{"id":7335,"date":"2024-10-01T06:16:53","date_gmt":"2024-10-01T05:16:53","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7335"},"modified":"2024-10-01T06:16:54","modified_gmt":"2024-10-01T05:16:54","slug":"a-atmosfera-desaparecida-de-marte-pode-estar-escondida-a-vista-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/10\/01\/a-atmosfera-desaparecida-de-marte-pode-estar-escondida-a-vista-de-todos\/","title":{"rendered":"A atmosfera desaparecida de Marte pode estar escondida \u00e0 vista de todos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/lruehI9a_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/lruehI9a_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7336\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/lruehI9a_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/lruehI9a_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/lruehI9a_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/lruehI9a_o.jpg 1350w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">&#8220;Nesta altura da hist\u00f3ria de Marte, pensamos que o CO2 est\u00e1 em todo o lado, em todos os cantos e recantos, e que a \u00e1gua que escorre pelas rochas tamb\u00e9m est\u00e1 cheia de CO2&#8221;, diz Joshua Murray.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/ASU\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marte nem sempre foi o deserto frio que vemos hoje. H\u00e1 cada vez mais evid\u00eancias de que a \u00e1gua j\u00e1 correu \u00e0 superf\u00edcie do Planeta Vermelho, h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos. E se havia \u00e1gua, tamb\u00e9m deve ter havido uma atmosfera espessa para evitar que a \u00e1gua congelasse. Mas, h\u00e1 cerca de 3,5 mil milh\u00f5es de anos, a \u00e1gua secou e o ar, outrora carregado de di\u00f3xido de carbono, diminuiu drasticamente, deixando apenas a t\u00e9nue atmosfera que hoje se agarra ao planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para onde foi exatamente a atmosfera de Marte? Esta quest\u00e3o tem sido um dos principais mist\u00e9rios da hist\u00f3ria de Marte com 4,6 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para dois ge\u00f3logos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), a resposta pode estar na argila do planeta. Num artigo cient\u00edfico publicado na revista Science Advances, prop\u00f5em que grande parte da atmosfera desaparecida de Marte pode estar presa na crosta coberta de argila do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa defende que, enquanto a \u00e1gua esteve presente em Marte, o l\u00edquido pode ter escorrido atrav\u00e9s de certos tipos de rocha e desencadeado lentas rea\u00e7\u00f5es em cadeia que progressivamente retiraram o di\u00f3xido de carbono da atmosfera e o converteram em metano &#8211; uma forma de carbono que pode ser armazenada durante \u00e9ones na superf\u00edcie argilosa do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Processos semelhantes ocorrem em algumas regi\u00f5es da Terra. Os investigadores utilizaram os seus conhecimentos sobre as intera\u00e7\u00f5es entre rochas e gases na Terra e aplicaram-nos \u00e0 forma como processos semelhantes se poderiam desenrolar em Marte. Descobriram que, dada a quantidade de argila que se estima cobrir a superf\u00edcie de Marte, a argila do planeta poderia conter at\u00e9 1,7 bares de di\u00f3xido de carbono, o que seria equivalente a cerca de 80% da atmosfera inicial do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel que este carbono marciano sequestrado possa um dia ser recuperado e convertido em propulsor para alimentar futuras miss\u00f5es entre Marte e a Terra, prop\u00f5em os investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com base nas nossas descobertas na Terra, mostramos que em Marte operaram processos semelhantes e que grandes quantidades de CO2 atmosf\u00e9rico podem ter sido transformadas em metano e sequestradas em argilas&#8221;, afirma o autor do estudo, Oliver Jagoutz, professor de geologia no Departamento de Ci\u00eancias da Terra, Atmosf\u00e9ricas e Planet\u00e1rias do MIT. &#8220;Este metano pode ainda estar presente e talvez at\u00e9 ser utilizado como fonte de energia em Marte no futuro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nas dobras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo de Jagoutz no MIT procura identificar os processos geol\u00f3gicos e as intera\u00e7\u00f5es que impulsionam a evolu\u00e7\u00e3o da litosfera da Terra &#8211; a camada exterior dura e quebradi\u00e7a que inclui a crosta e o manto superior, onde se encontram as placas tect\u00f3nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, ele