{"id":7923,"date":"2025-04-11T06:34:47","date_gmt":"2025-04-11T05:34:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7923"},"modified":"2025-04-11T06:34:48","modified_gmt":"2025-04-11T05:34:48","slug":"hubble-ajuda-a-determinar-o-periodo-de-rotacao-de-urano-com-uma-precisao-sem-precedentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/04\/11\/hubble-ajuda-a-determinar-o-periodo-de-rotacao-de-urano-com-uma-precisao-sem-precedentes\/","title":{"rendered":"Hubble ajuda a determinar o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o de \u00darano com uma precis\u00e3o sem precedentes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/heic2503a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"328\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/QzKjiftR_o-1024x328.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7924\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/QzKjiftR_o-1024x328.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/QzKjiftR_o-300x96.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/QzKjiftR_o-768x246.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/QzKjiftR_o.jpg 1272w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estas imagens do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA mostram a aurora din\u00e2mica de \u00darano em outubro de 2022. Estas observa\u00e7\u00f5es foram efetuadas pelo STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) e incluem dados no vis\u00edvel e no ultravioleta. Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos usou o Hubble para fazer novas medi\u00e7\u00f5es do ritmo de rota\u00e7\u00e3o interior de \u00darano, analisando mais de uma d\u00e9cada de observa\u00e7\u00f5es das auroras de \u00darano. Este refinamento do per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o do planeta atingiu um n\u00edvel de precis\u00e3o 1000 vezes superior \u00e0s estimativas anteriores e serve como um novo ponto de refer\u00eancia crucial para a futura investiga\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.\nCr\u00e9dito: ESA\/Hubble, NASA, L. Lamy, L. Sromovsky<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA, efetuou novas medi\u00e7\u00f5es do ritmo de rota\u00e7\u00e3o interior de \u00darano com uma t\u00e9cnica inovadora, atingindo um n\u00edvel de precis\u00e3o 1000 vezes superior ao das estimativas anteriores. Ao analisar mais de uma d\u00e9cada de observa\u00e7\u00f5es, pelo Hubble, das auroras de \u00darano, os investigadores refinaram o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o do planeta e estabeleceram um novo e crucial ponto de refer\u00eancia para a futura investiga\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A determina\u00e7\u00e3o do ritmo de rota\u00e7\u00e3o interior de um planeta \u00e9 um desafio, particularmente para um mundo como \u00darano, onde n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis medi\u00e7\u00f5es diretas. Uma equipa liderada por Laurent Lamy (do LIRA, Observat\u00f3rio de Paris-PSL e LAM, Univ. Aix-Marseille, Fran\u00e7a), desenvolveu um m\u00e9todo inovador para seguir o movimento de rota\u00e7\u00e3o das auroras de \u00darano: espetaculares manifesta\u00e7\u00f5es de luz geradas na atmosfera superior pelo fluxo de part\u00edculas energ\u00e9ticas perto dos polos magn\u00e9ticos do planeta. Esta t\u00e9cnica revelou que \u00darano realiza uma rota\u00e7\u00e3o completa em 17 horas, 14 minutos e 52 segundos &#8211; 28 segundos mais do que a estimativa obtida pela Voyager 2 da NASA durante o seu &#8220;flyby&#8221; em 1986.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa medi\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 fornece uma refer\u00eancia essencial para a comunidade cient\u00edfica planet\u00e1ria, como tamb\u00e9m resolve um problema de longa data: os sistemas de coordenadas anteriores, baseados em per\u00edodos de rota\u00e7\u00e3o desatualizados, tornaram-se rapidamente imprecisos, impossibilitando a localiza\u00e7\u00e3o dos polos magn\u00e9ticos de \u00darano ao longo do tempo,&#8221; explica Lamy. &#8220;Com este novo sistema de longitude, podemos agora comparar observa\u00e7\u00f5es de auroras ao longo de quase 40 anos e at\u00e9 planear a pr\u00f3xima miss\u00e3o a \u00darano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este avan\u00e7o foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 monitoriza\u00e7\u00e3o de longo prazo de \u00darano pelo Hubble. Durante mais de uma d\u00e9cada, o Hubble observou regularmente as suas emiss\u00f5es aurorais ultravioletas, permitindo aos investigadores seguir a posi\u00e7\u00e3o dos polos magn\u00e9ticos com modelos de campos magn\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As observa\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas do Hubble foram cruciais&#8221;, diz Lamy. &#8220;Sem esta riqueza de dados, teria sido imposs\u00edvel detetar o sinal peri\u00f3dico com o n\u00edvel de precis\u00e3o que conseguimos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio das auroras da Terra, J\u00fapiter ou Saturno, as auroras de \u00darano comportam-se de uma forma \u00fanica e imprevis\u00edvel. Este facto deve-se ao campo magn\u00e9tico altamente inclinado do planeta, que est\u00e1 significativamente deslocado do seu eixo de rota\u00e7\u00e3o. As descobertas n\u00e3o s\u00f3 ajudam os astr\u00f3nomos a compreender a magnetosfera de \u00darano, como tamb\u00e9m fornecem informa\u00e7\u00f5es vitais para futuras miss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O &#8220;Planetary Science Decadal Survey&#8221; dos EUA deu prioridade ao conceito de uma sonda e orbitador para futuras explora\u00e7\u00f5es de \u00darano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas descobertas preparam o terreno para novos estudos que v\u00e3o aprofundar a nossa compreens\u00e3o de um dos planetas mais misteriosos do Sistema Solar. Com a sua capacidade de monitorizar corpos celestes ao longo de d\u00e9cadas, o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble continua a ser uma ferramenta indispens\u00e1vel para a ci\u00eancia planet\u00e1ria, abrindo caminho para a pr\u00f3xima era de explora\u00e7\u00e3o de \u00darano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/esahubble.org\/news\/heic2503\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/ESA_Multimedia\/Images\/2025\/04\/Hubble_helps_determine_Uranus_rotation_rate_with_unprecedented_precision\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/hubble-helps-determine-uranus-rotation-rate-with-unprecedented-precision\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/observatoiredeparis.psl.eu\/a-new-day-on-uranus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio de Paris (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02492-z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00darano:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/uranus\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Uranus_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA, efetuou novas medi\u00e7\u00f5es do ritmo de rota\u00e7\u00e3o interior de \u00darano com uma t\u00e9cnica inovadora, atingindo um n\u00edvel de precis\u00e3o 1000 vezes superior ao das estimativas anteriores.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7924,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16,1],"tags":[150,486],"class_list":["post-7923","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-hubble","tag-urano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7923"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7923\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7925,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7923\/revisions\/7925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7924"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}