{"id":7475,"date":"2024-11-22T07:30:27","date_gmt":"2024-11-22T06:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7475"},"modified":"2024-11-22T07:30:27","modified_gmt":"2024-11-22T06:30:27","slug":"levantamento-saga-mostra-que-a-via-lactea-e-um-outlier-entre-galaxias-semelhantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/11\/22\/levantamento-saga-mostra-que-a-via-lactea-e-um-outlier-entre-galaxias-semelhantes\/","title":{"rendered":"Levantamento SAGA mostra que a Via L\u00e1ctea \u00e9 um &#8220;outlier&#8221; entre gal\u00e1xias semelhantes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/XQjCXVcU_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/XQjCXVcU_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7476\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/XQjCXVcU_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/XQjCXVcU_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/XQjCXVcU_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/XQjCXVcU_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma amostra de gal\u00e1xias de massa semelhante \u00e0 da Via L\u00e1ctea.\nCr\u00e9dito: Yao-Yuan Mao, DESI Legacy Survey Sky Viewer<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Durante d\u00e9cadas, os cientistas utilizaram a Via L\u00e1ctea como modelo para compreender a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias. Mas um trio de novos estudos levanta quest\u00f5es sobre se a Via L\u00e1ctea \u00e9 verdadeiramente representativa de outras gal\u00e1xias do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Via L\u00e1ctea tem sido um incr\u00edvel laborat\u00f3rio de f\u00edsica, incluindo a f\u00edsica da forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias e a f\u00edsica da mat\u00e9ria escura&#8221;, afirmou Risa Wechsler, professora de f\u00edsica na Universidade de Stanford, EUA. &#8220;Mas a Via L\u00e1ctea \u00e9 apenas um sistema e pode n\u00e3o ser t\u00edpica da forma\u00e7\u00e3o de outras gal\u00e1xias. \u00c9 por isso que \u00e9 fundamental encontrar gal\u00e1xias semelhantes e compar\u00e1-las&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atingir esse objetivo, Wechsler cofundou o levantamento SAGA (Satellites Around Galactic Analogs), dedicado \u00e0 compara\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias com massa semelhante \u00e0 da Via L\u00e1ctea. Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada a analisar o Universo, a equipa do SAGA identificou e estudou 101 an\u00e1logas da Via L\u00e1ctea como primeiro passo da sua investiga\u00e7\u00e3o em curso. Os resultados, publicados em tr\u00eas estudos na edi\u00e7\u00e3o de 18 de novembro da revista The Astrophysical Journal, revelam que, em muitos aspetos, a hist\u00f3ria evolutiva da Via L\u00e1ctea \u00e9 diferente da de outras gal\u00e1xias de dimens\u00e3o compar\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os nossos resultados mostram que n\u00e3o podemos limitar os modelos de forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias apenas \u00e0 Via L\u00e1ctea&#8221;, disse Wechsler, que \u00e9 tamb\u00e9m professora de f\u00edsica de part\u00edculas e astrof\u00edsica no SLAC &#8211; National Accelerator Laboratory. &#8220;Temos de olhar para a distribui\u00e7\u00e3o completa de gal\u00e1xias semelhantes em todo o Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de Wechsler, o projeto SAGA \u00e9 dirigido pela professora Marla Geha da Universidade de Yale e por Yao-Yuan Mao, antigo aluno de doutoramento de Wechsler em Stanford, atualmente professor assistente na Universidade de Utah. Os tr\u00eas s\u00e3o coautores dos estudos recentemente publicados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mist\u00e9rio da mat\u00e9ria escura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Via L\u00e1ctea \u00e9 feita de mat\u00e9ria comum, como o hidrog\u00e9nio e o ferro. Mas a mat\u00e9ria comum representa apenas cerca de 15% da mat\u00e9ria do Universo. Os restantes 85% s\u00e3o mat\u00e9ria escura, invis\u00edvel e misteriosa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m sabe de que \u00e9 feita a mat\u00e9ria escura&#8221;, disse Wechsler. &#8220;N\u00e3o interage com a mat\u00e9ria comum nem com a luz. Provavelmente, h\u00e1 mat\u00e9ria escura a atravessar-nos neste momento e nem sequer nos apercebemos disso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos mostram que as gal\u00e1xias se formam dentro de regi\u00f5es massivas de mat\u00e9ria escura chamadas halos. Um halo de mat\u00e9ria escura pode ser invis\u00edvel, mas o seu enorme tamanho cria uma for\u00e7a gravitacional suficientemente forte para atrair a mat\u00e9ria comum do espa\u00e7o e transform\u00e1-la em estrelas e gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais objetivos do levantamento SAGA \u00e9 determinar o impacto dos halos de mat\u00e9ria escura na evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica. Para come\u00e7ar, a equipa do SAGA concentrou-se nas gal\u00e1xias sat\u00e9lite &#8211; pequenas gal\u00e1xias que orbitam gal\u00e1xias hospedeiras muito maiores, como a Via L\u00e1ctea. Os investigadores identificaram quatro das gal\u00e1xias sat\u00e9lites mais brilhantes da Via L\u00e1ctea, incluindo as duas maiores, conhecidas como a Grande e a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (GNM e PNM). Os cientistas efetuaram ent\u00e3o uma busca minuciosa de sat\u00e9lites em torno de outras gal\u00e1xias hospedeiras com massa semelhante. Utilizando