{"id":7418,"date":"2024-11-01T07:31:44","date_gmt":"2024-11-01T06:31:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7418"},"modified":"2024-11-01T07:31:44","modified_gmt":"2024-11-01T06:31:44","slug":"investigadores-descobriram-uma-das-estrelas-com-rotacao-mais-rapida-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/11\/01\/investigadores-descobriram-uma-das-estrelas-com-rotacao-mais-rapida-do-universo\/","title":{"rendered":"Investigadores descobriram uma das estrelas com rota\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida do Universo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3u86XeqL_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"585\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3u86XeqL_o-1024x585.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7419\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3u86XeqL_o-1024x585.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3u86XeqL_o-300x171.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3u86XeqL_o-768x439.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3u86XeqL_o-1536x878.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3u86XeqL_o.jpg 1792w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem, gerada por IA (intelig\u00eancia articial), de um sistema estelar bin\u00e1rio constitu\u00eddo por uma an\u00e3 branca e por uma estrela de neutr\u00f5es. Para efeitos meramente ilustrativos.\nCr\u00e9dito: DALL\u00b7E<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Via L\u00e1ctea ainda guarda muitos segredos sobre o Universo. Agora, investigadores da DTU (Danmarks Tekniske Universitet, em portugu\u00eas Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca) conseguiram descobrir mais um deles utilizando um telesc\u00f3pio espacial de raios X montado na Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional. Trata-se de um objeto pequeno, mas extremamente massivo e de rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida &#8211; uma estrela de neutr\u00f5es, que faz parte de um sistema estelar bin\u00e1rio de raios X denominado 4U 1820-30. Encontra-se na constela\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio, perto do centro da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Est\u00e1vamos a estudar as erup\u00e7\u00f5es termonucleares deste sistema e encontr\u00e1mos oscila\u00e7\u00f5es not\u00e1veis, sugerindo que uma estrela de neutr\u00f5es girava em torno do seu eixo central a uma velocidade espantosa de 716 vezes por segundo&#8221;, diz o Dr. Gaurava K. Jaisawal, cientista s\u00e9nior da DTU Space, que faz parte de uma equipa internacional de investigadores por detr\u00e1s da nova descoberta e que \u00e9 o primeiro autor de um artigo cient\u00edfico publicado na famosa revista The Astrohysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se observa\u00e7\u00f5es futuras confirmarem este facto, a estrela de neutr\u00f5es 4U 1820-30 ser\u00e1 um dos objetos de rota\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida alguma vez observados no Universo, apenas igualado por outra estrela de neutr\u00f5es chamada PSR J1748-2446&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela de neutr\u00f5es foi observada utilizando o telesc\u00f3pio de raios X NICER da NASA, equipado com tecnologia de rastreio de estrelas da DTU Space e montado no exterior da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional. O sistema de c\u00e2mara de rastreio estelar assegura que o instrumento de raios X aponta constantemente na dire\u00e7\u00e3o certa e aponta corretamente para as pequenas estrelas de neutr\u00f5es distantes na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/iSwBtYe.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/iSwBtYe.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA \u00e9 um telesc\u00f3pio de raios-x instalado na Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional.<br>Cr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um fen\u00f3meno muito extremo e muito distante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma estrela de neutr\u00f5es consiste do remanescente de uma estrela grande e massiva que explodiu como supernova. Conhecem-se milhares de estrelas de neutr\u00f5es e s\u00e3o extremas em muitos aspetos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o os objetos mais densos que podem ser observados no cosmos. A estrela de neutr\u00f5es em quest\u00e3o tem apenas 12 km de di\u00e2metro, mas tem uma massa 1,4 vezes superior \u00e0 do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Est\u00e1 localizada a 26.000 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra. Em compara\u00e7\u00e3o, a dist\u00e2ncia \u00e0 estrela mais pr\u00f3xima, de nome Proxima Centauri, \u00e9 de cerca de 4,3 anos-luz. Isto significa que a luz de Proxima Centauri demora 4,3 anos a chegar \u00e0 Terra, enquanto a luz da estrela de neutr\u00f5es viaja durante 26.000 anos antes de a podermos observar na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela de neutr\u00f5es faz parte de um sistema estelar bin\u00e1rio de raios X. Este sistema \u00e9 constitu\u00eddo por duas estrelas que se orbitam uma \u00e0 outra. O que tamb\u00e9m \u00e9 peculiar no sistema 4U 1820-30 \u00e9 o facto da estrela companheira ser uma an\u00e3 branca com aproximadamente o mesmo tamanho da Terra. Sabe-se que orbita a estrela de neutr\u00f5es a cada 11 minutos, o que faz deste o sistema com o mais curto per\u00edodo orbital conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma erup\u00e7\u00e3o t\u00e3o poderosa como uma bomba at\u00f3mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido \u00e0 sua intensa gravidade, a estrela de neutr\u00f5es retira material da sua estrela companheira. Quando se acumula material suficiente na sua superf\u00edcie, ocorre uma violenta explos\u00e3o termonuclear na estrela de neutr\u00f5es, semelhante a uma bomba at\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Durante estas erup\u00e7\u00f5es, a estrela de neutr\u00f5es torna-se at\u00e9 100.000 vezes mais brilhante do que o Sol, libertando uma quantidade imensa de energia&#8221;, explica o professor Associado da DTU Space, Jerome Chenevez, que contribuiu para o novo artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos, portanto, a lidar com eventos muito extremos e, ao estud\u00e1-los em pormenor, obtemos novos conhecimentos sobre os ciclos de vida dos sistemas estelares bin\u00e1rios e sobre a forma\u00e7\u00e3o de elementos no Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as a observa\u00e7\u00f5es efetuadas com o NICER entre 2017 e 2021, os investigadores descobriram 15 erup\u00e7\u00f5es termonucleares de raios X no sistema 4U 1820-30. Foi uma destas erup\u00e7\u00f5es que mostrou uma assinatura conhecida como &#8220;oscila\u00e7\u00f5es de erup\u00e7\u00f5es termonucleares&#8221;, ocorrendo a uma frequ\u00eancia de 716 Hz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas oscila\u00e7\u00f5es correspondem \u00e0 frequ\u00eancia de rota\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria estrela de neutr\u00f5es, o que significa que esta gira sobre o seu eixo a uma velocidade recorde de 716 vezes por segundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.dtu.dk\/english\/news\/all-news\/dtu-researchers-discover-one-of-the-fastest-spinning-stars-in-the-universe?id=3b7d370c-74e0-4710-8f77-79fdf97789fa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ DTU (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ad794e\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bin\u00e1rio de raios X:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/X-ray_binary\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Erup\u00e7\u00e3o de raiosX:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/X-ray_burster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NICER (Neutron Star Interior Composition ExploreR):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/nicer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_Star_Interior_Composition_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem, gerada por IA (intelig\u00eancia articial), de um sistema estelar bin\u00e1rio constitu\u00eddo por uma an\u00e3 branca e por uma estrela de neutr\u00f5es. 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