{"id":8018,"date":"2025-05-20T06:18:03","date_gmt":"2025-05-20T05:18:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8018"},"modified":"2025-05-20T06:18:04","modified_gmt":"2025-05-20T05:18:04","slug":"missao-magellan-revela-possivel-atividade-tectonica-em-venus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/05\/20\/missao-magellan-revela-possivel-atividade-tectonica-em-venus\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o Magellan revela poss\u00edvel atividade tect\u00f3nica em V\u00e9nus"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-coronae-mosaic.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/L07oaIap_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8019\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/L07oaIap_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/L07oaIap_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/L07oaIap_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/L07oaIap_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma nova investiga\u00e7\u00e3o sugere que vastas caracter\u00edsticas da superf\u00edcie de V\u00e9nus, chamadas coroas, continuam a ser moldadas por processos tect\u00f3nicos. As observa\u00e7\u00f5es destas caracter\u00edsticas feitas pela miss\u00e3o Magellan da NASA incluem, no sentido dos ponteiros do rel\u00f3gio a partir do canto superior esquerdo, as coroas de Art\u00e9mis, de Quetzalpetlatl, de Bahet e de Fotla.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o baseada em dados recolhidos h\u00e1 mais de 30 anos pela miss\u00e3o Magellan da NASA, vastas caracter\u00edsticas quase circulares na superf\u00edcie de V\u00e9nus podem revelar que o planeta tem tect\u00f3nica em curso. Na Terra, a superf\u00edcie do planeta \u00e9 continuamente renovada pela constante desloca\u00e7\u00e3o e reciclagem de sec\u00e7\u00f5es massivas da crosta, chamadas placas tect\u00f3nicas, que flutuam sobre um interior viscoso. V\u00e9nus n\u00e3o tem placas tect\u00f3nicas, mas a sua superf\u00edcie continua a ser deformada por material fundido vindo do interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Procurando compreender melhor os processos subjacentes que conduzem a estas deforma\u00e7\u00f5es, os investigadores estudaram um tipo de caracter\u00edstica chamada coroa. Com dimens\u00f5es que variam entre dezenas e centenas de quil\u00f3metros de di\u00e2metro, pensa-se que uma coroa seja o local onde uma pluma de material quente e flutuante do manto do planeta se eleva, empurrando contra a litosfera acima (a litosfera inclui a crosta do planeta e a parte superior do seu manto). Estas estruturas s\u00e3o geralmente ovais, com um sistema conc\u00eantrico de fraturas \u00e0 sua volta. Sabe-se da exist\u00eancia de centenas de coroas em V\u00e9nus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado na revista Science Advances, o novo estudo detalha sinais rec\u00e9m-descobertos de atividade na ou sob a superf\u00edcie que d\u00e1 forma a muitas das coroas de V\u00e9nus, caracter\u00edsticas que podem tamb\u00e9m fornecer uma janela \u00fanica para o passado da Terra. Os investigadores encontraram os ind\u00edcios desta atividade tect\u00f3nica nos dados da miss\u00e3o Magellan da NASA, que orbitou V\u00e9nus na d\u00e9cada de 1990 e recolheu os dados mais detalhados sobre a gravidade e a topografia do planeta atualmente dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As coroas n\u00e3o se encontram na Terra hoje em dia; no entanto, podem ter existido quando o nosso planeta era jovem e antes das placas tect\u00f3nicas terem sido estabelecidas&#8221;, disse o autor principal do estudo, Gael Cascioli, investigador assistente da Universidade de Maryland, Baltimore County, e do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA. &#8220;Ao combinar dados gravitacionais e topogr\u00e1ficos, esta investiga\u00e7\u00e3o forneceu uma nova e importante vis\u00e3o sobre os poss\u00edveis processos subsuperficiais que atualmente moldam a superf\u00edcie de V\u00e9nus&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/e1-venus-coronae-art.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ab\/f4\/ywk5tqJE_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o da grande coroa de Quetzalpetlatl, localizada no hemisf\u00e9rio sul de V\u00e9nus, mostra vulcanismo ativo e uma zona de subduc\u00e7\u00e3o, onde a crosta em primeiro plano mergulha no interior do planeta. Um novo estudo sugere que as coroas s\u00e3o locais de v\u00e1rios tipos de atividade tect\u00f3nica.