{"id":7745,"date":"2025-02-04T07:16:20","date_gmt":"2025-02-04T06:16:20","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7745"},"modified":"2025-02-04T07:16:21","modified_gmt":"2025-02-04T06:16:21","slug":"fique-a-conhecer-o-spherex-o-mais-recente-telescopio-espacial-da-nasa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/02\/04\/fique-a-conhecer-o-spherex-o-mais-recente-telescopio-espacial-da-nasa\/","title":{"rendered":"Fique a conhecer o SPHEREx, o mais recente telesc\u00f3pio espacial da NASA"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/1-pia26539-spherex-spacecraft.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/kO5T5yVC_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7746\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/kO5T5yVC_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/kO5T5yVC_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/kO5T5yVC_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/kO5T5yVC_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O observat\u00f3rio SPHEREx da NASA, aqui sendo submetido a testes na BAE Systems em Boulder, no estado americano do Colorado, em agosto de 2024. Com lan\u00e7amento previsto para 27 de fevereiro de 2025, a miss\u00e3o far\u00e1 o primeiro levantamento espetrosc\u00f3pico de todo o c\u00e9u no infravermelho pr\u00f3ximo, ajudando a responder a algumas das maiores quest\u00f5es da astrof\u00edsica.\nCr\u00e9dito: BAE Systems\/NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com lan\u00e7amento previsto para quinta-feira, 27 de fevereiro, a partir da Base da For\u00e7a Espacial de Vandenberg, no estado americano da Calif\u00f3rnia, o observat\u00f3rio espacial SPHEREx da NASA proporcionar\u00e1 aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o global do cosmos nunca antes vista. O SPHEREx (Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer) mapear\u00e1 todo o c\u00e9u celeste em 102 cores infravermelhas, iluminando as origens do nosso Universo, as gal\u00e1xias que o comp\u00f5em e os principais ingredientes da vida na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia. Fique aqui a conhecer um pouco sobre a miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25aa O telesc\u00f3pio espacial SPHEREx vai lan\u00e7ar luz sobre um fen\u00f3meno c\u00f3smico chamado infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Apenas 10^-32 segundos ap\u00f3s o Big Bang, o Universo aumentou de tamanho um quatrili\u00e3o de vezes. Chamado infla\u00e7\u00e3o, este acontecimento quase instant\u00e2neo teve lugar h\u00e1 quase 14 mil milh\u00f5es de anos e os seus efeitos podem ser encontrados atualmente na distribui\u00e7\u00e3o em grande escala da mat\u00e9ria no Universo. Ao mapear a distribui\u00e7\u00e3o de mais de 450 milh\u00f5es de gal\u00e1xias, o SPHEREx ajudar\u00e1 os cientistas a melhorar a nossa compreens\u00e3o da f\u00edsica subjacente a este acontecimento c\u00f3smico extremo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Exploring Cosmic Origins with NASA\u2019s SPHEREx\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jqw6QeUIDoU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25aa O observat\u00f3rio vai medir o brilho coletivo de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas e distantes<\/strong><br>Os cientistas tentaram estimar a emiss\u00e3o total de luz de todas as gal\u00e1xias ao longo da hist\u00f3ria c\u00f3smica, observando gal\u00e1xias individuais e extrapolando para os bili\u00f5es de gal\u00e1xias do Universo. O telesc\u00f3pio espacial SPHEREx vai adotar uma abordagem diferente e medir o brilho total de todas as gal\u00e1xias, incluindo gal\u00e1xias demasiado pequenas, demasiado difusas ou demasiado distantes para serem facilmente detetadas por outros telesc\u00f3pios. A combina\u00e7\u00e3o da medi\u00e7\u00e3o deste brilho global com os estudos de outros telesc\u00f3pios sobre gal\u00e1xias individuais dar\u00e1 aos cientistas uma imagem mais completa de todas as principais fontes de luz do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25aa A miss\u00e3o vai procurar na Via L\u00e1ctea os elementos essenciais para a vida<\/strong><br>A vida, tal como a conhecemos, n\u00e3o existiria sem ingredientes b\u00e1sicos como a \u00e1gua e o di\u00f3xido de carbono. O observat\u00f3rio SPHEREx foi concebido para encontrar estas mol\u00e9culas congeladas em nuvens interestelares de g\u00e1s e poeira, onde se formam as estrelas e os planetas. A miss\u00e3o ir\u00e1 identificar a localiza\u00e7\u00e3o e a abund\u00e2ncia destes compostos gelados na nossa gal\u00e1xia, dando aos investigadores uma melhor no\u00e7\u00e3o da sua disponibilidade como mat\u00e9ria-prima para planetas em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/pia10181-fifth-16.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/03\/55\/QPAI8zr9_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nuvens moleculares como esta, de nome Rho Ophiuchi, s\u00e3o cole\u00e7\u00f5es de g\u00e1s frio e poeira no espa\u00e7o onde se podem formar estrelas e planetas. O SPHEREx vai analisar estas regi\u00f5es em toda a Via L\u00e1ctea para medir a abund\u00e2ncia da \u00e1gua gelada e de outras mol\u00e9culas congeladas.