{"id":7779,"date":"2025-02-18T07:12:53","date_gmt":"2025-02-18T06:12:53","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7779"},"modified":"2025-02-18T07:12:53","modified_gmt":"2025-02-18T06:12:53","slug":"sera-que-a-evolucao-planetaria-favorece-a-vida-inteligente-estudo-argumenta-que-podemos-nao-estar-assim-tao-sos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/02\/18\/sera-que-a-evolucao-planetaria-favorece-a-vida-inteligente-estudo-argumenta-que-podemos-nao-estar-assim-tao-sos\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que a evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria favorece a vida inteligente? Estudo argumenta que podemos n\u00e3o estar assim t\u00e3o s\u00f3s"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/fv6dBFqd_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/fv6dBFqd_o-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7780\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/fv6dBFqd_o-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/fv6dBFqd_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/fv6dBFqd_o-768x511.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/fv6dBFqd_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/fv6dBFqd_o.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um novo modelo p\u00f5e em causa a teoria dos &#8220;passos dif\u00edceis&#8221;, defendida h\u00e1 d\u00e9cadas, de que a vida inteligente foi um acontecimento incrivelmente improv\u00e1vel e sugere que talvez n\u00e3o tenha sido assim t\u00e3o dif\u00edcil ou improv\u00e1vel. A equipa de investigadores afirmou que a nova interpreta\u00e7\u00e3o da origem da humanidade aumenta a probabilidade de vida inteligente noutros locais do Universo.\nCr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>De acordo com um novo modelo de como a vida inteligente se desenvolveu na Terra, a humanidade pode n\u00e3o ser extraordin\u00e1ria, mas sim o resultado evolucion\u00e1rio natural do nosso planeta e provavelmente de outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo, que contraria a teoria dos &#8220;passos dif\u00edceis&#8221;, defendida h\u00e1 d\u00e9cadas, segundo a qual a vida inteligente foi um acontecimento incrivelmente improv\u00e1vel, sugere que talvez n\u00e3o tenha sido assim t\u00e3o dif\u00edcil ou improv\u00e1vel. Uma equipa de investigadores da Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia, EUA, que liderou o trabalho, afirma que a nova interpreta\u00e7\u00e3o da origem da humanidade aumenta a probabilidade de haver vida inteligente noutras partes do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 uma mudan\u00e7a significativa na forma como pensamos acerca da hist\u00f3ria da vida&#8221;, disse Jennifer Macalady, professora de geoci\u00eancias na Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia e coautora do artigo cient\u00edfico, que foi publicado dia 14 de fevereiro na revista Science Advances. &#8220;Sugere que a evolu\u00e7\u00e3o da vida complexa pode ter menos a ver com sorte e mais com a intera\u00e7\u00e3o entre a vida e o seu ambiente, abrindo novas e excitantes vias de investiga\u00e7\u00e3o na nossa busca para compreender as nossas origens e o nosso lugar no Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente desenvolvido pelo f\u00edsico te\u00f3rico Brandon Carter em 1983, o modelo dos &#8220;passos dif\u00edceis&#8221; defende que a nossa origem evolutiva \u00e9 altamente improv\u00e1vel devido ao tempo que os seres humanos demoraram a evoluir na Terra relativamente ao tempo de vida total do Sol &#8211; e, por conseguinte, a probabilidade de existirem seres semelhantes aos humanos para al\u00e9m da Terra \u00e9 extremamente baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo estudo, uma equipa de investigadores, que inclu\u00eda astrof\u00edsicos e geobi\u00f3logos, argumentou que o ambiente da Terra era inicialmente in\u00f3spito para muitas formas de vida e que os principais passos evolutivos s\u00f3 se tornaram poss\u00edveis quando o ambiente global atingiu um estado &#8220;permissivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, a vida animal complexa requer um certo n\u00edvel de oxig\u00e9nio na atmosfera, pelo que a oxigena\u00e7\u00e3o da atmosfera terrestre atrav\u00e9s de micr\u00f3bios e bact\u00e9rias fotossintetizantes foi um passo evolucion\u00e1rio natural para o planeta, que criou uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de formas de vida mais recentes, explicou Dan Mills, investigador p\u00f3s-doutorado na Universidade de Munique e principal autor do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos a argumentar que a vida inteligente pode n\u00e3o necessitar de uma s\u00e9rie de golpes de sorte para existir&#8221;, disse Mills, que trabalhou no laborat\u00f3rio de astrobiologia de Macalady na Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia como investigador universit\u00e1rio. &#8220;Os seres humanos n\u00e3o evolu\u00edram &#8216;cedo&#8217; ou &#8216;tarde&#8217; na hist\u00f3ria da Terra, mas &#8216;a tempo&#8217;, quando as condi\u00e7\u00f5es estavam reunidas. Talvez seja apenas uma quest\u00e3o de tempo, e talvez outros planetas consigam atingir estas condi\u00e7\u00f5es mais rapidamente do que a Terra, enquanto outros planetas podem demorar ainda mais tempo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o central da teoria dos &#8220;passos dif\u00edceis&#8221; afirma que existem muito poucas, ou nenhumas, outras civiliza\u00e7\u00f5es em todo o Universo, porque passos como a origem da vida, o desenvolvimento de c\u00e9lulas complexas e o aparecimento da intelig\u00eancia humana s\u00e3o improv\u00e1veis, com base na interpreta\u00e7\u00e3o