{"id":7388,"date":"2024-10-22T06:21:57","date_gmt":"2024-10-22T05:21:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7388"},"modified":"2024-10-22T06:21:57","modified_gmt":"2024-10-22T05:21:57","slug":"o-sol-atingiu-a-fase-maxima-do-seu-ciclo-de-11-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/10\/22\/o-sol-atingiu-a-fase-maxima-do-seu-ciclo-de-11-anos\/","title":{"rendered":"O Sol atingiu a fase m\u00e1xima do seu ciclo de 11 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEuFBGoJ_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEuFBGoJ_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7389\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEuFBGoJ_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEuFBGoJ_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEuFBGoJ_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEuFBGoJ_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SEuFBGoJ_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens, no vis\u00edvel, obtidas pela SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, que destacam o aspeto do Sol no m\u00ednimo solar (\u00e0 esquerda, dezembro de 2019) e no m\u00e1ximo solar (\u00e0 direita, agosto de 2024). Durante o m\u00ednimo solar, o Sol fica frequentemente sem manchas. As manchas solares est\u00e3o associadas \u00e0 atividade solar e s\u00e3o utilizadas para acompanhar o progresso do ciclo solar.\nCr\u00e9dito: NASA\/SDO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa confer\u00eancia de imprensa organizada a semana passada, representantes da NASA, da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e do Painel Internacional de Previs\u00e3o do Ciclo Solar anunciaram que o Sol atingiu o seu per\u00edodo de m\u00e1ximo solar, que poder\u00e1 continuar durante o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ciclo solar \u00e9 um ciclo natural que o Sol atravessa quando transita entre baixa e alta atividade magn\u00e9tica. Aproximadamente de 11 em 11 anos, no auge do ciclo solar, os polos magn\u00e9ticos do Sol invertem-se &#8211; na Terra, seria como se os polos Norte e Sul trocassem de lugar a cada d\u00e9cada &#8211; e o Sol passa de um estado calmo para um estado ativo e tempestuoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas organiza\u00e7\u00f5es seguem as manchas solares para determinar e prever o progresso do ciclo solar &#8211; e, em \u00faltima an\u00e1lise, da atividade solar. As manchas solares s\u00e3o regi\u00f5es mais frias do Sol provocadas por uma concentra\u00e7\u00e3o de linhas do campo magn\u00e9tico. As manchas solares s\u00e3o a componente vis\u00edvel das regi\u00f5es ativas, \u00e1reas de campos magn\u00e9ticos intensos e complexos no Sol que est\u00e3o na origem de erup\u00e7\u00f5es solares.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/d7\/99\/yoH2EbwW_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/d7\/99\/yoH2EbwW_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens, obtidas pela SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, que destacam o aspeto do Sol no m\u00ednimo solar (\u00e0 esquerda, dezembro de 2019) e no m\u00e1ximo solar (\u00e0 direita, agosto de 2024). Estas imagens est\u00e3o no comprimento de onda 171 do ultravioleta extremo, que revela as regi\u00f5es ativas do Sol que s\u00e3o mais comuns durante o m\u00e1ximo solar.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/SDO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Durante o m\u00e1ximo solar, o n\u00famero de manchas solares e, portanto, a quantidade de atividade solar, aumenta&#8221;, disse Jamie Favors, diretor do Programa de Clima Espacial na sede da NASA em Washington. &#8220;Este aumento de atividade proporciona uma oportunidade excitante para aprender mais sobre a nossa estrela mais pr\u00f3xima &#8211; mas tamb\u00e9m causa efeitos reais na Terra e em todo o nosso Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atividade solar influencia fortemente as condi\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o, conhecidas como clima espacial. Estas condi\u00e7\u00f5es podem afetar os sat\u00e9lites e os astronautas no espa\u00e7o, bem como os sistemas de comunica\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o &#8211; como o r\u00e1dio e o GPS &#8211; e as redes el\u00e9tricas na Terra. Quando o Sol est\u00e1 mais ativo, os fen\u00f3menos meteorol\u00f3gicos espaciais tornam-se mais frequentes. Nos \u00faltimos meses, a atividade solar levou a um aumento da visibilidade das auroras e impactou sat\u00e9lites e infraestruturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em maio de 2024, um bombardeamento de grandes erup\u00e7\u00f5es solares e eje\u00e7\u00f5es de massa coronal (EMCs) lan\u00e7ou nuvens de part\u00edculas carregadas e campos magn\u00e9ticos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, criando a mais forte tempestade geomagn\u00e9tica na Terra em duas d\u00e9cadas &#8211; e possivelmente uma das mais fortes exibi\u00e7\u00f5es de auroras registadas nos \u00faltimos 500 anos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/51\/82\/CJaFpzrG_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/51\/82\/CJaFpzrG_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma previs\u00e3o do Ciclo Solar 25, pelo Painel de Previs\u00e3o do Ciclo Solar 25. O n\u00famero de manchas solares \u00e9 um indicador da for\u00e7a do ciclo solar &#8211; quanto maior o n\u00famero de manchas solares, mais forte \u00e9 o ciclo.