{"id":7769,"date":"2025-02-14T07:10:26","date_gmt":"2025-02-14T06:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7769"},"modified":"2025-02-14T07:10:27","modified_gmt":"2025-02-14T06:10:27","slug":"pequeno-e-cheio-de-extremos-como-o-calor-e-o-frio-afetam-mercurio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/02\/14\/pequeno-e-cheio-de-extremos-como-o-calor-e-o-frio-afetam-mercurio\/","title":{"rendered":"Pequeno e cheio de extremos &#8211; como o calor e o frio afetam Merc\u00fario"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/72W4R5pw_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"562\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/72W4R5pw_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7770\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/72W4R5pw_o.jpg 1000w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/72W4R5pw_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/72W4R5pw_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com um di\u00e2metro de apenas 4881 quil\u00f3metros (comparado com os cerca de 12.750 quil\u00f3metros da Terra), Merc\u00fario \u00e9 o mais pequeno dos oito planetas do Sistema Solar. \u00c9 tamb\u00e9m o planeta mais interior e o planeta rochoso menos explorado. Apenas duas sondas espaciais o examinaram de perto. Estas duas vistas globais, a preto e branco (esquerda) e com contraste de cor melhorado (direita), foram criadas entre 2011 e 2013 a partir de milhares de imagens obtidas pela sonda espacial MESSENGER da NASA. No final de 2026, a miss\u00e3o europeia-japonesa BepiColombo ser\u00e1 colocada em \u00f3rbita de Merc\u00fario, a partir de onde efetuar\u00e1 uma investiga\u00e7\u00e3o intensiva do planeta. No per\u00edodo que antecede a miss\u00e3o, foram efetuadas investiga\u00e7\u00f5es geof\u00edsicas para determinar a influ\u00eancia das diferen\u00e7as extremas de temperatura na crosta e no manto de Merc\u00fario, bem como o desenvolvimento do planeta, entre outros aspetos.\nCr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/Instituto Carnegie<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Merc\u00fario \u00e9 o mais pequeno dos oito planetas do Sistema Solar, o mais pr\u00f3ximo do Sol e, invulgarmente, n\u00e3o tem atmosfera. Em conjunto, estes fatores fazem dele um caso \u00fanico na investiga\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. O Centro Aeroespacial Alem\u00e3o (Deutsches Zentrum f\u00fcr Luft- und Raumfahrt; DLR), a Universidade T\u00e9cnica de Berlim, o Instituto de Tecnologia de Karlsruhe e a Universidade Charles em Praga investigaram v\u00e1rios aspetos geof\u00edsicos relacionados com as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas de Merc\u00fario e do seu interior. As suas descobertas foram agora publicadas em tr\u00eas artigos cient\u00edficos na revista Geophysical Research Letters. Os resultados s\u00e3o surpreendentes, mas tamb\u00e9m importantes para a investiga\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario com a miss\u00e3o europeia-japonesa BepiColombo, que dever\u00e1 atingir a sua \u00f3rbita em torno do planeta no final de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Merc\u00fario orbita o Sol a pouco menos de 60 milh\u00f5es de quil\u00f3metros. Como resultado, o lado iluminado de Merc\u00fario \u00e9 intensamente quente, enquanto temperaturas extremamente baixas prevalecem no lado noturno. Esta grande diferen\u00e7a tamb\u00e9m se deve \u00e0 aus\u00eancia de uma atmosfera que armazene calor no planeta &#8211; uma vez que o calor \u00e9 irradiado diretamente para o espa\u00e7o ap\u00f3s o p\u00f4r-do-Sol. A proximidade de Merc\u00fario ao Sol, combinada com as caracter\u00edsticas da sua superf\u00edcie, a sua composi\u00e7\u00e3o desde o n\u00facleo mais interno at\u00e9 \u00e0 crosta e os seus campos gravitacionais vari\u00e1veis, distingue-o dos outros planetas do Sistema Solar. \u00c9 poss\u00edvel que a soma destes extremos tenha levado a altera\u00e7\u00f5es na rota\u00e7\u00e3o e \u00f3rbita do planeta em torno do Sol no passado &#8211; mas esta \u00e9 apenas uma de v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os tr\u00eas artigos cient\u00edficos recentes incluem medi\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o