imagens telesc\u00f3picas, acabaram por identificar 378 gal\u00e1xias sat\u00e9lite em torno de 101 hospedeiras semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 uma raz\u00e3o para nunca ningu\u00e9m ter tentado isto antes&#8221;, disse Wechsler. &#8220;\u00c9 um projeto muito ambicioso. Tivemos de usar t\u00e9cnicas inteligentes para separar essas 378 gal\u00e1xias em \u00f3rbita dos milhares de objetos de fundo. \u00c9 um verdadeiro problema de uma agulha no palheiro&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c7\/d2\/NzrwGgNu_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c7\/d2\/NzrwGgNu_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O levantamento SAGA identificou 101 gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea que t\u00eam pequenas gal\u00e1xias sat\u00e9lite. Estes tr\u00eas exemplos cont\u00eam duas, seis e nove gal\u00e1xias sat\u00e9lite, respetivamente.<br>Cr\u00e9dito: Yasmeen Asali (Yale), DESI Legacy Survey Sky Viewer<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Novas descobertas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Num dos tr\u00eas novos estudos SAGA, os investigadores descobriram que o n\u00famero de sat\u00e9lites por gal\u00e1xia hospedeira varia entre zero e 13. As quatro sat\u00e9lites observ\u00e1veis da Via L\u00e1ctea enquadram-se nesse intervalo.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m revelou que as gal\u00e1xias hospedeiras com grandes sat\u00e9lites, semelhantes em tamanho \u00e0s gal\u00e1xias GNM e PNM da Via L\u00e1ctea, tendem a ter mais sat\u00e9lites em geral. Mas a Via L\u00e1ctea, de facto, tem menos sat\u00e9lites do que gal\u00e1xias semelhantes, o que a torna um &#8220;outlier&#8221; entre as suas cong\u00e9neres.<\/p>\n\n\n\n<p>Um segundo estudo focou-se na forma\u00e7\u00e3o estelar em gal\u00e1xias sat\u00e9lite &#8211; uma m\u00e9trica importante para compreender a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias. O estudo concluiu que, numa gal\u00e1xia hospedeira t\u00edpica, as sat\u00e9lites mais pequenas ainda est\u00e3o a formar estrelas. Mas na Via L\u00e1ctea, a forma\u00e7\u00e3o de estrelas s\u00f3 ocorre nas sat\u00e9lites massivas GNM e PNM. Todas as sat\u00e9lites mais pequenas deixaram de formar estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora temos um puzzle&#8221;, disse Wechsler. &#8220;O que \u00e9 que na Via L\u00e1ctea fez com que estas pequenas sat\u00e9lites de menor massa tivessem a sua forma\u00e7\u00e3o estelar interrompida? Talvez, ao contr\u00e1rio de uma gal\u00e1xia hospedeira t\u00edpica, a Via L\u00e1ctea tenha uma combina\u00e7\u00e3o \u00fanica de sat\u00e9lites mais antigas que cessaram a forma\u00e7\u00e3o estelar e outras mais recentes e ativas &#8211; a GNM e a PNM &#8211; que s\u00f3 recentemente ca\u00edram no halo de mat\u00e9ria escura da Via L\u00e1ctea&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m descobriu que a forma\u00e7\u00e3o de estrelas p\u00e1ra tipicamente em gal\u00e1xias sat\u00e9lite localizadas mais perto da hospedeira, talvez devido \u00e0 atra\u00e7\u00e3o gravitacional dos halos de mat\u00e9ria escura dentro e \u00e0 volta da gal\u00e1xia hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para mim, a fronteira \u00e9 descobrir o que a mat\u00e9ria escura est\u00e1 a fazer em escalas mais pequenas do que a Via L\u00e1ctea, como os halos de mat\u00e9ria escura mais pequenos que rodeiam estas pequenas sat\u00e9lites&#8221;, disse Wechsler.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro estudo, liderado pelo acad\u00e9mico de Stanford Yunchong &#8220;Richie&#8221; Wang, compara os novos dados com simula\u00e7\u00f5es de computador e apela ao desenvolvimento de um novo modelo de forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica baseado em parte no levantamento SAGA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O SAGA fornece uma refer\u00eancia para fazer avan\u00e7ar a nossa compreens\u00e3o do Universo atrav\u00e9s do estudo detalhado de gal\u00e1xias sat\u00e9lite em sistemas para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea&#8221;, disse Wechsler. &#8220;Embora tenhamos conclu\u00eddo o nosso objetivo inicial de mapear sat\u00e9lites brilhantes em 101 gal\u00e1xias hospedeiras, h\u00e1 muito mais trabalho a fazer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/news.stanford.edu\/stories\/2024\/11\/the-milky-way-represents-an-outlier-among-similar-galaxies\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Stanford (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad64c4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2404.14498\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad61e7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2404.14499\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad7f4c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2404.14500\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia sat\u00e9lite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Satellite_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nuvens de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Small_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Levantamento SAGA (Satellites Around Galactic Analogs):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/sagasurvey.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma amostra de gal\u00e1xias de massa semelhante \u00e0 da Via L\u00e1ctea. 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