{"id":7882,"date":"2025-03-28T07:14:34","date_gmt":"2025-03-28T06:14:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7882"},"modified":"2025-03-28T07:19:25","modified_gmt":"2025-03-28T06:19:25","slug":"rover-curiosity-deteta-as-maiores-moleculas-organicas-ja-encontradas-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/03\/28\/rover-curiosity-deteta-as-maiores-moleculas-organicas-ja-encontradas-em-marte\/","title":{"rendered":"Rover Curiosity deteta as maiores mol\u00e9culas org\u00e2nicas j\u00e1 encontradas em Marte"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a014800\/a014808\/NASA-Mars-Hydrocarbons-2025.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/SKIUWJ2n_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7883\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/SKIUWJ2n_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/SKIUWJ2n_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/SKIUWJ2n_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/SKIUWJ2n_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este gr\u00e1fico mostra as mol\u00e9culas org\u00e2nicas de cadeia longa decano, undecano e dodecano. Estas s\u00e3o as maiores mol\u00e9culas org\u00e2nicas descobertas em Marte at\u00e9 \u00e0 data. Foram detetadas numa amostra de rocha perfurada chamada &#8220;Cumberland&#8221;, que foi analisada pelo laborat\u00f3rio SAM (Sample Analysis at Mars) dentro da barriga do rover Curiosity da NASA. O rover, cuja selfie se encontra no lado direito da imagem, tem vindo a explorar a cratera Gale desde 2012. Uma imagem do furo de perfura\u00e7\u00e3o de Cumberland \u00e9 ligeiramente vis\u00edvel no fundo das cadeias de mol\u00e9culas.\nCr\u00e9dito: NASA\/Dan Gallagher<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Investigadores que analisaram rochas pulverizadas a bordo do rover Curiosity da NASA descobriram os maiores compostos org\u00e2nicos existentes no Planeta Vermelho at\u00e9 \u00e0 data. A descoberta, publicada na passada segunda-feira na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), sugere que a qu\u00edmica prebi\u00f3tica pode ter avan\u00e7ado mais em Marte do que o observado anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas analisaram uma amostra de rocha no minilaborat\u00f3rio SAM (Sample Analysis at Mars) do Curiosity e encontraram as mol\u00e9culas decano, undecano e dodecano. Pensa-se que estas subst\u00e2ncias, com 10, 11 e 12 \u00e1tomos de carbono, respetivamente, s\u00e3o os fragmentos de \u00e1cidos gordos que ficaram preservados na amostra. Os \u00e1cidos gordos est\u00e3o entre as mol\u00e9culas org\u00e2nicas que, na Terra, s\u00e3o os blocos qu\u00edmicos de constru\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seres vivos produzem \u00e1cidos gordos para ajudar a formar as membranas celulares e desempenhar v\u00e1rias outras fun\u00e7\u00f5es. Mas os \u00e1cidos gordos tamb\u00e9m podem ser produzidos sem vida, atrav\u00e9s de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas desencadeadas por v\u00e1rios processos geol\u00f3gicos, incluindo a intera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua com minerais em fontes hidrotermais.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o haja forma de confirmar a origem das mol\u00e9culas identificadas, a sua descoberta \u00e9 excitante para a equipa cient\u00edfica do Curiosity por v\u00e1rias raz\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas do Curiosity j\u00e1 tinham descoberto mol\u00e9culas org\u00e2nicas pequenas e simples em Marte, mas a descoberta destas subst\u00e2ncias maiores fornece a primeira evid\u00eancia de que a qu\u00edmica org\u00e2nica avan\u00e7ou para o tipo de complexidade necess\u00e1ria para a origem da vida em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo estudo tamb\u00e9m aumenta as hip\u00f3teses de que as grandes mol\u00e9culas org\u00e2nicas que s\u00f3 podem ser produzidas na presen\u00e7a de vida, conhecidas como &#8220;bioassinaturas&#8221;, possam estar preservadas em Marte, dissipando as preocupa\u00e7\u00f5es de que tais compostos sejam destru\u00eddos ap\u00f3s dezenas de milh\u00f5es de anos de exposi\u00e7\u00e3o a intensa radia\u00e7\u00e3o e oxida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas dizem que esta descoberta \u00e9 um bom press\u00e1gio para os planos de trazer amostras de Marte para a Terra para an\u00e1lise com os instrumentos mais sofisticados dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso estudo prova que, mesmo hoje, atrav\u00e9s da an\u00e1lise de amostras de Marte, podemos detetar assinaturas qu\u00edmicas de vida passada, se \u00e9 que alguma vez existiu em Marte&#8221;, disse Caroline Freissinet, a principal autora do estudo e investigadora no LATMOS (Laboratoire Atmosph\u00e8res, Observations Spatiales) do CNRS (Centre national de la recherche scientifique) em Guyancourt, Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/6d\/3f\/p276TNXs_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/6d\/3f\/p276TNXs_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O rover Curiosity da NASA perfurou este alvo rochoso, &#8220;Cumberland&#8221;, durante o 279.\u00ba dia marciano, ou sol, da miss\u00e3o do rover em Marte (19 de maio de 2013) e recolheu uma amostra de material em p\u00f3 do interior da rocha. O Curiosity usou a c\u00e2mara MAHLI (Mars Hand Lens Imager) no bra\u00e7o do rover para captar esta vista do buraco em Cumberland no mesmo sol em que o buraco foi feito. O di\u00e2metro do buraco \u00e9 de cerca de 1,5 cent\u00edmetros. A profundidade do buraco \u00e9 de cerca de 6,6 cent\u00edmetros.