{"id":7490,"date":"2024-11-29T07:14:50","date_gmt":"2024-11-29T06:14:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7490"},"modified":"2024-11-29T07:14:50","modified_gmt":"2024-11-29T06:14:50","slug":"supercomputadores-fornecem-uma-nova-explicacao-perturbadora-para-as-luas-de-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/11\/29\/supercomputadores-fornecem-uma-nova-explicacao-perturbadora-para-as-luas-de-marte\/","title":{"rendered":"Supercomputadores fornecem uma nova explica\u00e7\u00e3o &#8220;perturbadora&#8221; para as luas de Marte"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/vj2sHNDh_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"341\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/vj2sHNDh_o-1024x341.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7491\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/vj2sHNDh_o-1024x341.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/vj2sHNDh_o-300x100.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/vj2sHNDh_o-768x256.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/vj2sHNDh_o.png 1050w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A fragmenta\u00e7\u00e3o de um asteroide que passa demasiado perto de Marte. Os peda\u00e7os e detritos podem, eventualmente, ter formado as duas luas do planeta.\nCr\u00e9dito: NASA\/Jacob Kegerreis<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo da NASA, recorrendo a uma s\u00e9rie de simula\u00e7\u00f5es em supercomputador, revela uma potencial nova solu\u00e7\u00e3o para um mist\u00e9rio marciano de longa data: como \u00e9 que Marte obteve as suas luas? O primeiro passo, segundo os resultados, pode ter envolvido a destrui\u00e7\u00e3o de um asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o, liderada por Jacob Kegerreis, investigador de p\u00f3s-doutoramento do Centro de Pesquisa Ames da NASA, em Silicon Valley, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, descobriu que um asteroide que passasse perto de Marte podia ter sido perturbado &#8211; uma forma simp\u00e1tica de dizer &#8220;destru\u00eddo&#8221; &#8211; pela forte atra\u00e7\u00e3o gravitacional do Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As simula\u00e7\u00f5es da equipa mostram os fragmentos rochosos resultantes a serem espalhados numa variedade de \u00f3rbitas em torno de Marte. Mais de metade dos fragmentos teriam escapado ao sistema de Marte, mas outros teriam ficado em \u00f3rbita. Puxados pela gravidade de Marte e do Sol, nas simula\u00e7\u00f5es, alguns dos restantes peda\u00e7os do asteroide s\u00e3o colocados em trajet\u00f3rias de colis\u00e3o uns com os outros, sendo que cada encontro os &#8220;tritura&#8221; ainda mais e espalha mais detritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas colis\u00f5es depois, peda\u00e7os mais pequenos e detritos do antigo asteroide podem ter-se depositado num disco em redor do planeta. Com o tempo, \u00e9 prov\u00e1vel que algum deste material se tenha aglomerado, possivelmente formando as duas pequenas luas de Marte, Fobos e Deimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para avaliar se esta cadeia de acontecimentos era realista, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o explorou centenas de simula\u00e7\u00f5es diferentes de encontros pr\u00f3ximos, variando o tamanho, a rota\u00e7\u00e3o, a velocidade e a dist\u00e2ncia do asteroide na sua maior aproxima\u00e7\u00e3o ao planeta. A equipa utilizou o seu c\u00f3digo inform\u00e1tico de alto desempenho e de c\u00f3digo aberto, denominado SWIFT, e os sistemas inform\u00e1ticos avan\u00e7ados da Universidade de Durham, no Reino Unido, para estudar em pormenor tanto a perturba\u00e7\u00e3o inicial como, utilizando outro c\u00f3digo, as \u00f3rbitas subsequentes dos detritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num artigo publicado a 20 de novembro na revista Icarus, os investigadores referem que, em muitos dos cen\u00e1rios, sobrevivem fragmentos de asteroides suficientes que colidem em \u00f3rbita e servem de mat\u00e9ria-prima para formar as luas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 excitante explorar uma nova op\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o de Fobos e Deimos &#8211; as \u00fanicas luas do nosso Sistema Solar que orbitam um planeta rochoso para al\u00e9m da Terra&#8221;, disse Kegerreis. &#8220;Al\u00e9m disso, este novo modelo faz previs\u00f5es diferentes acerca das propriedades das luas que podem ser testadas contra as ideias padr\u00e3o para este evento chave na hist\u00f3ria de Marte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem duas hip\u00f3teses principais para a forma\u00e7\u00e3o das luas marcianas. Uma prop\u00f5e que dois asteroides passageiros foram capturados pela gravidade de Marte, o que poderia explicar o aspeto &#8220;asteroidal&#8221; das luas. A outra diz que um impacto gigante no planeta libertou material suficiente &#8211; uma mistura de Marte e detritos do objeto impactante &#8211; para formar um disco e, finalmente, as luas. Os cientistas pensam que um processo semelhante formou a Lua