MESSENGER da NASA, que observou Merc\u00fario a partir de \u00f3rbita entre 2011 e 2015. Incluem tamb\u00e9m modelos baseados em par\u00e2metros conhecidos, que foram utilizados para simular a estrutura e os processos evolutivos de Merc\u00fario no espa\u00e7o e no tempo. Tal como V\u00e9nus, Marte e a Terra, Merc\u00fario \u00e9 um planeta rochoso. E, tal como a Terra, tem um campo magn\u00e9tico devido ao seu n\u00facleo de metal l\u00edquido, mas n\u00e3o tem atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como a Lua, Merc\u00fario tem uma massa demasiado pequena para se agarrar \u00e0s mol\u00e9culas vol\u00e1teis de um inv\u00f3lucro gasoso. Este facto, por si s\u00f3, tem um impacto significativo nas propriedades e processos relacionados com a radia\u00e7\u00e3o solar. A sua estrutura tamb\u00e9m difere consideravelmente da de outros corpos semelhantes \u00e0 Terra, com um n\u00facleo met\u00e1lico desproporcionadamente grande que perfaz 80% do raio do planeta, deixando um manto rochoso sobrejacente com apenas 400 quil\u00f3metros de espessura. A raz\u00e3o deste facto continua a ser um dos grandes mist\u00e9rios da ci\u00eancia planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A crosta rochosa revela informa\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria &#8211; quanto maior a porosidade, menor a transfer\u00eancia de calor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adrien Broquet, do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o Planet\u00e1ria do DLR em Berlim-Adlershof, e a sua equipa descobriram que a crosta craterada de Merc\u00fario tem uma porosidade de 9 a 18 por cento. Isto sugere uma densidade m\u00e9dia de rocha de pouco mais de 2,5 toneladas por metro c\u00fabico &#8211; o que \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0s rochas das partes mais leves da crosta lunar, conhecidas como anortositos. Estes s\u00e3o aluminossilicatos ricos em feldspato e c\u00e1lcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas cavidades s\u00e3o formadas pelo arrefecimento e cristaliza\u00e7\u00e3o de rochas fundidas ou pela fragmenta\u00e7\u00e3o da crosta durante impactos de grandes asteroides. N\u00e3o \u00e9, portanto, coincid\u00eancia que as regi\u00f5es com os valores mais elevados de porosidade se encontrem em torno da bacia Caloris, com 1500 quil\u00f3metros de largura. O modelo subjacente a estes resultados deriva a espessura da crosta do planeta a partir de dados gravitacionais e topogr\u00e1ficos de alta resolu\u00e7\u00e3o recolhidos pela sonda MESSENGER da NASA.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA19216.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f2\/02\/jXue7GiX_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este mosaico da bacia Caloris, com cerca de 1500 quil\u00f3metros de largura, \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o a cores sobreposta a um mosaico monocrom\u00e1tico. O mosaico a cores \u00e9 constitu\u00eddo por imagens captadas pela sonda espacial MESSENGER da NASA em 2014. As imagens individuais foram obtidas quando o Sol estava baixo no c\u00e9u, lan\u00e7ando longas sombras sobre a topografia e tornando as caracter\u00edsticas da paisagem mais vis\u00edveis. A bacia Caloris foi inundada por lava, representada a laranja neste mosaico. A compreens\u00e3o da estrutura da crosta de grandes bacias de impacto e o estudo das diferen\u00e7as no campo gravitacional em grandes crateras de impacto e nas suas imedia\u00e7\u00f5es fornecem informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a hist\u00f3ria geol\u00f3gica de um planeta como Merc\u00fario.