{"id":7898,"date":"2025-04-04T06:51:01","date_gmt":"2025-04-04T05:51:01","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7898"},"modified":"2025-04-04T06:51:03","modified_gmt":"2025-04-04T05:51:03","slug":"as-galaxias-morrem-mais-cedo-do-que-o-previsto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/04\/04\/as-galaxias-morrem-mais-cedo-do-que-o-previsto\/","title":{"rendered":"As gal\u00e1xias morrem mais cedo do que o previsto"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Q8yYrQm3_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"790\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Q8yYrQm3_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7899\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Q8yYrQm3_o.jpg 790w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Q8yYrQm3_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Q8yYrQm3_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Q8yYrQm3_o-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tr\u00eas espetros obtidos pelo NIRSpec sobrepostos a uma imagem obtida pelo NIRCam, dois instrumentos a bordo do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. A gal\u00e1xia recorde \u00e9 mostrada no meio. Aparece a vermelho na imagem e o seu espetro diminui para a esquerda (comprimentos de onda curtos). Para compara\u00e7\u00e3o, os espetros em cima e em baixo, em azul e violeta, mostram gal\u00e1xias t\u00edpicas com forma\u00e7\u00e3o estelar numa altura semelhante da hist\u00f3ria c\u00f3smica.\nCr\u00e9dio: NASA\/CSA\/ESA, A. Weibel, P. A. Oesch (Universidade de Genebra), equipa RUBIES &#8211; A. de Graaff (Instituto Max Planck de Astronomia em Heidelberg), G. Brammer (Instituto Niels Bohr), Arquivo DAWN do JWST<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muito tempo, os cientistas pensaram que, no Universo primitivo, apenas se observariam gal\u00e1xias com forma\u00e7\u00e3o estelar ativa. O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb revela agora que as gal\u00e1xias deixaram de formar estrelas mais cedo do que se esperava. Uma descoberta recente de uma equipa internacional, liderada por astr\u00f3nomos da Universidade de Genebra (UNIGE), aprofunda a tens\u00e3o entre os modelos te\u00f3ricos da evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica e as observa\u00e7\u00f5es reais. Entre centenas de espetros obtidos com o programa RUBIES do Webb, a equipa encontrou uma gal\u00e1xia recorde que j\u00e1 tinha parado de formar estrelas durante uma \u00e9poca em que as gal\u00e1xias est\u00e3o normalmente a crescer muito rapidamente. Este estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos prim\u00f3rdios do Universo, uma gal\u00e1xia t\u00edpica acreta g\u00e1s do meio intergal\u00e1ctico circundante e transforma esse g\u00e1s em estrelas. Este processo aumenta a sua massa, levando a uma acre\u00e7\u00e3o de g\u00e1s ainda mais eficiente e a uma forma\u00e7\u00e3o estelar acelerada. No entanto, as gal\u00e1xias n\u00e3o crescem indefinidamente, devido a um processo que os astr\u00f3nomos designam por &#8220;extin\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Universo local, cerca de metade das gal\u00e1xias observadas deixaram de formar estrelas &#8211; extinguiram-se e deixaram de crescer. Os astr\u00f3nomos referem-se a elas como gal\u00e1xias quiescentes, extintas ou &#8220;vermelhas e mortas&#8221;. Aparecem vermelhas porque j\u00e1 n\u00e3o cont\u00eam estrelas azuis jovens e brilhantes &#8211; apenas restam estrelas vermelhas mais velhas e mais pequenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma fra\u00e7\u00e3o particularmente elevada de gal\u00e1xias quiescentes \u00e9 encontrada entre as gal\u00e1xias massivas, que s\u00e3o frequentemente observadas como tendo morfologias el\u00edpticas. Normalmente, a forma\u00e7\u00e3o destas gal\u00e1xias vermelhas e mortas demora muito tempo, porque t\u00eam de acumular um grande n\u00famero de estrelas antes de o processo de forma\u00e7\u00e3o estelar ser finalmente interrompido. O que realmente causa a extin\u00e7\u00e3o nas gal\u00e1xias \u00e9 ainda um grande enigma. &#8220;Encontrar os primeiros exemplos de gal\u00e1xias massivas quiescentes (GMQs) no Universo primitivo \u00e9 fundamental, uma vez que lan\u00e7a luz sobre os seus poss\u00edveis mecanismos de forma\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Pascal Oesch, professor associado do Departamento de Astronomia da Faculdade de Ci\u00eancias da UNIGE e coautor do artigo cient\u00edfico. A procura de tais sistemas tem sido um objetivo importante dos astr\u00f3nomos desde h\u00e1 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observa\u00e7\u00f5es em desacordo com as expetativas te\u00f3ricas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o avan\u00e7o da tecnologia, em particular a espetroscopia no