{"id":7403,"date":"2024-10-25T06:21:44","date_gmt":"2024-10-25T05:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7403"},"modified":"2024-10-25T06:21:44","modified_gmt":"2024-10-25T05:21:44","slug":"fisicos-descobrem-o-primeiro-buraco-negro-num-sistema-triplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/10\/25\/fisicos-descobrem-o-primeiro-buraco-negro-num-sistema-triplo\/","title":{"rendered":"F\u00edsicos descobrem o primeiro buraco negro num sistema triplo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/sites\/default\/files\/download\/202410\/MIT-KBurdge_WideTripleSystem_01-press.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/OvkcmXZH_o-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7404\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/OvkcmXZH_o-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/OvkcmXZH_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/OvkcmXZH_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/OvkcmXZH_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/OvkcmXZH_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica mostra o buraco negro central, V404 Cygni (ponto preto), no processo de consumir uma estrela pr\u00f3xima (corpo laranja \u00e0 esquerda), enquanto uma segunda estrela (flash branco \u00e0 direita) orbita a uma dist\u00e2ncia muito maior.\nCr\u00e9dito: Jorge Lugo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos dos buracos negros detetados at\u00e9 \u00e0 data parecem fazer parte de um par. Estes sistemas bin\u00e1rios s\u00e3o constitu\u00eddos por um buraco negro e um objeto secund\u00e1rio &#8211; como uma estrela, uma muito mais densa estrela de neutr\u00f5es ou outro buraco negro &#8211; que giram \u00e0 volta um do outro, atra\u00eddos pela gravidade do buraco negro para formar um par orbital \u00edntimo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, uma descoberta surpreendente est\u00e1 a expandir a nossa imagem dos buracos negros, dos objetos que podem albergar e da maneira como se formam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num estudo publicado na revista Nature, f\u00edsicos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e do Caltech (California Institute of Technology) afirmam ter observado pela primeira vez um sistema triplo que conta com a presen\u00e7a de um buraco negro. O novo sistema cont\u00e9m um buraco negro central que est\u00e1 a consumir uma pequena estrela e que completa uma \u00f3rbita a cada 6,5 dias &#8211; uma configura\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 maioria dos sistemas bin\u00e1rios. Mas, surpreendentemente, uma segunda estrela parece estar tamb\u00e9m a orbitar o buraco negro, embora a uma dist\u00e2ncia muito maior. Os f\u00edsicos estimam que esta companheira distante complete uma \u00f3rbita em torno do buraco negro a cada 70.000 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O facto de o buraco negro parecer ter influ\u00eancia gravitacional sobre um objeto t\u00e3o distante est\u00e1 a levantar quest\u00f5es sobre as origens do pr\u00f3prio buraco negro. Pensa-se que os buracos negros se formam a partir da explos\u00e3o violenta de uma estrela moribunda &#8211; um processo conhecido como supernova, atrav\u00e9s do qual uma estrela liberta uma enorme quantidade de energia e luz numa explos\u00e3o final antes de colapsar para formar um buraco negro invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a descoberta da equipa sugere que, se o buraco negro rec\u00e9m-observado resultasse de uma supernova t\u00edpica, a energia que teria libertado antes de entrar em colapso teria ejetado quaisquer objetos fracamente ligados na sua periferia. A segunda estrela, a mais externa, n\u00e3o deveria, portanto, estar ainda por perto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao inv\u00e9s, a equipa suspeita que o buraco negro se formou atrav\u00e9s de um processo mais gentil de &#8220;colapso direto&#8221;, no qual uma estrela simplesmente colapsa sobre si pr\u00f3pria, formando um buraco negro sem um \u00faltimo dram\u00e1tico fulgor. Uma origem t\u00e3o gentil dificilmente perturbaria quaisquer objetos distantes e fracamente ligados pela gravidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como o novo sistema triplo inclui uma estrela muito distante, isto sugere que o buraco negro do sistema nasceu atrav\u00e9s de um colapso mais gentil e direto. E embora os astr\u00f3nomos j\u00e1 observem h\u00e1 s\u00e9culos supernovas mais violentas, a equipa afirma que o novo sistema triplo