{"id":7539,"date":"2024-12-20T07:15:34","date_gmt":"2024-12-20T06:15:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7539"},"modified":"2024-12-20T07:15:35","modified_gmt":"2024-12-20T06:15:35","slug":"uma-refusao-da-superficie-lunar-acrescenta-uma-ruga-ao-misterio-da-verdadeira-idade-da-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/12\/20\/uma-refusao-da-superficie-lunar-acrescenta-uma-ruga-ao-misterio-da-verdadeira-idade-da-lua\/","title":{"rendered":"Uma &#8220;refus\u00e3o&#8221; da superf\u00edcie lunar acrescenta uma &#8220;ruga&#8221; ao mist\u00e9rio da verdadeira idade da Lua"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/p94n8hfY_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/p94n8hfY_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7540\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/p94n8hfY_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/p94n8hfY_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/p94n8hfY_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/p94n8hfY_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica do aspeto da Lua durante o evento de aquecimento de mar\u00e9. Teria havido intensa atividade vulc\u00e2nica por todo o lado. A Terra primitiva teria aparecido muito maior no c\u00e9u porque estava mais pr\u00f3xima.\nCr\u00e9dito: Alexey Chizhik\/Instituto Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito sobre a Lua permanece envolto em mist\u00e9rio, incluindo a sua idade. An\u00e1lises de amostras trazidas da superf\u00edcie lunar indicam que a nossa companheira celeste pode ter cerca de 4,35 mil milh\u00f5es de anos, o que significa que surgiu cerca de 200 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas este imenso desfasamento n\u00e3o agrada a alguns cientistas. Durante os primeiros tempos do Sistema Solar, os detritos e os corpos planet\u00e1rios colidiram e coalesceram para formar planetas. Por volta dos 200 milh\u00f5es de anos, a maior parte destes detritos ca\u00f3ticos tinha sido arrastada para corpos maiores. Assim, muitos cientistas que simulam a evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar consideram improv\u00e1vel a ideia de uma colis\u00e3o massiva que tenha formado a Lua t\u00e3o tarde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num &#8220;artigo de ideias&#8221; publicado dia 18 de dezembro na revista Nature, o professor Francis Nimmo da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz e os seus coautores prop\u00f5em uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para esta discrep\u00e2ncia: a Lua teria sofrido uma nova fus\u00e3o h\u00e1 4,35 mil milh\u00f5es de anos, devido \u00e0 atra\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s da Terra, que provocou uma convuls\u00e3o geol\u00f3gica generalizada e um aquecimento intenso. Segundo os autores, esta segunda fus\u00e3o teria &#8220;reiniciado&#8221; a idade das rochas lunares &#8211; ocultando a verdadeira idade da Lua com o que poderia ser comparado a uma cirurgia pl\u00e1stico-vulc\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Prevemos que n\u00e3o devem haver rochas lunares com mais de 4,35 mil milh\u00f5es de anos, porque devem ter sofrido o mesmo processo de &#8216;reset'&#8221;, disse Nimmo, professor de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias. &#8220;Como este aquecimento foi global, n\u00e3o se devem encontrar rochas na Lua que sejam significativamente mais antigas do que isso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A Lua como microcosmo do cosmos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lua fascina a humanidade h\u00e1 mil\u00e9nios e, nos \u00faltimos s\u00e9culos, as pessoas come\u00e7aram a perguntar-se como &#8211; e quando &#8211; a Lua se formou. Uma das raz\u00f5es para enviar astronautas \u00e0 Lua foi para responder a esta pergunta. A Lua tamb\u00e9m serve como um degrau luminoso para compreender objetos mais distantes. Mas, se n\u00e3o conseguimos determinar a idade da Lua, como podemos ter a certeza da idade exata de qualquer coisa para l\u00e1 dela?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que a Lua nasceu de uma colis\u00e3o entre a Terra primitiva e um protoplaneta da dimens\u00e3o de Marte &#8211; o \u00faltimo impacto gigante na hist\u00f3ria do nosso planeta. A data deste evento foi estimada atrav\u00e9s da data\u00e7\u00e3o de amostras lunares que se presume terem sido cristalizadas a partir do oceano de magma lunar que existiu ap\u00f3s o impacto, situando a idade da Lua em cerca de 4,35 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, esta idade n\u00e3o explica v\u00e1rias discrep\u00e2ncias com modelos t\u00e9rmicos e outras evid\u00eancias, como as idades de alguns minerais de zirc\u00e3o na superf\u00edcie lunar, que sugerem que a Lua poderia ter at\u00e9 4,51 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nimmo e os seus colegas colocam a hip\u00f3tese de que um evento de refus\u00e3o, impulsionado pela evolu\u00e7\u00e3o orbital da Lua, poderia explicar a ocorr\u00eancia frequente de rochas com cerca de 4,35 mil milh\u00f5es de anos &#8211; como as recolhidas pelas miss\u00f5es Apollo dos EUA e outras &#8211; e n\u00e3o a primeira solidifica\u00e7\u00e3o do oceano lunar de magma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o seu artigo cient\u00edfico, os autores utilizaram modelos para mostrar que a Lua pode ter sofrido aquecimento de mar\u00e9 suficiente para causar esta segunda fus\u00e3o h\u00e1 cerca de 4,35 mil milh\u00f5es de anos, o que poderia &#8220;reiniciar&#8221; a idade aparente de forma\u00e7\u00e3o destas amostras lunares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma m\u00e1scara enganadora de magma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aquecimento de mar\u00e9 \u00e9 um processo no qual as for\u00e7as gravitacionais entre dois corpos celestes causam fric\u00e7\u00e3o interna que leva a um aquecimento intenso. No caso da Lua, este efeito foi provavelmente mais pronunciado no in\u00edcio da sua hist\u00f3ria, quando estava mais pr\u00f3xima da Terra. De acordo com os modelos mais recentes, durante certos per\u00edodos dos seus primeiros anos, a \u00f3rbita da Lua teria