{"id":7761,"date":"2025-02-11T07:10:00","date_gmt":"2025-02-11T06:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7761"},"modified":"2025-02-11T07:10:01","modified_gmt":"2025-02-11T06:10:01","slug":"estrelas-temperamentais-estao-a-distorcer-a-nossa-visao-de-planetas-distantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/02\/11\/estrelas-temperamentais-estao-a-distorcer-a-nossa-visao-de-planetas-distantes\/","title":{"rendered":"Estrelas &#8220;temperamentais&#8221; est\u00e3o a distorcer a nossa vis\u00e3o de planetas distantes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso1621a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"640\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/q0FbWdxa_o-1024x640.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7762\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/q0FbWdxa_o-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/q0FbWdxa_o-300x188.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/q0FbWdxa_o-768x480.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/q0FbWdxa_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista de um J\u00fapiter quente em \u00edntima \u00f3rbita de uma das estrelas no antigo enxame Messier 67.\nCr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estrelas &#8220;temperamentais&#8221; que aumentam e diminuem de brilho numa quest\u00e3o de horas ou dias podem estar a distorcer a nossa vis\u00e3o de milhares de planetas distantes, sugere um novo estudo liderado por investigadoras da UCL (University College London).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte da informa\u00e7\u00e3o de que dispomos sobre planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar (exoplanetas) prov\u00e9m da observa\u00e7\u00e3o de quedas na luz estelar quando estes planetas passam em frente da sua estrela hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta t\u00e9cnica pode dar pistas sobre o tamanho do planeta (observando a quantidade de luz estelar que \u00e9 bloqueada) e sobre a composi\u00e7\u00e3o da sua atmosfera (observando a forma como o planeta altera o padr\u00e3o da luz estelar que o atravessa).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas um novo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal Supplement Series, concluiu que as flutua\u00e7\u00f5es na luz das estrelas devido a regi\u00f5es mais quentes e mais frias na superf\u00edcie de uma estrela podem estar a distorcer as nossas interpreta\u00e7\u00f5es dos planetas mais do que pens\u00e1vamos anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores analisaram as atmosferas de 20 planetas do tamanho de J\u00fapiter e Neptuno e descobriram que a variabilidade das estrelas hospedeiras distorcia os dados de cerca de metade deles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se os investigadores n\u00e3o tivessem devidamente em conta estas varia\u00e7\u00f5es, disse a equipa, poderiam interpretar mal uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas como o tamanho dos planetas, a temperatura e a composi\u00e7\u00e3o das suas atmosferas. A equipa acrescentou que o risco de m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o era control\u00e1vel se os investigadores olhassem para uma gama de comprimentos de onda da luz, incluindo no vis\u00edvel, onde os efeitos da contamina\u00e7\u00e3o estelar s\u00e3o mais evidentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora principal, Arianna Saba, que realizou o trabalho como parte do seu doutoramento na UCL, afirmou: &#8220;Estes resultados foram uma surpresa &#8211; encontr\u00e1mos mais contamina\u00e7\u00e3o estelar nos nossos dados do que est\u00e1vamos \u00e0 espera. \u00c9 importante sabermos isto. Ao aperfei\u00e7oar a nossa compreens\u00e3o da forma como a variabilidade das estrelas pode afetar as nossas interpreta\u00e7\u00f5es dos exoplanetas, podemos melhorar os nossos modelos e utilizar de forma mais inteligente os conjuntos de dados muito maiores que vir\u00e3o de miss\u00f5es como o James Webb, Ariel e Twinkle&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda autora, Alexandra (Alex) Thompson, atualmente estudante de doutoramento na UCL, cuja investiga\u00e7\u00e3o se centra em estrelas hospedeiras de exoplanetas, afirmou: &#8220;Aprendemos sobre exoplanetas a partir da luz das suas estrelas hospedeiras e, por vezes, \u00e9 dif\u00edcil distinguir o que \u00e9 um sinal da estrela e o que vem do planeta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/42\/81\/cfWdAdng_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/42\/81\/cfWdAdng_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do sistema HAT-P-11, do qual foram usadas m\u00faltiplas observa\u00e7\u00f5es neste estudo. O sistema HAT-P-11 consiste numa estrela hospedeira fria que \u00e9 muito mais &#8220;manchada&#8221; do que o nosso Sol, orbitada pelo &#8220;super-Neptuno&#8221; HAT-P-11b desalinhado e em tr\u00e2nsito e por um planeta da massa de J\u00fapiter, HAT-P-11c, que n\u00e3o transita em frente da estrela.