{"id":7724,"date":"2025-01-28T07:16:52","date_gmt":"2025-01-28T06:16:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7724"},"modified":"2025-01-28T07:16:53","modified_gmt":"2025-01-28T06:16:53","slug":"os-desafios-para-a-vida-em-planetas-que-orbitam-estrelas-anas-vermelhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/01\/28\/os-desafios-para-a-vida-em-planetas-que-orbitam-estrelas-anas-vermelhas\/","title":{"rendered":"Os desafios para a vida em planetas que orbitam estrelas an\u00e3s vermelhas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/wolf359.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/i8vww7cY_o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7725\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/i8vww7cY_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/i8vww7cY_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/i8vww7cY_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/i8vww7cY_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o art\u00edstica representa os resultados de um novo estudo que examina os efeitos dos raios X e de outras radia\u00e7\u00f5es altamente energ\u00e9ticas libertadas sobre potenciais exoplanetas pela estrela Wolf 359, uma an\u00e3 vermelha pr\u00f3xima. Os investigadores usaram o Chandra e o XMM-Newton para estudar o impacto dos raios X constantes e da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta energ\u00e9tica de Wolf 359 nas atmosferas de planetas que possam estar a orbitar a estrela. Descobriram que apenas um planeta com gases de efeito de estufa, como o di\u00f3xido de carbono, na sua atmosfera e a uma dist\u00e2ncia relativamente grande de Wolf 359 teria hip\u00f3teses de suportar a vida tal como a conhecemos.\nCr\u00e9dito: raios X &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/S.Wolk, et al.; ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/M.Weiss; processamento de imagem &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/N. Wolk<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os planetas \u00e0 volta de outras estrelas t\u00eam de estar preparados para condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas espaciais extremas, de acordo com um novo estudo do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA e do XMM-Newton da ESA que examinou os efeitos dos raios X em potenciais planetas \u00e0 volta do tipo mais comum de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos descobriram que apenas um planeta com gases de efeito de estufa na sua atmosfera, como a Terra, e a uma dist\u00e2ncia relativamente grande da estrela que estudaram, teria hip\u00f3teses de suportar vida tal como a conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Wolf 359 \u00e9 uma an\u00e3 vermelha com uma massa de cerca de um-d\u00e9cimo da massa do Sol. As an\u00e3s vermelhas s\u00e3o as estrelas mais comuns do Universo e vivem durante milhares de milh\u00f5es de anos, proporcionando tempo suficiente para o desenvolvimento da vida. A uma dist\u00e2ncia de apenas 7,8 anos-luz, Wolf 359 \u00e9 tamb\u00e9m uma das estrelas mais pr\u00f3ximas do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Wolf 359 pode ajudar-nos a desvendar os segredos das estrelas e da habitabilidade&#8221;, disse Scott Wolk, do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian, que liderou o estudo. &#8220;Est\u00e1 muito perto e pertence a uma classe de estrelas muito importante &#8211; \u00e9 uma \u00f3tima combina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado que as an\u00e3s vermelhas s\u00e3o o tipo de estrelas mais comuns, os astr\u00f3nomos t\u00eam-se esfor\u00e7ado por encontrar exoplanetas em seu redor. Os astr\u00f3nomos encontraram algumas evid\u00eancias da exist\u00eancia de dois planetas em \u00f3rbita de Wolf 359, utilizando telesc\u00f3pios \u00f3ticos, mas essas conclus\u00f5es foram contestadas por outros cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apesar de ainda n\u00e3o termos provas da exist\u00eancia de planetas em torno de Wolf 359, parece muito poss\u00edvel que albergue m\u00faltiplos planetas&#8221;, acrescentou Wolk. &#8220;Isto faz com que seja uma excelente plataforma de teste para ver as condi\u00e7\u00f5es a que os planetas estariam sujeitos \u00e0 volta deste tipo de estrela&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Wolk e os seus colegas usaram o Chandra e o XMM para estudar as quantidades de raios X constantes e de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (UV) extrema &#8211; o tipo mais energ\u00e9tico de radia\u00e7\u00e3o UV &#8211; que Wolf 359 libertaria para os poss\u00edveis planetas \u00e0 sua volta.