{"id":7904,"date":"2025-04-04T06:55:54","date_gmt":"2025-04-04T05:55:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7904"},"modified":"2025-04-04T06:55:54","modified_gmt":"2025-04-04T05:55:54","slug":"webb-explora-o-efeito-de-fortes-campos-magneticos-na-formacao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/04\/04\/webb-explora-o-efeito-de-fortes-campos-magneticos-na-formacao-estelar\/","title":{"rendered":"Webb explora o efeito de fortes campos magn\u00e9ticos na forma\u00e7\u00e3o estelar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01JQC4GS0EYSYNDD8TB18XNWJM.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"573\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ezdBWOuh_o-1024x573.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7905\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ezdBWOuh_o-1024x573.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ezdBWOuh_o-300x168.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ezdBWOuh_o-768x430.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ezdBWOuh_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar Sagit\u00e1rio C, captada pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, fica a cerca de 200 anos-luz do buraco negro supermassivo central da Via L\u00e1ctea, Sagit\u00e1rio A*. O \u00edndice espetral no canto inferior esquerdo mostra como a cor foi atribu\u00edda aos dados r\u00e1dio para criar a imagem. No lado negativo, existe emiss\u00e3o n\u00e3o t\u00e9rmica, estimulada por eletr\u00f5es que giram em torno de linhas de campo magn\u00e9tico. No lado positivo, a emiss\u00e3o t\u00e9rmica prov\u00e9m de plasma quente e ionizado. Para o Webb, a cor \u00e9 atribu\u00edda atrav\u00e9s da desloca\u00e7\u00e3o do espetro infravermelho para cores no vis\u00edvel. Os comprimentos de onda infravermelhos mais curtos s\u00e3o mais azuis e os comprimentos de onda mais longos s\u00e3o mais vermelhos. <a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01JQC3WQFM8VX9CS1DFSA93902.png\">Ver aqui a vers\u00e3o n\u00e3o rotulada<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, STScI, SARAO, Samuel Crowe (Universidade da Virg\u00ednia), John Bally (Universidade do Colorado em Boulder), Ruben Fedriani (IAA-CSIC), Ian Heywood (Universidade de Oxford)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma investiga\u00e7\u00e3o de seguimento de uma imagem do ber\u00e7\u00e1rio estelar Sagit\u00e1rio C, no cora\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, obtida em 2023 pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA, revelou eje\u00e7\u00f5es de protoestrelas ainda em forma\u00e7\u00e3o e novas informa\u00e7\u00f5es sobre o impacto de fortes campos magn\u00e9ticos no g\u00e1s interestelar e no ciclo de vida das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma grande quest\u00e3o na Zona Molecular Central da nossa Gal\u00e1xia tem sido: se h\u00e1 aqui tanto g\u00e1s denso e poeira c\u00f3smica, e sabemos que as estrelas se formam nessas nuvens, porque \u00e9 que nascem t\u00e3o poucas estrelas?&#8221; disse o astrof\u00edsico John Bally da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, um dos principais investigadores. &#8220;Agora, pela primeira vez, vemos diretamente que fortes campos magn\u00e9ticos podem desempenhar um papel importante na supress\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o estelar, mesmo em pequenas escalas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo detalhado das estrelas nesta regi\u00e3o poeirenta e sobrelotada tem sido limitado, mas os instrumentos avan\u00e7ados do Webb, no infravermelho pr\u00f3ximo, permitiram aos astr\u00f3nomos ver atrav\u00e9s das nuvens para estudar estrelas jovens como nunca antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O ambiente extremo do centro gal\u00e1ctico \u00e9 um local fascinante para testar as teorias de forma\u00e7\u00e3o estelar, e as capacidades infravermelhas do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA proporcionam a oportunidade de aprofundar importantes observa\u00e7\u00f5es anteriores por telesc\u00f3pios terrestres como o ALMA e o MeerKAT\u201d, disse Samuel Crowe, outro investigador principal da investiga\u00e7\u00e3o, estudante finalista na Universidade da Virg\u00ednia, tamb\u00e9m nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bally e Crowe lideraram, cada um, artigos cient\u00edficos publicados na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Usando o infravermelho para revelar estrelas em forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No enxame mais brilhante de Sagit\u00e1rio C, os investigadores confirmaram a descoberta preliminar do ALMA (Atacama Large Millimeter Array) de que duas estrelas massivas se est\u00e3o a\u00ed a formar. Juntamente com dados infravermelhos do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA e da miss\u00e3o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy), bem como do Observat\u00f3rio Espacial Herschel, utilizaram o Webb para determinar que cada uma das protoestrelas massivas