{"id":7742,"date":"2025-02-04T07:13:08","date_gmt":"2025-02-04T06:13:08","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7742"},"modified":"2025-02-04T07:13:09","modified_gmt":"2025-02-04T06:13:09","slug":"a-lua-nao-esta-tao-geologicamente-morta-como-se-pensava-revela-um-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/02\/04\/a-lua-nao-esta-tao-geologicamente-morta-como-se-pensava-revela-um-novo-estudo\/","title":{"rendered":"A Lua n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o &#8220;geologicamente morta&#8221; como se pensava, revela um novo estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/umd.box.com\/shared\/static\/34al7dr6lx8h93f7hb9jstd3kdz0kxj4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"512\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2GtR1pFC_o-1024x512.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7743\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2GtR1pFC_o-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2GtR1pFC_o-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2GtR1pFC_o-768x384.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2GtR1pFC_o-660x330.jpg 660w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2GtR1pFC_o-1050x525.jpg 1050w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/2GtR1pFC_o.jpg 1278w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pequenas cristas no lado oculto da Lua (representadas a amarelo) revelam evid\u00eancias que o nosso sat\u00e9lite natural pode n\u00e3o estar t\u00e3o adormecido quanto se pensava anteriormente.\nCr\u00e9dito: Tom Watters, Institui\u00e7\u00e3o Smithsonian<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 d\u00e9cadas que os cientistas estudam a superf\u00edcie da Lua para ajudar a compreender a sua complexa hist\u00f3ria geol\u00f3gica e evolutiva. Evid\u00eancias dos mares lunares (\u00e1reas escuras e planas da Lua cheias de lava solidificada) sugerem que a Lua sofreu uma compress\u00e3o significativa no seu passado distante. Os investigadores suspeitavam que as grandes cristas arqueadas no lado vis\u00edvel da Lua tinham sido formadas por contra\u00e7\u00f5es que ocorreram h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos &#8211; concluindo que os mares lunares permaneceram adormecidos desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, um novo estudo revela que o que se encontra por baixo da superf\u00edcie lunar pode ser mais din\u00e2mico do que se pensava. Dois cientistas da Institui\u00e7\u00e3o Smithsonian e uma ge\u00f3loga da Universidade de Maryland descobriram que pequenas cristas localizadas no lado oculto da Lua eram notavelmente mais jovens do que as cristas estudadas anteriormente no lado vis\u00edvel. As suas descobertas foram publicadas na revista The Planetary Science Journal no passado dia 21 de janeiro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muitos cientistas pensam que a maior parte dos movimentos geol\u00f3gicos da Lua ocorreram h\u00e1 dois mil milh\u00f5es e meio, talvez tr\u00eas mil milh\u00f5es de anos&#8221;, disse Jaclyn Clark, investigadora do Departamento de Geologia da Universidade de Maryland, EUA. &#8220;Mas estamos a ver que estas formas tect\u00f3nicas de relevo estiveram recentemente ativas ao longo dos \u00faltimos mil milh\u00f5es de anos e podem ainda estar ativas hoje. Estas pequenas cristas dos mares parecem ter-se formado nos \u00faltimos 200 milh\u00f5es de anos, o que \u00e9 relativamente recente, tendo em conta a escala de tempo da Lua&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de mapeamento e modela\u00e7\u00e3o, a equipa encontrou 266 pequenas cristas, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas, no lado oculto da Lua. De acordo com os investigadores, as cristas aparecem tipicamente em grupos de 10 a 40 em regi\u00f5es vulc\u00e2nicas que provavelmente se formaram h\u00e1 3,2-3,6 mil milh\u00f5es de anos em \u00e1reas estreitas onde podem existir pontos fracos na superf\u00edcie da Lua. Para estimar a idade destas pequenas cristas, os investigadores usaram uma t\u00e9cnica chamada contagem de crateras. Descobriram que as cristas eram notavelmente mais jovens do que outras caracter\u00edsticas nas suas imedia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Essencialmente, quanto mais crateras uma superf\u00edcie tiver, mais velha \u00e9; a superf\u00edcie tem mais tempo para acumular mais crateras&#8221;, explicou Clark. &#8220;Depois de contar as crateras \u00e0 volta destas pequenas cristas e de ver que algumas delas atravessam crateras de impacto existentes, pensamos que estas formas de relevo estiveram tectonicamente ativas nos \u00faltimos 160 milh\u00f5es de anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curiosamente, Clark notou que as cristas do lado oculto eram semelhantes em estrutura \u00e0s encontradas no lado vis\u00edvel da Lua, o que sugere que ambas foram criadas pelas mesmas for\u00e7as, provavelmente uma combina\u00e7\u00e3o do encolhimento gradual da Lua e mudan\u00e7as na \u00f3rbita lunar. As miss\u00f5es Apollo detetaram, h\u00e1 d\u00e9cadas, sismos lunares superficiais; as novas descobertas sugerem que estas pequenas cristas podem estar relacionadas com atividade s\u00edsmica semelhante. Aprender mais sobre a evolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie lunar pode ter implica\u00e7\u00f5es importantes para a log\u00edstica de futuras miss\u00f5es \u00e0 Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esperamos que as futuras miss\u00f5es \u00e0 Lua incluam ferramentas como o radar de penetra\u00e7\u00e3o no solo, para que os investigadores possam compreender melhor as estruturas por baixo da superf\u00edcie lunar&#8221;, disse Clark. &#8220;Saber que a Lua ainda \u00e9 geologicamente din\u00e2mica tem implica\u00e7\u00f5es muito reais para o local onde planeamos colocar os nossos astronautas, equipamentos e infraestruturas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/cmns.umd.edu\/news-events\/news\/moon-not-geologically-dead-previously-thought-new-study-reveals\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/PSJ\/ad9eaa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Planetary Science Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa Apollo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/history.nasa.gov\/apollo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apollo_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo recente revela que a Lua pode ainda estar geologicamente ativa. Investigadores identificaram 266 pequenas cristas, at\u00e9 agora desconhecidas, no lado oculto da Lua, que parecem ter sido formadas nos \u00faltimos 200 milh\u00f5es de anos &#8211; um per\u00edodo relativamente recente da hist\u00f3ria lunar. Estas descobertas sugerem que a atividade tect\u00f3nica na Lua continuou at\u00e9 mais recentemente do que se pensava, desafiando a ideia de que a Lua est\u00e1 geologicamente dormente h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7743,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[152,482],"class_list":["post-7742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-lua","tag-programa-apollo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7742"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7744,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7742\/revisions\/7744"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}