{"id":7472,"date":"2024-11-22T07:26:13","date_gmt":"2024-11-22T06:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7472"},"modified":"2024-11-22T07:26:14","modified_gmt":"2024-11-22T06:26:14","slug":"astronomos-descobrem-a-primeira-populacao-de-sistemas-binarios-compostos-por-uma-ana-branca-e-por-uma-estrela-de-sequencia-principal-em-enxames-abertos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/11\/22\/astronomos-descobrem-a-primeira-populacao-de-sistemas-binarios-compostos-por-uma-ana-branca-e-por-uma-estrela-de-sequencia-principal-em-enxames-abertos\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos descobrem a primeira popula\u00e7\u00e3o de sistemas bin\u00e1rios compostos por uma an\u00e3 branca e por uma estrela de sequ\u00eancia principal em enxames abertos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.dunlap.utoronto.ca\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/HD_101584.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/uo1XCygJ_o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7473\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/uo1XCygJ_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/uo1XCygJ_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/uo1XCygJ_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/uo1XCygJ_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem do telesc\u00f3pio ALMA mostra o sistema estelar HD 101584 e as complexas nuvens de g\u00e1s que rodeiam o bin\u00e1rio. \u00c9 o resultado de um par de estrelas que partilham uma camada exterior comum durante os seus \u00faltimos momentos.\nCr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Olofsson et al; reconhecimento &#8211; Robert Cumming<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos, liderada por Steffani Grondin, aluna do DADDAA (David A. Dunlap Department for Astronomy &amp; Astrophysics) da Universidade de Toronto, descobriu a primeira popula\u00e7\u00e3o de candidatos a bin\u00e1rios estelares compostos por uma an\u00e3 branca e por uma estrela de sequ\u00eancia principal em enxames abertos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta descoberta ajudar\u00e1 a relacionar os estados inicial e final dos sistemas estelares bin\u00e1rios, o que ajudar\u00e1 a informar os modelos de forma\u00e7\u00e3o estelar, a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da nossa Gal\u00e1xia e at\u00e9 a maneira como a maioria dos elementos da tabela peri\u00f3dica foram criados. O estudo foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da aprendizagem de m\u00e1quina para analisar dados provenientes de tr\u00eas fontes principais: a miss\u00e3o Gaia da ESA &#8211; um telesc\u00f3pio espacial que estudou mais de mil milh\u00f5es de estrelas na nossa Gal\u00e1xia &#8211; e observa\u00e7\u00f5es dos levantamentos 2MASS e Pan-STARRS1. Este conjunto de dados, quando combinados, permitiu \u00e0 equipa procurar novos bin\u00e1rios em enxames com caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0s dos pares conhecidos de an\u00e3s brancas e estrelas de sequ\u00eancia principal.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das estrelas encontra-se agrupada em sistemas bin\u00e1rios &#8211; pares de estrelas que orbitam em torno de um centro de gravidade comum. De facto, quase metade de todas as estrelas semelhantes ao nosso Sol t\u00eam pelo menos uma estrela companheira. Estas estrelas emparelhadas diferem geralmente em tamanho, sendo uma estrela frequentemente mais massiva do que a outra. Embora possamos ser tentados a assumir que estas estrelas evoluem ao mesmo ritmo, as estrelas mais massivas tendem a ter vidas mais curtas e a passar pelas fases de evolu\u00e7\u00e3o estelar muito mais rapidamente do que as suas companheiras de menor massa.<\/p>\n\n\n\n<p>A fase principal da evolu\u00e7\u00e3o de uma estrela \u00e9 designada por fase da &#8220;sequ\u00eancia principal&#8221;. \u00c9 nesta fase que o hidrog\u00e9nio est\u00e1 a ser fundido em h\u00e9lio no n\u00facleo da estrela. O nosso Sol \u00e9 atualmente uma estrela de sequ\u00eancia principal, tal como cerca de 90 por cento das estrelas do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na fase em que uma estrela se aproxima do fim da sua vida, expande-se para centenas ou milhares de vezes o seu tamanho original durante aquilo a que chamamos as fases de &#8220;gigante vermelha&#8221; ou &#8220;ramo assint\u00f3tico das gigantes&#8221;. Em sistemas bin\u00e1rios \u00edntimos, esta expans\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dram\u00e1tica que as camadas exteriores da estrela moribunda podem, por vezes, engolir completamente a sua companheira. Os astr\u00f3nomos referem-se a isto como a fase do &#8220;envelope comum&#8221;, pois ambas as estrelas ficam envoltas no mesmo material.