<br>Cr\u00e9dito: Alexandra Thompson<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Algumas estrelas podem ser descritas como &#8216;irregulares&#8217; &#8211; t\u00eam uma maior propor\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es mais frias, que s\u00e3o mais escuras, e de regi\u00f5es mais quentes, que s\u00e3o mais brilhantes, na sua superf\u00edcie. Isto deve-se a uma atividade magn\u00e9tica mais forte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As regi\u00f5es mais quentes e brilhantes (f\u00e1culas solares) emitem mais luz e, por isso, por exemplo, se um planeta passar em frente da parte mais quente da estrela, isso pode levar os investigadores a sobrestimar a dimens\u00e3o do planeta, uma vez que parece bloquear mais a luz da estrela, ou podem inferir que o planeta \u00e9 mais quente do que \u00e9 ou que tem uma atmosfera mais densa. O inverso \u00e9 verdadeiro se o planeta passar em frente de uma mancha estelar mais fria, fazendo com que o planeta pare\u00e7a &#8216;mais pequeno&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Por outro lado, a redu\u00e7\u00e3o da luz emitida por uma mancha estelar pode at\u00e9 imitar o efeito de um planeta a passar em frente a uma estrela, levando-nos a pensar que pode haver um planeta quando n\u00e3o h\u00e1 nenhum. \u00c9 por isso que as observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento s\u00e3o t\u00e3o importantes para confirmar as dete\u00e7\u00f5es de exoplanetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas varia\u00e7\u00f5es da estrela podem tamb\u00e9m distorcer as estimativas da quantidade de vapor de \u00e1gua, por exemplo, existente na atmosfera de um planeta. Isto porque as varia\u00e7\u00f5es podem imitar ou obscurecer a assinatura do vapor de \u00e1gua no padr\u00e3o de luz em diferentes comprimentos de onda que chega aos nossos telesc\u00f3pios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o estudo, os investigadores utilizaram 20 anos de observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, combinando dados de dois dos instrumentos do telesc\u00f3pio, o STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) e o WFC3 (Wide Field Camera 3).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Processaram e analisaram os dados de cada planeta de forma id\u00eantica, para garantir que estavam a comparar o mesmo com o mesmo, minimizando os enviesamentos que ocorrem quando os conjuntos de dados s\u00e3o processados com m\u00e9todos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa analisou ent\u00e3o qual a combina\u00e7\u00e3o de modelos atmosf\u00e9ricos e estelares que melhor se adaptava aos seus dados, comparando modelos que tinham em conta a variabilidade estelar com modelos mais simples que n\u00e3o a tinham. Descobriram que os dados de seis dos 20 planetas analisados se adaptavam melhor com modelos ajustados \u00e0 variabilidade das estrelas e que seis outros planetas podem ter sofrido uma pequena contamina\u00e7\u00e3o da sua estrela hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Analisaram a luz nos comprimentos de onda do vis\u00edvel, no infravermelho pr\u00f3ximo e no ultravioleta pr\u00f3ximo, utilizando o facto das distor\u00e7\u00f5es da atividade estelar serem muito mais evidentes na regi\u00e3o do UV pr\u00f3ximo e do vis\u00edvel do que em comprimentos de onda mais longos no infravermelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa descreveu duas formas de avaliar se a variabilidade estelar pode estar a afetar os dados planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Dra. Saba explicou: &#8220;Uma \u00e9 olhar para a estrutura geral do espetro &#8211; isto \u00e9, o padr\u00e3o de luz em diferentes comprimentos de onda que atravessou o planeta a partir da estrela &#8211; para ver se isto pode ser explicado apenas pelo planeta ou se \u00e9 necess\u00e1ria atividade estelar. A outra \u00e9 ter duas observa\u00e7\u00f5es do mesmo planeta na regi\u00e3o \u00f3tica do espetro, tiradas em alturas diferentes. Se estas observa\u00e7\u00f5es forem muito diferentes, a explica\u00e7\u00e3o prov\u00e1vel \u00e9 a atividade estelar vari\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alex Thompson acrescentou: &#8220;O risco de m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 control\u00e1vel com a cobertura correta de comprimento de onda. As observa\u00e7\u00f5es \u00f3ticas de comprimentos de onda mais curtos, como as utilizadas neste estudo, s\u00e3o particularmente \u00fateis, pois \u00e9 aqui que os efeitos da contamina\u00e7\u00e3o estelar s\u00e3o mais evidentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ucl.ac.uk\/news\/2025\/feb\/temperamental-stars-are-distorting-our-view-distant-planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ UCL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4365\/ad8c3c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Supplement Series)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>F\u00e1cula solar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_facula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mancha estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Starspot\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estrelas &#8220;temperamentais&#8221; 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