{"id":7366,"date":"2024-10-11T06:27:40","date_gmt":"2024-10-11T05:27:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7366"},"modified":"2024-10-11T06:27:40","modified_gmt":"2024-10-11T05:27:40","slug":"buraco-negro-destroi-uma-estrela-e-vai-atras-de-outra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/10\/11\/buraco-negro-destroi-uma-estrela-e-vai-atras-de-outra\/","title":{"rendered":"Buraco negro destr\u00f3i uma estrela e &#8220;vai atr\u00e1s&#8221; de outra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/tde.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"765\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bhWJFJHH_o-765x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7367\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bhWJFJHH_o-765x1024.jpg 765w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bhWJFJHH_o-224x300.jpg 224w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bhWJFJHH_o-768x1028.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bhWJFJHH_o.jpg 1148w\" sizes=\"auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Raios X: NASA\/CXC\/Queen&#8217;s University de Belfast\/M. Nicholl et al.; \u00f3tico\/IR: PanSTARRS, NSF\/Legacy Survey\/SDSS; ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; Soheb Mandhai\/The Astro Phoenix; processamento de imagem &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/N. Wolk<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Observat\u00f3rio de Raios X Chandra da NASA, e outros telesc\u00f3pios, identificaram um buraco negro supermassivo que despeda\u00e7ou uma estrela e est\u00e1 agora a usar esses destro\u00e7os estelares para esmagar ou outra estrela ou um buraco negro mais pequeno. Esta investiga\u00e7\u00e3o ajuda a ligar dois mist\u00e9rios c\u00f3smicos e fornece informa\u00e7\u00f5es sobre o ambiente em torno de alguns dos maiores tipos de buracos negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o art\u00edstica mostra um disco de material (vermelho, laranja e amarelo) que foi criado depois de um buraco negro supermassivo (\u00e0 direita) ter despeda\u00e7ado uma estrela atrav\u00e9s de intensas for\u00e7as de mar\u00e9. Ao longo de alguns anos, este disco expandiu-se at\u00e9 se cruzar com outro objeto &#8211; ou uma estrela ou um pequeno buraco negro &#8211; que tamb\u00e9m est\u00e1 em \u00f3rbita \u00e0 volta do buraco negro gigante. Cada vez que este objeto embate no disco, emite um surto de raios X detetado pelo Chandra. A inser\u00e7\u00e3o mostra os dados do Chandra (a roxo) e uma imagem \u00f3tica da fonte pelo Pan-STARRS (a vermelho, verde e azul).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019, um telesc\u00f3pio \u00f3tico no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia observou uma explos\u00e3o de luz que os astr\u00f3nomos classificaram mais tarde como um &#8220;evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s&#8221; (com a sigla inglesa &#8220;TDEs&#8221;, &#8220;tidal disruption events&#8221;). Trata-se de casos em que os buracos negros destroem estrelas, se se aproximarem demasiado, atrav\u00e9s das suas poderosas for\u00e7as de mar\u00e9. Os astr\u00f3nomos deram a este TDE o nome de AT2019qiz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, os cientistas estavam tamb\u00e9m a seguir casos de outro tipo de fen\u00f3menos c\u00f3smicos observados ocasionalmente em todo o Universo. Tratavam-se de breves e regulares explos\u00f5es de raios X que ocorriam perto de buracos negros supermassivos. Os astr\u00f3nomos chamaram a estes eventos &#8220;erup\u00e7\u00f5es quase peri\u00f3dicas&#8221; (com a sigla inglesa &#8220;QPEs&#8221;, &#8220;quasi-periodic eruptions&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00faltimo estudo d\u00e1 aos cientistas evid\u00eancias de que os TDEs e as QPEs est\u00e3o provavelmente ligados. Os investigadores pensam que as QPEs surgem quando um objeto se esmaga no disco deixado para tr\u00e1s ap\u00f3s o TDE. Embora possam existir outras explica\u00e7\u00f5es, os autores do estudo prop\u00f5em que esta \u00e9 a fonte de pelo menos algumas QPEs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, os astr\u00f3nomos usaram o Chandra e o Hubble para estudar simultaneamente os detritos deixados para tr\u00e1s ap\u00f3s o fim da perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s. Os dados do Chandra foram obtidos durante tr\u00eas observa\u00e7\u00f5es diferentes, cada uma separada por cerca de 4 a 5 horas. A exposi\u00e7\u00e3o total de cerca de 14 horas de tempo, pelo Chandra, revelou apenas um sinal fraco na primeira e na \u00faltima observa\u00e7\u00e3o, mas um sinal muito forte na observa\u00e7\u00e3o do meio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da\u00ed, os investigadores usaram o NICER (Neutron Star Interior Composition Explorer) da NASA para observar frequentemente AT2019qiz em busca de explos\u00f5es repetidas de raios X. Os dados do NICER mostraram que AT2019qiz entra em erup\u00e7\u00e3o aproximadamente a cada 48 horas. Observa\u00e7\u00f5es do Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift da NASA e do telesc\u00f3pio AstroSat da \u00cdndia cimentaram a descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados ultravioletas do Hubble, obtidos ao mesmo tempo que as observa\u00e7\u00f5es do Chandra, permitiram aos cientistas determinar o tamanho do disco \u00e0 volta do buraco negro supermassivo. Descobriram que o disco se tinha tornado suficientemente grande para que, se algum objeto estivesse a orbitar o buraco negro e demorasse cerca de uma semana ou menos a completar uma \u00f3rbita, colidisse com o disco e causasse erup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este resultado tem implica\u00e7\u00f5es na procura por mais erup\u00e7\u00f5es quase peri\u00f3dicas associadas a perturba\u00e7\u00f5es de mar\u00e9s. A descoberta de mais destas erup\u00e7\u00f5es permitiria aos astr\u00f3nomos medir a preval\u00eancia e as dist\u00e2ncias de objetos em \u00f3rbitas pr\u00f3ximas de buracos negros supermassivos. Alguns deles podem ser excelentes alvos para os futuros observat\u00f3rios de ondas gravitacionais que est\u00e3o planeados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo que descreve estes resultados aparece na edi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 2024 da revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Quick Look: Black Hole Destroys Star and Goes After Another\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NEK1FIBjtKw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/image-article\/black-hole-destroys-star-goes-after-another-nasa-missions-find\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/24_releases\/press_100924.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-024-08023-6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2409.02181\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AT2019qiz:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.wis-tns.org\/object\/2019qiz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Transient Name Server<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/AT2019qiz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tidal_disruption_event\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s ou TDE &#8211; &#8220;Tidal disruption event&#8221; (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NICER (Neutron Star Interior Composition ExploreR):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/nicer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_Star_Interior_Composition_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/swift\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AstroSat:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/astrosat.iucaa.in\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ISRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/AstroSat\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raios X: NASA\/CXC\/Queen&#8217;s University de Belfast\/M. 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