{"id":7511,"date":"2024-12-10T07:09:55","date_gmt":"2024-12-10T06:09:55","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7511"},"modified":"2024-12-10T07:09:55","modified_gmt":"2024-12-10T06:09:55","slug":"webb-encontra-surpresas-no-campo-do-protoenxame-da-teia-de-aranha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/12\/10\/webb-encontra-surpresas-no-campo-do-protoenxame-da-teia-de-aranha\/","title":{"rendered":"Webb encontra surpresas no campo do protoenxame da Teia de Aranha"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2428a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"642\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/1eiaz4x9_o-1024x642.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7512\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/1eiaz4x9_o-1024x642.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/1eiaz4x9_o-300x188.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/1eiaz4x9_o-768x481.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/1eiaz4x9_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem mostra o enxame da Teia de Aranha visto pela c\u00e2mara NIRCam (Near-InfraRed Camera) do Webb.\nCr\u00e9dito: ESA\/Webb, NASA &#038; CSA, H. Dannerbauer<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Recorrendo ao Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA, uma equipa internacional de astr\u00f3nomos descobriu novas gal\u00e1xias no protoenxame da Teia de Aranha. As suas caracter\u00edsticas lan\u00e7am luz sobre o crescimento das gal\u00e1xias nestas grandes &#8220;cidades&#8221; c\u00f3smicas, com a descoberta de que as intera\u00e7\u00f5es gravitacionais nestas regi\u00f5es densas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o importantes como se pensava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos exploram as popula\u00e7\u00f5es de gal\u00e1xias e determinam as suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas ao longo de estruturas em grande escala para melhor compreender a forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica e a maneira como os seus ambientes moldam a sua configura\u00e7\u00e3o. O protoenxame da Teia de Aranha \u00e9 um objeto bem estudado no Universo primitivo. A sua luz viajou mais de 10 mil milh\u00f5es de anos para chegar at\u00e9 n\u00f3s e mostra-nos um enxame de gal\u00e1xias em forma\u00e7\u00e3o, composto por mais de uma centena de gal\u00e1xias conhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a utiliza\u00e7\u00e3o das capacidades do Webb, os astr\u00f3nomos procuram agora compreender melhor este protoenxame e revelar novas gal\u00e1xias no seu interior. A luz infravermelha passa mais livremente atrav\u00e9s da poeira c\u00f3smica do que a luz vis\u00edvel, que \u00e9 dispersa pela poeira. Como o Webb consegue ver muito bem no infravermelho, os cientistas usaram-no para observar regi\u00f5es da Teia de Aranha que anteriormente estavam escondidas pela poeira c\u00f3smica, e para descobrir at\u00e9 que ponto esta poeira as obscurece.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos a observar a forma\u00e7\u00e3o de uma das maiores estruturas do Universo, uma &#8216;cidade&#8217; de gal\u00e1xias em constru\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou Jose M. P\u00e9rez-Mart\u00ednez, do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias e da Universidade de La Laguna, em Espanha. &#8220;Sabemos que a maioria das gal\u00e1xias dos enxames gal\u00e1cticos locais (as maiores metr\u00f3poles do Universo) s\u00e3o velhas e pouco ativas, enquanto neste trabalho estamos a observar estes objetos durante a sua adolesc\u00eancia. \u00c0 medida que esta &#8216;cidade&#8217; em constru\u00e7\u00e3o cresce, as suas propriedades f\u00edsicas tamb\u00e9m ser\u00e3o afetadas. Agora, o Webb est\u00e1 a dar-nos, pela primeira vez, novos conhecimentos sobre a forma\u00e7\u00e3o destas estruturas&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2428c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8d\/ef\/gjKwGyyb_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem anotada mostra a distribui\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias no protoenxame da Teia de Aranha, tal como observada pela c\u00e2mara NIRCam (Near-InfraRed Camera) do Webb. As gal\u00e1xias est\u00e3o anotadas por c\u00edrculos brancos e o conjunto de gal\u00e1xias ligadas gravitacionalmente est\u00e1 identificado no centro da imagem. Uma sele\u00e7\u00e3o destas gal\u00e1xias \u00e9 apresentada como grandes planos individuais na parte inferior da imagem.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Webb, NASA &amp; CSA, H. Dannerbauer<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O Webb permitiu \u00e0 equipa estudar o g\u00e1s hidrog\u00e9nio utilizando um poderoso marcador de diagn\u00f3stico que n\u00e3o pode ser estudado a partir de observa\u00e7\u00f5es terrestres. Isto permitiu \u00e0 equipa revelar novas gal\u00e1xias fortemente obscurecidas pertencentes ao enxame e estudar o seu grau de obscurecimento. Isto foi conseguido usando apenas cerca de 3,5 horas do tempo de observa\u00e7\u00e3o do Webb.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como esperado, encontr\u00e1mos novos membros do enxame de gal\u00e1xias, mas fic\u00e1mos surpreendidos por encontrar mais do que o esperado&#8221;, explicou Rhythm Shimakawa da Universidade de Waseda no Jap\u00e3o. &#8220;Descobrimos que os membros de gal\u00e1xias previamente conhecidas (semelhantes \u00e0s t\u00edpicas gal\u00e1xias formadoras de estrelas, como a nossa Via L\u00e1ctea) n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o obscurecidos ou cheios de poeira como se esperava, o que tamb\u00e9m foi uma surpresa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto pode ser explicado pelo facto de o crescimento destas gal\u00e1xias t\u00edpicas n\u00e3o ser desencadeado principalmente por intera\u00e7\u00f5es ou fus\u00f5es de gal\u00e1xias que induzem a forma\u00e7\u00e3o estelar&#8221;, acrescentou Helmut Dannerbauer, do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias, Espanha. &#8220;Agora pensamos que isto pode ser explicado pela forma\u00e7\u00e3o de estrelas que \u00e9 alimentada pela acumula\u00e7\u00e3o de g\u00e1s em diferentes locais ao longo da estrutura de grande escala do objeto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos resultados utilizaram observa\u00e7\u00f5es NIRCam do Webb (programa do Ciclo 1 #1572) e foram apresentados em dois artigos cient\u00edficos publicados na revista The Astrophysical Journal. A equipa planeia estudar os (novos) membros do enxame de gal\u00e1xias em mais pormenor e confirmar a sua exist\u00eancia com observa\u00e7\u00f5es espetrosc\u00f3picas utilizando o Webb.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Webb\/Webb_finds_surprises_in_Spiderweb_protocluster_field\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/news\/weic2428\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Webb (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iac.es\/en\/outreach\/news\/iac-finds-surprises-spiderweb-protocluster-field\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad8155\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2410.03362v1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad8156\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2410.03366v1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/general-observers\/cycle-3-go\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/guaranteed-time-observations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 GTO do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/science-execution\/approved-programs\/directors-discretionary-time\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo 3 DDT do Webb (STScI)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem mostra o enxame da Teia de Aranha visto pela c\u00e2mara NIRCam (Near-InfraRed Camera) do Webb. Cr\u00e9dito: ESA\/Webb, NASA &#038; CSA, H. Dannerbauer Recorrendo ao Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA, uma equipa internacional de astr\u00f3nomos descobriu novas gal\u00e1xias no protoenxame da Teia de Aranha. As suas caracter\u00edsticas lan\u00e7am luz sobre o crescimento das &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7512,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,16,1],"tags":[534,110,387],"class_list":["post-7511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-formacao-galactica","tag-galaxias","tag-jwst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7511"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7511\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7513,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7511\/revisions\/7513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}