{"id":7255,"date":"2024-08-30T06:15:27","date_gmt":"2024-08-30T05:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=7255"},"modified":"2024-08-30T06:15:28","modified_gmt":"2024-08-30T05:15:28","slug":"cientistas-do-projeto-eht-realizaram-observacoes-com-a-maior-resolucao-alguma-vez-alcancada-a-partir-da-superficie-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2024\/08\/30\/cientistas-do-projeto-eht-realizaram-observacoes-com-a-maior-resolucao-alguma-vez-alcancada-a-partir-da-superficie-da-terra\/","title":{"rendered":"Cientistas do projeto EHT realizaram observa\u00e7\u00f5es com a maior resolu\u00e7\u00e3o alguma vez alcan\u00e7ada a partir da superf\u00edcie da Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/images\/large\/eso2411a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/X9MLmx4R_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7256\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/X9MLmx4R_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/X9MLmx4R_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/X9MLmx4R_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/X9MLmx4R_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem art\u00edstica mostra as localiza\u00e7\u00f5es dos v\u00e1rios r\u00e1dio observat\u00f3rios no planeta que participaram numa experi\u00eancia piloto levada a cabo pela Colabora\u00e7\u00e3o EHT (Event Horizon Telescope), a qual obteve as observa\u00e7\u00f5es de mais alta resolu\u00e7\u00e3o alguma vez alcan\u00e7ada apenas a partir do solo. As observa\u00e7\u00f5es de teste detetaram a radia\u00e7\u00e3o emitida por gal\u00e1xias distantes num comprimento de onda de 0,87 mm e foram efetuadas com alguns dos observat\u00f3rios (a vermelho) que fazem parte do EHT, um telesc\u00f3pio virtual do tamanho da Terra. Uma destas gal\u00e1xias distantes e pontuais encontra-se representada no canto superior direito, enviando sinais de r\u00e1dio at\u00e9 \u00e0 Terra.\nEmbora condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas n\u00e3o ideais tenham dificultado as observa\u00e7\u00f5es em alguns dos locais, a equipa conseguiu observar v\u00e1rias gal\u00e1xias utilizando v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es. Foram feitas dete\u00e7\u00f5es robustas utilizando diferentes pares de telesc\u00f3pios, marcados por pontos brilhantes: o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array (ALMA) com o APEX (Atacama Pathfinder EXperiment) no deserto do Atacama, no Chile, o ALMA com o telesc\u00f3pio IRAM de 30 metros, em Espanha, e o ALMA com o SMA (Submillimeter Array), no Hawaii.\nA Colabora\u00e7\u00e3o EHT \u00e9 famosa por ligar telesc\u00f3pios de todo o mundo, utilizando uma t\u00e9cnica chamada interferometria de linha de base muito longa, para obter imagens de buracos negros supermassivos. As observa\u00e7\u00f5es EHT anteriores foram efetuadas a um comprimento de onda de 1,3 mm. Ao observar uma gal\u00e1xia ativa distante a um comprimento de onda inferior, os investigadores conseguiram capturar imagens de resolu\u00e7\u00e3o ainda mais elevada sem formar um telesc\u00f3pio virtual maior.\nCr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e de outras instala\u00e7\u00f5es, a Colabora\u00e7\u00e3o EHT (Event Horizon Telescope) levou a cabo observa\u00e7\u00f5es de teste com a mais alta resolu\u00e7\u00e3o alguma vez obtida apenas a partir da superf\u00edcie da Terra. Isto foi poss\u00edvel porque se detetou a radia\u00e7\u00e3o emitida por gal\u00e1xias distantes a uma frequ\u00eancia de cerca de 345 GHz, o equivalente a um comprimento de onda de 0,87 mm. A Colabora\u00e7\u00e3o EHT estima que, no futuro, ser\u00e1 capaz de obter imagens de buracos negros 50% mais pormenorizadas do que o que era poss\u00edvel at\u00e9 agora, tornando mais n\u00edtida a regi\u00e3o imediatamente a seguir aos limites dos buracos negros supermassivos mais pr\u00f3ximos. Ser\u00e1 tamb\u00e9m poss\u00edvel obter imagens de mais buracos negros dos que os observados at\u00e9 agora. As novas dete\u00e7\u00f5es, que fazem parte de uma experi\u00eancia piloto, foram publicadas na revista da especialidade The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Animation of the highest-resolution detections ever made from the surface of Earth\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LHgkoHSyBHY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Colabora\u00e7\u00e3o EHT divulgou imagens de M87*, o buraco negro supermassivo situado no centro da gal\u00e1xia M87, em 