{"id":7332,"date":"2024-10-01T06:15:02","date_gmt":"2024-10-01T05:15:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7332"},"modified":"2024-10-01T06:15:03","modified_gmt":"2024-10-01T05:15:03","slug":"osiris-rex-1-ano-depois-amostra-de-asteroide-continua-a-fornecer-pistas-sobre-o-inicio-do-sistema-solar-e-as-origens-da-vida-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/10\/01\/osiris-rex-1-ano-depois-amostra-de-asteroide-continua-a-fornecer-pistas-sobre-o-inicio-do-sistema-solar-e-as-origens-da-vida-na-terra\/","title":{"rendered":"OSIRIS-REx, 1 ano depois: amostra de asteroide continua a fornecer pistas sobre o in\u00edcio do Sistema Solar e as origens da vida na Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/5NaFNelo_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/5NaFNelo_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7333\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/5NaFNelo_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/5NaFNelo_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/5NaFNelo_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/5NaFNelo_o.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dante Lauretta (\u00e0 direita), professor na Universidade do Arizona e investigador principal da OSIRIS-REx, recolhe dados cient\u00edficos com Francis McCubbin, curador de Astromateriais da NASA, e Scott Sandford, l\u00edder cient\u00edfico da c\u00e1psula de retorno de amostras da NASA, pouco depois da c\u00e1psula da miss\u00e3o OSIRIS-REx ter aterrado no Campo de Testes e Treino do Utah, do Departamento de Defesa dos EUA, no dia 24 de setembro de 2023. A amostra foi recolhida do asteroide Bennu em outubro de 2020.\nCr\u00e9dito: NASA\/Keegan Barber<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 passou um ano desde que a nave espacial OSIRIS-REx da NASA entregou, com sucesso, a maior amostra de um asteroide de sempre \u00e0 Terra, no dia 24 de setembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde ent\u00e3o, pistas intrigantes sobre os prim\u00f3rdios do Sistema Solar e as potenciais origens da vida na Terra surgiram do estudo da amostra, sob a lideran\u00e7a do investigador principal da OSIRIS-REx, Dante Lauretta, professor de ci\u00eancias planet\u00e1rias na Universidade do Arizona, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A entrega bem-sucedida de 122 gramas de material do asteroide pr\u00f3ximo da Terra, Bennu, assinalou um momento crucial na explora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. A miss\u00e3o recolheu mais do dobro do requisito inicial de 60 gramas de material da superf\u00edcie do asteroide. Os exames iniciais do material revelaram informa\u00e7\u00f5es cruciais sobre a composi\u00e7\u00e3o do asteroide. Os investigadores identificaram quantidades significativas de compostos \u00e0 base de carbono e minerais hidratados na amostra, apoiando hip\u00f3teses sobre o potencial papel dos asteroides em trazer componentes essenciais para a vida \u00e0 Terra primitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas tamb\u00e9m descobriram na amostra a presen\u00e7a de fosfato de magn\u00e9sio e s\u00f3dio, um espec\u00edfico mineral de fosfato que n\u00e3o foi detetado durante o estudo remoto do asteroide. Este facto sugere que as origens de Bennu podem ser mais complexas do que se pensava inicialmente. Tamb\u00e9m sugere que o asteroide poder\u00e1 ter nascido de um corpo celeste maior e rico em \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um ano depois da OSIRIS-REx ter entregue a sua amostra \u00e0 Terra, estou espantado com as descobertas que fizemos&#8221;, disse Lauretta. &#8220;Encontrar compostos org\u00e2nicos e sinais de um passado aquoso em Bennu aproxima-nos da compreens\u00e3o das origens do nosso Sistema Solar e da qu\u00edmica que pode ter desencadeado a vida na Terra. \u00c9 uma poderosa lembran\u00e7a de como estamos profundamente ligados ao Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a maior parte do material do asteroide continue a ser cuidadosamente conservado nas instala\u00e7\u00f5es especializadas da NASA, algumas partes foram atribu\u00eddas a importantes institui\u00e7\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o, incluindo a Universidade do Arizona. Alguns museus dos EUA exibem agora fragmentos do material extraterrestre, como parte de uma iniciativa para encorajar um maior envolvimento do p\u00fablico com este feito cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/9c\/35\/RWFnjla4_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/9c\/35\/RWFnjla4_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Guardado num recipiente transparente protegido por um inv\u00f3lucro met\u00e1lico, esta pedrinha recolhida do asteroide Bennu pela nave espacial OSIRIS-REx est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o no Museu de Minerais da Universidade do Arizona.<br>Cr\u00e9dito: Chris Richards\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A viagem da OSIRIS-REx ultrapassou as nossas maiores expetativas, em grande parte gra\u00e7as \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o e perspic\u00e1cia dos estudantes que estiveram no centro desta miss\u00e3o&#8221;, disse Lauretta. &#8220;Sendo um projeto liderado por uma universidade, conseguimos envolver diretamente os estudantes em descobertas inovadoras. Estas descobertas n\u00e3o s\u00f3 expandem o nosso conhecimento cient\u00edfico como tamb\u00e9m demonstram o papel \u00fanico que uma universidade pode desempenhar no avan\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o espacial, promovendo um ambiente de aprendizagem pr\u00e1tica que prepara a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o para liderar o futuro da ci\u00eancia planet\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00e2mbito da miss\u00e3o OSIRIS-REx foi alargado para al\u00e9m dos seus objetivos iniciais. A nave espacial, agora com o novo nome OSIRIS-APEX, embarcou numa nova miss\u00e3o para estudar o asteroide pr\u00f3ximo da Terra Apophis. Esta miss\u00e3o alargada \u00e9 liderada por Dani Mendoza DellaGiustina, professor assistente no Laborat\u00f3rio Lunar e Planet\u00e1rio da Universidade do Arizona. A miss\u00e3o OSIRIS-APEX tem como objetivo observar Apophis durante a aproxima\u00e7\u00e3o deste asteroide \u00e0 Terra em 2029, o que poder\u00e1 fornecer dados sem precedentes sobre as intera\u00e7\u00f5es entre objetos pr\u00f3ximos da Terra e o campo gravitacional do nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo do asteroide Apophis tem um significado particular para as estrat\u00e9gias de defesa planet\u00e1ria. Sendo um asteroide representativo de objetos pr\u00f3ximos da Terra potencialmente perigosos, Apophis poder\u00e1 fornecer dados cr\u00edticos para o desenvolvimento de futuras medidas de prote\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/news\/osiris-rex-1-year-later-asteroid-sample-continues-provide-clues-about-early-solar-system-and\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/asteroids-comets-and-meteors\/asteroids\/101955-bennu\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/tools\/sbdb_lookup.html#\/?sstr=bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nasasolarsystem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dante Lauretta (\u00e0 direita), professor na Universidade do Arizona e investigador principal da OSIRIS-REx, recolhe dados cient\u00edficos com Francis McCubbin, curador de Astromateriais da NASA, e Scott Sandford, l\u00edder cient\u00edfico da c\u00e1psula de retorno de amostras da NASA, pouco depois da c\u00e1psula da miss\u00e3o OSIRIS-REx ter aterrado no Campo de Testes e Treino do Utah, &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7333,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[376,1325,375],"class_list":["post-7332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-bennu","tag-osiris-apex","tag-osiris-rex"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7334,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7332\/revisions\/7334"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}