{"id":7560,"date":"2024-12-27T07:16:33","date_gmt":"2024-12-27T06:16:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7560"},"modified":"2024-12-27T07:16:34","modified_gmt":"2024-12-27T06:16:34","slug":"equipa-liga-agua-do-cometa-67p-aos-oceanos-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/12\/27\/equipa-liga-agua-do-cometa-67p-aos-oceanos-da-terra\/","title":{"rendered":"Equipa liga \u00e1gua do cometa 67P aos oceanos da Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/41\/8c\/99kpy4mW_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/41\/8c\/99kpy4mW_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem, obtida pela c\u00e2mara de navega\u00e7\u00e3o da Rosetta da ESA, foi obtida a cerca de 85 quil\u00f3metros do centro do cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko no dia 14 de mar\u00e7o de 2015. A imagem foi processada para real\u00e7ar os detalhes da atividade do cometa.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Rosetta\/NAVCAM<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores descobriram que a \u00e1gua do cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko tem uma assinatura molecular semelhante \u00e0 da \u00e1gua dos oceanos da Terra. Contrariando alguns resultados recentes, esta descoberta reabre a hip\u00f3tese de cometas da fam\u00edlia de J\u00fapiter, como 67P, poderem ter ajudado a trazer \u00e1gua para a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua foi essencial para que a vida se formasse e florescesse na Terra e continua a ser fundamental para a vida terrestre atual. Embora fosse prov\u00e1vel que existisse alguma \u00e1gua no g\u00e1s e na poeira a partir dos quais o nosso planeta se materializou h\u00e1 cerca de 4,6 mil milh\u00f5es de anos, grande parte da \u00e1gua ter-se-ia vaporizado porque a Terra se formou perto do calor intenso do Sol. A forma como a Terra se tornou rica em \u00e1gua l\u00edquida continua a ser uma fonte de debate para os cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o mostrou que alguma da \u00e1gua da Terra teve origem no vapor libertado pelos vulc\u00f5es; esse vapor condensou-se e choveu nos oceanos. Mas os cientistas descobriram evid\u00eancias de que uma parte substancial dos nossos oceanos prov\u00e9m do gelo e dos minerais dos asteroides, e possivelmente dos cometas, que colidiram com a Terra. Uma onda de colis\u00f5es de cometas e asteroides com os planetas interiores do Sistema Solar h\u00e1 4 mil milh\u00f5es de anos teria tornado isto poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a liga\u00e7\u00e3o entre a \u00e1gua dos asteroides e a da Terra seja forte, o papel dos cometas tem intrigado os cientistas. V\u00e1rias medi\u00e7\u00f5es de cometas da fam\u00edlia de J\u00fapiter &#8211; que cont\u00eam material primitivo dos prim\u00f3rdios do Sistema Solar e que se pensa terem sido formados para al\u00e9m da \u00f3rbita de Saturno &#8211; mostraram uma forte liga\u00e7\u00e3o entre a sua \u00e1gua e a da Terra. Esta liga\u00e7\u00e3o baseia-se numa assinatura molecular chave que os cientistas utilizam para rastrear a origem da \u00e1gua pelo Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta assinatura \u00e9 o r\u00e1cio entre o deut\u00e9rio (D) e o hidrog\u00e9nio normal (H) na \u00e1gua de qualquer objeto, e d\u00e1 aos cientistas pistas sobre o local onde esse objeto se formou. O deut\u00e9rio \u00e9 um tipo raro e mais pesado &#8211; ou is\u00f3topo &#8211; de hidrog\u00e9nio. Quando comparado com a \u00e1gua da Terra, este r\u00e1cio de hidrog\u00e9nio nos cometas e asteroides pode revelar se existe uma liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como a \u00e1gua com deut\u00e9rio tem maior probabilidade de se formar em ambientes frios, h\u00e1 uma maior concentra\u00e7\u00e3o do is\u00f3topo em objetos que se formaram longe do Sol, como os cometas, do que em objetos que se formaram mais perto do Sol, como os asteroides.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medi\u00e7\u00f5es, efetuadas nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, do deut\u00e9rio no vapor de \u00e1gua de v\u00e1rios outros cometas da fam\u00edlia de J\u00fapiter revelaram n\u00edveis semelhantes aos da \u00e1gua da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Come\u00e7ava a parecer que estes cometas desempenhavam um papel importante no transporte de \u00e1gua para a Terra&#8221;, disse Kathleen Mandt, cientista planet\u00e1ria do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. Mandt liderou a investiga\u00e7\u00e3o, publicada na revista Science Advances a 13 de novembro, que rev\u00ea a abund\u00e2ncia de deut\u00e9rio no cometa 67P.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2014, a miss\u00e3o Rosetta da ESA a 67P desafiou a ideia de que os cometas da fam\u00edlia de J\u00fapiter ajudaram a encher o reservat\u00f3rio de \u00e1gua da Terra. Os cientistas que analisaram as medi\u00e7\u00f5es de \u00e1gua obtidas pela Rosetta encontraram a maior concentra\u00e7\u00e3o de deut\u00e9rio de qualquer cometa e cerca de tr\u00eas vezes mais deut\u00e9rio do que nos oceanos da Terra, que t\u00eam cerca de 1 \u00e1tomo de deut\u00e9rio por cada 6420 \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi uma grande surpresa e fez-nos repensar tudo&#8221;, disse Mandt.