pode ser a primeira evid\u00eancia de um buraco negro que se formou a partir deste processo mais moderado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s pensamos que a maior parte dos buracos negros se formam a partir de explos\u00f5es estelares violentas, mas esta descoberta ajuda a p\u00f4r isso em causa&#8221;, diz o autor do estudo Kevin Burdge, bolseiro do Departamento de F\u00edsica do MIT. &#8220;Este sistema \u00e9 muito interessante para a evolu\u00e7\u00e3o dos buracos negros e tamb\u00e9m levanta a quest\u00e3o de saber se existem mais triplos por a\u00ed&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Movimento conjunto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta do buraco negro neste sistema triplo surgiu quase por acaso. Os f\u00edsicos descobriram-no enquanto pesquisavam no Aladin Lite, um reposit\u00f3rio de observa\u00e7\u00f5es astron\u00f3micas, agregadas a partir de telesc\u00f3pios no espa\u00e7o e em todo o mundo. Os astr\u00f3nomos podem utilizar a ferramenta online para procurar imagens da mesma parte do c\u00e9u, tiradas por diferentes telesc\u00f3pios que est\u00e3o sintonizados para v\u00e1rios comprimentos de onda de energia e luz.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/78\/6f\/LzjDozkC_o.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/78\/6f\/LzjDozkC_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">a) Uma imagem de V404 Cygni e da sua companheira pelo Pan-STARRS, usando a interface Aladin, com V404 Cygni e a estrela mais distante marcados a vermelho e a separa\u00e7\u00e3o de 1,43 segundos de arco indicada a azul. Descobriu-se que o sistema era triplo quando os astr\u00f3nomos visualizaram a fonte no Aladin e inspecionaram a astrometria do Gaia na interface, encontrando uma concord\u00e2ncia not\u00e1vel nos movimentos pr\u00f3prios medidos destas duas fontes;<br>b) Um gr\u00e1fico das posi\u00e7\u00f5es e vectores de movimento pr\u00f3prio de todas as estrelas no campo, com V404 Cygni e a sua estrela distante indicados a vermelho;<br>c): amplia\u00e7\u00e3o do bin\u00e1rio interno de V404 Cygni.<br>Cr\u00e9dito: Burdge et al., 2024<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tem vindo a procurar sinais de novos buracos negros na nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Por curiosidade, Burdge analisou uma imagem de V404 Cygni &#8211; um buraco negro a cerca de 8000 anos-luz da Terra que foi um dos primeiros objetos a ser confirmado como buraco negro, em 1992. Desde ent\u00e3o, V404 Cygni tornou-se um dos buracos negros mais estudados, tendo sido documentado em mais de 1300 artigos cient\u00edficos. No entanto, nenhum desses estudos relatou o que Burdge e os seus colegas observaram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao olhar para as imagens \u00f3ticas de V404 Cygni, Burdge viu o que pareciam ser duas manchas de luz, surpreendentemente pr\u00f3ximas uma da outra. A primeira mancha era o que outros determinaram ser o buraco negro e uma estrela interior, que orbitava muito perto. A estrela est\u00e1 t\u00e3o pr\u00f3xima que est\u00e1 a &#8220;derramar&#8221; algum do seu material sobre o buraco negro, emitindo a luz que Burdge conseguiu ver. A segunda mancha de luz, no entanto, foi algo que os cientistas n\u00e3o investigaram rigorosamente, at\u00e9 agora. Burdge determinou que essa segunda luz vinha muito provavelmente de uma estrela muito distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O facto de podermos ver duas estrelas separadas a esta dist\u00e2ncia significa que as estrelas t\u00eam de estar muito afastadas uma da outra&#8221;, diz Burdge, que calculou que a estrela exterior est\u00e1 a 3500 UA do buraco negro (1 UA, ou unidade astron\u00f3mica, \u00e9 a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milh\u00f5es de quil\u00f3metros). Por outras palavras, a estrela exterior est\u00e1 3500 vezes mais longe do buraco negro do que a Terra est\u00e1 do Sol. Este valor \u00e9 tamb\u00e9m igual a 100 vezes a dist\u00e2ncia entre Plut\u00e3o e o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o que se colocou ent\u00e3o foi a de saber se a estrela exterior estaria ligada ao buraco negro e \u00e0 sua estrela interior. Para responder a esta quest\u00e3o, os investigadores recorreram ao Gaia, um sat\u00e9lite que, desde 2014, tem seguido com precis\u00e3o os movimentos de muitas estrelas da nossa Gal\u00e1xia. A equipa analisou os movimentos da estrela interior e da exterior ao longo dos \u00faltimos 10 anos de dados do Gaia e descobriu