{"id":7702,"date":"2025-01-17T07:22:38","date_gmt":"2025-01-17T06:22:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7702"},"modified":"2025-01-17T07:22:39","modified_gmt":"2025-01-17T06:22:39","slug":"gaia-termina-as-suas-observacoes-cientificas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/01\/17\/gaia-termina-as-suas-observacoes-cientificas\/","title":{"rendered":"Gaia termina as suas observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/01\/sky-scanning_complete_for_gaia\/26531774-1-eng-GB\/Sky-scanning_complete_for_Gaia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Yn1JrFKh_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7703\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Yn1JrFKh_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Yn1JrFKh_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Yn1JrFKh_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Yn1JrFKh_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Infografia que mostra os n\u00fameros da miss\u00e3o Gaia da ESA durante a sua fase de explora\u00e7\u00e3o do c\u00e9u.\nCr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC, representa\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea por Stefan Payne-Wardenaar<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O observat\u00f3rio espacial Gaia da ESA completou a fase de varrimento do c\u00e9u, acumulando mais de tr\u00eas bili\u00f5es de observa\u00e7\u00f5es de cerca de dois mil milh\u00f5es de estrelas e outros objetos ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, a fim de revolucionar a vis\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia natal e da vizinhan\u00e7a c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dep\u00f3sito de combust\u00edvel do Gaia est\u00e1 agora quase vazio &#8211; utiliza cerca de uma d\u00fazia de gramas de g\u00e1s frio por dia para se manter a girar com uma precis\u00e3o exata. Mas isto est\u00e1 longe de ser o fim da miss\u00e3o. Est\u00e3o programados testes tecnol\u00f3gicos para as pr\u00f3ximas semanas, antes do Gaia ser transferido para a sua \u00f3rbita de &#8220;reforma&#8221;, e est\u00e3o previstos dois lan\u00e7amentos massivos de dados, para meados de 2026 e para o final desta d\u00e9cada, respetivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O dia de hoje [15 de janeiro] marca o fim das observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e estamos a celebrar esta incr\u00edvel miss\u00e3o que excedeu todas as nossas expetativas, durando quase o dobro do tempo de vida inicialmente previsto&#8221;, afirma Carole Mundell, Diretora Cient\u00edfica da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O tesouro de dados recolhidos pelo Gaia deu-nos uma vis\u00e3o \u00fanica sobre a origem e a evolu\u00e7\u00e3o da nossa Via L\u00e1ctea e tamb\u00e9m transformou a astrof\u00edsica e a ci\u00eancia do Sistema Solar de uma forma que ainda n\u00e3o apreci\u00e1mos plenamente. O Gaia baseou-se na excel\u00eancia europeia \u00fanica em astrometria e deixar\u00e1 um legado duradouro para as gera\u00e7\u00f5es futuras&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Depois de 11 anos no espa\u00e7o e de sobreviver a impactos de micrometeoritos e tempestades solares, o Gaia terminou a recolha de dados cient\u00edficos. Agora todas as aten\u00e7\u00f5es est\u00e3o viradas para a prepara\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos lan\u00e7amentos de dados&#8221;, afirma o cientista do projeto Gaia, Johannes Sahlmann.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estou muito satisfeito com o desempenho desta incr\u00edvel miss\u00e3o e entusiasmado com as descobertas que nos esperam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia fornece o melhor mapa da Via L\u00e1ctea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Gaia tem estado a cartografar as posi\u00e7\u00f5es, dist\u00e2ncias, movimentos, altera\u00e7\u00f5es de brilho, composi\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias outras caracter\u00edsticas das estrelas, monitorizando-as com os seus tr\u00eas instrumentos muitas vezes ao longo da miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto permitiu ao Gaia cumprir o seu objetivo principal de construir o maior e mais preciso mapa da Via L\u00e1ctea, mostrando-nos a nossa Gal\u00e1xia natal como nenhuma outra miss\u00e3o o fez antes. Como tal, temos agora tamb\u00e9m a melhor vis\u00e3o reconstru\u00edda de como a nossa Gal\u00e1xia poderia parecer a um observador exterior. Esta nova impress\u00e3o art\u00edstica da Via L\u00e1ctea incorpora dados do Gaia provenientes de uma multiplicidade de estudos efetuados ao longo da \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/40\/ab\/XK84ixZA_o.