{"id":7548,"date":"2024-12-24T07:07:52","date_gmt":"2024-12-24T06:07:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7548"},"modified":"2024-12-24T07:07:53","modified_gmt":"2024-12-24T06:07:53","slug":"a-maior-e-mais-antiga-cratera-da-lua-e-mais-circular-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/12\/24\/a-maior-e-mais-antiga-cratera-da-lua-e-mais-circular-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"A maior e mais antiga cratera da Lua \u00e9 mais circular do que se pensava"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rRHEoLlt_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"983\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rRHEoLlt_o-1024x983.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7549\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rRHEoLlt_o-1024x983.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rRHEoLlt_o-300x288.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rRHEoLlt_o-768x737.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rRHEoLlt_o.jpg 1063w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um modelo topogr\u00e1fico da Lua utilizando uma escala de cores do roxo (baixo) ao vermelho (alto) com base em dados recolhidos pela LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA e pela Kaguya da JAXA. Esta \u00e9 uma vista global que mostra a totalidade da bacia do Polo Sul-Aitken. Os tri\u00e2ngulos assinalam as caracter\u00edsticas montanhosas que se podem encontrar em toda a bacia.<br>Cr\u00e9dito: Hannes Bernhardt<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bacia do Polo Sul-Aitken \u00e9 a maior e mais antiga cratera vis\u00edvel da Lua &#8211; uma enorme ferida geol\u00f3gica com quatro mil milh\u00f5es de anos que preserva segredos sobre o in\u00edcio da hist\u00f3ria da Lua, tal como uma c\u00e1psula lunar do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base em algumas caracter\u00edsticas da bacia, os investigadores pensaram que a cratera tinha a forma de uma oval ou elipse. Durante anos, os cientistas pensaram que esta enorme cratera tinha sido formada por um objeto que embateu na Lua a partir de um \u00e2ngulo pouco profundo, possivelmente t\u00e3o extremo como uma pedra a saltar sobre a \u00e1gua. De acordo com esta teoria, muito poucos detritos do impacto teriam sido espalhados pelo polo sul lunar, que \u00e9 a regi\u00e3o de aterragem das pr\u00f3ximas miss\u00f5es Artemis para o regresso de humanos \u00e0 superf\u00edcie do nosso sat\u00e9lite natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas um novo estudo realizado pela Universidade de Maryland e publicado na revista Earth and Planetary Science Letters sugere que o impacto pode ter sido muito mais direto, dando origem a uma cratera muito mais redonda &#8211; uma descoberta que desafia a nossa atual compreens\u00e3o da hist\u00f3ria da Lua, com implica\u00e7\u00f5es significativas para as futuras miss\u00f5es da NASA \u00e0 Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 um desafio estudar a bacia do Polo Sul-Aitken de forma hol\u00edstica devido \u00e0 sua enorme dimens\u00e3o, raz\u00e3o pela qual os cientistas ainda est\u00e3o a tentar conhecer a sua forma e tamanho. Al\u00e9m disso, passaram quatro mil milh\u00f5es de anos desde que a bacia se formou originalmente e muitos outros impactos obscureceram o seu aspeto original&#8221;, explicou o autor principal do estudo, Hannes Bernhardt, investigador assistente do Departamento de Geologia da Universidade de Maryland, EUA. &#8220;O nosso trabalho desafia muitas ideias existentes sobre a forma como este impacto massivo ocorreu e distribuiu os materiais, mas estamos agora um passo mais perto de compreender melhor a hist\u00f3ria inicial da Lua e a sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo do tempo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando dados de alta resolu\u00e7\u00e3o da LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA, Bernhardt e a sua equipa desenvolveram uma abordagem inovadora para compreender a estrutura complexa da bacia do Polo Sul-Aitken. Identificaram e analisaram mais de 200 forma\u00e7\u00f5es montanhosas espalhadas pela bacia, caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas que a equipa suspeitava serem vest\u00edgios antigos do impacto original. A partir da distribui\u00e7\u00e3o e forma dessas caracter\u00edsticas montanhosas, a equipa percebeu que o impacto deveria ter criado uma cratera mais circular, a partir da qual peda\u00e7os significativos de material de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria foram dispersos pela superf\u00edcie da Lua, incluindo a regi\u00e3o do Polo Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma forma mais redonda e circular indica que um objeto atingiu a superf\u00edcie da Lua num \u00e2ngulo mais vertical, possivelmente semelhante a deixar cair uma pedra diretamente no ch\u00e3o&#8221;, disse Bernhardt. &#8220;Este impacto circular implica que os detritos do impacto est\u00e3o distribu\u00eddos de forma mais igual \u00e0 sua volta do que se pensava inicialmente, o que significa que os astronautas da Artemis ou os rob\u00f4s na regi\u00e3o do polo sul poder\u00e3o ser capazes de estudar de perto rochas das profundezas do manto ou da crosta lunar &#8211; materiais a que normalmente n\u00e3o temos acesso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas rochas lunares podem fornecer informa\u00e7\u00f5es cruciais sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da Lua e ajudar a validar teorias sobre como a Lua pode ter sido formada a partir de uma colis\u00e3o massiva entre a Terra e outro objeto de tamanho planet\u00e1rio. Recentemente, o rover indiano Chandrayaan-3 detetou minerais indicativos de detritos de impacto provenientes do manto perto do polo sul, apoiando a teoria da equipa da Universidade de Maryland sobre um impacto mais vertical formando uma bacia circular que seria necess\u00e1ria para pulverizar esse material nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bernhardt pensa que a investiga\u00e7\u00e3o da sua equipa fornece informa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas para futuras miss\u00f5es \u00e0 Lua, ajudando os planeadores de miss\u00f5es e os astronautas a identificar as \u00e1reas a explorar e os materiais que poder\u00e3o encontrar. Uma camada espessa e rica em materiais da crosta inferior e do manto superior pode oferecer um acesso sem precedentes \u00e0 complexa hist\u00f3ria geol\u00f3gica da Lua, podendo lan\u00e7ar luz n\u00e3o s\u00f3 sobre a forma\u00e7\u00e3o da Lua, mas tamb\u00e9m sobre os eventos transformadores que moldaram o nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma das implica\u00e7\u00f5es mais interessantes da nossa investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 a sua aplicabilidade a miss\u00f5es \u00e0 Lua e mais al\u00e9m&#8221;, disse Bernhardt. &#8220;Os astronautas que exploram o polo sul lunar poder\u00e3o ter acesso mais f\u00e1cil a materiais lunares antigos que nos poder\u00e3o ajudar a compreender como surgiu a Lua e o nosso Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/cmns.umd.edu\/news-events\/news\/moons-biggest-and-most-ancient-crater-more-circular-previously-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0012821X24005557\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Earth and Planetary Science Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bacia do Polo Sul-Aitken:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/South_Pole%E2%80%93Aitken_basin\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lunar Reconnaissance Orbiter:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/LRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lunar_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa Artemis:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/specials\/artemis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Artemis_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/artemis-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Artemis I (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Artemis_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Artemis I (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/nasa-s-first-flight-with-crew-important-step-on-long-term-return-to-the-moon-missions-to\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Artemis II (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Artemis_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Artemis II (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Artemis_3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Artemis III (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAArtemis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAArtemis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasaartemis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Chandrayaan-3:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.isro.gov.in\/Chandrayaan3_Details.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ISRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandrayaan-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um modelo topogr\u00e1fico da Lua utilizando uma escala de cores do roxo (baixo) ao vermelho (alto) com base em dados recolhidos pela LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA e pela Kaguya da JAXA. 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