tem j\u00e1 mais de 20 vezes a massa do Sol. O Webb tamb\u00e9m revelou os fluxos luminosos alimentados por cada protoestrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais dif\u00edcil ainda \u00e9 encontrar protoestrelas de baixa massa, ainda envoltas em casulos de poeira c\u00f3smica. Os investigadores compararam os dados do Webb com as observa\u00e7\u00f5es anteriores do ALMA para identificar cinco candidatas prov\u00e1veis a protoestrelas de baixa massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m identificou 88 caracter\u00edsticas que parecem ser choques de g\u00e1s hidrog\u00e9nio, onde o material que \u00e9 expelido em jatos de estrelas jovens impacta a nuvem de g\u00e1s circundante. A an\u00e1lise destas caracter\u00edsticas levou \u00e0 descoberta de uma nova nuvem de forma\u00e7\u00e3o estelar, distinta da nuvem principal de Sagit\u00e1rio C, que alberga pelo menos duas protoestrelas com os seus pr\u00f3prios jatos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os fluxos de estrelas em forma\u00e7\u00e3o em Sagit\u00e1rio C foram sugeridos em observa\u00e7\u00f5es anteriores, mas esta \u00e9 a primeira vez que os conseguimos confirmar no infravermelho. \u00c9 muito excitante ver isto, porque ainda h\u00e1 muito que n\u00e3o sabemos sobre a forma\u00e7\u00e3o estelar, especialmente na Zona Molecular Central, e \u00e9 muito importante para o funcionamento do Universo&#8221;, disse Crowe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Campos magn\u00e9ticos e forma\u00e7\u00e3o estelar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem de 2023 de Sagit\u00e1rio C, feita pelo Webb, mostrou dezenas de filamentos distintos numa regi\u00e3o de plasma quente de hidrog\u00e9nio que rodeia a principal nuvem de forma\u00e7\u00e3o estelar. Uma nova an\u00e1lise feita por Bally e pela sua equipa levou-os a colocar a hip\u00f3tese de os filamentos serem moldados por campos magn\u00e9ticos, que tamb\u00e9m foram observados no passado pelos observat\u00f3rios terrestres ALMA e MeerKAT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O movimento do g\u00e1s que rodopia nas for\u00e7as de mar\u00e9 extremas do buraco negro supermassivo da Via L\u00e1ctea, Sagit\u00e1rio A*, pode esticar e amplificar os campos magn\u00e9ticos circundantes. Esses campos, por sua vez, est\u00e3o a moldar o plasma em Sagit\u00e1rio C&#8221;, disse Bally.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores pensam que as for\u00e7as magn\u00e9ticas no centro gal\u00e1ctico podem ser suficientemente fortes para impedir que o plasma se espalhe, confinando-o em vez disso nos filamentos concentrados vistos na imagem do Webb. Estes fortes campos magn\u00e9ticos podem tamb\u00e9m resistir \u00e0 gravidade que normalmente faria com que densas nuvens de g\u00e1s e poeira colapsassem e formassem estrelas, explicando o ritmo de forma\u00e7\u00e3o de estrelas de Sagit\u00e1rio C, que \u00e9 inferior ao esperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 uma \u00e1rea excitante para investiga\u00e7\u00e3o futura, uma vez que a influ\u00eancia dos fortes campos magn\u00e9ticos, no centro da nossa Gal\u00e1xia ou noutras gal\u00e1xias, na ecologia estelar ainda n\u00e3o foi totalmente considerada&#8221;, disse Crowe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/webb\/nasa-webb-explores-effect-of-strong-magnetic-fields-on-star-formation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/contents\/news-releases\/2025\/news-2025-115\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ STScI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.colorado.edu\/today\/2025\/04\/02\/webb-telescope-captures-images-insight-one-milky-ways-most-extreme-environments\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Colorado em Boulder (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad9d0b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico por Bally et al. (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad8889\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico por Crowe et al. (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_Center\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Gal\u00e1ctico (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Central_Molecular_Zone\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zona Molecular Central (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MeerKAT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sarao.ac.za\/gallery\/meerkat\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SARAO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MeerKAT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o de seguimento de uma imagem do ber\u00e7\u00e1rio estelar Sagit\u00e1rio C, no cora\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, obtida em 2023 pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA, revelou eje\u00e7\u00f5es de protoestrelas ainda em forma\u00e7\u00e3o e novas informa\u00e7\u00f5es sobre o impacto de fortes campos 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