desencadear uma aurora suficientemente brilhante para ser detetada pelos nossos instrumentos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucos dias depois, a EMC impactou Marte, proporcionando um espet\u00e1culo de luzes para o rover capturar, mostrando que a aurora era quase uniforme em todo o c\u00e9u, com emiss\u00e3o no exato comprimento de onda de 557,7 nm. Para confirmar a presen\u00e7a de PES durante a observa\u00e7\u00e3o da aurora, a equipa recorreu ao instrumento SEP (Solar Energetic Particle) da MAVEN, que foi adicionalmente corroborada por dados da miss\u00e3o Mars Express da ESA. Os dados de ambas as miss\u00f5es confirmaram que a equipa do rover tinha conseguido vislumbrar o fen\u00f3meno no curto espa\u00e7o de tempo dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este foi um exemplo fant\u00e1stico de coordena\u00e7\u00e3o entre miss\u00f5es. Todos trabalh\u00e1mos rapidamente em conjunto para facilitar esta observa\u00e7\u00e3o e estamos entusiasmados por termos finalmente conseguido uma espreitadela do que os astronautas poder\u00e3o l\u00e1 ver um dia&#8221;, disse Shannon Curry, investigadora principal da MAVEN e investigadora do LASP (Laboratory for Atmospheric and Space Physics) da Universidade do Colorado em Boulder.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O futuro das auroras em Marte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao coordenar as observa\u00e7\u00f5es do Perseverance com as medi\u00e7\u00f5es do instrumento SEP da MAVEN, as equipas podem ajudar-se mutuamente a determinar que a emiss\u00e3o observada de 557,7 nm prov\u00e9m de part\u00edculas energ\u00e9ticas solares. Uma vez que esta \u00e9 a mesma linha de emiss\u00e3o que a aurora verde na Terra, \u00e9 prov\u00e1vel que os futuros astronautas marcianos consigam ver este tipo de aurora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As observa\u00e7\u00f5es, pelo Perseverance, da aurora no vis\u00edvel, confirmam uma nova forma de estudar estes fen\u00f3menos, que \u00e9 complementar ao que podemos observar com os nossos orbitadores em Marte&#8221;, disse Katie Stack Morgan, cientista do projeto Perseverance no JPL da NASA, no sul do estado da Calif\u00f3rnia. &#8220;\u00c9 especialmente importante compreender melhor as auroras e as condi\u00e7\u00f5es em torno de Marte que levam \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o, enquanto nos preparamos para enviar, em seguran\u00e7a, exploradores humanos para l\u00e1&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/solar-system\/planets\/mars\/nasa-observes-first-visible-light-auroras-at-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.ads1563\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Aurora_on_Mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Auroras em Marte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Auroras extraterrestres:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Aurora#Extraterrestrial_auroras\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EMC (eje\u00e7\u00e3o de massa coronal):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Coronal_mass_ejection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Clima espacial:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Space_weather\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Perseverance:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/newsletter\/n_xyzw\/n_xyzw.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/lasp.colorado.edu\/maven\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Colorado em Boulder<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MAVEN\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mars Express:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 15 de mar\u00e7o de 2024, perto do pico do atual ciclo solar, o Sol produziu uma erup\u00e7\u00e3o e uma eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (EMC), uma explos\u00e3o massiva de g\u00e1s e energia magn\u00e9tica que transporta consigo grandes quantidades de part\u00edculas energ\u00e9ticas solares. 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