{"id":7984,"date":"2025-05-06T06:15:58","date_gmt":"2025-05-06T05:15:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7984"},"modified":"2025-05-06T06:17:04","modified_gmt":"2025-05-06T05:17:04","slug":"telescopio-espacial-spherex-comecou-a-captar-todo-o-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/05\/06\/telescopio-espacial-spherex-comecou-a-captar-todo-o-ceu\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio espacial SPHEREx come\u00e7ou a captar todo o c\u00e9u"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA26352.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/AG5yAAGA_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7985\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/AG5yAAGA_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/AG5yAAGA_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/AG5yAAGA_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/AG5yAAGA_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A miss\u00e3o SPHEREx da NASA est\u00e1 a observar todo o c\u00e9u em 102 cores infravermelhas, ou comprimentos de onda de luz n\u00e3o vis\u00edveis ao olho humano. Esta imagem mostra uma sec\u00e7\u00e3o do c\u00e9u num comprimento de onda (3,29 micr\u00f3metros), revelando uma nuvem de poeira feita de uma mol\u00e9cula semelhante \u00e0 fuligem ou ao fumo.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado a 11 de mar\u00e7o, o observat\u00f3rio espacial SPHEREx da NASA passou as \u00faltimas seis semanas a ser submetido a verifica\u00e7\u00f5es, calibra\u00e7\u00f5es e outras atividades para garantir que est\u00e1 a funcionar devidamente. Agora est\u00e1 a mapear todo o c\u00e9u &#8211; e n\u00e3o apenas uma grande parte dele &#8211; para determinar as posi\u00e7\u00f5es de centenas de milh\u00f5es de gal\u00e1xias em 3D e responder a algumas grandes quest\u00f5es sobre o Universo. No dia 1 de maio, a nave espacial iniciou as opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas regulares, que consistem em captar cerca de 3600 imagens por dia durante os pr\u00f3ximos dois anos, com o objetivo de fornecer novos conhecimentos sobre as origens do Universo, as gal\u00e1xias e os ingredientes para a vida na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Gra\u00e7as ao trabalho \u00e1rduo das equipas da NASA, da ind\u00fastria e do mundo acad\u00e9mico que constru\u00edram esta miss\u00e3o, o SPHEREx est\u00e1 a funcionar tal como esper\u00e1vamos e produzir\u00e1 mapas do c\u00e9u completo diferentes de todos os que j\u00e1 tivemos antes&#8221;, disse Shawn Domagal-Goldman, diretor interino da Divis\u00e3o de Astrof\u00edsica na sede da NASA em Washington, EUA. &#8220;Este novo observat\u00f3rio vem juntar-se ao conjunto de miss\u00f5es de pesquisa astrof\u00edsica baseadas no espa\u00e7o que conduzem ao lan\u00e7amento do Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA. Juntamente com estas outras miss\u00f5es, o SPHEREx desempenhar\u00e1 um papel fundamental na resposta \u00e0s grandes quest\u00f5es sobre o Universo que abordamos todos os dias na NASA&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da sua posi\u00e7\u00e3o em \u00f3rbita da Terra, o SPHEREx olha para a escurid\u00e3o, apontando para longe do planeta e do Sol. O observat\u00f3rio completar\u00e1 mais de 11.000 \u00f3rbitas ao longo dos 25 meses de opera\u00e7\u00f5es de pesquisa planeadas, dando a volta \u00e0 Terra cerca de 14,5 vezes por dia. Orbita a Terra de norte a sul, passando sobre os polos, e todos os dias capta imagens ao longo de uma faixa circular do c\u00e9u. \u00c0 medida que os dias passam e o planeta se desloca em torno do Sol, o campo de vis\u00e3o do SPHEREx tamb\u00e9m se desloca, de modo que, ao fim de seis meses, o observat\u00f3rio ter\u00e1 olhado para o espa\u00e7o em todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o SPHEREx tira uma fotografia do c\u00e9u, a luz \u00e9 enviada para seis detetores, cada um dos quais produz uma imagem \u00fanica que capta diferentes comprimentos de onda da luz. A estes grupos de seis imagens chama-se uma exposi\u00e7\u00e3o, e o SPHEREx efetua cerca de 600 exposi\u00e7\u00f5es por dia. Quando termina uma exposi\u00e7\u00e3o, todo o observat\u00f3rio muda de posi\u00e7\u00e3o &#8211; os espelhos e os detetores n\u00e3o se movem como acontece com outros telesc\u00f3pios. Em vez de utilizar propulsores, o SPHEREx depende de um sistema de rodas de rea\u00e7\u00e3o, que giram no interior da nave espacial para controlar a sua orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Centenas de milhares de imagens do SPHEREx ser\u00e3o digitalmente combinadas para criar quatro mapas de todo o c\u00e9u em dois anos. Ao mapear todo o c\u00e9u, a miss\u00e3o fornecer\u00e1 novos conhecimentos sobre o que aconteceu na primeira fra\u00e7\u00e3o de segundo ap\u00f3s o Big Bang. Nesse breve instante, um acontecimento chamado infla\u00e7\u00e3o c\u00f3smica fez com que o Universo se expandisse um quatrili\u00e3o de vezes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/72\/88\/NMzQ0hxn_o.