{"id":7942,"date":"2025-04-18T06:26:02","date_gmt":"2025-04-18T05:26:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7942"},"modified":"2025-04-18T06:26:04","modified_gmt":"2025-04-18T05:26:04","slug":"uma-grande-surpresa-astronomos-descobrem-exoplaneta-numa-orbita-perpendicular-em-torno-de-um-par-de-anas-castanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/04\/18\/uma-grande-surpresa-astronomos-descobrem-exoplaneta-numa-orbita-perpendicular-em-torno-de-um-par-de-anas-castanhas\/","title":{"rendered":"&#8220;Uma grande surpresa&#8221;: astr\u00f3nomos descobrem exoplaneta numa \u00f3rbita perpendicular em torno de um par de an\u00e3s castanhas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2508a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/KKDHqTtP_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7943\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/KKDHqTtP_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/KKDHqTtP_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/KKDHqTtP_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/KKDHqTtP_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta \u00e9 uma ilustra\u00e7\u00e3o da \u00f3rbita invulgar que o exoplaneta 2M1510 (AB) b executa em torno das suas an\u00e3s castanhas hospedeiras. O planeta rec\u00e9m-descoberto apresenta uma \u00f3rbita polar, ou seja, uma \u00f3rbita que \u00e9 perpendicular ao plano em que as duas an\u00e3s castanhas se deslocam.\nJ\u00e1 tinham sido descobertos anteriormente planetas polares em torno de estrelas individuais, assim como discos polares de g\u00e1s e poeira capazes de formar planetas em torno de estrelas bin\u00e1rias. Agora, gra\u00e7as ao VLT (Very Large Telescope) do ESO, temos pela primeira vez fortes ind\u00edcios da exist\u00eancia de um tal planeta numa \u00f3rbita polar em torno de duas an\u00e3s castanhas.\nAs duas an\u00e3s castanhas parecem uma \u00fanica fonte no c\u00e9u, no entanto os astr\u00f3nomos sabem que se trata de um sistema bin\u00e1rio, onde os dois objetos se eclipsam periodicamente um ao outro. Com o aux\u00edlio do espetr\u00f3grafo UVES montado no VLT, os investigadores mediram a velocidade orbital das an\u00e3s castanhas e notaram que as suas \u00f3rbitas variam com o tempo. Depois de exclu\u00eddas outras explica\u00e7\u00f5es, concluiu-se que a for\u00e7a gravitacional de um planeta numa \u00f3rbita polar era a \u00fanica forma de explicar o movimento observado das an\u00e3s castanhas.\nCr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos descobriram um planeta que orbita num \u00e2ngulo de 90\u00ba em torno de um par de an\u00e3s castanhas. \u00c9 a primeira vez que temos fortes ind\u00edcios de um destes &#8220;planetas polares&#8221; a orbitar um par destes objetos peculiares. A descoberta surpreendente foi feita com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, foram descobertos v\u00e1rios planetas a orbitar duas estrelas em simult\u00e2neo, tal e qual como Tatooine, um dos planetas fict\u00edcios da s\u00e9rie de filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Star Wars. Estes planetas ocupam normalmente \u00f3rbitas que se alinham aproximadamente com o plano em que as suas estrelas hospedeiras orbitam em torno uma da outra. T\u00ednhamos j\u00e1, no entanto, ind\u00edcios anteriores de que poderiam existir planetas em \u00f3rbitas perpendiculares, ou polares, em torno de estrelas bin\u00e1rias: em teoria, estas \u00f3rbitas s\u00e3o est\u00e1veis e foram detetados discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em \u00f3rbitas polares em torno de pares de estrelas. No entanto, e at\u00e9 agora, n\u00e3o t\u00ednhamos evid\u00eancias claras de que estes planetas polares existissem de facto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estou verdadeiramente entusiasmado por estar envolvido na dete\u00e7\u00e3o de ind\u00edcios cred\u00edveis que apontam para a exist\u00eancia desta configura\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Thomas Baycroft, estudante de doutoramento na Universidade de Birmingham, Reino Unido, que liderou o estudo publicado na revista da especialidade Science Advances.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O exoplaneta, denominado 2M1510 (AB) b, orbita um bin\u00e1rio de an\u00e3s castanhas jovens \u2014 objetos maiores que planetas gigantes gasosos, mas demasiado pequenos para serem estrelas propriamente ditas. As duas an\u00e3s castanhas eclipsam-se uma \u00e0 outra quando observadas a partir da Terra, constitu\u00edndo aquilo a que os astr\u00f3nomos chamam um bin\u00e1rio eclipsante. Este sistema \u00e9 bastante raro: para al\u00e9m de ser apenas o segundo par de an\u00e3s castanhas eclipsantes conhecido at\u00e9 \u00e0 data, descobrimos agora que acolhe tamb\u00e9m o primeiro exoplaneta jamais encontrado numa trajet\u00f3ria perpendicular \u00e0 \u00f3rbita das suas duas estrelas hospedeiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um planeta em \u00f3rbita n\u00e3o s\u00f3 de um bin\u00e1rio, mas de um bin\u00e1rio de an\u00e3s castanhas, e numa \u00f3rbita polar, \u00e9 realmente algo incr\u00edvel&#8221;, diz o coautor Amaury Triaud, professor na Universidade de Birmingham.