{"id":7958,"date":"2025-04-25T06:18:21","date_gmt":"2025-04-25T05:18:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7958"},"modified":"2025-04-25T06:19:45","modified_gmt":"2025-04-25T05:19:45","slug":"hubble-celebra-35-o-ano-em-orbita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/04\/25\/hubble-celebra-35-o-ano-em-orbita\/","title":{"rendered":"Hubble celebra 35.\u00ba ano em \u00f3rbita"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/04\/mars_december_2024\/26666707-2-eng-GB\/Mars_December_2024.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/48\/71\/NXKDqjrS_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estas s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o de imagens de Marte tiradas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble de 28 a 30 de dezembro de 2024. No ponto m\u00e9dio das observa\u00e7\u00f5es, Marte estava a aproximadamente 98 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra. As nuvens finas de \u00e1gua gelada que s\u00e3o aparentes na luz ultravioleta d\u00e3o ao &#8220;Planeta Vermelho&#8221; uma apar\u00eancia gelada. A calote polar norte estava a experienciar o in\u00edcio da primavera marciana.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para comemorar os 35 anos do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA em \u00f3rbita da Terra, foram divulgadas v\u00e1rias imagens recentemente captadas pelo Hubble. Estas v\u00e3o desde o planeta Marte a imagens do nascimento e morte de estrelas e de uma magn\u00edfica gal\u00e1xia vizinha. Ap\u00f3s mais de tr\u00eas d\u00e9cadas a analisar o nosso Universo, o Hubble continua a ser o telesc\u00f3pio mais conhecido da hist\u00f3ria da ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos sabiam que colocar um telesc\u00f3pio acima da atmosfera turva da Terra lhes permitiria ver o Universo como nunca antes. A vis\u00e3o do Hubble seria dez vezes mais n\u00edtida do que a dos telesc\u00f3pios terrestres convencionais da altura. A sua elevada sensibilidade permitiria descobrir objetos extremamente mais fracos do que as estrelas mais t\u00e9nues vistas pelo olho humano. N\u00e3o filtrada pela atmosfera terrestre, a sua ampla cobertura de comprimentos de onda estender-se-ia desde o ultravioleta at\u00e9 ao infravermelho pr\u00f3ximo. Gloriosas maravilhas celestes tornar-se-iam vis\u00edveis. Al\u00e9m disso, o Hubble seria um audacioso salto em frente na imagina\u00e7\u00e3o humana, nas capacidades de engenharia e na curiosidade sem limites.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do Hubble, nenhuma gera\u00e7\u00e3o tinha tido acesso a vistas inimaginavelmente vibrantes do espa\u00e7o, que se estendiam quase at\u00e9 ao in\u00edcio dos tempos. Durante a maior parte da hist\u00f3ria, a complexidade e a extens\u00e3o do vasto cosmos foram deixadas em grande parte \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o humana. Mas o Hubble entrou no sprint final da corrida at\u00e9 ao limite do Universo vis\u00edvel. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920, o hom\u00f3nimo do telesc\u00f3pio, o astr\u00f3nomo Edwin Hubble, come\u00e7ou esta maratona com a descoberta de gal\u00e1xias fora da nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o Hubble est\u00e1 no auge do seu retorno cient\u00edfico gra\u00e7as \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o, perseveran\u00e7a e compet\u00eancias de engenheiros, cientistas e operadores da miss\u00e3o. As tripula\u00e7\u00f5es dos vaiv\u00e9ns espaciais perseguiram e encontraram-se com o Hubble em cinco miss\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o, de 1993 a 2009. Os astronautas atualizaram as c\u00e2maras, os computadores e outros sistemas de apoio do Hubble.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/04\/planetary_nebula_ngc_2899\/26666801-1-eng-GB\/Planetary_nebula_NGC_2899.