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem do SPHEREx da NASA mostra a mesma regi\u00e3o do espa\u00e7o que a anterior, mas num comprimento de onda infravermelho diferente (0,98 micr\u00f3metros) e a nuvem de poeira j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel. As mol\u00e9culas que comp\u00f5em a poeira &#8211; hidrocarbonetos arom\u00e1ticos polic\u00edclicos &#8211; n\u00e3o irradiam luz nesta cor.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vamos estudar o que aconteceu nas escalas mais pequenas dos primeiros momentos do Universo, observando o Universo moderno nas escalas maiores&#8221;, disse Jim Fanson, gestor de projeto da miss\u00e3o no JPL da NASA, no sul da Calif\u00f3rnia. &#8220;Penso que h\u00e1 um arco po\u00e9tico nisso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A infla\u00e7\u00e3o c\u00f3smica influenciou subtilmente a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria no Universo, e as pistas sobre como um tal acontecimento poderia ocorrer est\u00e3o inscritas nas posi\u00e7\u00f5es das gal\u00e1xias em todo o Universo. Quando a infla\u00e7\u00e3o c\u00f3smica come\u00e7ou, o Universo era mais pequeno do que o tamanho de um \u00e1tomo, mas as propriedades desse Universo primitivo foram esticadas e influenciam o que vemos hoje. Nenhum outro acontecimento ou processo conhecido envolve a quantidade de energia que teria sido necess\u00e1ria para impulsionar a infla\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, pelo que o seu estudo constitui uma oportunidade \u00fanica para compreender mais profundamente o funcionamento do nosso Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Alguns de n\u00f3s t\u00eam vindo a trabalhar para este objetivo h\u00e1 12 anos&#8221;, disse Jamie Bock, o investigador principal da miss\u00e3o no Caltech e no JPL. &#8220;O desempenho do instrumento \u00e9 t\u00e3o bom quanto esper\u00e1vamos. Isso significa que vamos poder fazer toda a ci\u00eancia fant\u00e1stica que plane\u00e1mos e talvez at\u00e9 fazer algumas descobertas inesperadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campo de cor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O observat\u00f3rio SPHEREx n\u00e3o ser\u00e1 o primeiro a mapear todo o c\u00e9u, mas ser\u00e1 o primeiro a faz\u00ea-lo com tantas cores. Observa 102 comprimentos de onda, ou cores, de luz infravermelha, que n\u00e3o s\u00e3o detet\u00e1veis pelo olho humano. Atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica chamada espetroscopia, o telesc\u00f3pio separa a luz em comprimentos de onda &#8211; tal como um prisma cria um arco-\u00edris a partir da luz solar &#8211; revelando todo o tipo de informa\u00e7\u00e3o sobre fontes c\u00f3smicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, a espetroscopia pode ser utilizada para determinar a dist\u00e2ncia a uma gal\u00e1xia long\u00ednqua, informa\u00e7\u00e3o que pode ser usada para transformar um mapa 2D dessas gal\u00e1xias num mapa 3D. A t\u00e9cnica tamb\u00e9m permitir\u00e1 \u00e0 miss\u00e3o medir o brilho coletivo de todas as gal\u00e1xias que j\u00e1 existiram e ver como esse brilho se alterou ao longo do tempo c\u00f3smico.<\/p>\n\n\n\n<p>E a espetroscopia pode revelar a composi\u00e7\u00e3o dos objetos. Usando esta capacidade, a miss\u00e3o est\u00e1 a procurar \u00e1gua e outros ingredientes chave para a vida nestes sistemas da nossa Gal\u00e1xia. Pensa-se que a \u00e1gua nos oceanos da Terra teve origem em mol\u00e9culas de \u00e1gua gelada ligadas \u00e0 poeira da nuvem interestelar onde o Sol se formou.<\/p>\n\n\n\n<p>A miss\u00e3o SPHEREx far\u00e1 mais de 9 milh\u00f5es de observa\u00e7\u00f5es de nuvens interestelares na Via L\u00e1ctea, mapeando estes materiais em toda a Gal\u00e1xia e ajudando os cientistas a compreender como diferentes condi\u00e7\u00f5es podem afetar a qu\u00edmica que produziu muitas das subst\u00e2ncias que hoje se encontram na Terra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"SPHEREx Scans the Sky\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EuO-u9airpA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/spherex\/nasas-spherex-space-telescope-begins-capturing-entire-sky\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>SPHEREx (Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/missions\/spherex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL\/NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/spherex.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SPHEREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_inflation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Infla\u00e7\u00e3o c\u00f3smica (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ado a 11 de mar\u00e7o, o observat\u00f3rio espacial SPHEREx da NASA passou as \u00faltimas seis semanas a ser submetido a verifica\u00e7\u00f5es, calibra\u00e7\u00f5es e outras atividades para garantir que est\u00e1 a funcionar devidamente. 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