<\/p>\n\n\n\n<p>Descobriram que Wolf 359 est\u00e1 a produzir radia\u00e7\u00e3o prejudicial suficiente para que apenas um planeta com gases de efeito de estufa, como o di\u00f3xido de carbono, na sua atmosfera &#8211; e localizado a uma dist\u00e2ncia relativamente grande da estrela &#8211; seja capaz de sustentar a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apenas estar suficientemente longe da radia\u00e7\u00e3o nociva da estrela n\u00e3o seria suficiente para o tornar habit\u00e1vel&#8221;, disse o coautor Vinay Kashyap, tamb\u00e9m do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian. &#8220;Um planeta \u00e0 volta de Wolf 359 tamb\u00e9m teria de estar coberto de gases de efeito de estufa, tal como a Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estudar os efeitos da radia\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na habitabilidade dos candidatos a planeta, a equipa considerou a zona habit\u00e1vel da estrela &#8211; a regi\u00e3o \u00e0 volta de uma estrela onde pode existir \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie de um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>O limite exterior da zona habit\u00e1vel de Wolf 359 \u00e9 cerca de 15% da dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol, porque a an\u00e3 vermelha \u00e9 muito menos brilhante do que o Sol. Nenhum dos planetas candidatos neste sistema est\u00e1 localizado na zona habit\u00e1vel de Wolf 359, estando um demasiado perto da estrela e o outro demasiado longe.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se o planeta interior de facto existir, os raios X e UV extremos a que est\u00e1 sujeito destruiria a atmosfera deste planeta em apenas cerca de um milh\u00e3o de anos&#8221;, disse o coautor Ignazio Pillitteri do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian e do Instituto Nacional de Astrof\u00edsica em Palermo, It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa tamb\u00e9m considerou os efeitos da radia\u00e7\u00e3o em planetas ainda n\u00e3o detetados dentro da zona habit\u00e1vel. Conclu\u00edram que um planeta como a Terra, no meio da zona habit\u00e1vel, deveria ser capaz de manter uma atmosfera durante quase dois mil milh\u00f5es de anos, enquanto um planeta pr\u00f3ximo do limite exterior poderia durar indefinidamente, ajudado pelos efeitos de aquecimento dos gases de efeito de estufa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro grande perigo para os planetas que orbitam estrelas como Wolf 359 s\u00e3o as erup\u00e7\u00f5es de raios X, ou surtos brilhantes e ocasionais de raios X, para al\u00e9m da emiss\u00e3o di\u00e1ria e constante da estrela. A combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es efetuadas com o Chandra e o XMM-Newton resultou na descoberta de 18 erup\u00e7\u00f5es de raios X em Wolf 359 ao longo de 3,5 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Extrapolando a partir destas erup\u00e7\u00f5es observadas, a equipa espera que surtos muito mais poderosos e prejudiciais ocorram durante per\u00edodos de tempo mais longos. Os efeitos combinados da radia\u00e7\u00e3o constante de raios-X e UV e das erup\u00e7\u00f5es implicam que \u00e9 pouco prov\u00e1vel que qualquer planeta localizado na zona habit\u00e1vel tenha uma atmosfera significativa durante tempo suficiente para que a vida multicelular, tal como a conhecemos na Terra, se forme e sobreviva. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o limite exterior da zona habit\u00e1vel, se o planeta tiver um efeito de estufa significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes resultados foram apresentados na 245.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em National Harbor, no estado norte-americano de Maryland, e est\u00e3o a ser preparados para publica\u00e7\u00e3o numa revista cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tour: Exoplanets Need to be Prepared for Extreme Space Weather\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/w7cPZEqnu94?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/general\/exoplanets-need-to-be-prepared-for-extreme-space-weather-chandra-finds\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2025\/wolf359\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Wolf 359:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wolf_359\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os planetas \u00e0 volta de outras estrelas t\u00eam de estar preparados para condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas espaciais extremas, de acordo com um novo estudo do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA e do XMM-Newton da ESA que examinou os efeitos dos raios X em potenciais planetas \u00e0 volta do tipo mais comum de 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