{"id":7841,"date":"2025-03-14T07:15:07","date_gmt":"2025-03-14T06:15:07","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7841"},"modified":"2025-03-14T07:15:08","modified_gmt":"2025-03-14T06:15:08","slug":"uma-ana-branca-que-tem-uma-companheira-vermelha-pisca-a-cada-duas-horas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/03\/14\/uma-ana-branca-que-tem-uma-companheira-vermelha-pisca-a-cada-duas-horas\/","title":{"rendered":"Uma an\u00e3 branca, que tem uma companheira vermelha, &#8220;pisca&#8221; a cada duas horas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/deKclLP8_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/deKclLP8_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7842\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/deKclLP8_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/deKclLP8_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/deKclLP8_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/deKclLP8_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/deKclLP8_o.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista de uma an\u00e3 vermelha (esquerda) e de uma an\u00e3 branca (para a sua direita) em \u00f3rbita de um centro gravitacional comum. Isto resulta na emiss\u00e3o de pulsos de r\u00e1dio.\nCr\u00e9dito: Dani\u00eblle Futselaar\/artsource.nl<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada por cientistas neerlandeses demonstrou que uma an\u00e3 branca e uma an\u00e3 vermelha, que se orbitam uma \u00e0 outra de duas em duas horas, emitem pulsos de r\u00e1dio. Gra\u00e7as a observa\u00e7\u00f5es efetuadas com v\u00e1rios telesc\u00f3pios, os investigadores puderam, pela primeira vez, determinar com certeza a origem destes sinais. Os seus resultados foram publicados na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, gra\u00e7as a melhores t\u00e9cnicas de an\u00e1lise, os investigadores detetaram pulsos de r\u00e1dio que duram entre segundos e minutos e que parecem ser origin\u00e1rios de estrelas da Via L\u00e1ctea. Existem muitas hip\u00f3teses acerca do que desencadeia estes pulsos, mas at\u00e9 agora n\u00e3o havia evid\u00eancias concretas. Um estudo internacional liderado por Iris de Ruiter, dos Pa\u00edses Baixos, vem alterar esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De Ruiter, que recebeu o seu doutoramento da Universidade de Amesterd\u00e3o em outubro de 2024, \u00e9 agora investigadora p\u00f3s-doutorada na Universidade de Sydney (Austr\u00e1lia). Durante o \u00faltimo ano do seu doutoramento, desenvolveu um m\u00e9todo para procurar pulsos de r\u00e1dio de segundos a minutos no arquivo LOFAR. Enquanto aperfei\u00e7oava o m\u00e9todo, descobriu um \u00fanico pulso nas observa\u00e7\u00f5es de 2015. Quando, posteriormente, analisou mais dados de arquivo da mesma zona do c\u00e9u, descobriu mais seis pulsos. Todos os pulsos prov\u00eam de uma fonte chamada ILTJ1101.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3 vermelha e an\u00e3 branca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es posteriores com o MMT (Multiple Mirror Telescope) de 6,5 m, no estado norte-americano do Arizona, e com o Telesc\u00f3pio Hobby-Eberly, no Texas, mostraram que n\u00e3o \u00e9 uma estrela que pisca, mas duas estrelas que, em conjunto, s\u00e3o a causa do pulso. As duas estrelas, uma an\u00e3 vermelha e uma an\u00e3 branca, orbitam um centro de gravidade comum a cada 125 minutos. Est\u00e3o localizadas a cerca de 1600 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o da Ursa Maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos pensam que a emiss\u00e3o de r\u00e1dio \u00e9 provocada pela intera\u00e7\u00e3o da an\u00e3 vermelha com o campo magn\u00e9tico da an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No futuro, os astr\u00f3nomos planeiam estudar em detalhe a emiss\u00e3o ultravioleta de ILTJ1101. Isto ajudar\u00e1 a determinar a temperatura da an\u00e3 branca e a aprender mais sobre a hist\u00f3ria das an\u00e3s brancas e vermelhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi especialmente interessante acrescentar novas pe\u00e7as ao puzzle&#8221;, diz Iris de Ruiter. &#8220;Trabalh\u00e1mos com especialistas de todos os tipos de disciplinas astron\u00f3micas. Com diferentes t\u00e9cnicas e observa\u00e7\u00f5es, aproxim\u00e1mo-nos um pouco mais da solu\u00e7\u00e3o, passo a passo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Monop\u00f3lio desfeito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as a esta descoberta, os astr\u00f3nomos sabem agora que as estrelas de neutr\u00f5es n\u00e3o t\u00eam o monop\u00f3lio dos pulsos brilhantes de r\u00e1dio. Nos \u00faltimos anos, cerca de dez sistemas emissores de r\u00e1dio, deste tipo, foram descobertos por outros grupos de investiga\u00e7\u00e3o. No entanto, estes grupos ainda n\u00e3o conseguiram provar se estes pulsos prov\u00eam de uma an\u00e3 branca ou de uma estrela de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores est\u00e3o agora a pesquisar todos os dados do LOFAR para encontrar mais pulsos de longo per\u00edodo. O coautor Kaustubh Rajwade (Universidade de Oxford, Reino Unido), acrescentou: &#8220;Provavelmente h\u00e1 muitos mais destes tipos de pulsos de r\u00e1dio escondidos no arquivo LOFAR e cada descoberta ensina-nos algo novo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/api.uva.nl\/content\/news\/2025\/03\/whhite-dwarf.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Amesterd\u00e3o (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universiteitleiden.nl\/en\/news\/2025\/03\/white-dwarf-with-partner-flashes-every-two-hours\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Leiden (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sydney.edu.au\/news-opinion\/news\/2025\/03\/13\/entwined-dwarf-stars-reveals-their-location-thanks-to-repeated-radio-bursts.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Sydney (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02491-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3 branca:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3 vermelha:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LOFAR (LOw Frequency ARray):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lofar.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Low-Frequency_Array_(LOFAR)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MMT (Multiple Mirror Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mmto.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.as.arizona.edu\/mmt-65m-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Arizona<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MMT_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio McDonald:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mcdonaldobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/McDonald_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/mcdonaldobservatory.org\/research\/telescopes\/HET\">Telesc\u00f3pio Hobby-Eberly (Observat\u00f3rio McDonald)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hobby%E2%80%93Eberly_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Telesc\u00f3pio Hobby-Eberly (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada por cientistas neerlandeses demonstrou que uma an\u00e3 branca e uma an\u00e3 vermelha, que se orbitam uma \u00e0 outra de duas em duas horas, emitem pulsos de r\u00e1dio. 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