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/40\/ab\/XK84ixZA_o.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, com base nos dados do telesc\u00f3pio espacial Gaia da ESA, vista de face. Veja\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/the_best_milky_way_map_by_gaia\/26530986-1-eng-GB\/The_best_Milky_Way_map_by_Gaia.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui a imagem sem r\u00f3tulos<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/01\/the_best_milky_way_map_by_gaia_labelled\/26532035-1-eng-GB\/The_best_Milky_Way_map_by_Gaia_labelled.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui a imagem com r\u00f3tulos<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC, Stefan Payne-Wardenaar<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Cont\u00e9m grandes altera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos modelos anteriores, porque o Gaia mudou a nossa impress\u00e3o da Via L\u00e1ctea. Mesmo ideias b\u00e1sicas foram revistas, como a rota\u00e7\u00e3o da barra central da nossa Gal\u00e1xia, a deforma\u00e7\u00e3o do disco, a estrutura detalhada dos bra\u00e7os espirais e a poeira interestelar perto do Sol&#8221;, diz Stefan Payne-Wardenaar, visualizador cient\u00edfico da Haus der Astronomie, Alemanha, e do Gabinete de Astronomia para a Educa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Astron\u00f3mica Internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda assim, as partes distantes da Via L\u00e1ctea continuam a ser palpites baseados em dados incompletos. Com a publica\u00e7\u00e3o dos novos dados do Gaia, a nossa vis\u00e3o da Via L\u00e1ctea tornar-se-\u00e1 ainda mais precisa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A m\u00e1quina de descobertas da d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medi\u00e7\u00f5es repetidas de dist\u00e2ncias, movimentos e caracter\u00edsticas estelares feitas pelo Gaia s\u00e3o fundamentais para realizar a &#8220;arqueologia gal\u00e1ctica&#8221; da nossa Via L\u00e1ctea, revelando elos em falta na complexa hist\u00f3ria da nossa Gal\u00e1xia para assim nos ajudar a conhecer melhor as nossas origens. Desde a dete\u00e7\u00e3o de &#8220;fantasmas&#8221; de outras gal\u00e1xias e de m\u00faltiplas correntes de estrelas antigas que se fundiram com a Via L\u00e1ctea no in\u00edcio da sua hist\u00f3ria, at\u00e9 \u00e0 descoberta de evid\u00eancias de uma colis\u00e3o em curso com a gal\u00e1xia an\u00e3 de Sagit\u00e1rio, o Gaia est\u00e1 a reescrever a hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea e a fazer previs\u00f5es sobre o seu futuro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/01\/the_best_milky_way_map_by_gaia_edge-on\/26531727-1-eng-GB\/The_best_Milky_Way_map_by_Gaia_edge-on.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b8\/50\/U8ugKSjC_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, com base nos dados do telesc\u00f3pio espacial Gaia da ESA, mas vista de lado.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC, Stefan Payne-Wardenaar<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar as estrelas da nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia, o Gaia tamb\u00e9m detetou outros objetos, desde asteroides no &#8220;quintal&#8221; do nosso Sistema Solar at\u00e9 gal\u00e1xias e quasares &#8211; os centros brilhantes e ativos de gal\u00e1xias alimentadas por buracos negros supermassivos &#8211; para l\u00e1 da nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por exemplo, o Gaia forneceu \u00f3rbitas exatas de mais de 150.000 asteroides e disp\u00f5e de medi\u00e7\u00f5es de qualidade t\u00e3o elevada que permitiu descobrir poss\u00edveis luas \u00e0 volta de centenas deles. Criou tamb\u00e9m o maior mapa tridimensional de cerca de 1,3 milh\u00f5es de quasares, sendo que os mais long\u00ednquos brilharam quando o Universo tinha apenas 1,5 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Gaia descobriu tamb\u00e9m uma nova esp\u00e9cie de buracos negros, incluindo um com uma massa quase 33 vezes superior \u00e0 do Sol, escondido na constela\u00e7\u00e3o de \u00c1guia, a menos de 2000 anos-luz da Terra &#8211; a primeira vez que um buraco negro de origem estelar desta dimens\u00e3o foi detetado na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 impressionante o facto destas descobertas se basearem apenas nos primeiros anos de dados do Gaia, e muitas delas foram feitas apenas no \u00faltimo ano. O Gaia tem sido a m\u00e1quina de descobertas da d\u00e9cada, uma tend\u00eancia que dever\u00e1 continuar&#8221;, afirma Anthony Brown, presidente do DPAC (Data Processing and Analysis Consortium) do Gaia, sediado na Universidade de Leiden, nos Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aten\u00e7\u00e3o! Mais