infravermelho pr\u00f3ximo, os astr\u00f3nomos confirmaram a exist\u00eancia de gal\u00e1xias massivas quiescentes (GMQs) em \u00e9pocas c\u00f3smicas cada vez mais precoces. A sua abund\u00e2ncia inferida tem sido dif\u00edcil de conciliar com os modelos te\u00f3ricos de forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica, que preveem que tais sistemas deveriam demorar mais tempo a formar-se. Com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, esta tens\u00e3o foi levada at\u00e9 um desvio para o vermelho de 5 (1,2 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang), onde v\u00e1rias GMQs foram confirmadas nos \u00faltimos anos. O novo estudo liderado pela UNIGE revela que estas gal\u00e1xias se formaram ainda mais cedo e mais rapidamente do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Ciclo 2 do JWST, o levantamento RUBIES (Red Unknowns: Bright Infrared Extragalactic Survey), um dos maiores programas europeus de investiga\u00e7\u00e3o extragal\u00e1tica que utiliza o instrumento NIRSpec, obteve observa\u00e7\u00f5es espetrosc\u00f3picas de v\u00e1rios milhares de gal\u00e1xias, incluindo centenas de fontes rec\u00e9m-descobertas a partir de dados iniciais do JWST.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma gal\u00e1xia &#8220;morta&#8221; recordista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre estes novos espetros, os cientistas identificaram a gal\u00e1xia massiva quiescente mais distante encontrada at\u00e9 \u00e0 data, com um desvio para o vermelho espetrosc\u00f3pico de 7,29, apenas ~700 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. O espetro do NIRSpec\/PRISM revela uma popula\u00e7\u00e3o estelar surpreendentemente antiga num Universo t\u00e3o jovem. A modela\u00e7\u00e3o detalhada do espetro e dos dados de imagem mostram que a gal\u00e1xia formou uma massa de mais de 10 mil milh\u00f5es (10^10) de s\u00f3is nos primeiros 600 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, antes de cessar rapidamente a forma\u00e7\u00e3o estelar, confirmando assim a sua natureza quiescente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A descoberta desta gal\u00e1xia, designada RUBIES-UDS-QG-z7, implica que as gal\u00e1xias massivas quiescentes nos primeiros mil milh\u00f5es de anos do Universo s\u00e3o mais de 100 vezes mais abundantes do que o previsto por qualquer modelo at\u00e9 \u00e0 data&#8221;, afirma Andrea Weibel, doutoranda do Departamento de Astronomia da Faculdade de Ci\u00eancias da UNIGE e primeira autora do artigo cient\u00edfico. Isto, por sua vez, sugere que fatores-chave nos modelos te\u00f3ricos (por exemplo, os efeitos dos ventos estelares e a for\u00e7a dos fluxos alimentados pela forma\u00e7\u00e3o de estrelas e buracos negros massivos) podem ter de ser revistos. As gal\u00e1xias morreram muito mais cedo do que estes modelos podem prever.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Perspetivas sobre os n\u00facleos das gal\u00e1xias gigantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Finalmente, a pequena dimens\u00e3o f\u00edsica de RUBIES-UDS-QG-z7, medida em apenas ~650 anos-luz, implica uma elevada densidade de massa estelar compar\u00e1vel \u00e0s maiores densidades centrais observadas em gal\u00e1xias quiescentes a desvios para o vermelho ligeiramente inferiores (z~2-5). Estas gal\u00e1xias s\u00e3o suscet\u00edveis de evoluir para os n\u00facleos das gal\u00e1xias el\u00edpticas mais antigas e mais massivas do Universo local. &#8220;A descoberta de RUBIES-UDS-QG-z7 fornece a primeira forte evid\u00eancia de que os centros de algumas gal\u00e1xias el\u00edpticas massivas pr\u00f3ximas podem j\u00e1 ter existido desde as primeiras centenas de milh\u00f5es de anos do Universo&#8221;, conclui Anna de Graaff, investigadora principal do programa RUBIES, investigadora de p\u00f3s-doutoramento no Instituto Max Planck de Astronomia em Heidelberg e segunda autora do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.unige.ch\/medias\/en\/2025\/les-galaxies-meurent-plus-tot-que-prevu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Genebra (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/adab7a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Extin\u00e7\u00e3o (no contexto da astronomia):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quenching_(astronomy)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RUBIES (Red Unknowns: Bright Infrared Extragalactic Survey):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/annadeg.github.io\/projects\/RUBIES\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GitHub<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muito tempo, os cientistas pensaram que, no Universo primitivo, apenas se observariam gal\u00e1xias com forma\u00e7\u00e3o estelar ativa. 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