{"id":7803,"date":"2025-02-28T07:25:27","date_gmt":"2025-02-28T06:25:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7803"},"modified":"2025-02-28T07:25:28","modified_gmt":"2025-02-28T06:25:28","slug":"novo-estudo-sobre-a-razao-pela-qual-marte-e-vermelho-revela-um-passado-potencialmente-habitavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/02\/28\/novo-estudo-sobre-a-razao-pela-qual-marte-e-vermelho-revela-um-passado-potencialmente-habitavel\/","title":{"rendered":"Novo estudo sobre a raz\u00e3o pela qual Marte \u00e9 vermelho revela um passado potencialmente habit\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/37983-mars-globe-valles-marineris-enhanced.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2KkShJOk_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7804\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2KkShJOk_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2KkShJOk_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2KkShJOk_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2KkShJOk_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mosaico do hemisf\u00e9rio Valles Marineris de Marte, uma vista semelhante \u00e0 que se veria a partir de uma nave espacial. O mosaico completo \u00e9 composto por 102 imagens do orbitador Viking. O centro da cena mostra todo o sistema de Valles Marineris, com mais de 2000 quil\u00f3metros de comprimento e at\u00e9 8 quil\u00f3metros de profundidade, estendendo-se desde Noctis Labyrinthus, o sistema arqueado a oeste, at\u00e9 ao terreno ca\u00f3tico a leste. Muitos canais fluviais antigos e enormes come\u00e7am no terreno ca\u00f3tico a partir dos desfiladeiros do centro-norte e correm para norte. Os tr\u00eas vulc\u00f5es Tharsis (pontos vermelhos escuros), cada um com cerca de 25 quil\u00f3metros de altura, s\u00e3o vis\u00edveis a oeste. A sul de Valles Marineris existe um terreno muito antigo coberto por muitas crateras de impacto.\nCr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo internacional, parcialmente financiado pela NASA, sobre a forma como Marte adquiriu a sua ic\u00f3nica cor vermelha, vem refor\u00e7ar as evid\u00eancias de que Marte teve um clima fresco, mas h\u00famido e potencialmente habit\u00e1vel no seu passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atmosfera atual de Marte \u00e9 demasiado fria e rarefeita para suportar \u00e1gua l\u00edquida, um ingrediente essencial para a vida, \u00e0 sua superf\u00edcie durante longos per\u00edodos. No entanto, v\u00e1rias miss\u00f5es internacionais e da NASA encontraram evid\u00eancias de que a \u00e1gua era abundante na superf\u00edcie marciana h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, durante uma era mais clemente, tais como caracter\u00edsticas que se assemelham a rios e lagos secos, e minerais que s\u00f3 se formam na presen\u00e7a de \u00e1gua l\u00edquida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A acrescentar a estas evid\u00eancias, os resultados de um estudo publicado a 25 de fevereiro na revista Nature Communications sugerem que o mineral de ferro ferrihidrite, rico em \u00e1gua, pode ser o principal respons\u00e1vel pela poeira avermelhada de Marte. A poeira marciana \u00e9 conhecida por ser uma mistura de diferentes minerais, incluindo \u00f3xidos de ferro, e este novo estudo sugere que um desses \u00f3xidos de ferro, ferrihidrite, \u00e9 a raz\u00e3o da cor do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta fornece uma pista fascinante sobre o passado mais h\u00famido e potencialmente mais habit\u00e1vel de Marte, porque a ferrihidrite forma-se na presen\u00e7a de \u00e1gua fria e a temperaturas mais baixas do que outros minerais anteriormente considerados, como a hematite. Isto sugere que Marte pode ter tido um ambiente capaz de sustentar \u00e1gua l\u00edquida antes de ter passado de um ambiente h\u00famido para um ambiente seco h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A quest\u00e3o fundamental de saber porque \u00e9 que Marte \u00e9 vermelho tem sido considerada h\u00e1 centenas, se n\u00e3o milhares de anos&#8221;, disse o autor principal Adam Valantinas, p\u00f3s-doutorado da Universidade Brown, Providence, estado norte-americano de Rhode Island, que come\u00e7ou o trabalho como estudante de doutoramento na Universidade de Berna, na Su\u00ed\u00e7a. &#8220;A partir da nossa an\u00e1lise, pensamos que a ferrihidrite est\u00e1 em todo o lado na poeira e provavelmente tamb\u00e9m nas forma\u00e7\u00f5es rochosas. N\u00e3o somos os primeiros a considerar a ferrihidrite como a raz\u00e3o pela qual Marte \u00e9 vermelho, mas podemos agora testar melhor esta hip\u00f3tese usando dados observacionais e novos m\u00e9todos laboratoriais para essencialmente fazer poeira marciana no laborat\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/17\/a3\/wdLZZqM6_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/17\/a3\/wdLZZqM6_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Amostra de laborat\u00f3rio com poeira marciana simulada. A cor ocre \u00e9 caracter\u00edstica da ferrihidrite, rica em ferro, um mineral que fornece informa\u00e7\u00f5es cruciais sobre a antiga atividade da \u00e1gua e as condi\u00e7\u00f5es ambientais em Marte. A mistura de p\u00f3 fino consiste em ferrihidrite e basalto mo\u00eddo com part\u00edculas com menos de um micr\u00f3metro de tamanho (1\/100 do di\u00e2metro de um cabelo humano) (escala da amostra: 1 polegada de di\u00e2metro).