sido inst\u00e1vel, fazendo com que sofresse for\u00e7as de mar\u00e9 intensas da Terra que poderiam ter levado a eventos de aquecimento significativos, alterando drasticamente a geologia da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o estabelece paralelos entre este hipot\u00e9tico evento de aquecimento na Lua e a atual atividade vulc\u00e2nica observada na lua de J\u00fapiter, Io, que \u00e9 conhecida como o corpo mais vulcanicamente ativo do Sistema Solar. A atividade vulc\u00e2nica em Io \u00e9 impulsionada por for\u00e7as de mar\u00e9 semelhantes \u00e0s que podem ter marcado o in\u00edcio da hist\u00f3ria da Lua, com atividade vulc\u00e2nica generalizada e a superf\u00edcie a ser constantemente remodelada por erup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores tamb\u00e9m afirmam que a refus\u00e3o da Lua explicaria o facto de existirem menos bacias lunares de impacto dos primeiros bombardeamentos do que seria de esperar, uma vez que teriam sido apagadas durante um evento de aquecimento. Os autores afirmam que esta explica\u00e7\u00e3o sugeriria que a forma\u00e7\u00e3o da Lua ocorreu h\u00e1 4,43 -4,53 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, no limite superior das estimativas anteriores de idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nimmo disse que a pr\u00f3xima fase da investiga\u00e7\u00e3o vai envolver simula\u00e7\u00f5es mais complexas para refinar a compreens\u00e3o de como o aquecimento de mar\u00e9 pode ter feito &#8220;reset&#8221; ao rel\u00f3gio geol\u00f3gico da Lua. Isto, juntamente com amostras lunares adicionais de futuras miss\u00f5es, dever\u00e1 lan\u00e7ar mais luz sobre a verdadeira idade da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por isso que a recente entrega de amostras lunares pela miss\u00e3o Chang&#8217;e 6 da China \u00e9 motivo de grande entusiasmo. Estas amostras, recolhidas no lado oculto da Lua, fornecer\u00e3o dados valiosos para compreender os processos que moldaram a sua hist\u00f3ria. Os investigadores est\u00e3o particularmente ansiosos por ver se estas novas amostras apoiam a ideia de um evento de &#8220;reset&#8221; global causado pelo aquecimento de mar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Nimmo tamb\u00e9m imagina modelos mais detalhados para explorar melhor os efeitos do aquecimento de mar\u00e9 na geologia da Lua. Embora os modelos iniciais sejam prometedores, ser\u00e3o necess\u00e1rias simula\u00e7\u00f5es mais complexas e realistas para compreender plenamente o alcance destes fen\u00f3menos de aquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma nova era de investiga\u00e7\u00e3o lunar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este artigo cient\u00edfico n\u00e3o s\u00f3 oferece uma nova perspetiva sobre o passado da Lua, como tamb\u00e9m abre a porta a investiga\u00e7\u00f5es mais subtis sobre a sua forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o. A intera\u00e7\u00e3o entre a geoqu\u00edmica e as simula\u00e7\u00f5es est\u00e1 a ajudar os cientistas a preencher as lacunas da hist\u00f3ria lunar, com o aquecimento de mar\u00e9 a emergir como um mecanismo crucial para compreender as caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c0 medida que mais dados se tornam dispon\u00edveis &#8211; particularmente de miss\u00f5es lunares atuais e futuras &#8211; a compreens\u00e3o do passado da Lua continuar\u00e1 a evoluir&#8221;, disse Nimmo. &#8220;Esperamos que as nossas descobertas suscitem mais discuss\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, conduzindo, em \u00faltima an\u00e1lise, a uma imagem mais clara do lugar da Lua na hist\u00f3ria mais alargada do nosso Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2024\/12\/moon-age-remelting.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/23926372\/old-moon-with-a-young-crust\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Sociedade Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-08231-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.astronomy.com\/science\/earths-gravity-gave-the-moon-an-early-facelift\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/the-universe\/moon\/the-moon-may-be-100-million-years-older-than-we-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-moon-is-much-older-than-we-thought-new-research-suggests\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceAlert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-12-moon-young-crust-violent-volcanism.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/apollo-crystals-reveal-the-moons-true-age-2000540378\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Origin_of_the_Moon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A origem da Lua (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Zirc\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zircon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa Apollo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/history.nasa.gov\/apollo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apollo_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Chang&#8217;e-6:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chang'e_6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o art\u00edstica do aspeto da Lua durante o evento de aquecimento de mar\u00e9. Teria havido intensa atividade vulc\u00e2nica por todo o lado. A Terra primitiva teria aparecido muito maior no c\u00e9u porque estava mais pr\u00f3xima. Cr\u00e9dito: Alexey Chizhik\/Instituto Max Planck para a Investiga\u00e7\u00e3o do Sistema Solar Muito sobre a Lua permanece envolto em mist\u00e9rio, incluindo &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7540,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[152,482],"class_list":["post-7539","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-lua","tag-programa-apollo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7539"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7539\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7541,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7539\/revisions\/7541"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7540"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}