2019, e de Sgr A*, o buraco negro que se encontra no cora\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, em 2022. Estas imagens foram obtidas atrav\u00e9s da liga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios observat\u00f3rios r\u00e1dio em todo o planeta, utilizando uma t\u00e9cnica chamada interferometria de linha de base muito longa (VLBI), para criar um \u00fanico telesc\u00f3pio virtual do &#8220;tamanho da Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para obter imagens de maior resolu\u00e7\u00e3o, os astr\u00f3nomos recorrem, normalmente, a telesc\u00f3pios maiores ou a uma maior separa\u00e7\u00e3o entre os observat\u00f3rios que fazem parte do interfer\u00f3metro. No entanto, como o EHT j\u00e1 \u00e9 do tamanho da Terra, foi necess\u00e1rio utilizar uma abordagem diferente para aumentar a resolu\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es. Outra forma de aumentar a resolu\u00e7\u00e3o de um telesc\u00f3pio consiste em observar a radia\u00e7\u00e3o emitida pelos objetos astron\u00f3micos num comprimento de onda mais curto. Foi isso mesmo que a Colabora\u00e7\u00e3o EHT fez.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/images\/large\/eso2411b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8b\/0c\/bWc2hLKD_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Neste mapa, os pontos amarelos marcam a localiza\u00e7\u00e3o das antenas e redes que participaram numa experi\u00eancia piloto levada a cabo pela Colabora\u00e7\u00e3o EHT (Event Horizon Telescope). Nesta experi\u00eancia foi utilizada pela primeira vez com sucesso a t\u00e9cnica de interferometria de linha de base muito longa, que liga telesc\u00f3pios separados por centenas ou milhares de quil\u00f3metros, para observar a radia\u00e7\u00e3o a um comprimento de onda de 0,87 mm. Ao observar a radia\u00e7\u00e3o a este comprimento de onda mais curto, os investigadores do EHT conseguiram obter observa\u00e7\u00f5es com maior resolu\u00e7\u00e3o do que anteriormente, sem a necessidade de criar um telesc\u00f3pio maior. As dete\u00e7\u00f5es efetuadas apresentam a maior resolu\u00e7\u00e3o jamais obtida a partir da superf\u00edcie da Terra.<br>As infraestruturas que participaram nesta experi\u00eancia foram: o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e APEX (Atacama Pathfinder EXperiment), no Chile, o telesc\u00f3pio IRAM de 30 metros (30-M), em Espanha, e o NOEMA (NOrthern Extended Millimeter Array), na Fran\u00e7a, assim como o Telesc\u00f3pio da Gronel\u00e2ndia (GLT) e o SMA (Submillimeter Array), no Hawaii. O ESO \u00e9 um parceiro no ALMA e coacolhe e co-opera o APEX.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o EHT, obtivemos as primeiras imagens de buracos negros a partir de observa\u00e7\u00f5es levadas a cabo no comprimento de onda de 1,3 mm, no entanto o anel brilhante que vimos, formado pela curvatura da luz devido \u00e0 gravidade do buraco negro, ainda estava desfocado porque nos encontr\u00e1vamos no limite absoluto da nitidez das imagens&#8221;, explica o col\u00edder do estudo, Alexander Raymond, anteriormente a fazer p\u00f3s-doutoramento no Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian, e agora no JPL, ambos nos EUA. &#8220;A 0,87 mm, as nossas imagens apresentam-se mais n\u00edtidas e detalhadas, o que, por sua vez, ir\u00e1 provavelmente revelar novas propriedades destes objetos, tanto as que foram previamente previstas como outras que provavelmente n\u00e3o o foram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para mostrar que conseguia fazer dete\u00e7\u00f5es a 0,87 mm, a Colabora\u00e7\u00e3o EHT realizou observa\u00e7\u00f5es de teste de gal\u00e1xias distantes e brilhantes neste comprimento de onda. Em vez de utilizarem o conjunto completo do EHT, os investigadores empregaram dois subconjuntos mais pequenos, ambos incluindo o ALMA e o APEX (Atacama Pathfinder EXperiment), situados no deserto do Atacama, no Chile. O Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) \u00e9 parceiro do ALMA e \u00e9 coanfitri\u00e3o e co-opera o APEX. Outras infraestruturas utilizadas incluem o telesc\u00f3pio IRAM de 30 metros em Espanha, o NOEMA (NOrthern Extended Millimeter Array) em Fran\u00e7a, o Telesc\u00f3pio da Gronel\u00e2ndia e o SMA (Submillimeter Array) no Hawaii.