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Mandt decidiu utilizar uma t\u00e9cnica avan\u00e7ada de computa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica para automatizar o laborioso processo de isolamento da \u00e1gua rica em deut\u00e9rio em mais de 16.000 medi\u00e7\u00f5es da Rosetta. A Rosetta efetuou estas medi\u00e7\u00f5es na &#8220;cabeleira&#8221; de g\u00e1s e poeira que rodeia o cometa 67P. A equipa de Mandt, que inclu\u00eda cientistas da Rosetta, foi a primeira a analisar todas as medi\u00e7\u00f5es de \u00e1gua da miss\u00e3o europeia ao longo de toda a miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores queriam compreender quais os processos f\u00edsicos que causavam a variabilidade nas raz\u00f5es isot\u00f3picas de hidrog\u00e9nio medidas nos cometas. Estudos laboratoriais e observa\u00e7\u00f5es de cometas mostraram que a poeira comet\u00e1ria pode afetar as leituras do r\u00e1cio de hidrog\u00e9nio que os cientistas detetam no vapor do cometa, o que pode alterar a nossa compreens\u00e3o da origem da \u00e1gua do cometa e da sua compara\u00e7\u00e3o com a \u00e1gua da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Por isso, estava curiosa para saber se encontr\u00e1vamos evid\u00eancias de que isso acontecia no cometa 67P&#8221;, disse Mandt. &#8220;E este \u00e9 um daqueles casos muito raros em que se prop\u00f5e uma hip\u00f3tese e se descobre que ela est\u00e1 realmente a acontecer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De facto, a equipa de Mandt encontrou uma liga\u00e7\u00e3o clara entre as medi\u00e7\u00f5es de deut\u00e9rio na cabeleira de 67P e a quantidade de poeira \u00e0 volta da nave espacial Rosetta, mostrando que as medi\u00e7\u00f5es feitas perto da nave espacial em algumas partes da cabeleira podem n\u00e3o ser representativas da composi\u00e7\u00e3o do corpo do cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que um cometa se move na sua \u00f3rbita para mais perto do Sol, a sua superf\u00edcie aquece, provocando a liberta\u00e7\u00e3o de g\u00e1s da superf\u00edcie, incluindo poeira com peda\u00e7os de \u00e1gua gelada. A \u00e1gua com deut\u00e9rio adere mais facilmente aos gr\u00e3os de poeira do que a \u00e1gua normal, sugere a investiga\u00e7\u00e3o. Quando o gelo destes gr\u00e3os de poeira \u00e9 libertado para a cabeleira, este efeito pode fazer com que o cometa pare\u00e7a ter mais deut\u00e9rio do que tem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mandt e a sua equipa referiram que, quando a poeira chega \u00e0 parte exterior da cabeleira, a pelo menos 120 quil\u00f3metros do corpo do cometa, j\u00e1 est\u00e1 seca. Com o desaparecimento da \u00e1gua rica em deut\u00e9rio, uma nave espacial pode medir com precis\u00e3o a quantidade de deut\u00e9rio proveniente do corpo do cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta, dizem os autores do artigo cient\u00edfico, tem grandes implica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 para a compreens\u00e3o do papel dos cometas no fornecimento de \u00e1gua \u00e0 Terra, mas tamb\u00e9m para a compreens\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es de cometas que fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto significa que h\u00e1 uma grande oportunidade para rever as nossas observa\u00e7\u00f5es passadas e preparar as futuras, de modo a podermos ter em conta os efeitos da poeira&#8221;, disse Mandt.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rosetta Mission Asks: What Are Comets Made Of?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/n-Dba3Tx-FY?list=PLTiv_XWHnOZpvw5DLyh1xYARytUswtbJP\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/solar-system\/comets\/nasa-led-team-links-comet-water-to-earths-oceans\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.adp2191\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planeta Terra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/earth\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Origin_of_water_on_Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Origem da \u00e1gua da Terra (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/67P\/Churyumov%E2%80%93Gerasimenko\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/rosetta\/14615-comet-67p\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Rosetta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaMI\/Rosetta\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/blogs.esa.int\/rosetta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog da Rosetta &#8211; ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/imagearchives.esac.esa.int\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de imagens<\/a><br><a href=\"https:\/\/archives.esac.esa.int\/psa\/#!Table%20View\/Rosetta=mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dados da miss\u00e3o<\/a><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/missions\/rosetta-philae\/in-depth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/ESA_Rosetta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RosettaMission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rosetta_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem, obtida pela c\u00e2mara de navega\u00e7\u00e3o da Rosetta da ESA, foi obtida a cerca de 85 quil\u00f3metros do centro do cometa 67P\/Churyumov-Gerasimenko no dia 14 de mar\u00e7o de 2015. 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