da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda hip\u00f3tese explica melhor os trajetos que as luas percorrem atualmente &#8211; em \u00f3rbitas quase circulares que se alinham de perto com o equador de Marte. No entanto, um impacto gigante expele material para um disco que, na sua maioria, fica perto do planeta. E as luas de Marte, especialmente Deimos, ficam bastante afastadas do planeta e provavelmente tamb\u00e9m se formaram l\u00e1 fora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa ideia permite uma distribui\u00e7\u00e3o mais eficiente do material que produz as luas nas regi\u00f5es exteriores do disco&#8221;, disse Jack Lissauer, investigador em Ames e coautor do artigo cient\u00edfico. &#8220;Isto significa que um asteroide &#8216;pai&#8217; muito mais pequeno pode ainda assim fornecer material suficiente para enviar os blocos de constru\u00e7\u00e3o das luas para o s\u00edtio certo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Testar ideias diferentes acerca da forma\u00e7\u00e3o das luas de Marte \u00e9 o principal objetivo da pr\u00f3xima miss\u00e3o de envio de amostras MMX (Martian Moons eXploration) liderada pela JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency). A nave espacial far\u00e1 um levantamento de ambas as luas para determinar a sua origem e ir\u00e1 recolher amostras de Fobos para as trazer para a Terra para estudo. Um instrumento da NASA a bordo, chamado MEGANE (Mars-moon Exploration with GAmma rays and Neutrons), identificar\u00e1 os elementos qu\u00edmicos de que Fobos \u00e9 feita e ajudar\u00e1 a selecionar locais para a recolha de amostras. Algumas das amostras ser\u00e3o recolhidas por um amostrador pneum\u00e1tico tamb\u00e9m fornecido pela NASA como uma contribui\u00e7\u00e3o de demonstra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Compreender de que s\u00e3o feitas as luas \u00e9 uma pista que pode ajudar a determinar se tiveram origem num asteroide ou num evento de impacto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes dos cientistas poderem deitar as m\u00e3os a uma amostra de Fobos para an\u00e1lise, Kegerreis e a sua equipa v\u00e3o continuar de onde pararam, demonstrando a forma\u00e7\u00e3o de um disco que tem material suficiente para formar Fobos e Deimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A seguir, esperamos desenvolver este projeto de prova de conceito para simular e estudar em maior detalhe a completa linha temporal da forma\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Vincent Eke, professor associado do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham e coautor do artigo cient\u00edfico. &#8220;Isto permitir-nos-\u00e1 examinar a estrutura do pr\u00f3prio disco e fazer previs\u00f5es mais detalhadas sobre o que a miss\u00e3o MMX poder\u00e1 encontrar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Kegerreis, este trabalho \u00e9 excitante porque tamb\u00e9m expande a nossa compreens\u00e3o de como as luas podem nascer &#8211; mesmo que se descubra que as de Marte se formaram por outra alternativa. As simula\u00e7\u00f5es fornecem uma explora\u00e7\u00e3o fascinante, diz ele, dos poss\u00edveis resultados de encontros entre objetos como asteroides e planetas. Estes eventos eram comuns no in\u00edcio do Sistema Solar e as simula\u00e7\u00f5es podem ajudar os investigadores a reconstruir a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o do nosso quintal c\u00f3smico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"How Did Mars Get Its Moons?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D-gDbo-8W3c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/solar-system\/planets\/mars\/making-mars-moons-supercomputers-offer-disruptive-new-explanation-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.durham.ac.uk\/news-events\/latest-news\/2024\/11\/supercomputer-simulations-offer-new-explanation-for-the-formation-of-mars-moons-\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Durham (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S001910352400397X\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Icarus)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2407.15936\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fobos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/moons\/phobos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Phobos_%28moon%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Deimos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/moons\/deimos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Deimos_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>C\u00f3digo SWIFT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/swift.strw.leidenuniv.nl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MMX (Martian Moons eXploration):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mmx.jaxa.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Martian_Moons_Exploration\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fragmenta\u00e7\u00e3o de um asteroide que passa demasiado perto de Marte. 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