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta experi\u00eancia piloto, a Colabora\u00e7\u00e3o EHT conseguiu obter observa\u00e7\u00f5es com uma resolu\u00e7\u00e3o de 19 microssegundos de arco, o que corresponde \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o mais elevada alguma vez obtida apenas a partir da superf\u00edcie da Terra. No entanto, n\u00e3o foram criadas imagens j\u00e1 que, apesar de terem sido realizadas dete\u00e7\u00f5es robustas da radia\u00e7\u00e3o emitida por v\u00e1rias gal\u00e1xias distantes, n\u00e3o foram utilizadas antenas suficientes para se poder reconstruir com precis\u00e3o uma imagem a partir dos dados obtidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este teste t\u00e9cnico abriu uma nova janela para o estudo dos buracos negros. Com o conjunto completo, o EHT poder\u00e1 observar detalhes t\u00e3o pequenos como 13 microssegundos de arco, o equivalente a ver uma moeda na Lua a partir da Terra. Isto significa que a 0,87 mm ser\u00e1 poss\u00edvel obter imagens com uma resolu\u00e7\u00e3o cerca de 50% superior \u00e0 das imagens de 1,3 mm de M87* e Sgr A* anteriormente publicadas. Para al\u00e9m disso, ser\u00e1 provavelmente poss\u00edvel observar buracos negros mais distantes, mais pequenos e mais t\u00e9nues do que os dois que j\u00e1 foram observados at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/images\/large\/eso2411c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/72\/b8\/5hCOwNmC_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estas imagens simuladas por computador mostram a emiss\u00e3o perto do horizonte de eventos de um buraco negro semelhante a Sgr A*, nos comprimentos de onda 1,3 mm (\u00e0 esquerda) e 0,87 mm (\u00e0 direita). Estas imagens real\u00e7am o maior detalhe que pode ser visto quando se observa um buraco negro em comprimentos de onda mais curtos. A barra horizontal denota uma escala angular de 40 microssegundos de arco.<br>Cr\u00e9dito: Christian M. Fromm, Universidade de W\u00fcrzburgo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Diretor Fundador do EHT, Sheperd &#8220;Shep&#8221; Doeleman, astrof\u00edsico do CfA e col\u00edder do estudo, afirma: &#8220;Observar a diferentes comprimentos de onda as altera\u00e7\u00f5es no g\u00e1s que rodeia os buracos negros, ajudar-nos-\u00e1 a compreender melhor como \u00e9 que estes objetos atraem e acretam mat\u00e9ria e como \u00e9 que lan\u00e7am jatos poderosos que se propagam a dist\u00e2ncias gal\u00e1cticas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00e9 a primeira vez que a t\u00e9cnica VLBI foi utilizada com sucesso a 0,87 mm. Embora a capacidade de observar o c\u00e9u noturno a 0,87 mm j\u00e1 existisse antes destas novas dete\u00e7\u00f5es, a utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica VLBI neste comprimento de onda sempre apresentou desafios que exigiram tempo e avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos para serem ultrapassados. Por exemplo, o vapor de \u00e1gua na atmosfera absorve muito mais as ondas eletromagn\u00e9ticas a 0,87 mm do que a 1,3 mm, dificultando a tarefa dos radiotelesc\u00f3pios de obter sinais de buracos negros no comprimento de onda mais curto. Combinando este facto com a turbul\u00eancia atmosf\u00e9rica cada vez mais pronunciada e a acumula\u00e7\u00e3o de ru\u00eddo em comprimentos de onda mais curtos, assim como a incapacidade de controlar as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas globais durante observa\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas sens\u00edveis, o progresso do VLBI para os comprimentos de onda mais curtos, especialmente aqueles que passam para o submilim\u00e9trico, tem sido lento. No entanto, e com estas novas dete\u00e7\u00f5es, tudo mudou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As dete\u00e7\u00f5es VLBI a 0,87 mm s\u00e3o inovadoras, uma vez que abrem uma nova janela de observa\u00e7\u00e3o no estudo de buracos negros supermassivos&#8221;, conclui Thomas Krichbaum, coautor do estudo, do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha, institui\u00e7\u00e3o que opera o telesc\u00f3pio APEX em conjunto com o ESO. E acrescenta: &#8220;No futuro, a combina\u00e7\u00e3o dos telesc\u00f3pios IRAM em Espanha (IRAM-30m) e NOEMA em Fran\u00e7a com o ALMA e o APEX permitir\u00e1 obter simultaneamente imagens de emiss\u00f5es ainda mais t\u00e9nues e mais pequenas do que o que tem sido poss\u00edvel at\u00e9 agora nestes dois comprimentos de onda, 1,3 e 0,87 mm&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sharpest ground observations