{"id":7294,"date":"2024-09-17T06:18:50","date_gmt":"2024-09-17T05:18:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7294"},"modified":"2024-09-17T06:18:51","modified_gmt":"2024-09-17T05:18:51","slug":"equipa-da-voyager-1-realiza-uma-complicada-troca-de-propulsores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/09\/17\/equipa-da-voyager-1-realiza-uma-complicada-troca-de-propulsores\/","title":{"rendered":"Equipa da Voyager 1 realiza uma complicada troca de propulsores"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/upccy5JD_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"438\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/upccy5JD_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7295\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/upccy5JD_o.jpg 800w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/upccy5JD_o-300x164.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/upccy5JD_o-768x420.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um modelo da nave espacial Voyager da NASA. As duas Voyagers est\u00e3o a voar desde 1977 e est\u00e3o a explorar as regi\u00f5es exteriores do nosso Sistema Solar.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os engenheiros que trabalham na sonda Voyager 1 da NASA conseguiram resolver um problema com os propulsores da nave espacial, que mant\u00eam o explorador distante apontado para a Terra para que possa receber comandos, enviar dados de engenharia e fornecer os dados cient\u00edficos \u00fanicos que est\u00e1 a recolher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao fim de 47 anos, um tubo de combust\u00edvel no interior dos propulsores ficou entupido com di\u00f3xido de sil\u00edcio, um subproduto que aparece com a idade num diafragma de borracha no dep\u00f3sito de combust\u00edvel da nave espacial. O entupimento reduz a efici\u00eancia com que os propulsores podem gerar for\u00e7a. Ap\u00f3s semanas de planeamento cuidadoso, a equipa mudou para um conjunto diferente de propulsores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os propulsores s\u00e3o alimentados por hidrazina l\u00edquida, que \u00e9 transformada em gases e libertada em &#8220;sopros&#8221; com a dura\u00e7\u00e3o de dezenas de milissegundos para inclinar suavemente a antena da nave espacial em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra. Se o propulsor entupido estivesse saud\u00e1vel, precisaria de realizar cerca de 40 destes impulsos curtos por dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambas as sondas Voyager possuem tr\u00eas conjuntos, ou ramos, de propulsores: dois conjuntos de propulsores de posicionamento e um conjunto de propulsores de manobras de corre\u00e7\u00e3o de trajet\u00f3ria. Durante os &#8220;flybys&#8221; planet\u00e1rios da miss\u00e3o, ambos os tipos de propulsores foram utilizados para diferentes fins. Mas como a Voyager 1 viaja numa trajet\u00f3ria imut\u00e1vel para fora do Sistema Solar, as suas necessidades de propuls\u00e3o s\u00e3o mais simples, e qualquer um dos ramos de propuls\u00e3o pode ser usado para apontar a nave espacial para a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2002, a equipa de engenharia da miss\u00e3o, sediada no JPL da NASA, no sul do estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, reparou que alguns tubos de combust\u00edvel no ramo do propulsor de posicionamento utilizado para apontar estavam a entupir, pelo que a equipa mudou para o segundo ramo. Quando esse ramo mostrou sinais de entupimento em 2018, a equipa mudou para os propulsores de manobra de corre\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria e tem vindo a utilizar esse ramo desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, esses tubos do propulsor de corre\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria est\u00e3o ainda mais entupidos do que os ramos originais estavam quando a equipa os trocou em 2018. Os tubos entupidos est\u00e3o localizados no interior dos propulsores e direcionam o combust\u00edvel para o catalisador, onde \u00e9 transformado em gases (estes s\u00e3o diferentes dos tubos de combust\u00edvel que enviam hidrazina para os propulsores). Enquanto a abertura do tubo tinha originalmente apenas 0,25 mil\u00edmetros de di\u00e2metro, o entupimento reduziu-a para 0,035 mm, ou cerca de metade da largura de um cabelo humano. Como resultado, a equipa teve de voltar a utilizar um dos ramos do propulsor de posicionamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aquecendo os propulsores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudar para propulsores diferentes teria sido uma opera\u00e7\u00e3o relativamente simples para a miss\u00e3o em 1980 ou mesmo em 2002. Mas a idade da nave espacial introduziu novos desafios, principalmente relacionados com o fornecimento de energia e a temperatura. A miss\u00e3o desligou todos os sistemas de bordo n\u00e3o essenciais, incluindo alguns aquecedores, em ambas as naves espaciais com o objetivo de conservar a sua fonte de energia el\u00e9trica, que diminui gradualmente e \u00e9 gerada pelo decaimento do plut\u00f3nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora estas medidas tenham contribu\u00eddo para reduzir a energia, tamb\u00e9m levaram a que a nave ficasse mais fria, um efeito agravado pela perda de outros sistemas n\u00e3o essenciais que produziam calor. Consequentemente, os ramos do propulsor de posicionamento ficaram frios e lig\u00e1-los nesse estado poderia danific\u00e1-los, tornando os propulsores inutiliz\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa determinou que a melhor op\u00e7\u00e3o seria aquecer os propulsores antes da troca, ligando os aquecedores considerados n\u00e3o essenciais. No entanto, tal como acontece com tantos desafios que a equipa da Voyager tem enfrentado, isto apresentou um quebra-cabe\u00e7as: o fornecimento de energia da nave espacial \u00e9 t\u00e3o baixo que ligar aquecedores n\u00e3o essenciais exigiria que a miss\u00e3o desligasse outro componente para fornecer aos aquecedores eletricidade adequada, e tudo o que est\u00e1 atualmente a funcionar \u00e9 considerado essencial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estudarem a quest\u00e3o, exclu\u00edram a possibilidade de desligar um dos instrumentos cient\u00edficos ainda em funcionamento durante um per\u00edodo de tempo limitado, porque havia o risco de o instrumento n\u00e3o voltar a funcionar. Depois de um estudo e planeamento adicionais, a equipa de engenharia determinou que podia desligar em seguran\u00e7a um dos aquecedores principais da nave espacial durante uma hora, libertando energia suficiente para ligar os aquecedores do propulsor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E resultou. No dia 27 de agosto, confirmaram que o ramo do propulsor necess\u00e1rio estava de novo em a\u00e7\u00e3o, ajudando a apontar a Voyager 1 para a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Todas as decis\u00f5es que teremos de tomar no futuro v\u00e3o exigir muito mais an\u00e1lise e cautela do que antes&#8221;, disse Suzanne Dodd, gestora de projeto da Voyager no JPL, que administra a Voyager para a NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As naves espaciais est\u00e3o a explorar o espa\u00e7o interestelar, a regi\u00e3o para l\u00e1 da bolha de part\u00edculas e campos magn\u00e9ticos criada pelo Sol, onde \u00e9 prov\u00e1vel que nenhuma outra nave espacial visite durante muito tempo. A equipa cient\u00edfica da miss\u00e3o est\u00e1 a trabalhar para manter as Voyagers a funcionar durante o m\u00e1ximo de tempo poss\u00edvel, para que possam continuar a revelar como \u00e9 o ambiente interestelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/voyager-program\/voyager-1\/voyager-1-team-accomplishes-tricky-thruster-swap\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sondas Voyager:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.heavens-above.com\/SolarEscape.aspx?lat=0&amp;lng=0&amp;loc=Unspecified&amp;alt=0&amp;tz=CET\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Heavens Above<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 1 (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Voyager_2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voyager 2 (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Heliosfera:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heliosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espa\u00e7o interestelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_medium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um modelo da nave espacial Voyager da NASA. 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