{"id":7818,"date":"2025-03-04T07:27:21","date_gmt":"2025-03-04T06:27:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7818"},"modified":"2025-03-04T07:27:21","modified_gmt":"2025-03-04T06:27:21","slug":"hubble-fornece-uma-visao-panoramica-do-ecossistema-da-galaxia-de-andromeda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/03\/04\/hubble-fornece-uma-visao-panoramica-do-ecossistema-da-galaxia-de-andromeda\/","title":{"rendered":"Hubble fornece uma vis\u00e3o panor\u00e2mica do ecossistema da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01JMFYK4PCJZ7G5VH06565V4VV.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"921\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/61YPN5aF_o-1024x921.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7819\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/61YPN5aF_o-1024x921.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/61YPN5aF_o-300x270.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/61YPN5aF_o-768x691.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/61YPN5aF_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta \u00e9 uma vista de grande angular da distribui\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias sat\u00e9lite conhecidas que orbitam a grande gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31), localizada a 2,5 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble foi usado para estudar toda a popula\u00e7\u00e3o de 36 mini-gal\u00e1xias circuladas a amarelo. Andr\u00f3meda \u00e9 o objeto brilhante em forma de fuso no centro da imagem. Todas as gal\u00e1xias an\u00e3s parecem estar confinadas a um plano, orbitando todas na mesma dire\u00e7\u00e3o. A vista de campo largo foi obtida a partir de fotografia terrestre. A estabilidade \u00f3tica, a clareza e a efici\u00eancia do Hubble tornaram poss\u00edvel este ambicioso estudo. \u00c0 direita est\u00e3o imagens, pelo Hubble, de quatro gal\u00e1xias an\u00e3s. A gal\u00e1xia an\u00e3 mais proeminente \u00e9 M32 (NGC 221), uma gal\u00e1xia elipsoidal compacta que pode ser o n\u00facleo remanescente de uma gal\u00e1xia maior que colidiu com Andr\u00f3meda h\u00e1 alguns milhares de milh\u00f5es de anos.\nCr\u00e9dito: NASA, ESA, Alessandro Savino (Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley), Joseph DePasquale (STScI), Akira Fujii do DSS2<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Situada a 2,5 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, a majestosa gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda aparece a olho nu como um objeto t\u00e9nue, em forma de fuso, com um tamanho angular parecido ao da Lua cheia. O que os observadores amadores n\u00e3o veem \u00e9 um enxame de quase tr\u00eas d\u00fazias de pequenas gal\u00e1xias sat\u00e9lite que rodeiam a gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, como abelhas \u00e0 volta de uma colmeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas gal\u00e1xias sat\u00e9lite representam um &#8220;ecossistema&#8221; gal\u00e1ctico turbulento que o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA est\u00e1 a estudar com um detalhe sem precedentes. Este ambicioso Programa do Tesouro do Hubble utilizou observa\u00e7\u00f5es de mais de 1000 \u00f3rbitas do Hubble. A estabilidade \u00f3tica, a clareza e a efici\u00eancia do Hubble tornaram poss\u00edvel este ambicioso rastreio. Este trabalho incluiu a constru\u00e7\u00e3o de um mapa 3D preciso de todas as gal\u00e1xias an\u00e3s que &#8220;zumbem&#8221; em torno de Andr\u00f3meda e a reconstru\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia com que formaram novas estrelas ao longo dos quase 14 mil milh\u00f5es de anos de vida do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, o Hubble revela um ecossistema marcadamente diferente do pequeno n\u00famero de gal\u00e1xias sat\u00e9lite que rodeiam a nossa Via L\u00e1ctea. Isto fornece pistas forenses sobre a forma como a nossa Via L\u00e1ctea e Andr\u00f3meda evolu\u00edram de forma diferente ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos. A nossa Via L\u00e1ctea tem estado relativamente calma. Mas parece que Andr\u00f3meda teve uma hist\u00f3ria mais din\u00e2mica, que foi provavelmente afetada por uma grande fus\u00e3o com outra grande gal\u00e1xia h\u00e1 alguns milhares de milh\u00f5es de anos. Este encontro, e o facto de Andr\u00f3meda ser duas vezes mais massiva do que a nossa Via L\u00e1ctea, poderia explicar a sua abundante e diversificada popula\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias an\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento de todo o sistema de sat\u00e9lites da Via L\u00e1ctea de uma forma t\u00e3o abrangente \u00e9 um grande desafio porque estamos inseridos na nossa Gal\u00e1xia. Tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser feito para outras gal\u00e1xias grandes porque est\u00e3o demasiado longe para estudar as pequenas gal\u00e1xias sat\u00e9lite com tanto pormenor. A gal\u00e1xia mais pr\u00f3xima de massa compar\u00e1vel \u00e0 Via L\u00e1ctea, para al\u00e9m de Andr\u00f3meda, \u00e9 M81, a cerca de 12 milh\u00f5es de anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta vis\u00e3o panor\u00e2mica do sistema de sat\u00e9lites de Andr\u00f3meda permite-nos decifrar o que impulsiona