{"id":7381,"date":"2024-10-18T06:11:22","date_gmt":"2024-10-18T05:11:22","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7381"},"modified":"2024-10-18T06:11:22","modified_gmt":"2024-10-18T05:11:22","slug":"sao-gemeas-resolvido-o-misterio-de-uma-famosa-ana-castanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/10\/18\/sao-gemeas-resolvido-o-misterio-de-uma-famosa-ana-castanha\/","title":{"rendered":"S\u00e3o g\u00e9meas! Resolvido o mist\u00e9rio de uma famosa an\u00e3 castanha"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aUhLQkh9_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"518\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aUhLQkh9_o-1024x518.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7382\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aUhLQkh9_o-1024x518.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aUhLQkh9_o-300x152.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aUhLQkh9_o-768x389.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aUhLQkh9_o-1536x778.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aUhLQkh9_o.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o destaca um par de an\u00e3s castanhas g\u00e9meas recentemente descobertas, designadas Gliese 229 Ba e Gliese 229 Bb. Gliese 229 B, descoberta em 1995, foi a primeira an\u00e3 castanha confirmada, mas at\u00e9 agora os astr\u00f3nomos pensavam estar a observar um \u00fanico corpo e n\u00e3o dois. Novas observa\u00e7\u00f5es do VLT (Very Large Telescope) do ESO, no Chile, revelaram que o objeto \u00e9 afinal duas an\u00e3s castanhas que se orbitam uma \u00e0 outra outra a cada 12 dias (como indicado pelas linhas orbitais laranja e azul), com uma separa\u00e7\u00e3o apenas 16 vezes maior do que a dist\u00e2ncia entre a Terra e a Lua. O par de an\u00e3s castanhas orbita uma estrela an\u00e3 M fria a cada 250 anos.\nCr\u00e9dito: K. Miller, R. Hurt (Caltech\/IPAC)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a sua descoberta em 1995, por investigadores do Caltech no Observat\u00f3rio Palomar, que j\u00e1 foram escritos centenas de artigos cient\u00edficos acerca da primeira an\u00e3 castanha conhecida, Gliese 229 B. Mas ainda persistia um mist\u00e9rio premente no que toca a este objeto: \u00e9 demasiado fraca para a sua massa. As an\u00e3s castanhas s\u00e3o mais leves do que as estrelas e mais massivas do que os gigantes gasosos como J\u00fapiter. E embora os astr\u00f3nomos tenham medido a massa de Gliese 229 B como sendo cerca de 70 vezes superior \u00e0 de J\u00fapiter, um objeto com essa massa deveria brilhar mais do que o observado pelos telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada pelo Caltech resolveu finalmente esse mist\u00e9rio: a an\u00e3 castanha \u00e9, na verdade, um par de an\u00e3s castanhas muito \u00edntimas, com cerca de 38 e 34 vezes a massa de J\u00fapiter, que giram em torno uma da outra a cada 12 dias. Os n\u00edveis de brilho observados no par correspondem ao que se espera de duas pequenas an\u00e3s castanhas t\u00e9nues com esta massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Gliese 229 B era considerada a an\u00e3 castanha modelo&#8221;, diz Jerry W. Xuan, estudante que trabalha com Dimitri Mawet, professor de astronomia. &#8220;E agora sabemos que estivemos sempre errados acerca da natureza do objeto. N\u00e3o se trata de uma, mas de duas. S\u00f3 que at\u00e9 agora n\u00e3o t\u00ednhamos sido capazes de sondar separa\u00e7\u00f5es t\u00e3o pequenas&#8221;. Xuan \u00e9 o autor principal de um novo estudo que relata as descobertas na revista Nature. Um outro estudo independente, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, liderado por Sam Whitebook, estudante do Caltech, e Tim Brandt, astr\u00f3nomo associado do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, EUA, tamb\u00e9m concluiu que Gliese 229 B \u00e9 um par de an\u00e3s castanhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta leva a novas quest\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o de pares de an\u00e3s castanhas t\u00e3o unidos como este e sugere que an\u00e3s castanhas bin\u00e1rias semelhantes &#8211; ou mesmo exoplanetas bin\u00e1rios &#8211; podem estar \u00e0 espera de serem encontrados (um exoplaneta \u00e9 um planeta que orbita uma estrela que n\u00e3o o nosso Sol).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta de que Gliese 229 B \u00e9 bin\u00e1ria n\u00e3o s\u00f3 resolve a recente tens\u00e3o observada entre a sua massa e luminosidade, mas tamb\u00e9m aprofunda significativamente a nossa compreens\u00e3o das an\u00e3s castanhas, que se situam na linha entre estrelas e planetas gigantes&#8221;, diz Mawet, que \u00e9 tamb\u00e9m investigador no JPL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gliese 229 B foi descoberta em 1995 por uma equipa do Caltech que inclu\u00eda Rebecca Oppenheimer, na altura estudante do Caltech; Shri Kulkarni, professor de astronomia e ci\u00eancia planet\u00e1ria; Keith Matthews, especialista em instrumentos do Caltech; e outros colegas. Os astr\u00f3nomos usaram o Observat\u00f3rio Palomar para descobrir que Gliese 229 B possu\u00eda metano na sua atmosfera &#8211; um fen\u00f3meno t\u00edpico de gigantes gasosos como J\u00fapiter, mas n\u00e3o de estrelas. Esta descoberta marcou a primeira dete\u00e7\u00e3o confirmada de uma classe de objetos frios semelhantes a estrelas, de nome an\u00e3s castanhas &#8211; o elo perdido entre planetas e estrelas &#8211; que tinha sido teorizada cerca de 30 anos antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ver o primeiro objeto mais pequeno do que uma estrela a orbitar outro