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Peter Rubin<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como membros da futura miss\u00e3o VERITAS (Venus Emissivity, Radio science, InSAR, Topography, and Spectroscopy) da NASA, Cascioli e a sua equipa est\u00e3o particularmente interessados nos dados de gravidade de alta resolu\u00e7\u00e3o que a nave espacial ir\u00e1 fornecer. O coautor do estudo, Erwan Mazarico, tamb\u00e9m de Goddard, ser\u00e1 o col\u00edder da experi\u00eancia de gravidade VERITAS quando a miss\u00e3o for lan\u00e7ada em 2031.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coroas misteriosas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gerida pelo JPL da NASA, no sul da Calif\u00f3rnia, a Magellan utilizou o seu sistema de radar para ver atrav\u00e9s da espessa atmosfera de V\u00e9nus e mapear a topografia das suas montanhas e plan\u00edcies. Das caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas que a nave espacial cartografou, as coroas eram talvez as mais enigm\u00e1ticas: n\u00e3o se sabia ao certo como se tinham formado. Nos anos que se seguiram, os cientistas encontraram muitas coroas em locais onde a litosfera do planeta \u00e9 fina e o fluxo de calor \u00e9 elevado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As coroas s\u00e3o abundantes em V\u00e9nus. S\u00e3o caracter\u00edsticas muito grandes e as pessoas t\u00eam proposto diferentes teorias ao longo dos anos sobre como se formaram&#8221;, disse a coautora Anna G\u00fclcher, cientista planet\u00e1ria e da Terra da Universidade de Berna, na Su\u00ed\u00e7a. &#8220;O mais excitante para o nosso estudo \u00e9 que podemos agora dizer que existem muito provavelmente v\u00e1rios processos ativos em curso que levaram \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o. Acreditamos que estes mesmos processos podem ter ocorrido no in\u00edcio da hist\u00f3ria da Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores desenvolveram sofisticados modelos geodin\u00e2micos em 3D que demonstram v\u00e1rios cen\u00e1rios de forma\u00e7\u00e3o de coroas induzidas por plumas e compararam-nos com os dados combinados de gravidade e topografia da Magellan. Os dados de gravidade revelaram-se cruciais para ajudar os investigadores a detetar plumas menos densas, quentes e flutuantes sob a superf\u00edcie &#8211; informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o podia ser discernida apenas a partir dos dados de topografia. Das 75 coroas estudadas, 52 parecem ter material flutuante do manto por baixo delas, que provavelmente est\u00e1 a conduzir processos tect\u00f3nicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um processo chave \u00e9 a subduc\u00e7\u00e3o: na Terra, ocorre quando a orla de uma placa tect\u00f3nica \u00e9 empurrada para baixo da placa adjacente. A fric\u00e7\u00e3o entre as placas pode gerar sismos e, \u00e0 medida que o material rochoso antigo mergulha no manto quente, a rocha derrete e \u00e9 reciclada de volta \u00e0 superf\u00edcie atrav\u00e9s de fontes vulc\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/e2-venus-plumetectonics-anna.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/75\/db\/h0hLaMnv_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estas ilustra\u00e7\u00f5es representam v\u00e1rios tipos de atividade tect\u00f3nica que se pensa persistir sob as coroas de V\u00e9nus. Em cima, est\u00e3o representados o gotejamento litosf\u00e9rico e a subduc\u00e7\u00e3o; em baixo, dois cen\u00e1rios em que o material quente da pluma sobe e empurra a litosfera, potencialmente levando a vulcanismo acima dela.