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/42\/40\/uqWXq4G3_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nebulosa planet\u00e1ria NGC 2899: Este objeto tem um fluxo de g\u00e1s diagonal, bipolar e cil\u00edndrico. Este \u00e9 impulsionado pela radia\u00e7\u00e3o e pelos ventos estelares de uma an\u00e3 branca no centro, com uma temperatura de cerca de 22.000 graus Celsius. De facto, pode haver duas estrelas companheiras que est\u00e3o a interagir e a esculpir a nebulosa, que \u00e9 &#8220;apertada&#8221; no meio por um anel ou toro fragmentado &#8211; parecendo um donut meio comido. Tem uma floresta de &#8220;pilares&#8221; gasosos que apontam para a fonte de radia\u00e7\u00e3o e ventos estelares. As cores prov\u00eam do hidrog\u00e9nio e do oxig\u00e9nio incandescentes. A nebulosa encontra-se a cerca de 4500 anos-luz de dist\u00e2ncia, na constela\u00e7\u00e3o austral de Vela.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ao prolongar a vida operacional do Hubble, o telesc\u00f3pio fez cerca de 1,7 milh\u00f5es de observa\u00e7\u00f5es, olhando para aproximadamente 55.000 alvos astron\u00f3micos. As descobertas do Hubble deram origem a mais de 22.000 artigos cient\u00edficos e a mais de 1,3 milh\u00f5es de cita\u00e7\u00f5es at\u00e9 fevereiro de 2025. Todos os dados recolhidos pelo Hubble est\u00e3o arquivados e totalizam atualmente mais de 400 terabytes. A procura por tempo de observa\u00e7\u00e3o continua a ser muito elevada, com um excesso de subscri\u00e7\u00f5es de 6:1, o que faz dele um dos observat\u00f3rios mais procurados atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A longa vida operacional do Hubble permitiu aos astr\u00f3nomos observar mudan\u00e7as astron\u00f3micas que abrangem mais de tr\u00eas d\u00e9cadas: a variabilidade sazonal nos planetas do nosso Sistema Solar, jatos de buracos negros que viajam quase \u00e0 velocidade da luz, convuls\u00f5es estelares, colis\u00f5es de asteroides, bolhas de supernovas em expans\u00e3o e muito mais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Space Sparks episode\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uLCd0GlXjqk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um legado duradouro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O legado do Hubble \u00e9 a ponte entre o nosso conhecimento passado e futuro de um Universo que \u00e9 incrivelmente glorioso, bem como turbulento &#8211; com gal\u00e1xias em colis\u00e3o, buracos negros vorazes e implac\u00e1veis fogos de artif\u00edcio estelares. O Hubble, mais do que qualquer outro telesc\u00f3pio, v\u00ea o Universo atrav\u00e9s dos olhos de Einstein: microlentes, a dilata\u00e7\u00e3o do tempo, a constante cosmol\u00f3gica, mat\u00e9ria que desaparece num buraco negro e uma fonte de ondas gravitacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de 1990, os potentes telesc\u00f3pios \u00f3ticos da Terra s\u00f3 conseguiam ver at\u00e9 metade do cosmos. As estimativas da idade do Universo eram muito divergentes. Suspeitava-se apenas que os buracos negros supermassivos fossem as pot\u00eancias por detr\u00e1s de um raro &#8220;zoo&#8221; de fen\u00f3menos energ\u00e9ticos. N\u00e3o se tinha visto um \u00fanico planeta \u00e0 volta de outra estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre a sua longa lista de descobertas: os campos profundos do Hubble revelaram uma mir\u00edade de gal\u00e1xias que remontam ao in\u00edcio do Universo; a medi\u00e7\u00e3o precisa da expans\u00e3o do Universo; descobriu que os buracos negros supermassivos s\u00e3o comuns entre as gal\u00e1xias; fez as primeiras medi\u00e7\u00f5es das atmosferas de exoplanetas; contribuiu para a descoberta da &#8220;energia escura&#8221;, que est\u00e1 a acelerar o Universo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/04\/rosette_nebula\/26667478-1-eng-GB\/Rosette_Nebula.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/10\/ca\/FoWJHF4i_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nebulosa Roseta: Esta \u00e9 uma fotografia do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble de uma pequena por\u00e7\u00e3o da Nebulosa Roseta, uma enorme regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar com 100 anos-luz de di\u00e2metro e localizada a 5200 anos-luz de dist\u00e2ncia. O Hubble faz zoom numa pequena por\u00e7\u00e3o da nebulosa que tem apenas quatro anos-luz de di\u00e2metro (a dist\u00e2ncia aproximada entre o nosso Sol e o vizinho sistema estelar Alpha Centauri). Nuvens escuras de hidrog\u00e9nio gasoso misturado com poeira est\u00e3o em silhueta na imagem. As nuvens est\u00e3o a ser corro\u00eddas e moldadas pela intensa radia\u00e7\u00e3o do enxame de estrelas no centro da nebulosa (NGC 2440). Uma estrela incrustada, vista na ponta de uma nuvem escura na parte superior direita da imagem, est\u00e1 a lan\u00e7ar jatos de plasma que embatem na nuvem fria que a rodeia. A onda de choque resultante est\u00e1 a causar um brilho vermelho. As cores prov\u00eam da presen\u00e7a de hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e azoto.