{"id":7397,"date":"2024-10-25T06:15:45","date_gmt":"2024-10-25T05:15:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7397"},"modified":"2024-10-25T06:15:45","modified_gmt":"2024-10-25T05:15:45","slug":"a-brilhante-estrela-betelgeuse-tem-provavelmente-uma-companheira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/10\/25\/a-brilhante-estrela-betelgeuse-tem-provavelmente-uma-companheira\/","title":{"rendered":"A brilhante estrela Betelgeuse tem provavelmente uma companheira"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/sf-web-assets-prod.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/16151515\/Betelbuddy-Lede.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"582\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/GXPRNW3k_o-1024x582.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7398\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/GXPRNW3k_o-1024x582.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/GXPRNW3k_o-300x171.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/GXPRNW3k_o-768x437.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/GXPRNW3k_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Betelgeuse e da sua prov\u00e1vel companheira Betelbuddy.\nCr\u00e9dito: Lucy Reading-Ikkanda\/Funda\u00e7\u00e3o Simons<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A d\u00e9cima estrela mais brilhante do c\u00e9u noturno, Betelgeuse, pode afinal n\u00e3o estar \u00e0 beira de explodir como uma supernova, de acordo com um novo estudo sobre o seu aumento e diminui\u00e7\u00e3o de brilho. Ao inv\u00e9s, uma investiga\u00e7\u00e3o recente mostra que a pulsa\u00e7\u00e3o observada da luz estelar \u00e9 provavelmente causada por uma estrela companheira que orbita Betelgeuse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Formalmente designada por Alpha Ori B, &#8220;Betelbuddy&#8221; (como lhe chama o astrof\u00edsico Jared Goldberg) atua como um &#8220;limpa-neves&#8221; quando orbita Betelgeuse, empurrando para fora do caminho poeiras que bloqueiam a luz e fazendo com que Betelgeuse pare\u00e7a temporariamente mais brilhante. Goldberg e os seus colegas apresentam as suas simula\u00e7\u00f5es deste processo num artigo cient\u00edfico aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Exclu\u00edmos todas as fontes intr\u00ednsecas de variabilidade que pudemos imaginar para explicar porque \u00e9 que o aumento e a diminui\u00e7\u00e3o de brilho estavam a acontecer desta forma&#8221;, diz Goldberg, o autor principal do estudo e investigador do Centro de Astrof\u00edsica Computacional do Instituto Flatiron, pertencente \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Simons, com sede em Nova Iorque, EUA. &#8220;A \u00fanica hip\u00f3tese que parecia encaixar \u00e9 que Betelgeuse tem uma companheira&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Goldberg \u00e9 coautor deste estudo juntamente com Meridith Joyce da Universidade de Wyoming e L\u00e1szl\u00f3 Moln\u00e1r do Observat\u00f3rio Konkoly no Centro de Investiga\u00e7\u00e3o HUN-REN para Astronomia e Ci\u00eancias da Terra na Hungria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Descobrindo &#8220;Betelbuddy&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Betelgeuse \u00e9 uma estrela gigante vermelha com cerca de 100.000 vezes o brilho do nosso Sol e mais de 400 milh\u00f5es de vezes o seu volume. A estrela est\u00e1 a aproximar-se do final da sua vida e, quando morrer, a explos\u00e3o resultante ser\u00e1 suficientemente brilhante para ser vista durante o dia e durante semanas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/sf-web-assets-prod.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/16152218\/BetelBuddy-Fig02.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f3\/5d\/FjuXwEE5_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A posi\u00e7\u00e3o da estrela Betelgeuse na constela\u00e7\u00e3o de Orionte.<br>Cr\u00e9dito: Lucy Reading-Ikkanda\/Funda\u00e7\u00e3o Simons<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos podem prever quando Betelgeuse vai morrer, &#8220;verificando o seu pulso&#8221;. \u00c9 uma estrela vari\u00e1vel, o que significa que fica mais brilhante e mais fraca, pulsando como um batimento card\u00edaco. No caso de Betelgeuse, h\u00e1 dois batimentos card\u00edacos: um que pulsa numa escala de tempo um pouco superior a um ano e outro que pulsa numa escala de tempo de cerca de seis anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um destes batimentos card\u00edacos \u00e9 o modo fundamental de Betelgeuse, um padr\u00e3o de aumento e diminui\u00e7\u00e3o de brilho que \u00e9 intr\u00ednseco \u00e0 pr\u00f3pria estrela. Se o modo fundamental da estrela for o seu batimento card\u00edaco de longa escala, ent\u00e3o Betelgeuse pode estar pronta para explodir mais cedo do que o esperado. No entanto, se o seu modo fundamental for o seu batimento card\u00edaco de curta escala, como sugerem v\u00e1rios estudos, ent\u00e3o o seu batimento card\u00edaco mais longo \u00e9 um fen\u00f3meno chamado per\u00edodo secund\u00e1rio longo. Nesse caso, este mais longo aumento e diminui\u00e7\u00e3o de brilho seria provocado por algo externo \u00e0 estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas ainda n\u00e3o sabem ao certo o que causa os longos per\u00edodos secund\u00e1rios, mas uma das principais teorias \u00e9 que surgem quando uma estrela tem uma companheira que a rodeia e atravessa a poeira c\u00f3smica que \u00e9 produzida e expelida pela estrela. A poeira deslocada altera a quantidade de luz estelar que chega \u00e0 Terra, mudando o brilho aparente da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores exploraram a possibilidade de outros processos causarem o longo per\u00edodo secund\u00e1rio, tais como a agita\u00e7\u00e3o no interior da estrela ou altera\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas no seu poderoso campo magn\u00e9tico. Depois de combinarem dados de observa\u00e7\u00f5es diretas de Betelgeuse com modelos computacionais avan\u00e7ados que simulam a atividade da estrela, a equipa concluiu que Betelbuddy \u00e9 de longe a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nada mais encaixava&#8221;, diz Goldberg. &#8220;Basicamente, se n\u00e3o h\u00e1 nenhuma Betelbuddy, isso significa que h\u00e1 algo muito mais estranho a acontecer &#8211; algo imposs\u00edvel de explicar com a f\u00edsica atual&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/sf-web-assets-prod.