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/Instituto Carnegie<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A porosidade das rochas superficiais influencia o transporte de calor, que \u00e9 gerado no interior do planeta, sobe e &#8220;quer&#8221; ser irradiado para o espa\u00e7o. A superf\u00edcie de um planeta rochoso n\u00e3o s\u00f3 absorve a energia irradiada pelo Sol e liberta-a de volta para o espa\u00e7o na escurid\u00e3o da noite, como tamb\u00e9m atua como uma barreira t\u00e9rmica para o calor gerado pelo decaimento de elementos radioativos no interior do planeta e que permanece armazenado desde o momento da sua forma\u00e7\u00e3o &#8211; conhecido como calor de acre\u00e7\u00e3o. Este calor sobe e, dependendo das propriedades da crosta, \u00e9 irradiado para o espa\u00e7o. Atrav\u00e9s deste processo, o planeta arrefece ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos &#8211; e quanto mais pequeno for o corpo planet\u00e1rio, mais rapidamente perde calor. Compreender a estrutura da crosta de Merc\u00fario \u00e9, portanto, de import\u00e2ncia crucial para decifrar a hist\u00f3ria geol\u00f3gica de um corpo semelhante \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fortes contrastes de temperatura influenciam a din\u00e2mica interna<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00f3rbita de Merc\u00fario em torno do Sol e a sua forma esf\u00e9rica fazem com que algumas regi\u00f5es recebam mais radia\u00e7\u00e3o solar do que outras. Merc\u00fario tem atualmente o que se chama uma &#8220;resson\u00e2ncia rota\u00e7\u00e3o-\u00f3rbita&#8221; de 3:2, o que significa que gira tr\u00eas vezes sobre o seu eixo por cada duas \u00f3rbitas em torno do Sol. Para al\u00e9m disso, o seu eixo de rota\u00e7\u00e3o \u00e9 quase perpendicular ao seu plano orbital, o que levou a um padr\u00e3o de temperatura \u00e0 superf\u00edcie que \u00e9 \u00fanico no Sistema Solar. As regi\u00f5es quentes \u00e0 volta do equador t\u00eam temperaturas at\u00e9 430 graus Celsius durante o dia, enquanto as regi\u00f5es polares e as zonas mais frias &#8211; criadas pela resson\u00e2ncia 3:2 &#8211; atingem -170\u00ba C. Pensa-se que possa existir gelo nas crateras profundas dos polos de Merc\u00fario, onde a luz solar nunca penetra. Estas temperaturas extremas e o padr\u00e3o caracter\u00edstico da temperatura \u00e0 superf\u00edcie t\u00eam um grande impacto n\u00e3o s\u00f3 na superf\u00edcie de Merc\u00fario, mas tamb\u00e9m no seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O geof\u00edsico Aymeric Fleury, tamb\u00e9m do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o Planet\u00e1ria do DLR, e a sua equipa descobriram como as varia\u00e7\u00f5es de temperatura \u00e0 superf\u00edcie de Merc\u00fario influenciam as temperaturas nas camadas mais profundas do planeta. Estas varia\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m afetam o fluxo de calor \u00e0 superf\u00edcie e mostram como Merc\u00fario perde o calor produzido no seu interior. Para al\u00e9m de influenciar o fluxo de calor \u00e0 superf\u00edcie do planeta, as diferen\u00e7as de temperatura tamb\u00e9m t\u00eam impacto na fronteira entre o manto rochoso e o n\u00facleo met\u00e1lico, 400 quil\u00f3metros sob a superf\u00edcie. As correntes de calor resultantes destas diferen\u00e7as de temperatura podem, assim, influenciar a cria\u00e7\u00e3o de campos magn\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta observa\u00e7\u00e3o not\u00e1vel ser\u00e1 testada com modelos do campo magn\u00e9tico do n\u00facleo e, a partir de 2027, ser\u00e1 cada vez mais medida e analisada com a experi\u00eancia MPO-Mag desenvolvida pela Universidade T\u00e9cnica de Braunschweig a bordo do orbitador planet\u00e1rio BepiColombo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ser\u00e1 que Merc\u00fario j\u00e1 orbitou o Sol de forma diferente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo das grandes bacias de impacto de Merc\u00fario tamb\u00e9m permite conhecer as estruturas que se encontram por baixo da superf\u00edcie, escondidas das c\u00e2maras. Os impactos de asteroides, nos primeiros tempos do planeta, criaram dezenas de crateras com um di\u00e2metro de mais de 100 quil\u00f3metros. Isto resultou na redistribui\u00e7\u00e3o de enormes massas de rocha, levando a varia\u00e7\u00f5es no campo gravitacional. Ap\u00f3s um impacto, a eje\u00e7\u00e3o de material mais leve da crosta e a ascens\u00e3o de material mais denso do manto a partir de baixo, a for\u00e7a gravitacional torna-se mais elevada nesses pontos do que nas \u00e1reas circundantes. No entanto, os contrastes no campo gravitacional normalmente voltam a equilibrar-se ao longo de milh\u00f5es de anos, \u00e0 medida que o material que foi empurrado para o lado volta a preencher lentamente a depress\u00e3o. Este