ci\u00eancia inovadora a caminho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As equipas cient\u00edficas e de engenharia da miss\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o a trabalhar a todo o vapor nos preparativos para o DR4 (Data Release 4) do Gaia, previsto para 2026. O volume e a qualidade dos dados melhoram a cada lan\u00e7amento e o DR4, com uma previs\u00e3o de 500 TB de dados, n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, cobrir\u00e1 os primeiros 5,5 anos da miss\u00e3o, o que corresponde \u00e0 sua dura\u00e7\u00e3o inicialmente prevista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este \u00e9 o lan\u00e7amento de dados do Gaia que a comunidade tem estado \u00e0 espera e \u00e9 emocionante pensar que s\u00f3 cobre metade dos dados recolhidos&#8221;, afirma Antonella Vallenari, Vice-Presidente do DPAC no INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico de P\u00e1dua, It\u00e1lia. &#8220;Apesar da miss\u00e3o ter agora parado de recolher dados, a nossa atividade continuar\u00e1 a ser normal durante muitos anos, \u00e0 medida que preparamos estes incr\u00edveis conjuntos de dados para utiliza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DR4 do Gaia vai alargar o seu cat\u00e1logo de estrelas bin\u00e1rias, o maior cat\u00e1logo deste tipo at\u00e9 \u00e0 data. O Gaia tem uma capacidade \u00fanica para detetar os pequenos movimentos de pares de objetos celestes que orbitam perto um do outro e j\u00e1 detetou companheiros anteriormente ocultos em torno de estrelas brilhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prop\u00f3sito, a \u00faltima observa\u00e7\u00e3o do Gaia, de 10 de janeiro, foi do par bin\u00e1rio 61 Cygni. Esta estrela emblem\u00e1tica atraiu a aten\u00e7\u00e3o dos astr\u00f3nomos do s\u00e9culo XIX, tendo produzido algumas das primeiras medi\u00e7\u00f5es de movimento pr\u00f3prio e de paralaxe, t\u00e9cnicas utilizadas pelo Gaia em cerca de dois mil milh\u00f5es de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas exoplanet\u00e1rias do Gaia tamb\u00e9m dever\u00e3o aumentar com os pr\u00f3ximos conjuntos de dados, gra\u00e7as ao per\u00edodo de tempo mais longo das observa\u00e7\u00f5es, que torna muito mais f\u00e1cil detetar estrelas &#8220;oscilantes&#8221;, suavemente puxadas por planetas em \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Durante os pr\u00f3ximos meses continuaremos a transferir todos os dados do Gaia e, ao mesmo tempo, as equipas de processamento ir\u00e3o acelerar os preparativos para a quinta e \u00faltima grande publica\u00e7\u00e3o de dados no final desta d\u00e9cada, cobrindo a totalidade dos 10,5 anos de dados da miss\u00e3o&#8221;, diz Rocio Guerra, chefe da equipa de opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do Gaia, baseada no ESAC (European Space Astronomy Centre) da ESA, perto de Madrid, Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto ir\u00e1 concluir um incr\u00edvel esfor\u00e7o coordenado entre centenas de especialistas do centro de opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas aqui no ESAC, a equipa de opera\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o que controla o Gaia a partir do Centro Europeu de Opera\u00e7\u00f5es Espaciais da ESA na Alemanha, e o enorme cons\u00f3rcio de especialistas em processamento de dados, que juntos asseguraram o bom funcionamento desta bela miss\u00e3o durante tanto tempo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O plano de reforma do Gaia<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2022\/06\/gaia_observes_the_milky_way\/24305944-1-eng-GB\/Gaia_observes_the_Milky_Way.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ed\/40\/FMBgRc66_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite Gaia da ESA a observar a Via L\u00e1ctea. A imagem de fundo do c\u00e9u \u00e9 compilada a partir de dados de mais de 1,8 mil milh\u00f5es de estrelas. Mostra o brilho total e a cor das estrelas observadas pelo Gaia, divulgados como parte do EDR3 (Early Data Release 3) do Gaia em dezembro de 2020.