a evolu\u00e7\u00e3o destas pequenas gal\u00e1xias. &#8220;Vemos que a dura\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas pelas sat\u00e9lites depende realmente da sua massa e da sua proximidade \u00e0 gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda&#8221;, disse o autor principal Alessandro Savino da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley. &#8220;\u00c9 um ind\u00edcio claro de como o crescimento das gal\u00e1xias pequenas \u00e9 perturbado pela influ\u00eancia de uma gal\u00e1xia massiva como Andr\u00f3meda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tudo o que se encontra disperso no sistema de Andr\u00f3meda \u00e9 muito assim\u00e9trico e perturbado. Parece que algo significativo aconteceu n\u00e3o h\u00e1 muito tempo&#8221;, disse o investigador principal Daniel Weisz da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley. &#8220;H\u00e1 sempre uma tend\u00eancia para usar o que compreendemos na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia para extrapolar de forma mais geral para as outras gal\u00e1xias do Universo. Sempre houve preocupa\u00e7\u00f5es sobre se o que estamos a aprender na Via L\u00e1ctea se aplica de forma mais ampla a outras gal\u00e1xias. Ou ser\u00e1 que h\u00e1 mais diversidade entre as gal\u00e1xias exteriores? Ter\u00e3o elas propriedades semelhantes? O nosso trabalho mostrou que as gal\u00e1xias de baixa massa noutros ecossistemas seguiram caminhos evolutivos diferentes dos que conhecemos das gal\u00e1xias sat\u00e9lite da Via L\u00e1ctea&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, metade das gal\u00e1xias sat\u00e9lite de Andr\u00f3meda parecem estar todas confinadas a um plano, orbitando todas na mesma dire\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 estranho. Na verdade, foi uma surpresa total encontrar as sat\u00e9lites com essa configura\u00e7\u00e3o e ainda n\u00e3o compreendemos totalmente porque \u00e9 que aparecem assim&#8221;, disse Weisz.<\/p>\n\n\n\n<p>A gal\u00e1xia companheira mais brilhante de Andr\u00f3meda \u00e9 Messier 32 (M32). Esta \u00e9 uma gal\u00e1xia elipsoidal compacta que pode ser apenas o n\u00facleo remanescente de uma gal\u00e1xia maior que colidiu com Andr\u00f3meda h\u00e1 alguns milhares de milh\u00f5es de anos. Depois de ter sido gravitacionalmente despojada de g\u00e1s e de algumas estrelas, continuou na sua \u00f3rbita. A gal\u00e1xia M32 cont\u00e9m estrelas mais antigas, mas h\u00e1 evid\u00eancias de que teve uma vaga de forma\u00e7\u00e3o estelar h\u00e1 alguns milhares de milh\u00f5es de anos. Para al\u00e9m de M32, parece haver uma popula\u00e7\u00e3o \u00fanica de gal\u00e1xias an\u00e3s em Andr\u00f3meda que n\u00e3o se v\u00ea na Via L\u00e1ctea. Formaram a maior parte das suas estrelas muito cedo, mas depois n\u00e3o pararam. Continuaram a formar estrelas a partir de um reservat\u00f3rio de g\u00e1s a um ritmo muito baixo durante muito mais tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A forma\u00e7\u00e3o de estrelas continuou realmente at\u00e9 muito mais tarde, o que n\u00e3o \u00e9 de todo o que se esperaria para estas gal\u00e1xias an\u00e3s&#8221;, continuou Savino. &#8220;Isto n\u00e3o aparece nas simula\u00e7\u00f5es de computador. At\u00e9 agora, ningu\u00e9m sabe bem porqu\u00ea&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Descobrimos que h\u00e1 muita diversidade que precisa de ser explicada no sistema de sat\u00e9lites de Andr\u00f3meda&#8221;, acrescentou Weisz. &#8220;A forma como as coisas se juntam \u00e9 muito importante para compreender a hist\u00f3ria desta gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Hubble est\u00e1 a fornecer o primeiro conjunto de imagens em que os astr\u00f3nomos medem os movimentos das gal\u00e1xias an\u00e3s. Dentro de mais cinco anos, o Hubble ou o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA poder\u00e3o obter o segundo conjunto de observa\u00e7\u00f5es, permitindo aos astr\u00f3nomos fazer uma reconstru\u00e7\u00e3o din\u00e2mica para todas as 36 gal\u00e1xias an\u00e3s, o que ajudar\u00e1 os astr\u00f3nomos a rebobinar os movimentos de todo o ecossistema de Andr\u00f3meda milhares de milh\u00f5es de anos no passado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/nasas-hubble-provides-birds-eye-view-of-andromeda-galaxys-ecosystem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2025\/news-2025-009\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ STScI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ada24f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m031.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Andromeda_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_Andromeda's_satellite_galaxies\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gal\u00e1xias sat\u00e9lite de M31 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia sat\u00e9lite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Satellite_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Situada a 2,5 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, a majestosa gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda aparece a olho nu como um objeto t\u00e9nue, em forma de fuso, com um tamanho angular parecido ao da Lua cheia. 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