processo, conhecido como fluxo viscoso, ocorre mais rapidamente em material morno ou quente do que em rochas fr\u00e1geis e frias. Como resultado, as diferen\u00e7as no campo gravitacional voltam a nivelar-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura da crosta destas grandes bacias de impacto fornece assim informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a hist\u00f3ria geol\u00f3gica de planetas como Merc\u00fario. Os geof\u00edsicos Claudia Szczech e J\u00fcrgen Oberst, da Universidade T\u00e9cnica de Berlim, trabalharam com uma equipa de cinco pessoas do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o Planet\u00e1ria do DLR para investigar as diferen\u00e7as do campo gravitacional que ainda podem ser medidas ap\u00f3s mais de tr\u00eas mil milh\u00f5es de anos. Estudaram 36 bacias de impacto com di\u00e2metros de mais de 300 quil\u00f3metros e os seus contrastes Bouguer &#8211; nome dado em homenagem ao pol\u00edmata franc\u00eas Pierre Bouguer (1698-1758) &#8211; como indicadores de relaxamento viscoel\u00e1stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou modelos de desenvolvimento t\u00e9rmico baseados na atual resson\u00e2ncia 3:2 de Merc\u00fario para prever as temperaturas da crosta. O estudo mostra que a correla\u00e7\u00e3o esperada entre zonas com uma crosta quente e um baixo contraste Bouguer (pouco relaxamento) n\u00e3o foi observada nos dados dispon\u00edveis. Isto pode significar que as temperaturas da crosta no passado eram diferentes das que os modelos anteriores tinham assumido. As poss\u00edveis raz\u00f5es para este facto podem incluir uma mudan\u00e7a na \u00f3rbita de Merc\u00fario em torno do Sol ou um grande evento vulc\u00e2nico associado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o das extensas plan\u00edcies no hemisf\u00e9rio norte do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.dlr.de\/en\/latest\/news\/2025\/small-and-full-of-extremes-how-heat-and-cold-influence-mercury\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ DLR (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2024GL110583\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Geophysical Research Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2024GL110622\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Geophysical Research Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2024GL110748\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (Geophysical Research Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Merc\u00fario:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mercury\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mercury_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESSENGER (Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/messenger\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA&nbsp;<\/a><br><a href=\"http:\/\/messenger.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MESSENGER\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>BepiColombo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Enabling_Support\/Operations\/BepiColombo_operations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/global.jaxa.jp\/projects\/sas\/bepi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/BepiColombo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Merc\u00fario, as temperaturas variam entre os 430\u00ba C durante o dia e os -170\u00ba C durante a noite &#8211; a maior diferen\u00e7a de qualquer planeta do Sistema Solar. Investiga\u00e7\u00f5es recentes revelaram que estas flutua\u00e7\u00f5es de temperatura afetam a crosta e o manto rochoso do planeta at\u00e9 profundidades consider\u00e1veis. Novos mapas globais da espessura da crosta mostram uma porosidade rochosa invulgarmente elevada.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[739,211,210],"class_list":["post-7769","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-bepicolombo","tag-mercurio","tag-messenger"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7769"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7769\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7771,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7769\/revisions\/7771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}