&nbsp;<a href=\"https:\/\/esahubble.org\/images\/heic2505g\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ver aqui a imagem no contexto mais abrangente da Nebulosa Roseta<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, o Hubble continua a ser o instrumento cient\u00edfico mais reconhecido e celebrado da hist\u00f3ria da humanidade. As descobertas e imagens do Hubble foram nada menos do que transformadoras para a perce\u00e7\u00e3o que o p\u00fablico tem do cosmos. Ao contr\u00e1rio de qualquer outro telesc\u00f3pio anterior, o Hubble tornou a astronomia muito relevante, cativante e acess\u00edvel a pessoas de todas as idades. O Hubble tornou-se &#8220;o telesc\u00f3pio do povo&#8221;, tocando as mentes e as emo\u00e7\u00f5es de centenas de milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00fanica fotografia do Hubble pode mostrar o Universo como espantoso, misterioso e belo &#8211; e, ao mesmo tempo, ca\u00f3tico, avassalador e amea\u00e7ador. Estas imagens tornaram-se ic\u00f3nicas, seminais e intemporais. Comunicam visceralmente o valor da ci\u00eancia: a admira\u00e7\u00e3o e a vontade de procurar compreender o nosso lugar no cosmos. Em comemora\u00e7\u00e3o, a NASA e a ESA divulgaram imagens de alvos astron\u00f3micos que foram selecionados para a celebra\u00e7\u00e3o, desde planetas a nebulosas e gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p>O ritmo incessante das descobertas pioneiras do Hubble deu in\u00edcio a uma nova gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios espaciais para o s\u00e9culo XXI. O poderoso Telesc\u00f3pio Espacial James Webb poderia n\u00e3o ter sido constru\u00eddo sem o Hubble, que revelou um &#8220;pa\u00eds por descobrir&#8221; de gal\u00e1xias long\u00ednquas e aparentemente incont\u00e1veis. O Hubble forneceu as primeiras evid\u00eancias observacionais de que havia muito para o Webb investigar em comprimentos de onda infravermelhos que alcan\u00e7am dist\u00e2ncias ainda maiores para al\u00e9m do olhar do Hubble. Atualmente, o Hubble e o Webb s\u00e3o frequentemente utilizados em complemento para estudar tudo, desde exoplanetas \u00e0 din\u00e2mica de gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/04\/barred_spiral_galaxy_ngc_5335\/26667644-1-eng-GB\/Barred_Spiral_Galaxy_NGC_5335.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/d9\/ff\/W7FClz58_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gal\u00e1xia espiral barrada NGC 5335: Este objeto \u00e9 classificado como uma gal\u00e1xia espiral floculante, com manchas irregulares de forma\u00e7\u00e3o estelar ao longo do seu disco. H\u00e1 uma falta not\u00e1vel de bra\u00e7os espirais bem definidos que s\u00e3o normalmente encontrados entre as gal\u00e1xias, incluindo a nossa Via L\u00e1ctea. Uma not\u00e1vel estrutura em forma de barra atravessa o centro da gal\u00e1xia. A barra canaliza o g\u00e1s para dentro em dire\u00e7\u00e3o ao centro gal\u00e1ctico, alimentando a forma\u00e7\u00e3o de estrelas. Estas barras s\u00e3o din\u00e2micas nas gal\u00e1xias e podem aparecer e desaparecer em intervalos de dois mil milh\u00f5es de anos. Aparecem em cerca de 30 por cento das gal\u00e1xias observadas, incluindo a nossa Via L\u00e1ctea.