e Murray concentraram-se num tipo de mineral argiloso de superf\u00edcie chamado esmectite, que \u00e9 conhecido por ser uma armadilha altamente eficaz para o carbono. Dentro de um \u00fanico gr\u00e3o de esmectite h\u00e1 uma multiplicidade de dobras, nas quais o carbono pode permanecer inalterado durante milhares de milh\u00f5es de anos. Os investigadores mostraram que a esmectite na Terra foi provavelmente um produto da atividade tect\u00f3nica e que, uma vez exposta \u00e0 superf\u00edcie, os minerais de argila atuaram para extrair e armazenar suficiente di\u00f3xido de carbono da atmosfera para arrefecer o planeta durante milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pouco depois da equipa ter comunicado os seus resultados, Jagoutz olhou por acaso para um mapa da superf\u00edcie de Marte e apercebeu-se de que grande parte da superf\u00edcie desse planeta estava coberta pelas mesmas argilas de esmectite. Poderiam as argilas ter tido um efeito semelhante de reten\u00e7\u00e3o de carbono em Marte e, em caso afirmativo, qual a quantidade de carbono que as argilas poderiam conter?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabemos que este processo acontece e est\u00e1 bem documentado na Terra. E estas rochas e argilas existem em Marte&#8221;, diz Jagoutz. &#8220;Por isso, quisemos tentar ligar os pontos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Todos os cantos e recantos&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio do que acontece na Terra, onde a esmectite \u00e9 uma consequ\u00eancia do movimento e eleva\u00e7\u00e3o das placas continentais para trazer rochas do manto para a superf\u00edcie, em Marte n\u00e3o existe tal atividade tect\u00f3nica. A equipa procurou formas de as argilas se poderem ter formado em Marte, com base no que os cientistas sabem sobre a hist\u00f3ria e a composi\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por exemplo, algumas medi\u00e7\u00f5es remotas da superf\u00edcie de Marte sugerem que pelo menos parte da crosta do planeta cont\u00e9m rochas \u00edgneas ultram\u00e1ficas, semelhantes \u00e0s que produzem esmectite atrav\u00e9s da meteoriza\u00e7\u00e3o na Terra. Outras observa\u00e7\u00f5es revelam padr\u00f5es geol\u00f3gicos semelhantes aos de rios e afluentes terrestres, onde a \u00e1gua poderia ter flu\u00eddo e reagido com a rocha subjacente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jagoutz e Murray perguntaram-se se a \u00e1gua podia ter reagido com as rochas ultram\u00e1ficas profundas de Marte de uma forma que produzisse as argilas que cobrem a superf\u00edcie atualmente. Desenvolveram um modelo simples de qu\u00edmica das rochas, baseado no que se sabe sobre a forma como as rochas \u00edgneas interagem com o seu ambiente na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aplicaram este modelo a Marte, onde os cientistas pensam que a crosta \u00e9 maioritariamente constitu\u00edda por rochas \u00edgneas ricas no mineral olivina. A equipa utilizou o modelo para estimar as altera\u00e7\u00f5es que as rochas ricas em olivina poderiam sofrer, assumindo que existia \u00e1gua \u00e0 superf\u00edcie durante pelo menos mil milh\u00f5es de anos e que a atmosfera era rica em di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nesta altura da hist\u00f3ria de Marte, pensamos que o CO2 est\u00e1 em todo o lado, em todos os cantos e recantos, e que a \u00e1gua que escorre pelas rochas tamb\u00e9m est\u00e1 cheia de CO2&#8221;, diz Murray.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de cerca de mil milh\u00f5es de anos, a \u00e1gua que escorre pela crosta teria reagido lentamente com a olivina &#8211; um mineral rico numa forma reduzida de ferro. As mol\u00e9culas de oxig\u00e9nio da \u00e1gua ligaram-se ao ferro, libertando hidrog\u00e9nio e formando o ferro oxidado vermelho que d\u00e1 ao planeta a sua cor ic\u00f3nica. Este hidrog\u00e9nio livre ter-se-ia ent\u00e3o combinado com o di\u00f3xido de carbono presente na \u00e1gua, formando metano. \u00c0 medida que esta rea\u00e7\u00e3o progredia ao longo do tempo, a olivina ter-se-ia transformado lentamente noutro tipo de rocha rica em ferro, conhecida como serpentinite, que depois continuou a reagir com a \u00e1gua para formar esmectite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas argilas de esmectite t\u00eam uma grande capacidade de armazenar carbono&#8221;, diz Murray. &#8220;Utiliz\u00e1mos o conhecimento existente sobre a forma como estes minerais s\u00e3o armazenados em argilas na Terra e extrapol\u00e1mos para dizer: se a superf\u00edcie marciana tem esta quantidade de argila, quanto metano pode ser armazenado nessas argilas?