{"id":7873,"date":"2025-03-25T07:20:04","date_gmt":"2025-03-25T06:20:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7873"},"modified":"2025-03-25T07:20:05","modified_gmt":"2025-03-25T06:20:05","slug":"alma-revela-novos-pormenores-das-erupcoes-de-proxima-centauri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/03\/25\/alma-revela-novos-pormenores-das-erupcoes-de-proxima-centauri\/","title":{"rendered":"ALMA revela novos pormenores das erup\u00e7\u00f5es de Proxima Centauri"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DvJGeVc0_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"525\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DvJGeVc0_o-1024x525.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7874\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DvJGeVc0_o-1024x525.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DvJGeVc0_o-300x154.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DvJGeVc0_o-768x394.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DvJGeVc0_o.jpg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de uma erup\u00e7\u00e3o estelar na estrela Proxima Centauri.\nCr\u00e9dito: NSF\/AUI\/NRAO da NSF\/S. Dagnello<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A pouco mais de quatro anos-luz, Proxima Centauri \u00e9 a estrela que est\u00e1 mais perto do nosso Sol, conhecida por ser uma an\u00e3 M muito ativa. As suas erup\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem conhecidas dos astr\u00f3nomos que utilizam comprimentos de onda vis\u00edveis da luz. No entanto, um novo estudo utilizando observa\u00e7\u00f5es com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) real\u00e7a a atividade extrema desta estrela em comprimentos de onda r\u00e1dio e no milim\u00e9trico, oferecendo informa\u00e7\u00f5es excitantes sobre a natureza destas erup\u00e7\u00f5es, bem como sobre os potenciais impactos na habitabilidade dos seus planetas terrestres da zona habit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecida por albergar um planeta potencialmente habit\u00e1vel, a estrela exibe uma grande atividade no vis\u00edvel. Tal como as erup\u00e7\u00f5es do nosso Sol, estes surtos libertam energia em todo o espetro eletromagn\u00e9tico e part\u00edculas energ\u00e9ticas estelares. Dependendo da energia e da frequ\u00eancia destas erup\u00e7\u00f5es, os planetas na zona habit\u00e1vel podem tornar-se inabit\u00e1veis, uma vez que as erup\u00e7\u00f5es retiram \u00e0s atmosferas planet\u00e1rias ingredientes necess\u00e1rios, como o ozono e a \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma equipa cient\u00edfica liderada por Kiana Burton, da Universidade do Colorado, e Meredith MacGregor, da Universidade Johns Hopkins, utilizou dados de arquivo e novas observa\u00e7\u00f5es do ALMA para estudar a atividade dos surtos nos comprimentos de onda milim\u00e9tricos de Proxima Centauri. O pequeno tamanho da estrela e o seu forte campo magn\u00e9tico indicam que toda a sua estrutura interna \u00e9 convectiva (ao contr\u00e1rio do Sol, que tem camadas convectivas e n\u00e3o convectivas), o que torna a estrela muito mais ativa. Os seus campos magn\u00e9ticos ficam torcidos, desenvolvem tens\u00e3o e acabam por se romper, enviando fluxos energ\u00e9ticos e part\u00edculas para o exterior naquilo que \u00e9 observado como erup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A atividade do nosso Sol n\u00e3o remove a atmosfera da Terra e, em vez disso, provoca belas auroras porque temos uma atmosfera espessa e um forte campo magn\u00e9tico para proteger o nosso planeta. Mas as erup\u00e7\u00f5es de Proxima Centauri s\u00e3o muito mais poderosas e sabemos que tem planetas rochosos na zona habit\u00e1vel. O que \u00e9 que estas erup\u00e7\u00f5es est\u00e3o a fazer \u00e0s suas atmosferas? Haver\u00e1 um fluxo t\u00e3o grande de radia\u00e7\u00e3o e part\u00edculas que a atmosfera est\u00e1 a ser quimicamente modificada, ou talvez completamente destru\u00edda?&#8221; disse MacGregor.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta investiga\u00e7\u00e3o representa o primeiro estudo multicomprimento de onda que utiliza observa\u00e7\u00f5es milim\u00e9tricas para desvendar um novo olhar sobre a f\u00edsica das erup\u00e7\u00f5es. Combinando 50 horas de observa\u00e7\u00f5es do ALMA, utilizando tanto o conjunto completo de 12 metros como o ACA (Atacama Compact Array) de 7 metros, foi registado um total de 463 eventos eruptivos com energias entre 1024 e 1027 erg, e com uma dura\u00e7\u00e3o breve entre 3 e 16 segundos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando vemos as erup\u00e7\u00f5es com o ALMA, vemos a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica &#8211; a luz em v\u00e1rios comprimentos de onda. Mas se olharmos mais profundamente, estas erup\u00e7\u00f5es no r\u00e1dio tamb\u00e9m nos d\u00e3o uma forma de rastrear as propriedades dessas part\u00edculas e perceber o que est\u00e1 a ser libertado pela estrela&#8221;, diz MacGregor. Para isso, a equipa caracterizou a chamada distribui\u00e7\u00e3o de frequ\u00eancia das erup\u00e7\u00f5es da estrela para mapear o n\u00famero de surtos em fun\u00e7\u00e3o da sua energia. Tipicamente, a inclina\u00e7\u00e3o desta distribui\u00e7\u00e3o tende a seguir uma fun\u00e7\u00e3o de lei de pot\u00eancia: as erup\u00e7\u00f5es mais pequenas (menos energ\u00e9ticas) ocorrem com mais frequ\u00eancia, enquanto as maiores e mais energ\u00e9ticas ocorrem com menos regularidade. Proxima Centauri tem tantas erup\u00e7\u00f5es que a equipa detetou muitas dentro de cada intervalo de energia. Al\u00e9m disso, a equipa foi capaz de quantificar a assimetria das erup\u00e7\u00f5es mais energ\u00e9ticas da estrela, descrevendo como a fase de decaimento dos surtos era muito mais longa do que a fase inicial da explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As observa\u00e7\u00f5es no r\u00e1dio e nos comprimentos de onda milim\u00e9tricos ajudam a determinar as energias associadas a estas explos\u00f5es e \u00e0s part\u00edculas. MacGregor salientou o papel fundamental do ALMA: &#8220;As erup\u00e7\u00f5es milim\u00e9tricas parecem muito mais frequentes. \u00c9 uma lei de pot\u00eancia diferente da que vemos nos comprimentos de onda \u00f3ticos. Se olharmos apenas para os comprimentos de onda \u00f3ticos, estamos a perder informa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. O ALMA \u00e9 o \u00fanico interfer\u00f3metro milim\u00e9trico suficientemente sens\u00edvel para estas medi\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/alma-unveils-new-details-of-the-flares-of-proxima-centauri\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/small-star-mighty-flares-alma-shares-new-view-of-proxima-centauri\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ada5f2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Proxima Centauri:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/GJ-551\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/simbad.cds.unistra.fr\/simbad\/sim-id?Ident=V645+Cen\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Proxima_Centauri\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pouco mais de quatro anos-luz, Proxima Centauri \u00e9 a estrela que est\u00e1 mais perto do nosso Sol, conhecida por ser uma an\u00e3 M muito ativa. As suas erup\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem conhecidas dos astr\u00f3nomos que utilizam comprimentos de onda vis\u00edveis da luz.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7874,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[305,374,674],"class_list":["post-7873","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-anas-vermelhas","tag-proxima-centauri"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7873"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7873\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7875,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7873\/revisions\/7875"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}