de Carter de que o tempo de vida total do Sol \u00e9 de 10 mil milh\u00f5es de anos e a idade da Terra de cerca de 5 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo estudo, os investigadores propuseram que o momento das origens humanas pode ser explicado pela abertura sequencial de &#8220;janelas de habitabilidade&#8221; ao longo da hist\u00f3ria da Terra, impulsionadas por altera\u00e7\u00f5es na disponibilidade de nutrientes, na temperatura da superf\u00edcie do mar, nos n\u00edveis de salinidade dos oceanos e na quantidade de oxig\u00e9nio na atmosfera. Tendo em conta todos estes fatores, a Terra s\u00f3 recentemente se tornou hospitaleira para a humanidade &#8211; \u00e9 simplesmente o resultado natural destas condi\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos a pensar que, em vez de basearmos as nossas previs\u00f5es no tempo de vida do Sol, devemos usar uma escala de tempo geol\u00f3gica, porque \u00e9 esse o tempo que a atmosfera e a geografia demoram a mudar&#8221;, disse Jason Wright, professor de astronomia e astrof\u00edsica na Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia e coautor do artigo cient\u00edfico. &#8220;Estas s\u00e3o escalas de tempo normais na Terra. Se a vida evolui com o planeta, ent\u00e3o evoluir\u00e1 numa escala de tempo planet\u00e1ria a um ritmo planet\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Wright explicou que parte da raz\u00e3o pela qual o modelo dos &#8220;passos dif\u00edceis&#8221; prevaleceu durante tanto tempo se deve ao facto de ter tido origem na sua pr\u00f3pria disciplina, a astrof\u00edsica, que \u00e9 o campo padr\u00e3o utilizado para compreender a forma\u00e7\u00e3o de planetas e sistemas celestes. O artigo da equipa \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o entre f\u00edsicos e geobi\u00f3logos, cada um aprendendo com as \u00e1reas do outro para desenvolver uma imagem com nuances de como a vida evolui num planeta como a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este artigo cient\u00edfico \u00e9 o ato mais generoso de trabalho interdisciplinar&#8221;, disse Macalady, que tamb\u00e9m dirige o Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Astrobiol\u00f3gica da Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia. &#8220;Os nossos campos estavam muito afastados e pusemo-los na mesma p\u00e1gina para responder \u00e0 quest\u00e3o de saber como cheg\u00e1mos aqui e se estamos sozinhos. Havia um abismo e n\u00f3s constru\u00edmos uma ponte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores disseram que tencionam testar o seu modelo alternativo, incluindo questionar o estatuto \u00fanico dos propostos &#8220;passos dif\u00edceis&#8221; evolutivos. Os projetos de investiga\u00e7\u00e3o recomendados est\u00e3o descritos no documento e incluem trabalhos como a procura de bioassinaturas nas atmosferas de planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar, como a presen\u00e7a de oxig\u00e9nio. A equipa tamb\u00e9m prop\u00f4s testar os requisitos dos &#8220;passos dif\u00edceis&#8221; propostos para determinar o qu\u00e3o dif\u00edceis s\u00e3o realmente, estudando formas de vida uni e multicelulares em condi\u00e7\u00f5es ambientais espec\u00edficas, tais como n\u00edveis mais baixos de oxig\u00e9nio e de temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos projetos propostos, a equipa sugeriu que a comunidade de investigadores investigasse se as inova\u00e7\u00f5es &#8211; como a origem da vida, a fotoss\u00edntese, as c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas, a multicelularidade animal e o Homo sapiens &#8211; s\u00e3o acontecimentos verdadeiramente singulares na hist\u00f3ria da Terra. Poder\u00e3o inova\u00e7\u00f5es semelhantes ter evolu\u00eddo de forma independente no passado, mas as evid\u00eancias de que ocorreram perderam-se devido \u00e0 extin\u00e7\u00e3o ou a outros fatores?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta nova perspetiva sugere que o aparecimento de vida inteligente pode n\u00e3o ser, afinal, um tiro no escuro&#8221;, disse Wright. &#8220;Em vez de uma s\u00e9rie de acontecimentos improv\u00e1veis, a evolu\u00e7\u00e3o pode ser mais um processo previs\u00edvel, que se desenrola \u00e0 medida que as condi\u00e7\u00f5es globais o permitem. A nossa estrutura aplica-se n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 Terra, mas tamb\u00e9m a outros planetas, aumentando a possibilidade de existir vida semelhante \u00e0 nossa noutros locais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.psu.edu\/news\/research\/story\/does-planetary-evolution-favor-human-life-study-ups-odds-were-not-alone\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.ads5698\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Cronologia da evolu\u00e7\u00e3o da vida:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_evolutionary_history_of_life\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo modelo de como a vida inteligente se desenvolveu na Terra, a humanidade pode n\u00e3o ser extraordin\u00e1ria, mas sim o resultado evolucion\u00e1rio natural do nosso planeta e provavelmente de outros.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7780,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[73,9],"tags":[200],"class_list":["post-7779","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-astrobiologia","category-sistema-solar","tag-vida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7779"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7779\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7781,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7779\/revisions\/7781"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}