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/16152703\/BetelBuddy-Fig01.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/d7\/ba\/KGPnmsKX_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Infogr\u00e1fico que descreve como Betelbuddy afeta o brilho aparente de Betelgeuse.<br>Cr\u00e9dito: Lucy Reading-Ikkanda\/Funda\u00e7\u00e3o Simons<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa ainda n\u00e3o conseguiu determinar exatamente a natureza de Betelbuddy, mas presume que seja uma estrela com o dobro da massa do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 dif\u00edcil dizer o que a companheira realmente \u00e9, para al\u00e9m de fornecer a massa e as restri\u00e7\u00f5es orbitais&#8221;, diz Joyce. &#8220;Uma estrela semelhante ao Sol \u00e9 o tipo de companheira mais prov\u00e1vel, mas isso n\u00e3o \u00e9 de modo algum conclusivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma hip\u00f3tese mais ex\u00f3tica que me agrada pessoalmente, embora as opini\u00f5es dos meus coautores possam ser diferentes, \u00e9 que a companheira seja uma estrela de neutr\u00f5es &#8211; o n\u00facleo de uma estrela que j\u00e1 se tornou supernova&#8221;, diz ela. &#8220;No entanto, nesse caso, seria de esperar ver evid\u00eancias disso atrav\u00e9s de observa\u00e7\u00f5es em raios X, o que n\u00e3o aconteceu. Penso que dever\u00edamos voltar a procurar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma nova vis\u00e3o de uma velha estrela<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguir, a equipa vai brincar aos paparazzi, tentando captar imagens de Betelbuddy com telesc\u00f3pios, uma vez que haver\u00e1 uma potencial janela de visibilidade por volta de 6 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Precisamos de confirmar que Betelbuddy existe realmente, uma vez que o nosso resultado se baseia na infer\u00eancia e n\u00e3o na dete\u00e7\u00e3o direta&#8221;, diz Moln\u00e1r. &#8220;Por isso, estamos agora a trabalhar em propostas de observa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores referem que este estudo s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 ci\u00eancia de equipa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sem cada um de n\u00f3s a considerar este problema de \u00e2ngulos muito diferentes &#8211; L\u00e1szl\u00f3 como especialista em observa\u00e7\u00f5es espaciais e an\u00e1lise de dados, Jared como algu\u00e9m que estuda e simula estrelas massivas, e eu pr\u00f3pria como modelador 1D &#8211; o trabalho n\u00e3o teria sido poss\u00edvel&#8221;, diz Joyce. &#8220;Quero agradecer ao Centro Flatiron de Astrof\u00edsica Computacional, em particular, por ter criado um ambiente em que \u00e9 poss\u00edvel reunir uma gama t\u00e3o diversificada de cientistas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m est\u00e1 entusiasmada por ter novas informa\u00e7\u00f5es sobre um corpo celeste h\u00e1 muito estudado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Betelgeuse &#8220;tem sido alvo de in\u00fameros estudos desde o in\u00edcio da astrof\u00edsica moderna&#8221;, diz Moln\u00e1r. &#8220;E, no entanto, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para fazer novas descobertas significativas: neste caso, uma estrela semelhante ao Sol escondida \u00e0 vista de todos, no imenso brilho de uma supergigante vermelha. \u00c9 isso que mais me entusiasma&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.simonsfoundation.org\/2024\/10\/21\/betelgeuse-betelgeuse-bright-star-betelgeuse-likely-has-a-betelbuddy-stellar-companion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Funda\u00e7\u00e3o Simons (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.uwyo.edu\/news\/2024\/10\/uw-professor-part-of-study-that-finds-betelgeuse-may-have-companion-star.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Wyoming (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2408.09089\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1061741\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/betelbuddy-mysterious-dimming-betelgeuse-star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/betelgeuse-companion-betelbuddy-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-10-betelgeuse-bright-star-betelbuddy-stellar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Betelgeuse_may_have_an_orbiting_companion_star_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/news-science\/betelgeuse-hidden-companion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME Science<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Betelgeuse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supergigante vermelha:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_supergiant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilustra\u00e7\u00e3o de Betelgeuse e da sua prov\u00e1vel companheira Betelbuddy. Cr\u00e9dito: Lucy Reading-Ikkanda\/Funda\u00e7\u00e3o Simons A d\u00e9cima estrela mais brilhante do c\u00e9u noturno, Betelgeuse, pode afinal n\u00e3o estar \u00e0 beira de explodir como uma supernova, de acordo com um novo estudo sobre o seu aumento e diminui\u00e7\u00e3o de brilho. 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