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25aa \u00c9 uma mais-valia para a frota de telesc\u00f3pios espaciais<\/strong><br>Os telesc\u00f3pios espaciais, como o Hubble e o Webb, t\u00eam ampliado cuidadosamente muitos cantos do Universo para nos mostrar planetas, estrelas e gal\u00e1xias em alta resolu\u00e7\u00e3o. Mas algumas quest\u00f5es &#8211; como a quantidade de luz que todas as gal\u00e1xias do Universo emitem coletivamente? &#8211; s\u00f3 podem ser respondidas olhando para o panorama geral. Para esse efeito, o observat\u00f3rio SPHEREx fornecer\u00e1 mapas que abrangem todo o c\u00e9u. Os objetos de interesse cient\u00edfico identificados pelo SPHEREx podem depois ser estudados em mais pormenor por telesc\u00f3pios espec\u00edficos como o Hubble e o Webb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25aa O observat\u00f3rio SPHEREx produzir\u00e1 o mapa do c\u00e9u mais colorido de sempre<\/strong><br>O observat\u00f3rio SPHEREx &#8220;v\u00ea&#8221; a luz infravermelha. Indetet\u00e1vel ao olho humano, esta gama de comprimentos de onda \u00e9 ideal para estudar estrelas e gal\u00e1xias. Utilizando uma t\u00e9cnica chamada espetroscopia, o telesc\u00f3pio pode dividir a luz nas cores que a comp\u00f5em (comprimentos de onda individuais), tal como um prisma cria um arco-\u00edris a partir da luz solar, para medir a dist\u00e2ncia a objetos c\u00f3smicos e conhecer a sua composi\u00e7\u00e3o. Com o mapa espetrosc\u00f3pico do SPHEREx em m\u00e3o, os cientistas poder\u00e3o detetar ind\u00edcios de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, como a \u00e1gua gelada, na nossa Gal\u00e1xia. N\u00e3o s\u00f3 medir\u00e3o a quantidade total de luz emitida pelas gal\u00e1xias no nosso Universo, como tamb\u00e9m v\u00e3o discernir o brilho total que foi emitido em diferentes pontos da hist\u00f3ria c\u00f3smica. E v\u00e3o mapear a localiza\u00e7\u00e3o 3D de centenas de milh\u00f5es de gal\u00e1xias para estudar a forma como a infla\u00e7\u00e3o influenciou a estrutura atual em grande escala do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u25aa O design em forma de cone da nave espacial ajuda-a a manter-se fria e a ver objetos t\u00e9nues<\/strong><br>O telesc\u00f3pio e os detetores infravermelhos da miss\u00e3o t\u00eam de funcionar a cerca de -210\u00ba C. Isto serve, em parte, para evitar que gerem o seu pr\u00f3prio brilho infravermelho, que poderia sobrepor-se \u00e0 luz t\u00e9nue de fontes c\u00f3smicas. Para manter as coisas frias e, ao mesmo tempo, simplificar o design e as necessidades operacionais da nave espacial, o SPHEREx baseia-se num sistema de arrefecimento totalmente passivo &#8211; n\u00e3o \u00e9 utilizada qualquer eletricidade ou l\u00edquido de arrefecimento durante as opera\u00e7\u00f5es normais. A chave para tornar este feito poss\u00edvel s\u00e3o tr\u00eas escudos de fot\u00f5es em forma de cone que protegem o telesc\u00f3pio do calor da Terra e do Sol, bem como uma estrutura espelhada por baixo dos escudos para dirigir o calor do instrumento para o espa\u00e7o. Estes escudos de fot\u00f5es d\u00e3o \u00e0 nave espacial o seu contorno caracter\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"How NASA\u2019s SPHEREx Mission Will Map the Cosmos\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2LvSd5HLblo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/universe\/6-things-to-know-about-spherex-nasas-newest-space-telescope\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SPHEREx (Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/missions\/spherex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL\/NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/spherex.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SPHEREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Infla\u00e7\u00e3o c\u00f3smica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_inflation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com lan\u00e7amento previsto para quinta-feira, 27 de fevereiro, a partir da Base da For\u00e7a Espacial de Vandenberg, no estado americano da Calif\u00f3rnia, o observat\u00f3rio espacial SPHEREx da NASA proporcionar\u00e1 aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o global do cosmos nunca antes vista.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7746,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,60,16,1],"tags":[1871,351],"class_list":["post-7745","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-inflacao-cosmica","tag-spherex"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7745","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7745"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7745\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7747,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7745\/revisions\/7747"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7746"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7745"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7745"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7745"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}