{"id":7876,"date":"2025-03-25T07:23:32","date_gmt":"2025-03-25T06:23:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7876"},"modified":"2025-03-25T07:23:33","modified_gmt":"2025-03-25T06:23:33","slug":"descoberto-oxigenio-na-galaxia-mais-distante-conhecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/03\/25\/descoberto-oxigenio-na-galaxia-mais-distante-conhecida\/","title":{"rendered":"Descoberto oxig\u00e9nio na gal\u00e1xia mais distante conhecida"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2507c.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"611\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/yvnQuYYc_o-1024x611.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7877\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/yvnQuYYc_o-1024x611.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/yvnQuYYc_o-300x179.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/yvnQuYYc_o-768x458.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/yvnQuYYc_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta \u00e9 uma imagem art\u00edstica de JADES-GS-z14-0, que, atualmente, \u00e9 a gal\u00e1xia mais distante confirmada. As gal\u00e1xias do Universo primordial tendem a ser irregulares e com nodos. As explos\u00f5es de supernova nesta gal\u00e1xia ter\u00e3o espalhado elementos pesados forjados no interior das estrelas, como o oxig\u00e9nio, que foi agora detetado pelo ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array).\nCr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Duas equipas diferentes de astr\u00f3nomos detetaram oxig\u00e9nio na gal\u00e1xia mais distante conhecida, JADES-GS-z14-0. A descoberta, descrita em dois estudos separados, foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), do qual o ESO \u00e9 um parceiro. Esta dete\u00e7\u00e3o recorde faz com que os astr\u00f3nomos tenham que repensar qu\u00e3o r\u00e1pido as gal\u00e1xias se formaram no Universo primordial.<\/p>\n\n\n\n<p>Descoberta no ano passado, JADES-GS-z14-0 \u00e9 a gal\u00e1xia mais distante confirmada alguma vez observada: est\u00e1 t\u00e3o longe da Terra que a sua luz demorou 13,4 mil milh\u00f5es de anos a chegar at\u00e9 n\u00f3s, o que significa que a vemos tal como era quando o Universo tinha menos de 300 milh\u00f5es de anos, o que corresponde a cerca de 2% da sua idade atual. A nova dete\u00e7\u00e3o de oxig\u00e9nio levada a cabo com o aux\u00edlio do ALMA, uma rede de telesc\u00f3pios instalada no deserto chileno do Atacama, sugere que esta gal\u00e1xia \u00e9 quimicamente muito mais madura do que se esperava.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um pouco como encontrar um adolescente onde s\u00f3 esper\u00e1vamos encontrar beb\u00e9s&#8221;, explica Sander Schouws, candidato a doutoramento no Observat\u00f3rio de Leiden, Pa\u00edses Baixos, e primeiro autor do estudo holand\u00eas aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista da especialidade The Astrophysical Journal. &#8220;Os resultados mostram que esta gal\u00e1xia se formou muito rapidamente, estando tamb\u00e9m a evoluir muito depressa, o que a coloca num conjunto cada vez maior de evid\u00eancias de que a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias no Universo primordial ocorreu muito mais depressa do que esper\u00e1vamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>As gal\u00e1xias come\u00e7am normalmente as suas vidas repletas de estrelas jovens, as quais s\u00e3o principalmente constitu\u00eddas por elementos leves como o hidrog\u00e9nio e o h\u00e9lio. \u00c0 medida que as estrelas evoluem, s\u00e3o formados no seu interior elementos mais pesados como o oxig\u00e9nio, que acabam dispersos pela gal\u00e1xia quando as estrelas morrem. Os investigadores pensavam que, com 300 milh\u00f5es de anos, o Universo era ainda demasiado jovem para ter gal\u00e1xias repletas de elementos pesados. No entanto, os dois estudos levados a cabo com o ALMA indicam que a gal\u00e1xia JADES-GS-z14-0 tem cerca de 10 vezes mais elementos pesados do que o esperado.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2507b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/69\/b5\/pquHyYwj_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A imagem mostra JADES-GS-z14-0, a gal\u00e1xia mais distante conhecida at\u00e9 hoje, obtida com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array). Os dois espetros que aqui vemos resultam da an\u00e1lise independente dos dados do ALMA por duas equipas de astr\u00f3nomos. Ambas apresentam uma risca de emiss\u00e3o de oxig\u00e9nio, o que faz desta a dete\u00e7\u00e3o mais distante de oxig\u00e9nio, correspondente a uma idade do Universo de apenas 300 milh\u00f5es de anos.