{"id":7815,"date":"2025-03-04T07:25:15","date_gmt":"2025-03-04T06:25:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7815"},"modified":"2025-03-04T07:25:16","modified_gmt":"2025-03-04T06:25:16","slug":"webb-fornece-informacoes-sobre-o-raro-neptuno-ultraquente-ltt-9779-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/03\/04\/webb-fornece-informacoes-sobre-o-raro-neptuno-ultraquente-ltt-9779-b\/","title":{"rendered":"Webb fornece informa\u00e7\u00f5es sobre o raro Neptuno ultraquente LTT 9779 b"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/77GejBjv_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/77GejBjv_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7816\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/77GejBjv_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/77GejBjv_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/77GejBjv_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/77GejBjv_o.jpg 1125w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de LTT 9779 b, o \u00fanico Neptuno ultraquente conhecido. Este planeta orbita t\u00e3o perto da sua estrela que a sua atmosfera \u00e9 escaldante, brilhando com o seu pr\u00f3prio calor e refletindo a luz da estrela. Como sofre acoplamento de mar\u00e9 &#8211; mostrando sempre o mesmo lado para a sua estrela &#8211; uma metade est\u00e1 permanentemente \u00e0 luz do dia enquanto a outra permanece na escurid\u00e3o. As novas observa\u00e7\u00f5es do JWST com o NIRISS revelam uma atmosfera din\u00e2mica: ventos poderosos varrem o planeta, moldando nuvens minerais \u00e0 medida que estas se condensam num arco branco e brilhante no lado ocidental, ligeiramente mais frio, do lado do dia. \u00c0 medida que estas nuvens se deslocam para leste, evaporam-se sob o calor intenso, deixando o lado oriental do dia com c\u00e9u limpo.\nCr\u00e9dito: Benoit Gougeon, Universidade de Montr\u00e9al<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investigadores internacionais utilizou o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb para explorar a atmosfera ex\u00f3tica de LTT 9779 b, um raro &#8220;Neptuno ultraquente&#8221;. Os resultados foram publicados na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo fornece novas perspetivas sobre os padr\u00f5es clim\u00e1ticos extremos e as propriedades atmosf\u00e9ricas deste fascinante exoplaneta, LTT 9779 b, que reside no chamado deserto neptuniano, uma categoria de planetas onde excecionalmente poucos s\u00e3o conhecidos. Ao passo que os planetas gigantes que orbitam muito perto das suas estrelas hospedeiras &#8211; muitas vezes chamados J\u00fapiteres quentes &#8211; s\u00e3o normalmente detetados utilizando os m\u00e9todos atuais de procura de exoplanetas, os Neptunos ultraquentes como LTT 9779 b continuam a ser extremamente raros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Encontrar um planeta deste tamanho t\u00e3o perto da sua estrela hospedeira \u00e9 como encontrar uma bola de neve que n\u00e3o derreteu no fogo&#8221;, diz o estudante Louis-Philippe Coulombe do IREx (Trottier Institute for Research on Exoplanets) da Universidade de Montr\u00e9al, que liderou o estudo. &#8220;\u00c9 um testemunho da diversidade dos sistemas planet\u00e1rios e oferece uma janela para a forma como os planetas evoluem em condi\u00e7\u00f5es extremas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um laborat\u00f3rio \u00fanico para o clima extraterrestre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Orbitando a sua estrela hospedeira em menos de um dia, LTT 9779 b est\u00e1 sujeito a temperaturas abrasadoras que atingem quase 2000\u00b0C no seu lado diurno. O planeta sofre acoplamento de mar\u00e9s (semelhante \u00e0 Lua da Terra), o que significa que um lado est\u00e1 constantemente virado para a sua estrela, enquanto o outro permanece em perp\u00e9tua escurid\u00e3o. Apesar destes extremos, a equipa descobriu que o lado diurno do planeta tem nuvens refletoras no hemisf\u00e9rio ocidental, que \u00e9 mais frio, criando um contraste impressionante com o lado oriental, que \u00e9 mais quente. &#8220;Este planeta fornece um laborat\u00f3rio \u00fanico para compreender como as nuvens e o transporte de calor interagem nas atmosferas de mundos altamente irradiados&#8221;, diz Coulombe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Jake Taylor, da Universidade de Oxford, trabalhou com Coulombe na an\u00e1lise dos dados. A dupla j\u00e1 tinha efetuado uma primeira an\u00e1lise atmosf\u00e9rica do espetro do planeta, cujos resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal Letters em 2024: &#8220;O nosso estudo original do espetro de transmiss\u00e3o sugeria a necessidade de nuvens de grande altitude para explicar as observa\u00e7\u00f5es; o nosso \u00faltimo estudo confirma a exist\u00eancia dessas nuvens&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise da equipa, realizada com o JWST como parte do programa NEAT (NIRISS Exploration of Atmospheric Diversity of Transiting Exoplanets) de Tempo