sol foi emocionante&#8221;, diz Oppenheimer, que participa no novo estudo e trabalha no Museu Americano de Hist\u00f3ria Natural. &#8220;Na altura, deu in\u00edcio a uma &#8216;ind\u00fastria caseira&#8217; de pessoas que procuravam objetos estranhos como este, mas permaneceu um enigma durante d\u00e9cadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De facto, quase 30 anos ap\u00f3s a sua descoberta e centenas de observa\u00e7\u00f5es depois, Gliese 229 B continuava a intrigar os astr\u00f3nomos com o seu inesperado brilho fraco. Os cientistas suspeitavam que Gliese 229 B pudesse ser um par de an\u00e3s castanhas, mas &#8220;para escapar \u00e0 descoberta durante 30 anos, as duas an\u00e3s castanhas teriam de estar muito pr\u00f3ximas uma da outra&#8221;, diz Xuan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para resolver Gliese 229 B em dois objetos, a equipa utilizou dois instrumentos diferentes, ambos acoplados ao VLT (Very Large Telescope) do ESO, no Chile. Usaram o instrumento GRAVITY, um interfer\u00f3metro que combina a luz de quatro telesc\u00f3pios diferentes, para resolver espacialmente o corpo em dois, e usaram o instrumento CRIRES+ (CRyogenic high-resolution InfraRed Echelle Spectrograph) para detetar assinaturas espetrais distintas dos dois objetos. O \u00faltimo m\u00e9todo envolveu a medi\u00e7\u00e3o do movimento (ou efeito Doppler) das mol\u00e9culas na atmosfera das an\u00e3s castanhas, o que indicou que um corpo se dirigia na dire\u00e7\u00e3o da Terra e o outro na dire\u00e7\u00e3o oposta &#8211; e vice-versa, \u00e0 medida que o par se orbitava um ao outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito bom ver que, quase 30 anos depois, houve um novo desenvolvimento&#8221;, diz Kulkarni, que n\u00e3o \u00e9 autor do artigo cient\u00edfico atual. &#8220;Agora este sistema bin\u00e1rio volta a surpreender&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas observa\u00e7\u00f5es, feitas ao longo de cinco meses, mostraram que a dupla de an\u00e3s castanhas, agora com o nome Gliese 229 Ba e Gliese 229 Bb, orbitam-se uma \u00e0 outra a cada 12 dias com uma separa\u00e7\u00e3o apenas 16 vezes maior do que a dist\u00e2ncia entre a Terra e a Lua. O par ainda orbita uma estrela an\u00e3 M (uma estrela mais pequena e mais vermelha do que o nosso Sol) de 250 em 250 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes dois mundos que giram \u00e0 volta um do outro t\u00eam um raio mais pequeno do que o de J\u00fapiter. Teriam um aspeto muito estranho no nosso c\u00e9u noturno se tiv\u00e9ssemos algo semelhante no nosso Sistema Solar&#8221;, diz Oppenheimer. &#8220;Esta \u00e9 a mais excitante e fascinante descoberta na astrof\u00edsica subestelar das \u00faltimas d\u00e9cadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A forma como este par de objetos c\u00f3smicos rodopiantes surgiu \u00e9 ainda um mist\u00e9rio. Algumas teorias dizem que os pares de an\u00e3s castanhas podem formar-se nos discos de mat\u00e9ria que rodeiam uma estrela em forma\u00e7\u00e3o. O disco fragmentar-se-ia em duas &#8220;sementes&#8221; de an\u00e3s castanhas, que se ligariam gravitacionalmente ap\u00f3s um encontro pr\u00f3ximo. Resta saber se estes mesmos mecanismos de forma\u00e7\u00e3o funcionam para formar pares de planetas \u00e0 volta de outras estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No futuro, a equipa gostaria de procurar an\u00e3s castanhas bin\u00e1rias em \u00f3rbitas ainda mais \u00edntimas com instrumentos como o KPIC (Keck Planet Imager and Characterizer), que foi desenvolvido por uma equipa liderada por Mawet no Observat\u00f3rio W. M. Keck no Hawaii, bem como o futuro HISPEC (High-resolution Infrared SPectrograph for Exoplanet Characterization) do Observat\u00f3rio Keck, que est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o no Caltech e noutros laborat\u00f3rios por uma equipa liderada por Mawet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O facto da primeira an\u00e3 castanha conhecida ser afinal um par de duas an\u00e3s castanhas \u00e9 um bom press\u00e1gio para os esfor\u00e7os que est\u00e3o em curso para encontrar mais&#8221;, diz Xuan.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Brown Dwarf Duo Orbits Cool Star\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aYWWyyxe__U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/its-twins-mystery-of-famed-brown-dwarf-solved\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-08064-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2410.11953\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad7714\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2410.11999\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Gliese 229:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gliese_229\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gliese_229#Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gliese 229 B (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/instruments\/gravity.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GRAVITY (ESO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/develop\/instruments\/crires_up.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CRIRES+ (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Palomar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/palomar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Palomar_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta ilustra\u00e7\u00e3o destaca um par de an\u00e3s castanhas g\u00e9meas recentemente descobertas, designadas Gliese 229 Ba e Gliese 229 Bb. 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