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta fase de envelope comum e a forma como as estrelas espiralam juntas durante este per\u00edodo cr\u00edtico continua a ser um dos maiores mist\u00e9rios da astrof\u00edsica. Os cientistas ainda t\u00eam dificuldade em compreender como \u00e9 que esta intera\u00e7\u00e3o afeta a evolu\u00e7\u00e3o subsequente das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, esta nova investiga\u00e7\u00e3o pode fornecer uma potencial solu\u00e7\u00e3o para este enigma. Os remanescentes deixados pelas estrelas deste estudo s\u00e3o objetos compactos chamados an\u00e3s brancas. Encontrar estes sistemas &#8220;p\u00f3s-envelope comum&#8221;, que cont\u00eam tanto um remanescente estelar &#8220;morto&#8221; como uma estrela &#8220;viva&#8221;, constitui uma forma \u00fanica de investigar esta fase extrema da evolu\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As estrelas bin\u00e1rias desempenham um papel enorme no nosso Universo&#8221;, diz Grondin. &#8220;Esta amostra observacional marca um primeiro passo fundamental para nos permitir rastrear os ciclos de vida completos dos bin\u00e1rios e, esperamos, permitir-nos-\u00e1 restringir a fase mais misteriosa da evolu\u00e7\u00e3o estelar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora estes tipos de sistemas bin\u00e1rios devessem ser muito comuns, t\u00eam sido dif\u00edceis de encontrar, com apenas dois candidatos confirmados em enxames antes desta investiga\u00e7\u00e3o, que tem o potencial de aumentar esse n\u00famero para 52 bin\u00e1rios em 38 enxames estelares. Uma vez que se pensa que as estrelas destes enxames se formaram todas ao mesmo tempo, encontrar estes bin\u00e1rios em enxames abertos permite aos astr\u00f3nomos determinar a idade dos sistemas e tra\u00e7ar a sua evolu\u00e7\u00e3o completa desde antes das condi\u00e7\u00f5es de envelope comum at\u00e9 aos bin\u00e1rios observados na sua fase p\u00f3s-envelope comum.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A utiliza\u00e7\u00e3o da aprendizagem de m\u00e1quina ajudou-nos a identificar assinaturas claras para estes sistemas \u00fanicos que n\u00e3o consegu\u00edamos identificar facilmente apenas com alguns pontos de dados&#8221;, afirma o membro da equipa Joshua Speagle, do DADDAA. &#8220;Tamb\u00e9m nos permitiu automatizar a nossa pesquisa em centenas de enxames, uma tarefa que teria sido imposs\u00edvel se estiv\u00e9ssemos a tentar identificar estes sistemas manualmente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto mostra realmente o quanto o nosso Universo se esconde \u00e0 vista de todos &#8211; ainda \u00e0 espera de ser descoberto&#8221;, acrescentou a professora Maria Drout, da equipa de investiga\u00e7\u00e3o que realizou o estudo, tamb\u00e9m do DADDAA da Universidade de Toronto. &#8220;Embora existam muitos exemplos deste tipo de sistemas bin\u00e1rios, muito poucos t\u00eam as restri\u00e7\u00f5es de idade necess\u00e1rias para mapear completamente a sua hist\u00f3ria evolutiva. Embora ainda haja muito trabalho a fazer para confirmar e caracterizar completamente estes sistemas, estes resultados ter\u00e3o implica\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias \u00e1reas da astrof\u00edsica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bin\u00e1rios que cont\u00eam objetos compactos s\u00e3o tamb\u00e9m os progenitores de um tipo de explos\u00e3o estelar extrema chamada supernova de Tipo Ia e o tipo de fus\u00e3o que cria ondas gravitacionais, ou seja, ondula\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o-tempo que podem ser detetadas por instrumentos como o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory). \u00c0 medida que a equipa utiliza os dados dos telesc\u00f3pios Gemini, Keck e Magellan para confirmar e medir as propriedades destes bin\u00e1rios, este cat\u00e1logo acabar\u00e1 por lan\u00e7ar luz sobre os muitos fen\u00f3menos transientes e elusivos do nosso Universo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.dunlap.utoronto.ca\/astronomers-discover-first-population-of-white-dwarf-main-sequence-star-binaries-in-open-clusters\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Toronto (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad7500\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2407.04775\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Estrela bin\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Binary_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sequ\u00eancia principal:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Main_sequence\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gigante vermelha:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_giant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ramo assint\u00f3tico das gigantes:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asymptotic_giant_branch\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fase do &#8220;envelope comum&#8221;:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Common_envelope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Levantamento 2MASS:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ipac.caltech.edu\/project\/2mass\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2MASS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Levantamento Pan-STARRS1:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/outerspace.stsci.edu\/display\/PANSTARRS\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pan-STARRS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem do telesc\u00f3pio ALMA mostra o sistema estelar HD 101584 e as complexas nuvens de g\u00e1s que rodeiam o bin\u00e1rio. \u00c9 o resultado de um par de estrelas que partilham uma camada exterior comum durante os seus \u00faltimos momentos. 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