{"id":7785,"date":"2025-02-18T07:17:31","date_gmt":"2025-02-18T06:17:31","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7785"},"modified":"2025-02-18T07:17:32","modified_gmt":"2025-02-18T06:17:32","slug":"webb-obtem-um-quadro-geral-de-como-o-enxame-da-fenix-forma-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/02\/18\/webb-obtem-um-quadro-geral-de-como-o-enxame-da-fenix-forma-estrelas\/","title":{"rendered":"Webb obt\u00e9m um quadro geral de como o enxame da F\u00e9nix forma estrelas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01JKBZWFE5CDC2ZEYER7RMRYSS.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/TnnsW6kI_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7786\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/TnnsW6kI_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/TnnsW6kI_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/TnnsW6kI_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/TnnsW6kI_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dados espetrosc\u00f3picos recolhidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA sobrepostos a uma imagem do enxame da F\u00e9nix que combina dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, do Observat\u00f3rio de raios X Chandra e do radiotelesc\u00f3pio VLA (Very Large Array). A poderosa sensibilidade do Webb no infravermelho m\u00e9dio detetou o g\u00e1s em arrefecimento que conduz a um ritmo furioso de forma\u00e7\u00e3o estelar neste massivo enxame gal\u00e1ctico.\nCr\u00e9dito: NASA, CXC, NRAO, ESA, M. McDonald (MIT), M. Reefe (MIT), J. Olmsted (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investigadores, utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA, resolveram finalmente o mist\u00e9rio de como um enorme enxame de gal\u00e1xias est\u00e1 a formar estrelas a um ritmo t\u00e3o elevado. A confirma\u00e7\u00e3o do Webb baseia-se em mais de uma d\u00e9cada de estudos efetuados com o Observat\u00f3rio de raios X Chandra e com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, bem como com v\u00e1rios observat\u00f3rios terrestres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enxame da F\u00e9nix, um grupo de gal\u00e1xias unidas pela gravidade a 5,8 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra, tem sido alvo do interesse dos astr\u00f3nomos devido a algumas propriedades \u00fanicas. Em particular, algumas que s\u00e3o surpreendentes: uma suspeita de arrefecimento extremo do g\u00e1s e um ritmo furioso de forma\u00e7\u00e3o estelar, apesar de um buraco negro supermassivo com cerca de 10 mil milh\u00f5es de massa solar no seu n\u00facleo. Noutros enxames gal\u00e1cticos observados, o buraco negro supermassivo central liberta part\u00edculas energ\u00e9ticas e radia\u00e7\u00e3o que impedem o g\u00e1s de arrefecer o suficiente para formar estrelas. Os investigadores t\u00eam estudado os fluxos de g\u00e1s no interior deste enxame para tentar perceber como \u00e9 que ele est\u00e1 a levar a uma forma\u00e7\u00e3o estelar t\u00e3o extrema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Podemos comparar os nossos estudos anteriores do enxame da F\u00e9nix, que encontraram diferentes taxas de arrefecimento a diferentes temperaturas, a uma pista de esqui&#8221;, disse Michael McDonald do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge, investigador principal do programa. &#8220;O enxame da F\u00e9nix tem o maior reservat\u00f3rio de g\u00e1s quente e em arrefecimento de qualquer enxame de gal\u00e1xias &#8211; an\u00e1logo a ter o telef\u00e9rico mais movimentado, levando o maior n\u00famero de esquiadores ao topo da montanha. No entanto, nem todos esses esquiadores estavam a descer a montanha, o que significa que nem todo o g\u00e1s estava a arrefecer at\u00e9 baixas temperaturas. Se houvesse uma pista de esqui onde houvessem muitas mais pessoas a sair do telef\u00e9rico no topo do que a chegar ao fundo, isso seria um problema!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 \u00e0 data, no enxame da F\u00e9nix, os n\u00fameros n\u00e3o estavam a bater certo e os investigadores estavam a perder uma parte do processo. O Webb encontrou agora esses proverbiais esquiadores no meio da montanha, na medida em que rastreou e mapeou o g\u00e1s em arrefecimento que faltava e que acabar\u00e1 por alimentar a forma\u00e7\u00e3o estelar. Mais importante ainda, este g\u00e1s quente interm\u00e9dio foi encontrado no interior de cavidades que tra\u00e7am o g\u00e1s muito quente, com uns escaldantes 10 milh\u00f5es de graus Celsius, e o g\u00e1s j\u00e1 arrefecido, com cerca de 10.000\u00ba C.