<br>Cr\u00e9dito: Adam Valantinas<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas novas descobertas apontam para um passado potencialmente habit\u00e1vel para Marte e real\u00e7am o valor da investiga\u00e7\u00e3o coordenada entre a NASA e os seus parceiros internacionais na explora\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es fundamentais sobre o nosso Sistema Solar e sobre o futuro da explora\u00e7\u00e3o espacial&#8221;, disse Geronimo Villanueva, Diretor Associado para a Ci\u00eancia Estrat\u00e9gica da Divis\u00e3o de Explora\u00e7\u00e3o do Sistema Solar no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, e coautor deste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores analisaram dados de v\u00e1rias miss\u00f5es a Marte, combinando observa\u00e7\u00f5es orbitais de instrumentos da MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA, da Mars Express e da TGO (Trace Gas Orbiter) da ESA, com medi\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel do solo de rovers da NASA como o Curiosity, o Sojourner e o Opportunity. Os instrumentos dos orbitadores e dos rovers forneceram dados espetrais pormenorizados da superf\u00edcie poeirenta do planeta. Estas descobertas foram depois comparadas com experi\u00eancias de laborat\u00f3rio, onde a equipa testou a forma como a luz interage com part\u00edculas de ferrihidrite e outros minerais em condi\u00e7\u00f5es marcianas simuladas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que queremos compreender \u00e9 o antigo clima marciano, os processos qu\u00edmicos em Marte &#8211; n\u00e3o apenas antigos &#8211; mas tamb\u00e9m atuais&#8221;, disse Valantinas. &#8220;Depois h\u00e1 a quest\u00e3o da habitabilidade: ser\u00e1 que alguma vez existiu vida? Para compreender isso, \u00e9 necess\u00e1rio compreender as condi\u00e7\u00f5es que estavam presentes durante o per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o deste mineral. O que sabemos com este estudo \u00e9 que as evid\u00eancias apontam para a forma\u00e7\u00e3o de ferrihidrite e, para que isso aconte\u00e7a, devem ter existido condi\u00e7\u00f5es em que o oxig\u00e9nio do ar ou de outras fontes e a \u00e1gua possam ter reagido com o ferro. Essas condi\u00e7\u00f5es eram muito diferentes do ambiente seco e frio dos dias de hoje. \u00c0 medida que os ventos marcianos espalhavam esta poeira por todo o lado, criaram o ic\u00f3nico aspeto vermelho do planeta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o modelo de forma\u00e7\u00e3o proposto pela equipa est\u00e1 correto, poder\u00e1 ser definitivamente testado depois das amostras de Marte serem entregues \u00e0 Terra para an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O estudo \u00e9 realmente uma oportunidade para abrir portas&#8221;, disse Jack Mustard da Universidade Brown, autor s\u00e9nior do estudo. &#8220;D\u00e1-nos uma melhor oportunidade de aplicar princ\u00edpios de forma\u00e7\u00e3o de minerais e condi\u00e7\u00f5es para recuar no tempo. O que \u00e9 ainda mais importante \u00e9 o envio das amostras de Marte que est\u00e3o a ser recolhidas neste momento pelo rover Perseverance. Quando as recebermos, poderemos verificar se isto est\u00e1 correto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/centers-and-facilities\/goddard\/nasa-new-study-on-why-mars-is-red-supports-potentially-habitable-past\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.brown.edu\/news\/2025-02-25\/why-mars-red\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Brown (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/mediarelations.unibe.ch\/media_releases\/2025\/media_releases_2025\/why_mars_could_be_red\/index_eng.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Berna (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-025-56970-z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ferrihidrite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ferrihydrite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo internacional, parcialmente financiado pela NASA, sobre a forma como Marte adquiriu a sua ic\u00f3nica cor vermelha, vem refor\u00e7ar as evid\u00eancias de que Marte teve um clima fresco, mas h\u00famido e potencialmente habit\u00e1vel no seu passado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7804,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[4],"class_list":["post-7803","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-marte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7803"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7803\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7805,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7803\/revisions\/7805"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}