{"id":7532,"date":"2024-12-17T07:14:05","date_gmt":"2024-12-17T06:14:05","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7532"},"modified":"2024-12-17T07:14:06","modified_gmt":"2024-12-17T06:14:06","slug":"uma-explosao-provocada-por-um-buraco-negro-a-engolir-uma-estrela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/12\/17\/uma-explosao-provocada-por-um-buraco-negro-a-engolir-uma-estrela\/","title":{"rendered":"Uma explos\u00e3o provocada por um buraco negro a engolir uma estrela"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/sites\/default\/files\/images\/inline-images\/agujero_negro_engulle_estrella_4K.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ZXDTHjOS_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7533\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ZXDTHjOS_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ZXDTHjOS_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ZXDTHjOS_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ZXDTHjOS_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Recria\u00e7\u00e3o da explos\u00e3o identificada como CSS161010, na qual um pequeno buraco negro engole uma estrela.\nCr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez (IAC)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa cient\u00edfica internacional, liderada pelo IEEC (Institut d&#8217;Estudis Espacials de Catalunya) e pelo ICE-CSIC (Institut de Ci\u00e8ncies de l&#8217;Espai &#8211; Consejo Superior de Investigaciones Cient\u00edficas), conseguiu detetar uma explos\u00e3o c\u00f3smica excecionalmente r\u00e1pida e brilhante numa pequena gal\u00e1xia situada a 500 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Esta descoberta foi publicada na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A explos\u00e3o, identificada como CSS161010, atingiu o seu brilho m\u00e1ximo em apenas 4 dias e desceu para metade em apenas 2,5 dias, o que significou que tanto a sua descoberta como as subsequentes observa\u00e7\u00f5es da sua evolu\u00e7\u00e3o se tornaram um marco cient\u00edfico e um desafio para a equipa de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O evento CSS161010 foi descoberto pelo CRTS (Catalina Real-Time Transient Survey), com uma dete\u00e7\u00e3o anterior reportada pelo ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for SuperNovae). O seu posterior seguimento, que permitiu a sua caracteriza\u00e7\u00e3o, foi efetuado com telesc\u00f3pios como o GTC (Gran Telescopio Canarias) e o NOT (Nordic Optical Telescope), ambos instalados no Observat\u00f3rio Roque de Los Muchachos do IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias), localizado no munic\u00edpio de Garaf\u00eda em La Palma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes tipos de fen\u00f3menos c\u00f3smicos de evolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida t\u00eam sido muito dif\u00edceis de estudar devido \u00e0 sua natureza. No entanto, as t\u00e9cnicas modernas e os instrumentos mais avan\u00e7ados permitem estud\u00e1-los gra\u00e7as \u00e0 melhoria do campo de vis\u00e3o e \u00e0 capacidade de captar imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o com os telesc\u00f3pios utilizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 \u00e0 data, foram detetadas apenas uma d\u00fazia de explos\u00f5es c\u00f3smicas com estas caracter\u00edsticas em termos de brilho e evolu\u00e7\u00e3o, mas a sua origem continua a ser um completo mist\u00e9rio. No entanto, a equipa de investigadores liderada por Claudia Guti\u00e9rrez pensa que, pela primeira vez, as propriedades espetrais \u00fanicas de CSS161010 fornecem pistas importantes sobre a sua origem f\u00edsica e a sua an\u00e1lise sugere que \u00e9, de facto, o resultado de um pequeno buraco negro a engolir uma estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta conclus\u00e3o foi alcan\u00e7ada porque a equipa encontrou linhas largas de hidrog\u00e9nio que mostram uma velocidade muito elevada, at\u00e9 10% da velocidade da luz, e uma evolu\u00e7\u00e3o sem precedentes. Dois meses ap\u00f3s o in\u00edcio do surto, o brilho do objeto tinha diminu\u00eddo 900 vezes em rela\u00e7\u00e3o ao seu m\u00e1ximo. Surpreendentemente, os espetros captados pelo GTC nessa altura revelaram que todos os perfis de linhas de hidrog\u00e9nio continuavam com um desvio para o azul, o que em astrof\u00edsica significa que se deslocam na nossa dire\u00e7\u00e3o a velocidades extremamente elevadas. Este facto indicaria um forte fluxo gasoso, algo completamente inesperado para uma supernova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrir e analisar estas explos\u00f5es c\u00f3smicas \u00e9 particularmente dif\u00edcil devido \u00e0 sua r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o. No entanto, a resposta \u00e1gil da nossa colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica permitiu-nos obter espetros de alta qualidade. Estes dados revelaram propriedades \u00fanicas nunca observadas em qualquer outro objeto, permitindo-nos restringir a natureza deste evento extraordin\u00e1rio&#8221;, explica a investigadora de p\u00f3s-doutoramento Claudia Guti\u00e9rrez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando vimos os espetros, n\u00e3o sab\u00edamos o que dizer&#8221;, diz Guti\u00e9rrez. &#8220;Nunca t\u00ednhamos encontrado um perfil de linhas de hidrog\u00e9nio com um desvio t\u00e3o grande para o azul; este desvio significava que o g\u00e1s se estaria a mover na nossa dire\u00e7\u00e3o a velocidades extremamente elevadas. Esta caracter\u00edstica foi simultaneamente surpreendente e intrigante, levando-nos a investigar poss\u00edveis liga\u00e7\u00f5es com a gal\u00e1xia onde o evento ocorreu&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c0 procura de buracos negros de massa interm\u00e9dia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A explos\u00e3o ocorreu numa gal\u00e1xia min\u00fascula com uma massa estelar cerca de 400 vezes inferior \u00e0 da nossa Via L\u00e1ctea. Por conseguinte, se a gal\u00e1xia alberga um buraco negro massivo, a sua massa tamb\u00e9m deve ser pequena, correspondendo a um buraco negro de massa interm\u00e9dia (100-100.000 massas solares).