{"id":7306,"date":"2024-09-20T06:12:57","date_gmt":"2024-09-20T05:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7306"},"modified":"2024-09-20T06:12:57","modified_gmt":"2024-09-20T05:12:57","slug":"o-hubble-encontra-mais-buracos-negros-do-que-se-pensava-no-universo-primitivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/09\/20\/o-hubble-encontra-mais-buracos-negros-do-que-se-pensava-no-universo-primitivo\/","title":{"rendered":"O Hubble encontra mais buracos negros do que se pensava no Universo primitivo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/heic2410a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"766\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Mj1Kb0iN_o-1024x766.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7307\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Mj1Kb0iN_o-1024x766.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Mj1Kb0iN_o-300x224.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Mj1Kb0iN_o-768x574.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Mj1Kb0iN_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta \u00e9 uma nova imagem do HUDF (Hubble Ultra Deep Field). A primeira imagem profunda do campo foi efetuada com o Hubble em 2004. O mesmo campo foi novamente observado pelo Hubble v\u00e1rios anos mais tarde, e voltou a ser fotografado em 2023. Comparando as exposi\u00e7\u00f5es no infravermelho pr\u00f3ximo com o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Hubble, tiradas em 2009, 2012 e 2023, os astr\u00f3nomos encontraram evid\u00eancias de buracos negros supermassivos cintilantes no cora\u00e7\u00e3o das primeiras gal\u00e1xias. Um exemplo pode ser visto como um objeto brilhante na inser\u00e7\u00e3o. Alguns buracos negros supermassivos n\u00e3o engolem constantemente o material circundante, mas em surtos, o que faz com que o seu brilho cintile. Isto pode ser detetado comparando imagens do HUDF tiradas em \u00e9pocas diferentes. O estudo encontrou mais buracos negros do que o previsto. <a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/hubble-hudf-blackholes-stsci-01j6yyrz61qn4exe2hx9dxzj9s.png\">Ver imagem sem a inser\u00e7\u00e3o<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Matthew Hayes (Universidade de Estocolmo); reconhecimento &#8211; Steven V.W. Beckwith (UC Berkeley), Garth Illingworth (UC Santa Cruz), Richard Ellis (UCL); processamento de imagem &#8211; Joseph DePasquale (STSCI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a ajuda do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, uma equipa internacional de investigadores, liderada por cientistas do Departamento de Astronomia da Universidade de Estocolmo, encontrou mais buracos negros no in\u00edcio do Universo do que tinha sido anteriormente relatado. O novo resultado pode ajudar os cientistas a compreender como \u00e9 que os buracos negros supermassivos foram criados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, os cientistas n\u00e3o t\u00eam uma ideia completa de como os primeiros buracos negros se formaram pouco tempo depois do Big Bang. Sabe-se que os buracos negros supermassivos, que podem pesar mais de mil milh\u00f5es de s\u00f3is, existem no centro de v\u00e1rias gal\u00e1xias menos de mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muitos destes objetos parecem ser mais massivos do que pens\u00e1vamos inicialmente que podiam ser em tempos t\u00e3o precoces &#8211; ou se formaram muito massivos ou cresceram extremamente depressa&#8221;, disse Alice Young, estudante de doutoramento da Universidade de Estocolmo e coautora do estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os buracos negros desempenham um papel importante no ciclo de vida de todas as gal\u00e1xias, mas existem grandes incertezas na nossa compreens\u00e3o da forma como as gal\u00e1xias evoluem. A fim de obter uma imagem completa da liga\u00e7\u00e3o entre a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias e dos buracos negros, os investigadores utilizaram o Hubble para analisar o n\u00famero de buracos negros existentes numa popula\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias t\u00e9nues quando o Universo tinha apenas uma pequena percentagem da sua idade atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o estudada foi refotografada pelo Hubble v\u00e1rios anos ap\u00f3s as observa\u00e7\u00f5es iniciais. Isto permitiu \u00e0 equipa medir as varia\u00e7\u00f5es no brilho das gal\u00e1xias. Estas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o um sinal revelador de buracos negros. A equipa identificou mais buracos negros do que os encontrados anteriormente por outros m\u00e9todos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos resultados observacionais sugerem que alguns buracos negros se formaram provavelmente pelo colapso de estrelas massivas e pristinas durante os primeiros mil milh\u00f5es de anos do tempo c\u00f3smico. Este tipo de estrelas s\u00f3 pode existir em \u00e9pocas muito precoces do Universo, porque as estrelas de gera\u00e7\u00f5es posteriores foram polu\u00eddas pelos remanescentes de estrelas que j\u00e1 viveram e morreram. Outras alternativas para a forma\u00e7\u00e3o de buracos negros incluem o colapso de nuvens de g\u00e1s, fus\u00f5es de estrelas em enxames massivos e buracos negros &#8220;primordiais&#8221; que se formaram (por mecanismos fisicamente especulativos) nos primeiros segundos ap\u00f3s o Big Bang. Com esta nova informa\u00e7\u00e3o sobre a forma\u00e7\u00e3o de buracos negros, podem ser constru\u00eddos modelos mais exatos da forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O mecanismo de forma\u00e7\u00e3o dos primeiros buracos negros \u00e9 uma parte importante do puzzle da evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias&#8221;, afirmou Matthew Hayes, do Departamento de Astronomia da Universidade de Estocolmo e principal autor do estudo. &#8220;Juntamente com os modelos de crescimento dos buracos negros, os c\u00e1lculos da evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias podem agora ser colocados numa base mais motivada fisicamente, com um esquema exato de como os buracos negros surgiram a partir do colapso de estrelas massivas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos est\u00e3o tamb\u00e9m a fazer observa\u00e7\u00f5es com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA para procurar buracos negros gal\u00e1cticos que se formaram pouco depois do Big Bang, para compreender a sua massa e a sua localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/nasas-hubble-finds-more-black-holes-than-expected-in-the-early-universe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Hubble_finds_more_black_holes_in_the_early_Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/esahubble.org\/news\/heic2410\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2024\/news-2024-032\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ STScI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.su.se\/english\/news\/nasa-s-hubble-finds-more-black-holes-than-expected-in-the-early-universe-1.762230\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Estocolmo (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad63a7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2403.16138\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HUDF (Hubble Ultra Deep Field):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Ultra-Deep_Field\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 uma nova imagem do HUDF (Hubble Ultra Deep Field). A primeira imagem profunda do campo foi efetuada com o Hubble em 2004. O mesmo campo foi novamente observado pelo Hubble v\u00e1rios anos mais tarde, e voltou a ser fotografado em 2023. Comparando as exposi\u00e7\u00f5es no infravermelho pr\u00f3ximo com o instrumento WFC3 (Wide Field &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7307,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,60,16,1],"tags":[192,110,150,118],"class_list":["post-7306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-buraco-negro","tag-galaxias","tag-hubble","tag-hudf"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7306"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7308,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7306\/revisions\/7308"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}