ever\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6OcmKAyr1qQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2411\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/announcements\/eht-scientists-achieve-the-highest-resolution-yet-from-earth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/astronomers-make-highest-resolution-observations-ever-from-earth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/event-horizon-telescope-makes-highest-resolution-black-hole-detections-earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.mpifr-bonn.mpg.de\/pressreleases\/2024\/9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto Max Planck de Radioastronomia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.uclan.ac.uk\/news\/eht-higest-resolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Central Lancashire (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ad5bdb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1055330\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-blogs\/black-hole-files\/event-horizon-telescope-pushes-toward-sharper-images\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.skyatnightmagazine.com\/news\/eht-0-87-mm-experiment\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC Sky at Night<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/08\/240827105027.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2024-08-event-horizon-telescope-highest-resolution.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/multimedia\/artigos\/cientistas-conseguem-maior-resolucao-de-sempre-em-observacoes-com-telescopios-terrestres\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EHT (Event Horizon Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/eventhorizontelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Event_Horizon_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>APEX (Atacama Pathfinder Experiment):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.apex-telescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Pathfinder_Experiment\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IRAM:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/iram-institute.org\/observatories\/30-meter-telescope\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/IRAM_30m_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOEMA (Northern Extended Milimeter Array):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/iram-institute.org\/observatories\/noema\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IRAM<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Northern_Extended_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GLT (Greenland Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/spaces\/greenland-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Greenland_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SMA (Submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.cfa.harvard.edu\/sma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Submillimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>M87*:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Messier_87#Supermassive_black_hole_M87*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>M87:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Messier_87\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.seds.org\/messier\/m\/m087.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem art\u00edstica mostra as localiza\u00e7\u00f5es dos v\u00e1rios r\u00e1dio observat\u00f3rios no planeta que participaram numa experi\u00eancia piloto levada a cabo pela Colabora\u00e7\u00e3o EHT (Event Horizon Telescope), a qual obteve as observa\u00e7\u00f5es de mais alta resolu\u00e7\u00e3o alguma vez alcan\u00e7ada apenas a partir do solo. As observa\u00e7\u00f5es de teste detetaram a radia\u00e7\u00e3o emitida por gal\u00e1xias distantes num &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7256,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,1,59],"tags":[305,690,192,323,1805,741,421,925,1279,393,321,744,180],"class_list":["post-7255","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-telescopios-profissionais","category-via-lactea","tag-alma","tag-apex","tag-buraco-negro","tag-eht","tag-glt","tag-iram","tag-m87","tag-m87-2","tag-noema","tag-sagitario-a","tag-sgr-a","tag-sma","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7255","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7255"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7255\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7257,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7255\/revisions\/7257"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}