&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f1\/be\/69pLGBWJ_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/f1\/be\/69pLGBWJ_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este esquema ilustra a altera\u00e7\u00e3o progressiva de rochas ricas em ferro em Marte, \u00e0 medida que as rochas interagem com \u00e1gua contendo CO2 da atmosfera. Ao longo de v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos, este processo pode ter armazenado CO2 suficiente na superf\u00edcie argilosa, sob a forma de metano, para explicar a maior parte do CO2 que desapareceu da atmosfera inicial do planeta.<br>Cr\u00e9dito: cortesia dos investigadores<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele e Jagoutz descobriram que se Marte estiver coberto por uma camada de esmectite com 1100 metros de profundidade, esta quantidade de argila pode armazenar uma enorme quantidade de metano, equivalente \u00e0 maior parte do di\u00f3xido de carbono na atmosfera que se pensa ter desaparecido desde que o planeta secou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que as estimativas dos volumes globais de argila em Marte s\u00e3o consistentes com o facto de uma fra\u00e7\u00e3o significativa do CO2 inicial de Marte ter sido sequestrado como compostos org\u00e2nicos na crosta rica em argila&#8221;, diz Murray. &#8220;De certa forma, a atmosfera desaparecida de Marte pode estar escondida \u00e0 vista de todos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para onde foi o CO2 de uma atmosfera inicial, mais espessa, \u00e9 uma quest\u00e3o fundamental na hist\u00f3ria da atmosfera de Marte, do seu clima e da habitabilidade por micr\u00f3bios&#8221;, diz Bruce Jakosky, professor em\u00e9rito de geologia na Universidade do Colorado e investigador principal da miss\u00e3o MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), que orbita e estuda a atmosfera superior de Marte desde 2014. Jakosky n\u00e3o esteve envolvido no estudo atual. &#8220;Murray e Jagoutz examinam a intera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das rochas com a atmosfera como forma de remover o CO2. No limite superior das nossas estimativas da quantidade de meteoriza\u00e7\u00e3o ocorrida, este pode ser um processo importante na remo\u00e7\u00e3o de CO2 da atmosfera inicial de Marte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2024\/mars-missing-atmosphere-could-be-hiding-plain-sight-0925\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.adm8443\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1058950\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-missing-atmosphere-hiding-plain-sight-clay-methane\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/168729\/martian-clay-could-be-hiding-the-planets-atmosphere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-09-mars-early-thick-atmosphere-planet.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atmosphere_of_Mars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Atmosfera de Marte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Esmectite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Smectite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rocha ultram\u00e1fica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ultramafic_rock\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Serpentinite:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Serpentinite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/maven\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MAVEN\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Nesta altura da hist\u00f3ria de Marte, pensamos que o CO2 est\u00e1 em todo o lado, em todos os cantos e recantos, e que a \u00e1gua que escorre pelas rochas tamb\u00e9m est\u00e1 cheia de CO2&#8221;, diz Joshua Murray. Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/ASU\/MSSS Marte nem sempre foi o deserto frio que vemos hoje. H\u00e1 cada vez mais evid\u00eancias de &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7336,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[1818,4,347],"class_list":["post-7335","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-esmectite","tag-marte","tag-maven"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7335","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7335"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7335\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7337,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7335\/revisions\/7337"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}