{"id":7825,"date":"2025-03-07T07:38:21","date_gmt":"2025-03-07T06:38:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7825"},"modified":"2025-03-07T07:38:21","modified_gmt":"2025-03-07T06:38:21","slug":"sinal-de-raios-x-aponta-para-um-planeta-destruido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/03\/07\/sinal-de-raios-x-aponta-para-um-planeta-destruido\/","title":{"rendered":"Sinal de raios X aponta para um planeta destru\u00eddo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/helix.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"697\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/LvXw1p3D_o-1024x697.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7826\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/LvXw1p3D_o-1024x697.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/LvXw1p3D_o-300x204.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/LvXw1p3D_o-768x523.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/LvXw1p3D_o-110x75.jpg 110w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/LvXw1p3D_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta composi\u00e7\u00e3o da Nebulosa da H\u00e9lice cont\u00e9m dados de raios X do Chandra (magenta), dados no vis\u00edvel pelo Hubble (laranja, azul claro), dados no infravermelho pelo ESO (dourado, azul escuro) e dados no ultravioleta pelo GALEX (roxo). Os dados do Chandra indicam que esta an\u00e3 branca destruiu um planeta em \u00f3rbita muito \u00edntima. O ponto roxo no centro da nebulosa \u00e9 a an\u00e3 branca WD 2226-210.\nCr\u00e9dito: raios X &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/Univ. M\u00e9xico\/S. Estrada-Dorado et al.; ultravioleta &#8211; NASA\/JPL; \u00f3tico &#8211; NASA\/ESA\/STScI (M. Meixner)\/NRAO (T.A. Retor); infravermelho &#8211; ESO\/VISTA\/J. Emerson; processamento &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/K. Arcand<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um planeta pode ter sido destru\u00eddo por uma an\u00e3 branca no centro de uma nebulosa planet\u00e1ria &#8211; a primeira vez que tal se verifica. Isto explicaria um misterioso sinal de raios X que os astr\u00f3nomos j\u00e1 detetam na Nebulosa da H\u00e9lice h\u00e1 mais de 40 anos. A Nebulosa da H\u00e9lice \u00e9 uma nebulosa planet\u00e1ria, uma estrela como o nosso Sol, mas numa fase mais avan\u00e7ada, que libertou as suas camadas exteriores, deixando no seu centro uma pequena estrela t\u00e9nue chamada an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eventualmente, os detritos do planeta formaram um disco \u00e0 volta da an\u00e3 branca e ca\u00edram na superf\u00edcie da estrela, criando o misterioso sinal em raios X que os astr\u00f3nomos t\u00eam detetado durante d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 1980, miss\u00f5es de raios X, como o Observat\u00f3rio Einstein e o telesc\u00f3pio ROSAT, detetaram uma leitura invulgar no centro da Nebulosa da H\u00e9lice. Detetaram raios X altamente energ\u00e9ticos provenientes da an\u00e3 branca no centro da Nebulosa da H\u00e9lice, chamada WD 2226-210, localizada a apenas 650 anos-luz da Terra. As an\u00e3s brancas como WD 2226-210 n\u00e3o emitem normalmente raios X muito intensos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo com dados do Chandra e do XMM-Newton pode ter finalmente resolvido a quest\u00e3o do que est\u00e1 a causar estes raios X de WD 2226-210: este sinal de raios X pode ser os detritos de um planeta destru\u00eddo a serem puxados para a an\u00e3 branca. Se confirmado, este seria o primeiro caso de um planeta visto a ser destru\u00eddo pela estrela central numa nebulosa planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/helix-illus-labeled.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/51\/ef\/dB97DSOO_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta impress\u00e3o art\u00edstica mostra um planeta (\u00e0 esquerda) que se aproximou demasiado de uma an\u00e3 branca (\u00e0 direita) e est\u00e1 a ser destru\u00eddo pelas for\u00e7as de mar\u00e9 da estrela. A an\u00e3 branca est\u00e1 no centro de uma nebulosa planet\u00e1ria representada pelo g\u00e1s azul no plano de fundo. O planeta faz parte de um sistema planet\u00e1rio, que inclui um planeta no canto superior esquerdo e outro no canto inferior direito. O planeta dizimado pode ter estado inicialmente a uma dist\u00e2ncia consider\u00e1vel da an\u00e3 branca, mas depois migrou para o interior, interagindo com a gravidade dos outros planetas do sistema.<br>Cr\u00e9dito: CXC\/SAO\/M. Weiss<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es efetuadas pelo ROSAT, Chandra e XMM-Newton entre 1992 e 2002 mostram que o sinal de raios-X da an\u00e3 branca permaneceu aproximadamente constante em termos de brilho durante esse tempo. Os dados, no entanto, sugerem que pode haver uma mudan\u00e7a subtil e regular no sinal de raios-X a cada 2,9 horas, fornecendo evid\u00eancias da exist\u00eancia de um planeta excecionalmente pr\u00f3ximo da an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anteriormente, os cientistas determinaram que um planeta do tamanho de Neptuno est\u00e1 numa \u00f3rbita muito pr\u00f3xima da an\u00e3 branca &#8211; completando uma \u00f3rbita em menos de tr\u00eas dias. Os investigadores deste \u00faltimo estudo concluem que poderia ter existido um planeta como J\u00fapiter ainda mais pr\u00f3ximo da estrela. O planeta dizimado poderia ter estado inicialmente a uma dist\u00e2ncia consider\u00e1vel da an\u00e3 branca, mas depois migrou para o interior, interagindo com a gravidade de outros planetas do sistema. Assim que se aproximou o suficiente da an\u00e3 branca, a gravidade da estrela teria parcial ou completamente despeda\u00e7ado o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WD 2226-210 tem algumas semelhan\u00e7as, no que toca ao seu comportamento em raios-X, com duas outras an\u00e3s brancas que n\u00e3o est\u00e3o no interior de nebulosas planet\u00e1rias. Uma delas est\u00e1 possivelmente a retirar material de um planeta companheiro, mas de uma forma mais calma, sem que o planeta seja rapidamente destru\u00eddo. A outra an\u00e3 branca est\u00e1 provavelmente a arrastar material dos vest\u00edgios de um planeta para a sua superf\u00edcie. Estas tr\u00eas an\u00e3s brancas podem constituir uma nova classe de objetos vari\u00e1veis, ou em mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo cient\u00edfico que descreve estes resultados foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e est\u00e1 dispon\u00edvel online.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tour: Mysterious X-ray Signal in Dying Star Points to Destroyed Planet\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kVKcXybkbpc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/image-article\/x-ray-signal-points-to-destroyed-planet-chandra-finds\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.cfa.harvard.edu\/press\/25_releases\/press_030425.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/536\/3\/2477\/7922854\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa da H\u00e9lice:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/n7293.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Helix_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa planet\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Planetary_nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3 branca:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um planeta pode ter sido destru\u00eddo por uma an\u00e3 branca no centro de uma nebulosa planet\u00e1ria &#8211; a primeira vez que tal se verifica. 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