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2508b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/1e\/33\/ts0Wi5ta_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem, obtida no vis\u00edvel, mostra 2M1510 AB, um par de an\u00e3s castanhas em \u00f3rbita uma da outra. As duas an\u00e3s castanhas, A e B, aparecem-nos como se de uma \u00fanica fonte se tratassem, no entanto sabemos que s\u00e3o dois objetos que se eclipsam periodicamente um ao outro. Ao monitorizarem as suas \u00f3rbitas, os astr\u00f3nomos encontraram perturba\u00e7\u00f5es que s\u00f3 podem ser explicadas pela atra\u00e7\u00e3o gravitacional de um exoplaneta que se desloca em torno das duas an\u00e3s castanhas numa \u00f3rbita perpendicular. Este sistema cont\u00e9m uma terceira an\u00e3 castanha, 2M1510 C, mas esta encontra-se demasiado longe para poder ser respons\u00e1vel por estas perturba\u00e7\u00f5es.<br>Cr\u00e9dito: Legado do Levantamento DESI\/D. Lang (Instituto Perimeter)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa encontrou este planeta quando refinava os par\u00e2metros orbitais e f\u00edsicos das duas an\u00e3s castanhas a partir de observa\u00e7\u00f5es levadas a cabo com o instrumento UVES (Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph) montado no VLT do ESO, no Observat\u00f3rio de Paranal, no Chile. Este par de an\u00e3s castanhas, conhecido por 2M1510, foi detetado pela primeira vez em 2018 por Triaud e outros investigadores, que utilizaram o SPECULOOS (Search for habitable Planets EClipsing ULtra-cOOl Stars), outra instala\u00e7\u00e3o do Paranal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos observaram a trajet\u00f3ria orbital das duas estrelas de 2M1510 a ser empurrada e puxada de forma invulgar, o que os levou a inferir a exist\u00eancia de um exoplaneta com este estranho \u00e2ngulo orbital. &#8220;Revimos todos os cen\u00e1rios poss\u00edveis e o \u00fanico consistente com os dados obtidos corresponde \u00e0 exist\u00eancia de um planeta numa \u00f3rbita polar em torno deste bin\u00e1rio&#8221;, diz Baycroft (no novo estudo da Science Advances, 2M1510 ou 2M1510 AB s\u00e3o os nomes dados ao bin\u00e1rio eclipsante das duas an\u00e3s castanhas, 2M1510 A e 2M1510 B. Sabemos que este sistema tem uma terceira estrela, orbitando a grande dist\u00e2ncia do par, a que os astr\u00f3nomos chamam 2M1510 C. O estudo mostra que esta terceira estrela est\u00e1 demasiado longe para causar perturba\u00e7\u00f5es orbitais).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta foi realmente inesperada, uma vez que as nossas observa\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram recolhidas para procurar um tal planeta ou configura\u00e7\u00e3o orbital. Como tal, foi de facto uma grande surpresa&#8221;, conclui Triaud. &#8220;Penso que isto nos mostra, tanto a n\u00f3s astr\u00f3nomos como ao p\u00fablico em geral, o que \u00e9 poss\u00edvel encontrar no Universo fascinante em que vivemos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A planet in a perpendicular orbit around two brown dwarfs | ESO News\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VSl7QLU2pVU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2508\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.birmingham.ac.uk\/news\/2025\/astronomers-find-rare-twist-in-exoplanets-twin-star-orbit\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Birmingham (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.adu0627\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema 2M1510:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2M1510\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/uves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UVES (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio SPECULOOS (Search for habitable Planets EClipsing ULtra-cOOl Stars):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.speculoos.uliege.be\/cms\/c_4259452\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SPECULOOS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos descobriram um planeta que orbita num \u00e2ngulo de 90\u00ba em torno de um par de an\u00e3s castanhas. \u00c9 a primeira vez que temos fortes ind\u00edcios de um destes &#8220;planetas polares&#8221; a orbitar um par destes objetos peculiares. 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