que as estrelas se moviam exatamente em conjunto, em compara\u00e7\u00e3o com outras estrelas vizinhas. A equipa calculou que a probabilidade deste tipo de movimento em conjunto \u00e9 de cerca de uma em 10 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 quase certo que n\u00e3o se trata de uma coincid\u00eancia ou acidente&#8221;, diz Burdge. &#8220;Estamos a ver duas estrelas que se est\u00e3o a seguir uma \u00e0 outra porque est\u00e3o ligadas por este fraco cord\u00e3o gravitacional. Por isso, este tem de ser um sistema triplo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Puxando os cordelinhos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como \u00e9 que o sistema se pode ter formado? Se o buraco negro tivesse surgido de uma supernova t\u00edpica, a explos\u00e3o violenta teria ejetado a estrela exterior h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Imagine que est\u00e1 a puxar um papagaio de papel e, em vez de um cord\u00e3o forte, est\u00e1 a puxar com uma teia de aranha&#8221;, diz Burdge. &#8220;Se puxarmos com demasiada for\u00e7a, a teia parte-se e perdemos o papagaio. A gravidade \u00e9 como uma corda muito fraca e se fizermos algo de dram\u00e1tico ao bin\u00e1rio interior, perdemos a estrela exterior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para realmente testar esta ideia, Burdge efetuou simula\u00e7\u00f5es para ver como um tal sistema triplo poderia ter evolu\u00eddo e retido a estrela exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio de cada simula\u00e7\u00e3o, introduziu tr\u00eas estrelas (sendo a terceira o buraco negro, antes de se tornar um buraco negro). Em seguida, executou dezenas de milhares de simula\u00e7\u00f5es, cada uma com um cen\u00e1rio ligeiramente diferente de como a terceira estrela poderia ter-se tornado um buraco negro, afetando subsequentemente os movimentos das outras duas estrelas. Por exemplo, simulou uma supernova, variando a quantidade e a dire\u00e7\u00e3o da energia que libertava. Simulou tamb\u00e9m cen\u00e1rios de colapso direto, em que a terceira estrela simplesmente colapsava sobre si pr\u00f3pria para formar um buraco negro, sem emitir qualquer energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A grande maioria das simula\u00e7\u00f5es mostra que a forma mais f\u00e1cil de fazer este triplo funcionar \u00e9 atrav\u00e9s de colapso direto&#8221;, diz Burdge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de dar pistas sobre as origens do buraco negro, a estrela exterior tamb\u00e9m revelou a idade do sistema. Os f\u00edsicos observaram que a estrela exterior est\u00e1 no processo de se tornar uma gigante vermelha &#8211; uma fase que ocorre no fim da vida de uma estrela. Com base nesta transi\u00e7\u00e3o estelar, a equipa determinou que a estrela exterior tem cerca de 4 mil milh\u00f5es de anos. Dado que as estrelas vizinhas nascem mais ou menos \u00e0 mesma altura, a equipa conclui que o sistema triplo tem tamb\u00e9m 4 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nunca t\u00ednhamos conseguido fazer isto antes para um buraco negro antigo&#8221;, diz Burdge. &#8220;Agora sabemos que V404 Cygni faz parte de um sistema triplo, pode ter sido formado por colapso direto e h\u00e1 cerca de 4 mil milh\u00f5es de anos, gra\u00e7as a esta descoberta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2024\/physicists-discover-first-black-hole-triple-1023\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/first-black-hole-in-a-triple-star-system-found\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-08120-6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2404.03719\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>V404 Cygni:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=V*+V404+Cyg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIMBAD<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/V404_Cygni\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aladin Lite:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/aladin.cds.unistra.fr\/AladinLite\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Interface web<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cat\u00e1logo DR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica mostra o buraco negro central, V404 Cygni (ponto preto), no processo de consumir uma estrela pr\u00f3xima (corpo laranja \u00e0 esquerda), enquanto uma segunda estrela (flash branco \u00e0 direita) orbita a uma dist\u00e2ncia muito maior. 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