<br>Cr\u00e9dito: Anna G\u00fclcher<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em V\u00e9nus, pensa-se que ocorre um tipo diferente de subduc\u00e7\u00e3o em torno do per\u00edmetro de algumas coroas. Neste cen\u00e1rio, \u00e0 medida que uma pluma flutuante de rocha quente no manto empurra para cima at\u00e9 \u00e0 litosfera, o material da superf\u00edcie sobe e espalha-se para fora, colidindo com o material da superf\u00edcie circundante e empurrando esse material para baixo, para o manto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro processo tect\u00f3nico conhecido como gotejamento litosf\u00e9rico pode tamb\u00e9m estar presente, onde acumula\u00e7\u00f5es densas de material comparativamente frio se afundam da litosfera para o manto quente. Os investigadores tamb\u00e9m identificaram v\u00e1rios locais onde pode estar a ocorrer um terceiro processo: uma pluma de rocha derretida por baixo de uma parte mais espessa da litosfera pode, potencialmente, conduzir o vulcanismo por cima dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Decifrando V\u00e9nus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este trabalho marca o mais recente caso em que os cientistas voltam aos dados da Magellan para descobrir que V\u00e9nus exibe processos geol\u00f3gicos que s\u00e3o mais semelhantes aos da Terra do que se pensava inicialmente. Recentemente, os investigadores foram capazes de detetar vulc\u00f5es em erup\u00e7\u00e3o, incluindo vastos fluxos de lava que sa\u00edram de Maat Mons, Sif Mons e Eistla Regio em imagens de radar do orbitador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora essas imagens forne\u00e7am evid\u00eancias diretas da a\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica, os autores do novo estudo necessitar\u00e3o de uma resolu\u00e7\u00e3o mais n\u00edtida para tra\u00e7ar um quadro completo dos processos tect\u00f3nicos que levam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o das coroas. &#8220;Os mapas gravitacionais de V\u00e9nus pela VERITAS aumentar\u00e3o a resolu\u00e7\u00e3o em pelo menos um fator de dois a quatro, dependendo da localiza\u00e7\u00e3o &#8211; um n\u00edvel de detalhe que poder\u00e1 revolucionar a nossa compreens\u00e3o da geologia de V\u00e9nus e as implica\u00e7\u00f5es para a Terra primitiva&#8221;, disse a coautora do estudo Suzanne Smrekar, cientista planet\u00e1ria do JPL e investigadora principal da VERITAS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gerida pelo JPL, a VERITAS utilizar\u00e1 um radar de abertura sint\u00e9tica para criar mapas globais em 3D e um espetr\u00f3metro no infravermelho pr\u00f3ximo para descobrir de que \u00e9 feita a superf\u00edcie de V\u00e9nus. Usando o seu sistema de rastreio de r\u00e1dio, a nave espacial tamb\u00e9m medir\u00e1 o campo gravitacional do planeta para determinar a estrutura do interior de V\u00e9nus. Todos estes instrumentos ajudar\u00e3o a identificar \u00e1reas de atividade na superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/magellan\/nasas-magellan-mission-reveals-possible-tectonic-activity-on-venus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/umbc.edu\/stories\/tectonic-activity-on-venus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/mediarelations.unibe.ch\/media_releases\/2025\/media_releases_2025\/venus_more_tectonically_alive_than_we_thought\/index_eng.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Berna (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.adt5932\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>V\u00e9nus:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/venus\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Venus_%28planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Corona_(planetary_geology)#Coronae_on_Venus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Coroas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Magellan:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellan_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VERITAS (Venus Emissivity, Radio science, InSAR, Topography, And Spectroscopy):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/veritas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/VERITAS_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o baseada em dados recolhidos h\u00e1 mais de 30 anos pela miss\u00e3o Magellan da NASA, vastas caracter\u00edsticas quase circulares na superf\u00edcie de V\u00e9nus podem revelar que o planeta tem tect\u00f3nica em curso.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[649,172,702],"class_list":["post-8018","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-magellan","tag-venus","tag-veritas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8018"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8018\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8020,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8018\/revisions\/8020"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}