{"id":7297,"date":"2024-09-17T06:20:37","date_gmt":"2024-09-17T05:20:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7297"},"modified":"2024-09-17T06:20:37","modified_gmt":"2024-09-17T05:20:37","slug":"a-formacao-de-super-terras-e-limitada-em-torno-de-estrelas-pobres-em-metais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/09\/17\/a-formacao-de-super-terras-e-limitada-em-torno-de-estrelas-pobres-em-metais\/","title":{"rendered":"A forma\u00e7\u00e3o de super-Terras \u00e9 limitada em torno de estrelas pobres em metais"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/content.presspage.com\/uploads\/2170\/8b0ae334-e6b9-4056-9f43-85d07e26ff63\/1920_gettyimages-1486754702.jpg?10000\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"616\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/18rTBjcR_o-1024x616.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7298\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/18rTBjcR_o-1024x616.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/18rTBjcR_o-300x180.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/18rTBjcR_o-768x462.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/18rTBjcR_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ao estudarem minuciosamente a forma como as estrelas interagem com a mat\u00e9ria, os cientistas podem recuar at\u00e9 aos prim\u00f3rdios do Universo.\nCr\u00e9dito: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos apresentaram, num novo estudo, novas evid\u00eancias no que respeita aos limites da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, descobrindo que, a partir de um certo ponto, os planetas maiores do que a Terra t\u00eam dificuldade em formar-se perto de estrelas de baixa metalicidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o Sol como refer\u00eancia, os astr\u00f3nomos podem medir quando uma estrela se formou determinando a sua metalicidade, ou o n\u00edvel de elementos pesados presentes no seu interior. As estrelas ou nebulosas ricas em metais formaram-se h\u00e1 relativamente pouco tempo, enquanto os objetos pobres em metais estiveram provavelmente presentes durante o in\u00edcio do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos anteriores encontraram uma liga\u00e7\u00e3o fraca entre as taxas de metalicidade e a forma\u00e7\u00e3o de planetas, observando que \u00e0 medida que a metalicidade de uma estrela diminui, tamb\u00e9m diminui a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria para certas popula\u00e7\u00f5es de planetas, como sub-Saturnos ou sub-Neptunos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, este trabalho \u00e9 o primeiro a observar que, de acordo com as teorias atuais, a forma\u00e7\u00e3o de super-Terras perto de estrelas pobres em metais se torna significativamente mais dif\u00edcil, sugerindo um limite estrito para as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a sua forma\u00e7\u00e3o, disse a autora principal Kiersten Boley, que recentemente obteve o seu doutoramento em astronomia na Universidade do Estado do Ohio, nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao longo do ciclo de vida das estrelas, enriquecem o espa\u00e7o circundante at\u00e9 terem metais ou ferro suficientes para formar planetas&#8221;, disse Boley. &#8220;Mas mesmo para estrelas com menor metalicidade, pensava-se que o n\u00famero de planetas que poderiam ser formados nunca chegaria a zero&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros estudos postulavam que a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria na Via L\u00e1ctea deveria come\u00e7ar quando as estrelas se situam entre -2,5 e -0,5 de metalicidade (valores em compara\u00e7\u00e3o com o Sol &#8211; valores negativos implicam que as estrelas s\u00e3o mais pobres em metais do que a nossa estrela natal), mas at\u00e9 agora essa teoria n\u00e3o tinha sido provada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para testar esta previs\u00e3o, a equipa desenvolveu e depois pesquisou um cat\u00e1logo de 10.000 das estrelas mais pobres em metais observadas pela miss\u00e3o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. Se correta, a extrapola\u00e7\u00e3o das tend\u00eancias conhecidas para procurar planetas pequenos e de curto per\u00edodo em torno de uma regi\u00e3o de 85.000 estrelas pobres em metais t\u00ea-los-ia levado a descobrir cerca de 68 super-Terras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Surpreendentemente, os investigadores deste trabalho n\u00e3o detetaram nenhuma, disse Boley. &#8220;Encontr\u00e1mos essencialmente um &#8216;penhasco&#8217; onde esper\u00e1vamos ver uma inclina\u00e7\u00e3o lenta ou gradual&#8221;, disse. &#8220;As taxas de ocorr\u00eancia esperadas n\u00e3o coincidem de todo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi publicado na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este &#8216;penhasco&#8217;, que fornece aos cientistas um per\u00edodo de tempo durante o qual a metalicidade era demasiado baixa para a forma\u00e7\u00e3o de planetas, estende-se at\u00e9 cerca de metade da idade do Universo, o que significa que as super-Terras n\u00e3o se formaram no in\u00edcio da sua hist\u00f3ria. &#8220;H\u00e1 sete mil milh\u00f5es de anos \u00e9 provavelmente o ponto ideal onde come\u00e7amos a ver um pouco de forma\u00e7\u00e3o de super-Terras&#8221;, disse Boley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, como a maioria das estrelas formadas antes dessa era t\u00eam metalicidades baixas e teriam de esperar que a Via L\u00e1ctea fosse enriquecida por gera\u00e7\u00f5es de estrelas moribundas para criar as condi\u00e7\u00f5es adequadas para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, os resultados prop\u00f5em com sucesso um limite superior para o n\u00famero e distribui\u00e7\u00e3o de pequenos planetas na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Num tipo estelar semelhante ao da nossa amostra, sabemos agora que n\u00e3o devemos esperar que a forma\u00e7\u00e3o de planetas seja abundante quando se passa a regi\u00e3o de metalicidade -0,5&#8221;, disse Boley. &#8220;\u00c9 surpreendente, porque agora temos dados que mostram isso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que tamb\u00e9m \u00e9 surpreendente s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es do estudo para aqueles que procuram vida para l\u00e1 da Terra, uma vez que uma compreens\u00e3o mais precisa das complexidades da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria pode fornecer aos cientistas conhecimentos pormenorizados sobre os locais do Universo onde a vida poder\u00e1 ter florescido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o se quer procurar em \u00e1reas onde a vida n\u00e3o seria prop\u00edcia ou em \u00e1reas onde nem sequer se pensa encontrar um planeta&#8221;, disse Boley. &#8220;H\u00e1 uma infinidade de perguntas que podemos fazer se soubermos estas coisas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas investiga\u00e7\u00f5es podem incluir determinar se estes exoplanetas cont\u00eam \u00e1gua, o tamanho do seu n\u00facleo e se desenvolveram um forte campo magn\u00e9tico, todas condi\u00e7\u00f5es conducentes \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para aplicar o seu trabalho a outros processos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, a equipa ter\u00e1 provavelmente de estudar diferentes tipos de super-Terras durante per\u00edodos mais longos do que os atuais. Felizmente, observa\u00e7\u00f5es futuras poder\u00e3o ser conseguidas com a ajuda de pr\u00f3ximos projetos como o Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA e a miss\u00e3o PLATO da ESA, que ir\u00e3o alargar a procura de planetas terrestres em zonas habit\u00e1veis como a nossa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esses instrumentos ser\u00e3o realmente vitais para descobrir quantos planetas existem e para obter o maior n\u00famero poss\u00edvel de observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento&#8221;, disse Boley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.osu.edu\/formation-of-super-earths-proven-limited-near-metal-poor-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Estado do Ohio (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ad6570\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.arxiv.org\/abs\/2407.13821\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Metalicidade:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Metallicity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nebular_hypothesis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao estudarem minuciosamente a forma como as estrelas interagem com a mat\u00e9ria, os cientistas podem recuar at\u00e9 aos prim\u00f3rdios do Universo. 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