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;At\u00e9 agora, este tipo de buracos negros tem sido extremamente dif\u00edcil de identificar e os astr\u00f3nomos s\u00f3 t\u00eam conhecimento de um n\u00famero muito reduzido de casos confirmados&#8221;, explica o professor Seppo Mattila, da Universidade de Turku, na Finl\u00e2ndia, um dos principais autores do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Identificar e caracterizar buracos negros de massa interm\u00e9dia \u00e9 essencial para compreender os percursos de forma\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o dos buracos negros. De facto, s\u00e3o os blocos de constru\u00e7\u00e3o fundamentais dos buracos negros supermassivos que se encontram no centro das gal\u00e1xias, como a nossa Via L\u00e1ctea, e que se observou existirem mesmo no Universo primitivo&#8221;, acrescenta o professor Mattila.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Peter Lundqvist da Universidade de Estocolmo, que tamb\u00e9m faz parte desta equipa, acrescenta: &#8220;A forma como a emiss\u00e3o de linhas evolui neste objeto assemelha-se \u00e0 observada em n\u00facleos gal\u00e1cticos ativos, onde se sabe que existem buracos negros supermassivos. Esta semelhan\u00e7a fornece fortes ind\u00edcios de que CSS161010 tamb\u00e9m alberga um buraco negro, embora n\u00e3o muito massivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lundqvist salienta: &#8220;A perturba\u00e7\u00e3o de uma estrela que se aproximou demasiado do buraco negro de massa interm\u00e9dia revela o buraco negro, que de outra forma estaria quiescente. \u00c9 prov\u00e1vel que existam outros buracos negros deste tipo noutras gal\u00e1xias an\u00e3s, e precisamos de seguir eventos semelhantes a CSS161010 para determinar com mais precis\u00e3o as propriedades destes buracos negros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os telesc\u00f3pios que varrem o c\u00e9u a alta cad\u00eancia ser\u00e3o cruciais para descobrir mais destes fen\u00f3menos raros e em r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o&#8221;, diz a Dra. Guti\u00e9rrez, acrescentando: &#8220;Entretanto, os espetr\u00f3grafos de ponta em telesc\u00f3pios terrestres, como os que utiliz\u00e1mos no Observat\u00f3rio Roque de los Muchachos em La Palma, desempenhar\u00e3o um papel crucial na sua caracteriza\u00e7\u00e3o. Estamos no limiar de uma era de descobertas revolucion\u00e1rias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/astronomers-detected-burst-caused-black-hole-swallowing-star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ice.csic.es\/news\/news-press-releases?view=article&amp;id=658&amp;catid=8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ICE-CSIC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.utu.fi\/en\/news\/press-release\/astronomers-detected-a-burst-caused-by-a-black-hole-swallowing-a-star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Turku (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad89a5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2408.04698\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FBOT (Fast blue optical transient):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fast_blue_optical_transient\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa estelar (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Intermediate-mass_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa interm\u00e9dia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro supermassivo (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GTC (Gran Telescopio Canarias):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gtc.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gran_Telescopio_Canarias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOT (Nordic Optical Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.not.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nordic_Optical_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CRTS (Catalina Real-Time Transient Survey):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/crts.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Catalina_Real-time_Transient_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Roque de los Muchachos:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.iac.es\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Roque_de_los_Muchachos_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.astronomy.ohio-state.edu\/asassn\/index.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Estatal do Ohio<\/a><br><a href=\"https:\/\/asas-sn.osu.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Estatal do Ohio #2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/All_Sky_Automated_Survey_for_SuperNovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recria\u00e7\u00e3o da explos\u00e3o identificada como CSS161010, na qual um pequeno buraco negro engole uma estrela. Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez (IAC) Uma equipa cient\u00edfica internacional, liderada pelo IEEC (Institut d&#8217;Estudis Espacials de Catalunya) e pelo ICE-CSIC (Institut de Ci\u00e8ncies de l&#8217;Espai &#8211; Consejo Superior de Investigaciones Cient\u00edficas), conseguiu detetar uma explos\u00e3o c\u00f3smica excecionalmente r\u00e1pida e brilhante numa &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7533,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,50,1],"tags":[317,192,1856,785,385,1291],"class_list":["post-7532","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-asas-sn","tag-buraco-negro","tag-crts","tag-fbots","tag-gtc","tag-not"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7532"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7532\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7534,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7532\/revisions\/7534"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}