{"id":7951,"date":"2025-04-22T06:19:09","date_gmt":"2025-04-22T05:19:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7951"},"modified":"2025-04-22T06:19:10","modified_gmt":"2025-04-22T05:19:10","slug":"a-gemea-mais-distante-da-via-lactea-alguma-vez-observada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/04\/22\/a-gemea-mais-distante-da-via-lactea-alguma-vez-observada\/","title":{"rendered":"A g\u00e9mea mais distante da Via L\u00e1ctea alguma vez observada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2516a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"406\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/VBWwLALV_o-1024x406.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7952\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/VBWwLALV_o-1024x406.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/VBWwLALV_o-300x119.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/VBWwLALV_o-768x304.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/VBWwLALV_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem de Zh\u00fal\u00f3ng, a gal\u00e1xia espiral mais distante descoberta at\u00e9 \u00e0 data. Tem bra\u00e7os espirais notavelmente bem definidos, um bojo central antigo e um grande disco de forma\u00e7\u00e3o estelar, semelhante \u00e0 estrutura da Via L\u00e1ctea. Esta gal\u00e1xia foi descoberta no \u00e2mbito do programa PANORAMIC &#8211; um levantamento de imagem de grande \u00e1rea que est\u00e1 a ser realizado com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST).\nCr\u00e9dito: NOIRLab\/NSF\/AURA\/NASA\/CSA\/ESA\/M. Xiao (Universidade de Genebra)\/G. Brammer (Instituto Niels Bohr)\/D. de Martin e M. Zamani (NOIRLab da NSF)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional liderada pela Universidade de Genebra (UNIGE) descobriu a candidata a gal\u00e1xia espiral mais distante conhecida at\u00e9 \u00e0 data. Este sistema ultramassivo existiu apenas mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang e j\u00e1 apresenta uma estrutura notavelmente madura, com um bojo central antigo, um grande disco de forma\u00e7\u00e3o estelar e bra\u00e7os espirais bem definidos. A descoberta foi feita com dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e fornece uma perspetiva importante sobre o modo como as gal\u00e1xias se podem formar e evoluir t\u00e3o rapidamente no Universo primitivo. O estudo foi publicado na revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espera-se que grandes gal\u00e1xias espirais como a Via L\u00e1ctea demorem v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos a formar-se. Durante os primeiros mil milh\u00f5es de anos da hist\u00f3ria c\u00f3smica, pensa-se que as gal\u00e1xias eram pequenas, ca\u00f3ticas e de forma irregular. No entanto, o Telesc\u00f3pio Webb est\u00e1 a come\u00e7ar a revelar uma imagem muito diferente. As suas imagens profundas no infravermelho est\u00e3o a revelar gal\u00e1xias surpreendentemente massivas e bem estruturadas em \u00e9pocas muito anteriores ao que se esperava previamente &#8211; levando os astr\u00f3nomos a reavaliar como e quando as gal\u00e1xias tomam forma no Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma g\u00e9mea da Via L\u00e1ctea no Universo primitivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre estas novas descobertas encontra-se Zh\u00fal\u00f3ng, a candidata a gal\u00e1xia espiral mais distante identificada at\u00e9 \u00e0 data, observada num desvio para o vermelho de 5,2 &#8211; apenas mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Apesar deste per\u00edodo inicial, a gal\u00e1xia exibe uma estrutura surpreendentemente madura: um bojo central antigo, um grande disco de forma\u00e7\u00e3o estelar e bra\u00e7os espirais &#8211; caracter\u00edsticas tipicamente observadas em gal\u00e1xias pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Cham\u00e1mos a esta gal\u00e1xia Zh\u00fal\u00f3ng, que significa &#8216;Drag\u00e3o Flamejante&#8217; na mitologia chinesa. No mito, Zh\u00fal\u00f3ng \u00e9 um poderoso drag\u00e3o solar vermelho que cria o dia e a noite abrindo e fechando os olhos, simbolizando a luz e o tempo c\u00f3smico&#8221;, diz a Dra. Mengyuan Xiao, investigadora de p\u00f3s-doutoramento no Departamento de Astronomia da Faculdade de Ci\u00eancias da UNIGE e autora principal do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que faz com que Zh\u00fal\u00f3ng se destaque \u00e9 o quanto se assemelha \u00e0 Via L\u00e1ctea em forma, tamanho e massa estelar&#8221;, acrescenta. O seu disco estende-se por mais de 60.000 anos-luz, compar\u00e1vel \u00e0 nossa Gal\u00e1xia, e cont\u00e9m mais de 100 mil milh\u00f5es de massas solares de estrelas. Isto torna-a um dos an\u00e1logos mais atraentes da Via L\u00e1ctea alguma vez encontrados numa \u00e9poca t\u00e3o precoce, levantando novas quest\u00f5es sobre o modo como gal\u00e1xias espirais massivas e bem ordenadas se poderiam formar t\u00e3o cedo ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma descoberta por acaso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zh\u00fal\u00f3ng foi descoberta em imagens profundas do levantamento PANORAMIC do Telesc\u00f3pio Webb, um programa extragal\u00e1ctico de grande \u00e1rea liderado por Christina Williams (NOIRLab) e Pascal Oesch (UNIGE). O PANORAMIC explora o modo \u00fanico de &#8220;paralelo puro&#8221; do JWST &#8211; uma estrat\u00e9gia eficiente para obter imagens de alta qualidade enquanto o instrumento principal do JWST est\u00e1 a recolher dados sobre outro alvo. &#8220;Isto permite ao JWST mapear grandes \u00e1reas do c\u00e9u, o que \u00e9 essencial para descobrir gal\u00e1xias massivas, uma vez que s\u00e3o incrivelmente raras&#8221;, diz a Dra. Christina Williams, astr\u00f3noma assistente do NOIRLab e investigadora principal do programa PANORAMIC. &#8220;Esta descoberta real\u00e7a o potencial dos programas paralelos puros para descobrir objetos raros e distantes que testam os modelos de forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Reescrevendo a hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anteriormente, pensava-se que as estruturas em espiral demoravam milhares de milh\u00f5es de anos a desenvolver-se, e esperava-se que as gal\u00e1xias massivas existissem s\u00f3 at\u00e9 muito mais tarde no Universo, porque tipicamente se formam depois de gal\u00e1xias mais pequenas se terem fundido ao longo do tempo. &#8220;Esta descoberta mostra como o JWST est\u00e1 a mudar fundamentalmente a nossa vis\u00e3o do Universo primitivo&#8221;, diz Pascal Oesch, professor associado do Departamento de Astronomia da Faculdade de Ci\u00eancias da UNIGE e coinvestigador principal do programa PANORAMIC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As futuras observa\u00e7\u00f5es do JWST e do ALMA (Atacama Large Millimeter Array) ajudar\u00e3o a confirmar as suas propriedades e a revelar mais sobre a sua hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que os levantamentos do JWST prosseguem, os astr\u00f3nomos esperam encontrar mais gal\u00e1xias deste tipo &#8211; fornecendo novas perspetivas sobre os complexos processos que moldam as gal\u00e1xias no Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.unige.ch\/medias\/en\/2025\/la-plus-lointaine-cousine-de-la-voie-lactee-jamais-observee\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Genebra (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2516\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/article?access=doi&amp;doi=10.1051\/0004-6361\/202453487\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xia Zh\u00fal\u00f3ng:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zh%C3%BAl%C3%B3ng_(galaxy)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias espirais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spiral_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional descobriu a candidata a gal\u00e1xia espiral mais distante conhecida at\u00e9 \u00e0 data. 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