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ci\u00eancia e as descobertas do Hubble nos \u00faltimos anos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a impressionante idade de 35 anos, n\u00e3o se registou qualquer abrandamento na investiga\u00e7\u00e3o e nas novas descobertas feitas com o Hubble &#8211; antes pelo contr\u00e1rio. Os astr\u00f3nomos europeus utilizam intensamente o telesc\u00f3pio, com a quota de tempo de observa\u00e7\u00e3o atribu\u00edda a programas liderados pela Europa a ser consistentemente superior aos 15% garantidos pela participa\u00e7\u00e3o da ESA na miss\u00e3o Hubble, gra\u00e7as \u00e0s suas muitas propostas com forte m\u00e9rito cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto conduziu diretamente a descobertas, incluindo evid\u00eancias de um buraco negro de massa interm\u00e9dia em Omega Centauri, um precursor dos primeiros buracos negros supermassivos, uma explos\u00e3o bizarra de luz extraordinariamente brilhante com origem longe de qualquer gal\u00e1xia hospedeira, a queima de hidrog\u00e9nio em estrelas an\u00e3s brancas e a aus\u00eancia de estrelas da Popula\u00e7\u00e3o III t\u00e3o longe no tempo quanto o Hubble pode ver. Um destaque particular, e uma demonstra\u00e7\u00e3o das incr\u00edveis capacidades do Hubble, foi a descoberta em 2022 de Earendel. A estrela mais distante alguma vez observada, Earendel \u00e9 vista 12,9 mil milh\u00f5es de anos no passado, quando o Universo tinha menos de mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Beneficiando da longa vida operacional do Hubble, o programa OPAL celebrou uma d\u00e9cada de estudo dos planetas exteriores do Sistema Solar. Descobertas como a evid\u00eancia de vapor de \u00e1gua nas luas de J\u00fapiter, Europa e Ganimedes, &#8220;raios anelares&#8221; nos an\u00e9is de Saturno, o tamanho da Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter e as cores de \u00darano e Neptuno s\u00e3o apenas alguns dos resultados. Os corpos mais pequenos do Sistema Solar tamb\u00e9m foram alvo da aten\u00e7\u00e3o do Hubble &#8211; nomeadamente o asteroide Dimorphos, alvo do teste de redireccionamento de asteroides DART. O Hubble captou imagens de Dimorphos antes e depois do impacto, juntamente com o Webb, produzindo mais tarde um filme dos detritos e detetando as rochas ejetadas. Um projeto de ci\u00eancia cidad\u00e3 tamb\u00e9m descobriu milhares de rastos de asteroides em mais de duas d\u00e9cadas de imagens arquivadas do Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m do Sistema Solar, o Hubble provou a sua import\u00e2ncia cont\u00ednua no campo de investiga\u00e7\u00e3o em r\u00e1pido crescimento dos exoplanetas. Estudou os padr\u00f5es clim\u00e1ticos na atmosfera de um exoplaneta, observou a forma\u00e7\u00e3o de uma nova atmosfera em torno de um exoplaneta rochoso semelhante \u00e0 Terra e encontrou um pequeno exoplaneta com vapor de \u00e1gua na sua atmosfera. Em 2021, foi tamb\u00e9m conclu\u00edda uma compila\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias hospedeiras de supernovas a partir de 18 anos de estudo, imagens que foram utilizadas para medir a constante de Hubble com a maior precis\u00e3o de sempre. Tamb\u00e9m este ano foi o culminar do maior fotomosaico de sempre da Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, criado a partir de dez anos de observa\u00e7\u00f5es do Hubble da nossa vizinha pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"4 Brand New Hubble Images Released\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/V7ALNPxsKeA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Hubble_celebrates_35th_year_in_orbit\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/esahubble.org\/news\/heic2505\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/nasa-celebrates-hubbles-35th-year-in-orbit\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NGC 2899:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_2899\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nebulosa Roseta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/n2244.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rosette_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NGC 5335:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_5335\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para comemorar os 35 anos do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA em \u00f3rbita da Terra, foram divulgadas v\u00e1rias imagens recentemente captadas pelo Hubble. 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