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Previs\u00e3o do Clima Espacial da NOAA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este an\u00fancio n\u00e3o significa que este seja o pico da atividade solar a que assistiremos neste ciclo solar&#8221;, disse Elsayed Talaat, diretor de opera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas espaciais da NOAA. &#8220;Embora o Sol tenha atingido o per\u00edodo de m\u00e1ximo solar, o m\u00eas em que a atividade solar atinge o seu pico s\u00f3 ser\u00e1 identificado daqui a meses ou anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas n\u00e3o ser\u00e3o capazes de determinar o pico exato deste per\u00edodo de m\u00e1ximo solar durante muito tempo, porque s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel identific\u00e1-lo depois de se ter verificado um decl\u00ednio consistente da atividade solar ap\u00f3s esse pico. No entanto, os cientistas identificaram que os \u00faltimos dois anos no Sol fizeram parte desta fase ativa do ciclo solar, devido ao n\u00famero consistentemente elevado de manchas solares durante este per\u00edodo. Os cientistas preveem que a fase de m\u00e1ximo durar\u00e1 mais cerca de um ano antes de o Sol entrar na fase de decl\u00ednio, que leva de novo ao m\u00ednimo solar. Desde 1989, o Painel de Previs\u00e3o do Ciclo Solar &#8211; um painel internacional de peritos patrocinado pela NASA e pela NOAA &#8211; tem trabalhado em conjunto para fazer a sua previs\u00e3o do pr\u00f3ximo ciclo solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ciclos solares t\u00eam sido seguidos pelos astr\u00f3nomos desde que Galileu observou pela primeira vez as manchas solares no s\u00e9culo XVII. Cada ciclo solar \u00e9 diferente &#8211; alguns ciclos atingem picos de grande atividade durante per\u00edodos de tempo mais curtos, enquanto outros t\u00eam picos mais fracos que duram mais tempo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2f\/78\/bk2FcVOQ_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2f\/78\/bk2FcVOQ_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O n\u00famero de manchas solares ao longo dos 24 ciclos solares anteriores. Os cientistas utilizam as manchas solares para acompanhar o progresso dos ciclos solares; as manchas solares est\u00e3o associadas \u00e0 atividade solar, sendo frequentemente a origem de explos\u00f5es gigantes &#8211; como as erup\u00e7\u00f5es solares ou as eje\u00e7\u00f5es de massa coronal &#8211; que podem lan\u00e7ar luz, energia e material solar para o espa\u00e7o.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Previs\u00e3o do Clima Espacial da NOAA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A atividade das manchas solares do Ciclo Solar 25 excedeu ligeiramente as expetativas&#8221;, afirmou Lisa Upton, copresidente do Painel de Previs\u00e3o do Ciclo Solar e cientista principal do SwRI (Southwest Research Institute) em San Antonio, no estado norte-americano do Texas. &#8220;No entanto, apesar de se terem registado algumas tempestades de grandes dimens\u00f5es, estas n\u00e3o s\u00e3o maiores do que o que seria de esperar durante a fase m\u00e1xima do ciclo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A erup\u00e7\u00e3o mais poderosa deste ciclo solar atual foi de classe X9.0 e ocorreu no dia 3 de outubro (a classe X indica as erup\u00e7\u00f5es mais intensas, enquanto o n\u00famero fornece mais informa\u00e7\u00f5es sobre a sua for\u00e7a).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"What is Solar Maximum?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E65T2AV-EjM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A NOAA prev\u00ea a ocorr\u00eancia de mais tempestades solares e geomagn\u00e9ticas durante o atual per\u00edodo de m\u00e1ximo solar, o que dar\u00e1 origem a oportunidades de observa\u00e7\u00e3o de auroras nos pr\u00f3ximos meses, bem como a potenciais impactos tecnol\u00f3gicos. Al\u00e9m disso, embora menos frequentes, os cientistas observam algumas vezes tempestades bastante significativas durante a fase descendente do ciclo solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As organiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas est\u00e3o a preparar-se para o futuro da investiga\u00e7\u00e3o e previs\u00e3o do clima espacial. Em dezembro deste ano, a miss\u00e3o Parker Solar Probe da NASA far\u00e1 a sua maior aproxima\u00e7\u00e3o de sempre ao Sol, batendo o seu pr\u00f3prio recorde de objeto humano mais pr\u00f3ximo do Sol. Esta ser\u00e1 a primeira de tr\u00eas aproxima\u00e7\u00f5es planeadas a esta dist\u00e2ncia, ajudando os investigadores a compreender o clima espacial diretamente na fonte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A Week of Rapid-Fire Solar Flares\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xfpOh7OdzyE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/science-research\/heliophysics\/nasa-noaa-sun-reaches-maximum-phase-in-11-year-solar-cycle\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sol:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ciclos Solares:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_cycle\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_cycle_25\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ciclo Solar 25 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sunspot\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Manchas solares (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Parker Solar Probe:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/content\/goddard\/parker-solar-probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Parker_Solar_Probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagens, no vis\u00edvel, obtidas pela SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, que destacam o aspeto do Sol no m\u00ednimo solar (\u00e0 esquerda, dezembro de 2019) e no m\u00e1ximo solar (\u00e0 direita, agosto de 2024). 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