Garantido de Observa\u00e7\u00e3o, revelou uma assimetria na refletividade diurna do planeta. A equipa prop\u00f4s que a distribui\u00e7\u00e3o desigual do calor e das nuvens \u00e9 causada por ventos fortes que transportam calor \u00e0 volta do planeta. Estas descobertas ajudam a aperfei\u00e7oar os modelos que descrevem a forma como o calor \u00e9 transportado atrav\u00e9s de um planeta e a forma\u00e7\u00e3o de nuvens em atmosferas de exoplanetas, ajudando a colmatar o fosso entre a teoria e a observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mapeando a atmosfera de um Neptuno ultraquente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o estudou a atmosfera em pormenor, analisando tanto o calor emitido pelo planeta como a luz que este reflete da sua estrela. Para criar uma imagem mais clara, observaram o planeta em v\u00e1rias posi\u00e7\u00f5es da sua \u00f3rbita e analisaram as suas propriedades em cada fase individualmente. Descobriram nuvens feitas de materiais como minerais de silicato, que se formam no lado oeste, ligeiramente mais frio, do lado diurno do planeta. Estas nuvens refletoras ajudam a explicar a raz\u00e3o pela qual este planeta \u00e9 t\u00e3o brilhante nos comprimentos de onda vis\u00edveis, fazendo refletir grande parte da luz da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Combinando esta luz refletida com as emiss\u00f5es de calor, a equipa conseguiu criar um modelo detalhado da atmosfera do planeta. As suas descobertas revelam um equil\u00edbrio delicado entre o calor intenso da estrela e a capacidade do planeta para redistribuir energia. O estudo tamb\u00e9m detetou vapor de \u00e1gua na atmosfera, fornecendo pistas importantes sobre a composi\u00e7\u00e3o do planeta e os processos que governam o seu ambiente extremo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao modelar a atmosfera de LTT 9779 b em pormenor, estamos a come\u00e7ar a desvendar os processos que determinam os seus padr\u00f5es clim\u00e1ticos alien\u00edgenas&#8221;, explica o professor Bj\u00f6rn Benneke, coautor do estudo e orientador de investiga\u00e7\u00e3o de Coulombe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Implica\u00e7\u00f5es para a ci\u00eancia exoplanet\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este raro sistema planet\u00e1rio continua a desafiar a compreens\u00e3o dos cientistas sobre o modo como os planetas se formam, migram e perduram face a for\u00e7as estelares implac\u00e1veis. As nuvens refletoras do planeta e a sua elevada metalicidade podem lan\u00e7ar luz sobre a forma como as atmosferas evoluem em ambientes extremos. LTT 9779 b \u00e9 um laborat\u00f3rio not\u00e1vel para explorar estas quest\u00f5es, fornecendo uma vis\u00e3o dos processos mais amplos que moldam a arquitetura dos sistemas planet\u00e1rios em toda a Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas descobertas d\u00e3o-nos uma nova perspetiva para compreender a din\u00e2mica atmosf\u00e9rica em gigantes gasosos mais pequenos&#8221;, diz Coulombe. &#8220;Isto \u00e9 apenas o in\u00edcio do que o JWST ir\u00e1 revelar sobre estes mundos fascinantes&#8221;. Outros instrumentos est\u00e3o tamb\u00e9m a ser utilizados para estudar exaustivamente estes raros sistemas planet\u00e1rios: &#8220;Ainda n\u00e3o acab\u00e1mos de reunir a informa\u00e7\u00e3o sobre este planeta&#8221;, conclui o Dr. Taylor. &#8220;Estamos atualmente a utilizar observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e do Very Large Telescope para estudar a estrutura das nuvens diurnas com mais pormenor, para aprendermos o m\u00e1ximo poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.physics.ox.ac.uk\/news\/jwst-provides-insights-rare-ultra-hot-neptune-ltt-9779-b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Oxford (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/nouvelles.umontreal.ca\/en\/article\/2025\/02\/25\/today-s-forecast-partially-cloudy-skies-on-an-ultra-hot-neptune\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Montr\u00e9al (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad20e4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LTT 9779 b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/7749\/ltt-9779-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/LTT%209779%20b#planet_LTT-9779-b_collapsible\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/ltt_9779_b--7171\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-3-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/guaranteed-time-observations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GTO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/directors-discretionary-time\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 DDT do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de investigadores internacionais utilizou o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb para explorar a atmosfera ex\u00f3tica de LTT 9779 b, um raro &#8220;Neptuno ultraquente&#8221;. 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