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/stsci-opo.org\/STScI-01JKR8J8476HT0HS4PCA597Q43.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/95\/25\/cjdRm7pB_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem do enxame da F\u00e9nix combina dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, do Observat\u00f3rio de raios X Chandra e do radiotelesc\u00f3pio VLA (Very Large Array). Os raios X do Chandra mostram g\u00e1s extremamente quente a roxo. Os dados \u00f3ticos do Hubble mostram gal\u00e1xias a amarelo e filamentos de g\u00e1s mais frio, onde se est\u00e3o a formar estrelas, a azul claro. Os jatos gerados por surtos, representados a vermelho, s\u00e3o vistos em ondas r\u00e1dio pelo radiotelesc\u00f3pio VLA.<br>Cr\u00e9dito: NASA, CXC, NRAO, ESA, M. McDonald (MIT)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa estudou o n\u00facleo do enxame com mais detalhe do que nunca, com o MIRI (Medium-Resolution Spectrometer on Webb\u2019s Mid-Infrared Instrument) do Webb. Esta ferramenta permite aos investigadores obter dados espetrosc\u00f3picos bidimensionais de uma regi\u00e3o do c\u00e9u, durante um conjunto de observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estudos anteriores apenas mediram g\u00e1s nos extremos frio e quente da distribui\u00e7\u00e3o de temperatura no centro do enxame&#8221;, acrescentou McDonald. &#8220;Est\u00e1vamos limitados &#8211; n\u00e3o era poss\u00edvel detetar o g\u00e1s &#8216;morno&#8217; que procur\u00e1vamos. Com o Webb, pudemos fazer isto pela primeira vez&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma peculiaridade da natureza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A capacidade do Webb para detetar esta temperatura espec\u00edfica de g\u00e1s em arrefecimento, cerca de 300.000\u00ba C, deve-se em parte \u00e0s suas capacidades instrumentais. No entanto, os investigadores tamb\u00e9m est\u00e3o a receber uma pequena ajuda da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta particularidade envolve dois \u00e1tomos ionizados muito diferentes, o n\u00e9on e o oxig\u00e9nio, criados em ambientes semelhantes. A estas temperaturas, a emiss\u00e3o do oxig\u00e9nio \u00e9 100 vezes mais brilhante, mas s\u00f3 \u00e9 vis\u00edvel no ultravioleta. Embora o n\u00e9on seja muito mais t\u00e9nue, brilha no infravermelho, o que permitiu aos investigadores tirar partido dos instrumentos avan\u00e7ados do Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nos comprimentos de onda do infravermelho m\u00e9dio detetados pelo Webb, a assinatura do n\u00e9on VI era absolutamente estrondosa&#8221;, explicou Michael Reefe, tamb\u00e9m do MIT, autor principal do artigo cient\u00edfico publicado na Nature. &#8220;Apesar desta emiss\u00e3o ser normalmente mais dif\u00edcil de detetar, a sensibilidade do Webb no infravermelho m\u00e9dio corta todo o ru\u00eddo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa espera agora empregar esta t\u00e9cnica para estudar enxames gal\u00e1cticos mais t\u00edpicos. Embora o enxame da F\u00e9nix seja, em muitos aspetos, \u00fanico, esta prova de conceito \u00e9 um passo importante para aprender como outros enxames de gal\u00e1xias formam estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/webb\/webb-maps-full-picture-of-how-phoenix-galaxy-cluster-forms-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2025\/study-reveals-phoenix-galaxy-cluster-extreme-cooling-0213\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-08369-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2502.08619\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame da F\u00e9nix:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Phoenix_Cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames de gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_groups_and_clusters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-3-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/guaranteed-time-observations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GTO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/directors-discretionary-time\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 DDT do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigadores, utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA, resolveram finalmente o mist\u00e9rio de como um enorme enxame de gal\u00e1xias est\u00e1 a formar estrelas a um ritmo t\u00e3o 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