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Em 2015, Freissinet coliderou uma equipa que, pela primeira vez, identificou de forma conclusiva mol\u00e9culas org\u00e2nicas marcianas na mesma amostra que foi utilizada para o estudo atual. Apelidada de &#8220;Cumberland&#8221;, a amostra foi analisada v\u00e1rias vezes com o SAM, utilizando diferentes t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Curiosity perfurou a amostra Cumberland em maio de 2013 numa \u00e1rea da Cratera Gale chamada &#8220;Yellowknife Bay&#8221;. Os cientistas ficaram t\u00e3o intrigados com Yellowknife Bay, que parecia um antigo leito de lago, que enviaram o rover para l\u00e1 antes de seguir na dire\u00e7\u00e3o oposta para o seu destino principal, o Monte Sharp, que se ergue do fundo da cratera.<\/p>\n\n\n\n<p>O desvio valeu a pena: Cumberland est\u00e1 repleto de pistas qu\u00edmicas fascinantes sobre o passado de 3,7 mil milh\u00f5es de anos da Cratera Gale. Os cientistas descobriram anteriormente que a amostra \u00e9 rica em minerais de argila, que se formam em \u00e1gua. Tem enxofre em abund\u00e2ncia, o que pode ajudar a preservar as mol\u00e9culas org\u00e2nicas. Cumberland tamb\u00e9m tem muitos nitratos, que na Terra s\u00e3o essenciais para a sa\u00fade de plantas e animais, e metano feito com um tipo de carbono que na Terra est\u00e1 associado a processos biol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez mais importante, os cientistas determinaram que Yellowknife Bay era, de facto, o local de um antigo lago, proporcionando um ambiente que podia concentrar mol\u00e9culas org\u00e2nicas e preserv\u00e1-las numa rocha sedimentar de gr\u00e3o fino chamada lamito.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 evid\u00eancias de que a \u00e1gua l\u00edquida existiu na Cratera Gale durante milh\u00f5es de anos e provavelmente durante muito mais tempo, o que significa que houve tempo suficiente para que a qu\u00edmica de forma\u00e7\u00e3o de vida ocorresse nestes ambientes de lago de cratera de impacto em Marte&#8221;, disse Daniel Glavin, cientista s\u00e9nior para a entrega de amostras no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, coautor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A recente descoberta de subst\u00e2ncias org\u00e2nicas foi um efeito secund\u00e1rio de uma experi\u00eancia n\u00e3o relacionada para sondar Cumberland em busca de sinais de amino\u00e1cidos, que s\u00e3o os blocos de constru\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas. Depois de aquecerem a amostra duas vezes no forno do SAM e de medirem a massa das mol\u00e9culas libertadas, a equipa n\u00e3o encontrou ind\u00edcios de amino\u00e1cidos. Mas notaram que a amostra libertava pequenas quantidades de decano, undecano e dodecano.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado que estes compostos podem ter-se desprendido de mol\u00e9culas maiores durante o aquecimento, os cientistas trabalharam no sentido inverso para descobrir de que estruturas poderiam ter vindo. A hip\u00f3tese que levantaram foi a de que estas mol\u00e9culas eram remanescentes dos \u00e1cidos gordos \u00e1cido undecan\u00f3ico, \u00e1cido dodecan\u00f3ico e \u00e1cido tridecan\u00f3ico, respetivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas testaram a sua previs\u00e3o em laborat\u00f3rio, misturando \u00e1cido undecan\u00f3ico numa argila semelhante \u00e0 de Marte e realizando uma experi\u00eancia semelhante \u00e0 do SAM. Depois de aquecido, o \u00e1cido undecan\u00f3ico libertou decano, como previsto. Os investigadores fizeram ent\u00e3o refer\u00eancia a experi\u00eancias j\u00e1 publicadas por outros cientistas para mostrar que o undecano poderia ter-se separado do \u00e1cido dodecan\u00f3ico e o dodecano do \u00e1cido tridecan\u00f3ico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores encontraram um intrigante pormenor adicional no seu estudo, relacionado com o n\u00famero de \u00e1tomos de carbono que constituem os pressupostos \u00e1cidos gordos da amostra. A espinha dorsal de cada \u00e1cido gordo \u00e9 uma cadeia longa e reta de 11 a 13 carbonos, dependendo da mol\u00e9cula. Os processos n\u00e3o biol\u00f3gicos produzem normalmente \u00e1cidos gordos mais curtos, com menos de 12 carbonos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que a amostra de Cumberland tenha \u00e1cidos gordos de cadeia mais longa, dizem os cientistas, mas o SAM n\u00e3o est\u00e1 otimizado para detetar cadeias mais longas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas dizem que, em \u00faltima an\u00e1lise, h\u00e1 um limite para o que se pode inferir a partir de instrumentos de &#8220;ca\u00e7a&#8221; de mol\u00e9culas que podem ser enviados para Marte. &#8220;Estamos prontos para dar o pr\u00f3ximo grande passo e trazer amostras de Marte para os nossos laborat\u00f3rios para finalmente resolver o debate sobre a vida em Marte&#8221;, disse Glavin.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Largest Organics Yet Discovered on Mars\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wektNJExGks?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/mars-science-laboratory\/nasas-curiosity-rover-detects-largest-organic-molecules-found-on-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cnrs.fr\/fr\/presse\/des-molecules-organiques-dune-taille-sans-precedent-decouvertes-sur-mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ CNRS (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2420580122\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PNAS)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cratera Gale:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gale_(crater)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rover Curiosity:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/msl\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MarsCuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/marscuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Curiosity_(rover)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigadores que analisaram rochas pulverizadas a bordo do rover Curiosity da NASA descobriram os maiores compostos org\u00e2nicos existentes no Planeta Vermelho at\u00e9 \u00e0 data. 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