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO)\/S. Carniani et al.\/S. Schouws et al\/JWST &#8211; NASA, ESA, CSA, STScI, Brant Robertson (UC Santa Cruz), Ben Johnson (Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian), Sandro Tacchella (Cambridge), Phill Cargile (Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;Estes resultados bastante inesperados surpreenderam-me, porque nos abrem uma nova perspetiva sobre as primeiras fases da evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica&#8221;, diz Stefano Carniani, da Scuola Normale Superiore de Pisa, em It\u00e1lia, e autor principal do artigo aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista da especialidade Astronomy &amp; Astrophysics. &#8220;As evid\u00eancias de que uma gal\u00e1xia est\u00e1 j\u00e1 bastante madura num Universo ainda muito primordial levanta quest\u00f5es sobre quando e como \u00e9 que as gal\u00e1xias se formaram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A dete\u00e7\u00e3o de oxig\u00e9nio tamb\u00e9m permitiu aos astr\u00f3nomos fazer medi\u00e7\u00f5es da dist\u00e2ncia a JADES-GS-z14-0 com muito mais precis\u00e3o. &#8220;Esta dete\u00e7\u00e3o do ALMA d\u00e1-nos uma medi\u00e7\u00e3o extraordinariamente precisa da dist\u00e2ncia a que esta gal\u00e1xia se encontra de n\u00f3s, com uma incerteza de apenas 0,005 %. Este n\u00edvel de precis\u00e3o, que corresponde a uma exatid\u00e3o de 5 cm numa dist\u00e2ncia de 1 km, ajuda-nos a compreender melhor as propriedades das gal\u00e1xias distantes&#8221;, acrescenta Eleonora Parlanti, estudante de doutoramento na Scuola Normale Superiore de Pisa e coautora do estudo a publicar na Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora JADES-GS-z14-0 tenha sido originalmente descoberta com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, foi necess\u00e1rio utilizar o ALMA para confirmar e determinar com precis\u00e3o a grande dist\u00e2ncia a que esta gal\u00e1xia se encontra da Terra&#8221;, diz Rychard Bouwens, membro da equipa no Observat\u00f3rio de Leiden. &#8220;Isto mostra a espantosa sinergia que existe entre o ALMA e o JWST, e que nos ajuda a compreender melhor a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o das primeiras gal\u00e1xias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Gerg\u00f6 Popping, astr\u00f3nomo do ESO a trabalhar no Centro Regional Europeu do ALMA, que n\u00e3o participou nos estudos, comenta: &#8220;Fiquei realmente surpreendido com esta dete\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de oxig\u00e9nio em JADES-GS-z14-0, que sugere que as gal\u00e1xias se podem ter formado muito mais rapidamente ap\u00f3s o Big Bang do que se pensava anteriormente. Este resultado mostra o importante papel que o ALMA desempenha na descoberta das condi\u00e7\u00f5es em que as primeiras gal\u00e1xias se formaram no nosso Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Oxygen discovered in most distant galaxy known yet\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pSqzYuyc7aw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2507\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2507\/eso2507b.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico por Schouws et al. (PDF)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2507\/eso2507a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico por Carniani et al. (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>JADES-GS-z14-0:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JADES-GS-z14-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas equipas diferentes de astr\u00f3nomos detetaram oxig\u00e9nio na gal\u00e1xia mais distante conhecida, JADES-GS-z14-0. Esta dete\u00e7\u00e3o recorde faz com que os astr\u00f3nomos tenham que repensar qu\u00e3o r\u00e1pido as gal\u00e1xias se formaram no Universo primordial.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7877,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,1],"tags":[305,1769],"class_list":["post-7876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-jades-gs-z14-0"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7876"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7878,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7876\/revisions\/7878"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7877"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}