<br>Cr\u00e9dito: sat\u00e9lite &#8211; ESA\/ATG medialab; Via L\u00e1ctea &#8211; ESA\/Gaia\/DPAC; reconhecimento &#8211; A. Moitinho<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas tenham chegado ao fim, come\u00e7a agora um curto per\u00edodo de testes tecnol\u00f3gicos. Os testes t\u00eam o potencial de melhorar ainda mais as calibra\u00e7\u00f5es do Gaia, aprender mais sobre o comportamento de certas tecnologias ap\u00f3s dez anos no espa\u00e7o e at\u00e9 ajudar no design de futuras miss\u00f5es espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s v\u00e1rias semanas de testes, o Gaia deixar\u00e1 a sua \u00f3rbita atual em torno do ponto L2 de Lagrange, a 1,5 milh\u00f5es de km da Terra na dire\u00e7\u00e3o oposta ao Sol, para ser colocado na sua \u00f3rbita helioc\u00eantrica final, longe da esfera de influ\u00eancia da Terra. A nave espacial ser\u00e1 desativada no dia 27 de mar\u00e7o de 2025, para evitar qualquer dano ou interfer\u00eancia com outras naves espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Diga adeus ao observat\u00f3rio Gaia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante os testes tecnol\u00f3gicos, a orienta\u00e7\u00e3o do Gaia ser\u00e1 alterada, o que significa que se tornar\u00e1 temporariamente v\u00e1rias magnitudes mais brilhante, facilitando em muito as observa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de pequenos telesc\u00f3pios (n\u00e3o ser\u00e1 vis\u00edvel a olho nu). Foi criado um guia para localizar o Gaia e os astr\u00f3nomos amadores est\u00e3o convidados a partilhar as suas observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Gaia vai presentear-nos com esta \u00faltima surpresa quando nos despedirmos, brilhando entre as estrelas antes da sua merecida reforma&#8221;, conclui Uwe Lammers, gestor da miss\u00e3o Gaia. &#8220;\u00c9 um momento para celebrar esta miss\u00e3o transformadora e agradecer a todas as equipas por mais de uma d\u00e9cada de trabalho \u00e1rduo a operar o Gaia, a planear as suas observa\u00e7\u00f5es e a garantir que os seus preciosos dados s\u00e3o transmitidos sem problemas para a Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The best Milky Way animation, by Gaia\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wEZBNsU4dMU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Gaia\/Last_starlight_for_ground-breaking_Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/observe-gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Localize o Gaia (guia da ESA para astr\u00f3nomos amadores)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/technology-tests\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Os testes de tecnologia do Gaia (ESA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina da ESA para a comunidade cient\u00edfica<\/a><br><a href=\"https:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia (ESA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3 de Sagit\u00e1rio:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solstation.com\/x-objects\/sag-deg.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SolStation.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_Dwarf_Spheroidal_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia-Salsicha-Enc\u00e9lado:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_Sausage\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia BH1:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.cds.unistra.fr\/simbad\/sim-basic?Ident=Gaia+DR3+4373465352415301632&amp;submit=SIMBAD+search\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_BH1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia BH2:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/simbad.cds.unistra.fr\/simbad\/sim-id?Ident=UCAC4+154-126202\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_BH2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia BH3:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/simbad.cds.unistra.fr\/simbad\/sim-id?Ident=LS+II++14+13\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_BH3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa estelar (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>61 Cygni:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/61_Cygni\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O observat\u00f3rio espacial Gaia da ESA completou a fase de varrimento do c\u00e9u, acumulando mais de tr\u00eas bili\u00f5es de observa\u00e7\u00f5es de cerca de dois mil milh\u00f5es de estrelas e outros objetos ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, a fim de revolucionar a vis\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia natal e da vizinhan\u00e7a c\u00f3smica.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7703,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,60,1,59],"tags":[1738,192,311,1509,1510,1740,511,939,180],"class_list":["post-7702","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-galaxias","category-telescopios-profissionais","category-via-lactea","tag-61-cygni","tag-buraco-negro","tag-gaia","tag-gaia-bh1","tag-gaia-bh2","tag-gaia-bh3","tag-gaia-encelado","tag-salsicha-gaia","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7702"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7702\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7704,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7702\/revisions\/7704"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}