{"id":7300,"date":"2024-09-17T06:22:51","date_gmt":"2024-09-17T05:22:51","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7300"},"modified":"2024-09-17T06:22:51","modified_gmt":"2024-09-17T05:22:51","slug":"solucao-para-um-misterio-cosmico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/09\/17\/solucao-para-um-misterio-cosmico\/","title":{"rendered":"Solu\u00e7\u00e3o para um mist\u00e9rio c\u00f3smico"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/QZziGvIM_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"632\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/QZziGvIM_o-1024x632.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7301\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/QZziGvIM_o-1024x632.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/QZziGvIM_o-300x185.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/QZziGvIM_o-768x474.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/QZziGvIM_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Captura de ecr\u00e3 de uma simula\u00e7\u00e3o que mostra os efeitos da passagem de outra estrela pelo nosso Sistema Solar.\nCr\u00e9dito: Forschungszentrum J\u00fclich<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novas evid\u00eancias sugerem que, h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, uma estrela pode ter passado muito perto do nosso Sistema Solar. Como resultado, milhares de corpos celestes mais pequenos no Sistema Solar exterior, para l\u00e1 da \u00f3rbita de Neptuno, foram desviados para trajet\u00f3rias altamente inclinadas em torno do Sol. \u00c9 poss\u00edvel que alguns deles tenham sido capturados pelos planetas J\u00fapiter e Saturno como luas. Estas conclus\u00f5es s\u00e3o de uma equipa de astrof\u00edsicos do Forschungszentrum J\u00fclich, Alemanha, e da Universidade de Leiden, Pa\u00edses Baixos. Foram publicadas em dois estudos nas revistas de renome Nature Astronomy e The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando pensamos no nosso Sistema Solar, normalmente assumimos que este termina no planeta mais exterior conhecido, Neptuno. &#8220;No entanto, sabe-se que v\u00e1rios milhares de corpos celestes se movem para l\u00e1 da \u00f3rbita de Neptuno&#8221;, explica Susanne Pfalzner, astrof\u00edsica do Forschungszentrum J\u00fclich. Suspeita-se mesmo que existam dezenas de milhares de objetos com um di\u00e2metro superior a 100 quil\u00f3metros. &#8220;Surpreendentemente, muitos destes objetos chamados transneptunianos movem-se em \u00f3rbitas exc\u00eantricas, inclinadas em rela\u00e7\u00e3o ao plano orbital comum dos planetas do Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juntamente com o seu aluno Amith Govind e Simon Portegies Zwart, da Universidade de Leiden, Susanne Pfalzner utilizou mais de 3000 simula\u00e7\u00f5es em computador para investigar uma poss\u00edvel causa das \u00f3rbitas invulgares: poder\u00e1 outra estrela ter causado as estranhas \u00f3rbitas dos objetos transneptunianos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os tr\u00eas astrof\u00edsicos descobriram que uma passagem pr\u00f3xima de outra estrela pode explicar as \u00f3rbitas inclinadas e exc\u00eantricas dos corpos celestes transneptunianos conhecidos. &#8220;Mesmo as \u00f3rbitas de objetos muito distantes podem ser deduzidas, como a do planeta an\u00e3o Sedna, nos confins do Sistema Solar, que foi descoberto em 2003. E tamb\u00e9m objetos que se movem em \u00f3rbitas quase perpendiculares \u00e0s \u00f3rbitas planet\u00e1rias&#8221;, diz Susanne Pfalzner. Este &#8220;flyby&#8221; pode at\u00e9 explicar as \u00f3rbitas de 2008 KV42 e 2011 KT19 &#8211; os dois corpos celestes que se movem na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 dos planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A melhor correspond\u00eancia para o atual Sistema Solar exterior que encontr\u00e1mos com as nossas simula\u00e7\u00f5es \u00e9 uma estrela ligeiramente mais leve do que o nosso Sol &#8211; cerca de 0,8 massas solares&#8221;, explica Amith Govind, colega de Pfalzner. &#8220;Esta estrela passou pelo nosso Sol a uma dist\u00e2ncia de cerca de 16,5 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros. Corresponde a cerca de 110 vezes a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol e um pouco menos de quatro vezes a dist\u00e2ncia ao planeta mais exterior, Neptuno&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/39\/56\/Uhix9V3A_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/39\/56\/Uhix9V3A_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A lua Febe, de Saturno, \u00e9 um excelente exemplo das propriedades invulgares das luas irregulares. Como muitas outras, orbita Saturno na dire\u00e7\u00e3o oposta.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL\/SSI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a descoberta mais surpreendente dos cientistas foi a de que a passagem de uma estrela, h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, poderia tamb\u00e9m fornecer uma explica\u00e7\u00e3o natural para fen\u00f3menos mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s. Susanne Pfalzner e os seus colegas descobriram que, nas suas simula\u00e7\u00f5es, alguns objetos transneptunianos foram lan\u00e7ados para o nosso Sistema Solar &#8211; para a regi\u00e3o dos planetas gigantes exteriores J\u00fapiter, Saturno, \u00darano e Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Alguns destes objetos podem ter sido capturados pelos planetas gigantes como luas&#8221;, diz Simon Portegies Zwart, da Universidade de Leiden. &#8220;Isto explicaria porque \u00e9 que os planetas exteriores do nosso Sistema Solar t\u00eam dois tipos diferentes de luas&#8221;. Em contraste com as luas regulares, que orbitam perto do planeta em \u00f3rbitas circulares, as luas irregulares orbitam o planeta a uma dist\u00e2ncia maior em \u00f3rbitas inclinadas e alongadas. At\u00e9 agora, n\u00e3o havia explica\u00e7\u00e3o para este fen\u00f3meno. &#8220;A beleza deste modelo reside na sua simplicidade&#8221;, diz Pfalzner. &#8220;Responde a v\u00e1rias quest\u00f5es em aberto sobre o nosso Sistema Solar apenas com uma \u00fanica causa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Simulation of a Stellar Flyby Shaping the Outer Solar System\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fOel5aWCRJs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.fz-juelich.de\/en\/news\/archive\/press-release\/2024\/solution-to-a-cosmic-mystery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Forschungszentrum J\u00fclich (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-024-02349-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2409.03342\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ad63a6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2409.03529\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/168420\/a-stellar-flyby-jumbled-up-the-outer-solar-system\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-09-solution-cosmic-mystery-eccentric-orbits.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Mystery_of_Trans_Neptunian_Orbits_Solved_by_Stellar_Flyby_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/new-simulations-suggest-planet-nine-might-not-be-a-planet-at-all\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceAlert<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Objetos transneptunianos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Trans-Neptunian_object\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sedna_(dwarf_planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sedna (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/(528219)_2008_KV42\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">2008 KV42 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/(471325)_2011_KT19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">2011 KT19 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os sistemas estelares mais pr\u00f3ximos:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/recons.org\/TOP100.posted.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">RECONS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_stars_and_brown_dwarfs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Captura de ecr\u00e3 de uma simula\u00e7\u00e3o que mostra os efeitos da passagem de outra estrela pelo nosso Sistema Solar. 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